Favoritismo de Maia topa em debandada de siglas e bloc√£o

Possíveis adversários pretendem lançar várias candidaturas para forçar um segundo turno

Angela Boldrini e Daniel Carvalho – Folha de S.Paulo

Em pouco mais de uma semana, o deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ) viu as notícias sobre a disputa da Presidência da Câmara mudarem drasticamente de tom.

Praticamente incontestável no fim de 2018, o favoritismo do atual presidente da Casa na corrida chega à segunda semana de 2019 balançado pela debandada de partidos da oposição, a provável formação de um bloco paralelo encabeçado por um ex-aliado e a pulverização de votos.

Se Maia começou o ano lendo, em 2 de janeiro, que o acordo firmado com o PSL fortalecia sua ambição de se reeleger para o cargo, chegou ao fim da segunda semana de 2019 recebendo a inesperada decisão do PSB de descartar aliança.

Hoje, ele tem o apoio formal, além do partido do presidente Jair Bolsonaro, de PSD, PR, PRB, DEM, PSDB, SD, Podemos e PPS.

A princípio, o anúncio do ingresso do PSL no bloco de Maia alimentou sua expectativa, ao somar os 52 votos da segunda maior bancada da Câmara à sua candidatura. 

Mas o que parecia ser a maior vantagem do presidente da Casa até o momento pode ter se transformado em seu ponto fraco. 

Primeiro, porque não há consenso sobre a adesão à candidatura de Maia entre os deputados bolsonaristas, que se veem pressionados por seus eleitores pelo apoio a alguém que aliados do presidente chamavam até as eleições de representante da "velha política".

Publicado em: 12/01/2019