Trapalhada aumenta pressão sobre líderes

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

trapalhada governista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de atrasar a tramitação da reforma da Previdência, fez crescer a sensação na Câmara de que a articulação política pró-Jair Bolsonaro só vai andar na Casa quando, não apenas um, mas os dois líderes, Major Vitor Hugo (o do governo) e Delegado Waldir (o do PSL), deixarem seus postos.

 

Parlamentares reclamam ainda da falta de um sinal claro do Planalto. Ninguém sabe definir ou diferenciar qual é o papel de Onyx Lorenzoni e o de Santos Cruz na articulação.

Governistas tiveram todo o desgaste de insistir em manter a Previdência à frente dos trabalhos na CCJ. Depois, contudo, votaram a favor da inversão da pauta, com o orçamento impositivo antes.

O que poderia ter sido rápido, votar o orçamento impositivo e seguir com Previdência, acabou durando o dia inteiro. Major Vitor Hugo demorou a entender a estratégia.

Os dois líderes, do PSL e do governo, não se gostam (não é de hoje) e não traçam estratégias conjuntas. Resultado: derrotas

Publicado em: 16/04/2019