Bolsonaro: ridículo ao vetar propaganda do BB

Presidente se cobre de ridículo ao vetar propaganda inócua do BB

É preciso um parafuso a menos para se ofender com o comercial

Tony Goes - Folha de S.Paulo

Quando saiu a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro havia não só mandado cancelar a nova campanha publicitária do Banco do Brasil, como também demitir o diretor de marketing que a aprovou, achei que o comercial censurado trazia alguma coisa de grave.

“Grave”, é claro, para o moralismo raso de Bolsonaro e seus seguidores mais fanáticos. Sim, raso: nesta mesma quinta-feira (25), o mandatário supremo da nação disse, durante um café da manhã com jornalistas, que “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. Agora, não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay aqui dentro”. Ou seja, turismo sexual no Brasil pode, talkei? Contanto que seja sexo heterossexual.

Concluí que o filme do BB, criado especialmente para celebrar a diversidade racial e sexual dos jovens brasileiros —um segmento cobiçadíssimo por qualquer instituição financeira– mostrasse um “trisal”, um casal de três, como na propaganda recente de uma cadeia de lanchonetes. Ou, talvez, um par de lésbicas trocando um selinho? Dois homens vestindo rosa e embalando um bebê?

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Publicado em: 26/04/2019