Toffoli: Houve uma sede de poder

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, justificou de duas maneiras a decisão de suspender investigações em que dados bancários de investigados tenham sido compartilhados por órgãos de controle: defesa do cidadão e a necessidade de se criar limites à atuação de órgãos de controle. Em entrevista ao Estadão, Toffoli afirma que “houve sede de poder” por parte de instituições como o Coaf e a Receita Federal. “Houve uma sede de poder. E poder no Brasil são só três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe o ‘poder órgãos de controle’. Isso não é poder. Esses são submetidos aos controles do Judiciário”, afirmou o ministro.

A decisão de Toffoli aconteceu após pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O ministro negou que seu encaminhamento seja para beneficiar o filho do presidente Jair Bolsonaro. Flávio é alvo de investigação no MP-Rio por suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em seu gabinete quando ele era deputado na Alerj. “A minha decisão não é fulanizada. Houve uma provocação, mas eu já vinha refletindo sobre isso havia algum tempo. Até já tinha conversado com algumas pessoas, de que estava havendo um abuso”, afirmou.

Publicado em: 19/07/2019