Coluna do sabadão

Temer diz que seu olho está no Brasil

Em visita ao Sertão pernambucano, ontem, o presidente Michel Temer (PMDB) afirmou que não teme impopularidade diante da ameaça de decretar alta de impostos, a chamada explosão da carga tributária, caso a reforma da Previdência não venha a ser votada este mês. Seu Governo tem acima de 70% de impopularidade e a reforma previdenciária pode piorar ainda mais este quadro, porque atinge diretamente aqueles trabalhadores que estão se aposentando este ano.

Temer disse que sua preocupação é com o Brasil e se a reforma não sair o rombo da Previdência, que atingiu R$ 268 bilhões em 2017, chegará em breve a R$ 300 bilhões. O presidente Temer esteve na região da Transposição por três vezes e disse que “teve a ousadia de retomar as obras”.

Em relação ao ano eleitoral, enfatizou que a oposição ao seu governo terá de criticar a melhoria na economia e as reformas para atingi-lo. Temer, na verdade, encarou e promoveu as reformas trabalhista e um meia sola na política, mas a tributária não andou e a que tem dado mais dor de cabeça é a previdenciária, porque há reações das centrais sindicais e da sociedade em geral, além da própria base do Governo, que teme a reação das urnas.

Antes de viajar ao local, Temer deu entrevista à Rádio Jornal do Commercio, por telefone, e falou sobre as obras de transposição do rio. Segundo ele, houve aumento no repasse de, pelo menos, 40% para adutora. "Em 2015, foram repassados R$ 94 milhões à adutora do Agreste, alcançando 25 cidades. Em 2017, passamos para R$ 194 milhões. Portanto, não está faltando dinheiro e logo inauguramos em definitivo o Eixo Norte".

Questionado sobre a demora das obras, Temer ressaltou o que já foi feito: "O Eixo Leste, que já foi inaugurado em definitivo, foi um momento emocionante, lá na Paraíba, quando acionamos a entrada da água lá no rio. Aquilo era um filete de água e se transformou quase num rio caudaloso". Sobre a insistência em nomear a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o Ministério do Trabalho, Temer disse que espera uma decisão do judiciário e repetiu que a indicação de ministro é de competência privativa do presidente da República.

Publicado em: 02/02/2018