A vida é um sutiã, meta o peitos!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Tipo seitas pós-apocalípticas, o Brazil assiste ao advento do fenômeno chamado de zumbis vermelhos.  Os zumbis se consideram acima dos mortais e mortadelas. Os zumbis vermelhos do Brazil reverenciam como guru espiritual um sapo, chamado carinhosamente de Sapo Safadão, aliás, Sapo Sapiens, guia genial dos bichos barbudos e da mundiça do cordão encarnado. Dizem que o Homo Sapiens é descendente do Sapo Sapiens.Um dos lances mais ousados, ou cínicos, dos zumbis vermelhos é a chamada ideologia de gênero. Eles revogaram os cromossomos genéticos que definem os machos e as fêmeas.

Todíssimas as criaturas, assim aprendemos no jardim das nossas infâncias, possuem um sexo de nascença, congênito, desde o primeiro beijo do espermatozoide e do óvulo nas entranhas da natureza feminina. Assim são fabricados os ovários, a próstata, o útero, as glândulas mamárias, as genitálias côncavas e convexas.

Os “revolucionários” da ideologia de gênero dizem que as criaturas nascem assexuadas, feito os vegetais. Só depois de ficarem taludos, de participar de manifestações de protesto, de promover exposições de arte pornô, só então poderão decidir se desejam ser um marmanjo do sexo masculino, um bigodudo do sexo feminino, fêmea masculina, ou fêmea do sexo flex, duplex ou triplex.

Mas, o mundo gira, a Lusitana roda e depois, se o marmanjo ou a donzela se arrependerem poderão fazer uma cirurgia de mudança de sexo, encomendar um novo útero, próstata, ovário e uma genitália zero quilometro. Simples assim, como quem muda de provedor de Internet. Aliás, mudar de provedor é mais complicado, pois depende do atendente virtual Eduardo da Oi.

O atendente virtual Eduardo é um dos caras mais poderosos do Brazil, mais que Sergio Moro. O juiz Moro manda lá na República de Curitiba, que manda na República de todo o Brazil é o Eduardo. “Deus pôs alma nos cedros, nos junquilhos”, assim falou o bem-aventurado poeta Augusto dos Anjos, dos pecadores e das árvores da Serra da Borborema. O sábio francês Blaise Pascal ensinou no século 17: “O homem é um caniço pensante”. Se fosse um sertanejo pernambucano diria: “O homem é um mandacaru pensante”, ou “o homem é um alto coqueiro pensante”. Não diria que o homem é um pé-de-cana de açúcar pensante porque este é um vegetal reacionário a serviço dos usineiros da Zona da Mata.

A ideologia de gênero veio de longe. Nos anos 1960, na França libertária, uma mulher griladíssima chamada Simone namorava um zarolho invocado de nome Jean Paul Sartre. Naquele tempo a moda das feministas era queimar sutiãs, assim como hoje é queimar pneus. Um belo dia, que por sinal não era nada belo, Simone acordou de ovo virado e resolveu lançar uma ideia aloprada: ninguém nasce mulher, a gente se faz mulher. A galera feminista delirou, delirou e houve uma fogueira de sutiãs. 

Dai Joaquim Francisco, o filósofo de Macaparana, lançou a sua filosofia: “A vida é um sutiã, meta os peitos!”.     

Profeta Adalbertovsky
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Publicado em: 18/09/2017