A fúria dos novos bárbaros

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Síria, Brazil e Venezuelda choram as crueldades da guerra e do fanatismo ideológico. Desde a repressão contra a chamada Primavera Árabe em 2011 a guerra civil na Síria já produziu mais de 350 mil cadáveres e 5 milhões de refugiados, numa população de 18 milhões de habitantes. A nação está destroçada, claro.

O equilíbrio do terror, doutrina dos tempos da Guerra Fria simbolizada pelo Doutor Strangelove a bordo de uma ogiva nuclear, continua nos ares no Oriente Médio. O genocida Bashar al-Assad lança armas químicas na cabeça dos seus compatriotas. A aliança ocidental, à frente Donald Trump, arremessa mísseis nas tendas de Bashar. A indústria armamentista toca a guitarra das moedas sonantes em dólar.    

O Papa Francisco faz piedosas orações para abrandar o coração de genocidas neo-nazistas e imperialistas. Orações são o refrigério das almas, mas, o coração dos tiranos não se comove com Benditos e Ave-Marias, só se comove com ogivas nucleares na caixa dos peitos.   

A ditadura do facínora Nicolas Maduro na Venezuela, instalado no poder desde 2013 depois da tirania de Hugo Chavez iniciada em 1999, faliu a economia, disseminou a fome, resultou em mais de 1 milhão de refugiados e milhares de mortos. As esquerdas radicais Brazil e da América Latina são cúmplices e coniventes com o regime terrorista de Maduro.

Cidade fundada há quase 4 mil anos, Damasco, capital da Síria, já foi chamada de Pérola do Oriente e Esmeralda do Deserto. Pertenceu a muitos impérios desde a Antiguidade. Está destroçada.   

Nestes tempos de celebrações universais dos direitos humanos, parece um delírio o predomínio de um híbrido pós-nazista-comunista tipo Bashar el-Assad capaz de arruinar uma nação e exterminar seus compatriotas.

Repito, no Brazil são mais de 60 mil mortes matadas por ano, de susto, de bala ou vício, feito uma guerra da Síria. A corrupção é a bomba atômica  mais mortífera produzida no Brazil.

O presidente bananão Michel Temer, atolado em denúncias de corrupção, continua patinando para fazer a travessia do mar vermelho. Com menos de 5 por cento de aprovação popular, não será candidato à reeleição, nunquinha. É jogador de pôquer, está blefando. Deve cuidar apenas das vias urinárias, cujas funções hidráulicas estão comprometidas.     

Quem irá apascentar o coração do Brazil depois de lacradas as urnas? Uma Assembleia Constituinte exclusiva, com tempo determinado, seria o remédio para repactuar o Estado de Direito Democrático e reedificar a Nação, conforme preconiza o Movimento Nacional Constituinte na voz de um dos seus baluartes, o Comendador Bueno, magistrado Bartolomeu Bueno de Freitas.

Elaborar a Constituição de um País é comparável a consertar o motor de avião em pleno voo. Em 1988 havia o comandante Ulysses Guimarães. Hoje quem poderia conduzir esta Odisseia no espaço? Este é o xis da equação.

Publicado em: 16/04/2018