PSDB e DEM: PrevidĂȘncia sem Bolsonaro

Partidos querem evitar acusação de sabotagem

Blog do Kennedy

Caciques do PSDB e do DEM articularam uma aliança para aprovar uma reforma da Previdência que gere em torno de R$ 800 bilhões de economia no período de dez anos. O acordo faz parte de estratégia para que tucanos e democratas não sejam responsabilizados por tentar inviabilizar a proposta do governo Bolsonaro.

Diversos líderes políticos dos dois partidos conversaram nas últimas semanas sobre a estratégia para evitar que o Congresso fique com a marca de sabotador do presidente Jair Bolsonaro.

Entre outros, participaram das articulações os tucanos João Doria, governador de São Paulo, e Samuel Moreira (SP), relator do PEC (Proposta de Emenda Constitucional) na comissão especial da Câmara, e os democratas Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara, David Alcolumbre (AL), comandante do Senado, e ACM Neto, prefeito de Salvador e presidente do DEM.

A intenção é que Samuel Moreira apresente nesta semana relatório que traga economia próxima do R$ 1 trilhão pretendido pelo ministro Paulo Guedes no prazo de dez anos.

Tucanos e democratas querem jogar para o alto porque sabem que há chance de a reforma ser desidratada na comissão especial e no plenário. O relator também avaliará se manterá ou retirará a previsão do regime de capitalização da PEC.

Uma sugestão feita a ele seria manter a possibilidade de capitalização como regime suplementar para quem receberá acima de cerca de R$ 1.300,00 ou R$ 1.400,00.

Publicado em: 12/06/2019