Incumbência da oposição nacional versus democracia

Por Maria Luíza S. de Lima*

Na ocasião em que falamos, estudamos ou observamos seja qual for a política de outros países, a todo o momento nos deparamos com as expressões “oposição” e “situação” para evidenciar parlamentares que são da base e contra o governo. Posicionar-se é uma ação política.

Inicialmente, torna-se fundamental compreender que em regime de partido único não perdura oposição externa. Sem embargo este não é o fato do Brasil que vive em um regime multipartidário: com partidos da situação, de oposição, e neutros. Jamais opto por repreender a existência de partidos de oposição, contrariamente. Qualquer oposição na ocasião quando bem exercida, é próspera e compõe parte da metodologia democrática.

Maior parte das vezes o que vivenciamos é a ausência de consensos e interações entre os partidos políticos de oposição e situação. Ao tempo em que isso ocorre, os atritos e vetos de projetos que conduziriam proventos, incentivos e amparos para a população são menosprezados por rivalidades políticas.

A oposição no Brasil não mantém esse paradigma; é constantemente contra e constitui oposição por oposição, sem alinhamento deliberado e sem nenhuma coerência. O PT enquanto não era governo agiu desta forma, não obstante, posteriormente acolheu programas que contraditava e deu assiduidade a delineamentos que abominava, quanto às privatizações, para as quais usou o eufemismo de condescendências A elevação petista em relação a quatro mandatos sucessivos afligiu a força dos segmentados fora da base situacionista adormecendo a operação oposicionista.

O PSDB, que careceria edificar e governar a polarização prática o análogo que o PT cometia em conformidade com o propósito de tocar contrariamente inclusivamente a temas que primeiramente admitia enquanto gestão. Instaurou o instituto da reeleição, por aquele que guerreou e alcançou a difundir suborno de votos e de amparos. Transcorreu o governo tucano que concebeu e obteve acatar esse sistema de conservação do sistema da Previdência Social. Muito eventualmente assim seja por isso que posteriormente cessar o domínio político do país não mais obteve apossar-se uma eleição presidencial, pagando o preço da incoerência, do desabono e da transgressão de um grande projeto nacional.

Oposição é aquela que delibera, acompanha, sem gerar contratempos inoportunos e desfavoráveis à governança. Lamentavelmente o mal nos partidos e coligações, desconsiderando sua atribuição na vida pública é o de representar a população, legitimando, abordando e conduzindo recursos para a comodidade da nossa sociedade.

*Internacionalista

Publicado em: 09/10/2019