Coluna deste sabadão na Folha

Risco do Brasil virar Chile

Há um clima de tensão e apreensão em Brasília, com fortes ruídos entre os corredores do Congresso, a Esplanada e o Congresso, consequência do julgamento sem data ainda definida, pelo Supremo Tribunal Federal, da validade da prisão amparada na condenação em segunda instância.

Há receio de que se o STF soltar o ex-presidente Lula e a quadrilha que assaltou os cofres da Nação no escândalo da Lava Jato o povo vá às ruas, como no Chile, protestar. O clima de convulsão social nas ruas de Santiago, capital do Chile, teve como estopim o aumento das tarifas de ônibus. Em reação, os manifestantes depenaram o patrimônio público, incendiaram ônibus, trens do metrô e até prédios administrativos. Na esteira da violência, muitos perderam suas vidas.

No Brasil, dependendo do que o STF venha decidir, cenas semelhantes podem jorrar sangue nas ruas. Soltando Lula, os nobres ministros do Supremo podem incendiar o País.

Indicativo do mal – O STF deixou para concluir em novembro o julgamento da prisão em segunda instância. Até agora, o placar está em 4 votos a 3 a favor da prisão provisória. A Corte decide se um réu condenado pela segunda instância pode começar a cumprir pena imediatamente, ou isso só pode ocorrer depois de esgotados todos os recursos disponíveis em tribunais superiores.

Caso Lula - O resultado pode impactar os casos de 4.895 presos do País, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça. Um deles é o ex-presidente Lula. Caso prevaleça a tese pelo esgotamento dos recursos, ele deverá ser solto – o caso mais avançado contra ele, o do tríplex do Guarujá, ainda tem recursos pendentes. Isto é, ainda não transitou em julgado.

Quem é quem - Votaram na quinta-feira passada os ministros Luiz Fux (a favor da prisão em 2ª Instância), Ricardo Lewandowski (contra) e Rosa Weber (também contra). O voto mais esperado do dia era o da ministra Rosa Weber. Ela seguiu sua convicção pessoal no tema e votou contra a possibilidade de alguém ir para a cadeia antes de esgotados todos os recursos.

Insegurança – Três ministros já passaram por Pernambuco nos últimos dias, mas o Governo não consegue passar segurança nos efeitos das operações, em parceria com os Estados, na limpeza das praias. Diante de um mar de dúvidas, ninguém se aventura a um mergulho no mar.

Vai entender! – Cabeça de político é, verdadeiramente, algo indesvendável. Como explicar a troca do PR pelo PP por parte do pré-candidato a prefeito de Caruaru, Erick Lessa, que ainda discursou afirmando que estava ingressando no PP para combater raposas ao lado de Eduardo da Fonte?

FALÁCIA – Uma tal de ONG Liberdade criou um critério para apresentar o ranking dos melhores prefeitos do Estado. Mas ninguém levou a sério quando viu o prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSB), que não consegue andar sequer pelas ruas da cidade, entre os primeiros.

Perguntar não ofende: Quem, afinal, jogou o óleo da insensatez nas praias cartões portais do Nordeste?

Publicado em: 26/10/2019