Intervenção militar, zero

MONTANHAS DA AL-JAQUEIRA – Intervenção militar, zero possibilidade. Os militares cabeças pensantes das Forças Armadas entendem que golpismo, tanques de guerra nas ruas, isto é agenda do século passado.

Atualmente não existem condições objetivas, nem nacionais nem internacionais, para golpes armados. Congresso Nacional, movimentos sociais e a mídia em geral conjugam o noves fora.

Na década de 1964 havia guerrilhas de esquerda na América Latina, emanadas dos regimes comunistas da China, da União Soviética e de Cuba. Daí o apoio dos EUA aos movimentos golpistas de direita.

O pensador Olavo de Carvalho, uma das mentes mais brilhantes da atualidade, chama de “flatulências verbais” as gritarias sobre intervenção. Quem fala em intervenção militar são os novos bárbaros das redes sociais, dispersos, sem representatividade institucional.  

As Forças Armadas não resolvem nem os conflitos da favela da Rocinha, imaginem deste planeta Brazil. 

O presidente Temer não é uma vestal, todos sabemos, mas convém lembrar: foi ele quem resgatou o Brazil das mãos da camarilha vermelha, estancou o assalto aos cofres da Petrobrás e blindou o BNDES do desvio de recursos bilionários em favor de ditaduras comunistas na América Latina e na África.

E mais, conseguiu o milagre de acabar com o imposto sindical. Os pelegos boicotam a reforma trabalhista e o governo fraqueja. Os pequenos e médios empresários morrem de medo de contratar empregados por conta dos encargos trabalhistas. Temer desistiu da reforma da Previdência porque é um molenga e não tem peito para enfrentar a mundiça vermelha.

Falar em instituições democráticas consolidadas é dissimulação. Estão consolidadas, sim, as ditaduras dos sistemas tributário e financeiro e dos planos de doenças. Isto, para a classe média. Para os mais pobres, existem as ditaduras do desemprego, do subemprego e do SUS. No geral, existem as ditaduras das drogas, da delinquência e da violência. A classe média está condenado a trabalhar de quatro a cinco meses por ano para pagar a extorsão do Imposto de Renda. Isto sim é ditadura feroz.

Com uma democracia destas, pra que ditadura?! 

O Congresso Nacional será renovado. Blz. Você acredita, de boa fé, que serão eleitos governantes rochedos para operar reformas maravilhosas? Os comerciantes que em tempos de crise vendem combustíveis pelo dobro do preço são os mesmos que chamam os políticos de pilantras e votam neles.  

O povinho que protesta contra a corrupção é o mesmo que adora o programa Big Brother, delira nos campos de futebol e elege o presidente da República. Mesmo sem querer ser niilista, zero ilusão de minha parte.  

Versículos do abençoado Drummond: “Eu também já fui brasileiro/ moreno como vocês/ ponteei viola/ guie Ford/ e aprendi na mesa dos bares/ que o nacionalismo é uma virtude/. Mas, há uma hora em que os bares se fecham/ e todas as virtudes se negam”.

Drummond vive! Viva Drummond!

Publicado em: 04/06/2018