Hasta la vista, exterminador Fidel!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Século 20 foi o século das guerras, das vacinas e da penicilina. Da utopia socialista e da queda do Muro de Berlim, da falência do “socialismo real”. Das descolonizações europeias na África e dos ditadores genocidas. A prática é o critério da verdade, diz um princípio da dialética. Qual o legado de Fidel Castro? O legado da ditadura comunista é uma sociedade em ruínas e um povo escravizado pelos tiranos. A utopia socialista resultou numa farsa.

Fidel mandou fuzilar mais de 8 mil compatriotas, além de 1.163 assassinatos extrajudiciais. Morreram 1.081 presos políticos nas prisões. Mais de 120 mil cubanos fugiram da ilha pelo porto de Mariel depois do golpe comunista de 1959. Ao tentarem fugir da ilha pelo mar, 70 mil pessoas morreram desde então. Estas são estatísticas feitas por organizações internacionais sobre o regime genocida comunista.

Já foi julgado pela história como um ditador genocida que escravizou seu povo e repudiado pela consciência humanitária. Dizer que somente a história o julgará é sair pela tangente. Pinochet também fez história. Papa Doc e Baby Doc também fizeram história no Haiti.
Enquanto existiu a “guerra fria” entre as potências dos Estados Unidos versus a extinta União Soviética, Fidel mamava milhões de dólares nas glândulas mamárias de Moscou e degustava seus charutos Romeo e Julieta com a proteção da “cortina de ferro” comunista.

Depois que o império soviético faliu, disseram que o embargo imperialista dos EUA era culpado pela decadência de Cuba.
O inferno são os outros, dizia o filósofo zarolho Jean Paul Sartre. Eu também sou zarolho, mas não sou filósofo, sou um bicho-grilo do tamanho de um tostão e estou a fim de descolar uma namorada menos feia que Simone de Beauvoir, mas que seja palatável.  
Se perguntar não ofende e vc não tem medo do contraditório dialético, responda por gentileza: qual a diferença entre o general Pinochet e o comandante Fidel?

Os dois mataram, torturaram e prenderam compatriotas. Fidel matou e torturou em nome da “utopia socialista”, para perseguir os seguidores do ex-ditador  Fulgêncio Batista. Pinochet matou e torturou em nome do conservadorismo, para perseguir os seguidores do socialista Salvador Allende. A ditadura de Pinochet, que durou 17 anos desde 1973, cometeu atrocidades, mortes e torturas contra mais de 20 mil chilenos. Fidel e Pinochet exalam o cheiro de enxofre das trevas.  

A revista Forbes informou, em 2006, que Fidel acumulava 900 milhões de dólares capitalistas em suas barbas vermelhas. Investigações internacionais descobriram que Pinochet roubou 40, 50, 100 milhões de dólares depositados em contas no Exterior.
Ideia recorrente dos comunistas é dizer que Fidel livrou Cuba das garras do imperialismo, pois nos tempos do ditador Fulgêncio Batista a ilha era usada como bordel pelos americanos. Os países do Caribe sempre usaram seus atrativos naturais para a exploração do turismo sexual. A decadência do regime comunista hoje mais ainda dissemina a prostituição masculina e feminina em Cuba.

O turismo sexual na rede hoteleira é fonte de recursos para Cuba. Um punhado de dólares basta para um turista capitalista degustar uma cubana comunista. A prostituição masculina também funciona para mulatos cubanos degustarem as turistas estrangeiras.
Por ironia do destino uma filha de Raul Castro, a socióloga Mariela Castro, organiza as paradas gays na cidade de Cienfuegos. Noutros tempos seria fuzilada pelo psicopata homofóbico Che Guevara ou pelo tio Fidel. Ela é tipo a Marta Suplicy de Cuba, defensora das mulheres de grelo duro e dos machos do sexo feminino.   
Hasta la vista, Fidel, exterminador do passado!

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com

Publicado em: 28/11/2016