A Coruja salvou minha alegria no futebol

Quando postei no domingo que havia torcido pelo Náutico, alguns rubronegros mais fervorosos caíram de pau em cima de mim, dizendo que eu, por ser santinha, não tinha nenhum motivo para compartilhar alegrias no reino do futebol. 

Mas como bom sertanejo, de Afogados da Ingazeira, tenho sim. O Afogados, a Coruja que voa alto, honrou as tradições de bravura da tribo do Sertão, impondo respeito e mostrando um futebol de elevado nível, a ponto de eliminar o Santa em pleno Arruda e depois o Salgueiro, no Cornélio de Barros. Time raçudo é assim!

Sua raça o levou ao terceiro lugar no pernambucano, atrás apenas do Sport e Náutico. Não é fácil sair lá das agruras do Sertão para se firmar na elite do futebol pernambucano. Se os times da capital estão falidos, imagine o que é sobreviver no Interior?

Patrocínios, só da Prefeitura e de raros empresários sensíveis da região. Por falar em Prefeitura, vale registrar que o prefeito José Patriota cumpriu o que prometeu: além de praticamente manter a equipe, reformou o estádio Vianão, bancou os refletores para jogos noturnos e construiu de longe o melhor gramado do Nordeste com um sistema inédito de drenagem e irrigação.

Ao tirar o Santa da semifinal e em seguida faturar o Salgueiro dentro de casa, a Coruja garantiu, pela primeira vez, presença na Copa Brasil e no Brasileiro do ano que vem. Haja motivo para comemorações e estufar o peito de alegria!

Publicado em: 23/04/2019