Coluna desta segunda na Folha

Rixa política afeta o São João

Um dos mais renomados centros de animação junina do País, Caruaru pode realizar a festa, pela primeira em sua história, este ano, em voo solo, sem o braço financeiro do Estado. O start do São João foi dado sábado passado pela prefeita Raquel Lyra (PSDB), atraindo uma multidão.

Foi presença tradicional e histórica na abertura a figura do governador do Estado. O socialista Paulo Câmara não deu o ar da sua graça. Ele mantém uma relação azeda com Caruaru desde que a tucana rompeu como seu Governo e pulou para o palanque de Armando Monteiro.

No São João passado, o Estado comprou uma cota de R$ 800 mil, paga há pouco. Para este ano houve uma sinalização de R$ 650 mil, mas até agora nem o governador nem ninguém da sua equipe garantiu esse valor oficialmente. Em épocas de lua de mel entre Estado e Prefeitura, o governador não só comprova cotas de até R$ 2 milhões, como disponha de camarote exclusivo no pátio do forró.

Tensão e tumulto – A convenção tucana que elegeu Bruno Araújo presidente em São Paulo teve tumulto. A turma de João Dória vaiou Júlia Jereissati, sobrinha do senador Tasso Jereissati (CE). O PSDB está rachado. Aliados do governador paulista pregaram um novo PSDB. Já o grupo de Alckmin questionava se os “cabeças pretas”, liderados por Bruno, não eram apenas cabelos brancos tingidos.

Nepotismo – O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), é um fervoroso adepto do nepotismo. Emprega três pessoas da mesma família. Elias Miler da Silva e seu filho Renato recebem R$ 22 mil, cada um. A mulher de Renato, Raissa, é secretária parlamentar, com salário beirando os R$ 18 mil E o pior é que o Major se apresenta como paladino da justiça.

Caindo fora – Atualmente na diretoria da Confederação Nacional dos Municípios, o ex-prefeito de Cumaru, Eduardo Tabosa (PSD), está cada vez mais fragilizado para derrotar a prefeita Mariana Medeiros (PP) nas eleições do ano que vem. Perdeu o apoio de vários aliados históricos, como o vereador Gilvan da Malhadinha (PSC), agora no palanque da prefeita.

Pá de cal – Se Bolsonaro já anda em rota de colisão com os trabalhadores, a tentativa do ministro Paulo Guedes de incluir dispositivo que permitiria o empregado abrir mão de direitos como férias, FGTS e 13º salário, seria a pá de cal no distanciamento do povo do Governo.

Discriminados – Não é só Caruaru como polo tradicional que se costura com as suas próprias linhas na promoção do São João. Petrolina, que faz um evento gigante, e Gravatá, um dos mais famosos e concorridos, também não receberam um tostão do Governo do Estado para a festa.

SE A MODA PEGA – O bom exemplo vem da cidade mineira de Arcos: os vereadores reduziram seus salários de R$ 6.149 para R$ 1.299, um corte de 80%. O prefeito também terá seu salário rebaixado de R$ 24 mil para R$ 12 mil, enquanto os secretários saem de R$ 7,9 mil para R$ 6,3 mil.

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Publicado em: 03/06/2019