Apagaram o candeeiro, derramaram o gás

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Luzes na ribalta! Sombras na ribalta! Tempestades na ribalta! O sapo está de molho. A pergunta agora é se Michel dança ou não dança ao som do bolero de Janot e de Joesley. Ele dançava o foxtrot, o passo da raposa, enquanto alisava as tranças de Marcela, a bela. O batidão agora é punk, é da pesada. Michelzão guenta ou não guenta o rojão. Michel era um bom samaritano. Foi provado e aprovado em primeira instância e segunda instância na dinastia escarlate. Subitamente, não mais que subitamente, virou fariseu e refém do açougueiro. O cara era teéudo e manteúdo da camarilha escarlate.  

O açougueiro orienta o plano de voo na torre de comando. Não existe mais céu azul de brigadeiro. Existe céu furta-cor de bandoleiro. Roubaram até o azul do nosso céu. O açougueiro é o rei do gado, o rei dos ares, o rei do BNDES, o vice-rei do Brazil. As bovinas e os bovinos do açougueiro possuem tetas, chifres, ovários e ovos de ouro. Eles mugem e tugem de modo politicamente correto à moda do chefe.   

Os argonautas traçam um horizonte artificial para definir o plano de voo. Planejam os ângulos do plano real e do plano imaginário. Navegamos num plano surreal. O plano imaginário é imponderável. O piloto surtou. As moças, os moços e aeromoçam perderam o cinto de castidade.O Brazil hoje é um jardim de aflições, de tempestades e de vulcões, sem esquecer o jardim das corrupções e das perdições.  

Falar nisso, os subintelectuais escarlates boicotaram o filme “Jardim das Aflições”, sobre vida e obra do admirável pensador Olavo de Carvalho. Eu ainda não vi o filme, mas adorei. Tempos recentes assisti e detestei o filmezinho medíocre e politicamente correto do cineastazinho K, caboclo mamador da Lei Rouanet. Olavo de Carvalho dá uma surra de erudição em todos esses microcéfalos vermelhos. A esquerda parasitária brasileira cultiva o obscurantismo cultural.   

Bons tempos em que um Maluf era o modelito de corrupção auriverde. Dizem que roubou uma avenida inteirinha em São Paulo e depositou num paraíso fiscal, um Seicheles, Shangrilá, assim como existem os paraísos comunistas. Era uma corrupção artesanal, de anzol, hoje é high tech.  
Imaginem hoje a construção de uma ponte Rio-Niterói, com 13,29 quilômetros, nas mãos da camarilha escarlate. Os bandoleiros sentem vertigens só de imaginar essas quilometragens superfaturadas.  Maus tempos da ditabranda semimilitar e semicivil! Os opositores eram tratados no pau, ou no pau-de-arara ou difamados. O ex-ministro Delfim Neto, gordo sinistro, eram chamado de gay. Naquele tempo ser gay era pecado, hoje tá moda politicamente correta. O gordo sinistro sobreviveu à ditabranda, aos regimes democratas, semidemocratas, hoje é conselheiro dos vermelhos e infravermelhos. Apagaram o candeeiro, derramaram o gás. O Brazil navega na escuridão, sem faroleiro, sem lampiões de gás e sem cintos de castidade. Volare, Brazil! Voa Brazil, na rota do imponderável. 

Profeta Adalbertovsky
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Publicado em: 10/07/2017