Quem paga essa conta?

Por Nayara Sousa*
 
O Brasil é um dos países com uma das cargas tributárias mais elevadas do planeta. Equiparado a países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, entre outros. O grande diferencial é que, no Brasil, não se consegue identificar a aplicabilidade real no dia a dia do contribuinte. Além do mais, existem inúmeros tributos que são cobrados por meio de impostos federais, estaduais e municipais.

Como um verdadeiro ciclo vicioso, os gastos públicos aumentam e, com isso, eleva-se os impostos a serem pagos pela população, a fim de aumentar a arrecadação para diminuir o déficit, o déficit não diminui e a conta não fecha.

Diante da realidade da recessão econômica brasileira vivenciada nos últimos anos, onde houve aumento do desemprego e queda dos níveis de investimentos, os estados e municípios tem o grande desafio de atrair investidores para retornar o crescimento local, gerar empregos e fomentar a renda.

Mas, nos parece que a cidade de Caruaru não caminha em direção para atrair novas grandes empresas. Boa parte da população caruaruense não tem o conhecimento de que, no final do ano de 2018, em meio às festividades, a Prefeitura Municipal encaminhou para a Câmara de Vereadores um Projeto de Lei, que se transformou na Lei Complementar nº63/2018, sobre o aumento de alguns tributos e a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que estabelece que o consumo acima de 20mil quilowatts/hora seja taxado em 390% para comércio e indústria. O projeto foi encaminhado em regime de urgência, sendo admitido pela manhã na câmara e votado no mesmo dia. Período este, em que as famílias estavam vivenciando um momento de distração e confraternização, na “calada da noite preta” a gestora nos deu esse presente natalino.

Quem sofre com isso não é apenas o povo, mas a indústria principalmente. As grandes empresas estão sendo oneradas cerca de quase 4 vezes pelo consumo de energia, isso com uma taxa de autoria do governo municipal e aprovada pela Câmara de Vereadores. Uma cidade que já caiu nos índices de geração de empregos, vem se revelando nada atrativa para se investir. Os únicos ganhadores com esse “desserviço” sãos os cofres da prefeitura, que por sinal estão bem robustos. E o trabalhador? Continua a pagar a conta...

*Enfermeira, pedagoga e professora universitária

Publicado em: 21/08/2019


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