ArcoVerde


20/09


2016

Flores para o túmulo de Stalin

O pior jornalismo é quando falseia a História. Pior ainda quando, de má-fé, deliberadamente, escamoteia os fatos, apagando-os, à moda stalinista (mesmo até desconhecendo, por ignorância política, o que representava a conduta vil imposta pelo totalitarismo soviético). Essa é a impressão que se tem ao folhear hoje uma matéria sobre o novo cinema pernambucano (sic), no caderno cultural do Jornal do Comércio, assinada pelo até então sério crítico Ernesto Barros e editada por Marcelo Pereira. A matéria engana os leitores e assinantes do JC (eu, por exemplo), quando, ao reescrever de forma equivocada a história da retomada do cinema pernambucano nos anos 90, informa que esse novo ciclo foi iniciado com o filme “Baile Perfumado”.  Uma inverdade, antes advertida, com dados e fatos, ao crítico e ao seu editor.

A bem da linearidade da História, o novo cinema pernambucano começou não em 1996 (como quer a matéria desonesta do JC), mas, sim, em 1994, quando realizamos, eu e Lírio Ferreira, “That´s a Lero-a-Lero”, um curta de 16 minutos, que ficciona a passagem emblemática do genial diretor Orson Welles pelo Recife, em 1942. O roteiro é inspirado numa reportagem assinada por Caio de Sousa Leão, uma das mais belas páginas já escritas sobre cinema na Imprensa pernambucana. Portanto, o filme, que ganhou vários prêmios em festivais nacionais (inclusive o de Brasília), representa o marco zero, a fronteira fundadora, do que hoje é o novo cinema pernambucano, onde brilha “Aquarius” e outras obras sobre draminhas imobiliários conservadores de classe média.

Ainda a bem da Historia, o que a matéria desonesta do JC não faz referência, essa retomada, tanto a do “That`s a Lero-Lero” quanto, dois longos anos depois, o “Baile Perfumado”, só foi possível (o que a matéria chama de sonho impossível (sic)) graças ao apoio irrestrito de Rubem Valença (então presidente da Fundarpe) e a Luiz Otávio (secretário da Fazenda do governo Joaquim Francisco). Foram eles que instituíram o prêmio Ary Severo, que resultou anos depois na política fomentadora do cinema pernambucano, bancada pelo saudoso governador Eduardo Campos. Quanto ao “Baile”, a Fundarpe colocou muita grana para o filme sair. Para o JC, a retomada do cinema pernambucano nasceu do nada, de geração espontânea, fruto da cabecinha delirante e esotérica de Lírio Ferreira e Paulo Caldas.

Além de não fazer referência a esses fatos, numa recaída stalinista de passar o borrão na HH

 História, o JC avança ainda mais para confundir o leitor. Abre espaço para o cineasta Cacá Diegues (que, ao lado de Paulo Caldas e Walter Moreira Salles, ostentam o título de piores diretores da atualidade). Cacá Diegues recomenda aos cineastas da terra de altos coqueiros a abandonar o nome “cinema pernambucano”, e sim adotar o de “cinema feito em Pernambuco).  Uma malandragem carioca para, em nome de um falso cosmopolitismo (outra vez, a linhagem falseadora), enganar os otários que moram à beira do Capibaribe. O JC esquece, mais uma vez, que a retomada do cinema pernambucano só foi e é possível graças à política incentivadora (leia-se: grana) do governo do Estado (que vem lá de trás, como já mostrei). É o que o redivivo Roberto Magalhães chamava de “dinheiro azul e branco”. Portanto, olho no Cacá Diegues. Ou melhor, olho nele! Olho no azul e branco!!

Quanto ao “Baile Perfumado”, que a matéria do JC atribui como marco fundador, a rigor, nem chega a ser um longa-metragem. Não passa de uma média-metragem. Como não havia sequências suficientes para chegar ao teto mínimo exigido de 80 minutos, os diretores foram inteligentes, enxertaram uns 15 minutos de agradecimentos, para assim fechar a conta. O filme não tem final, o que é estranho. Uma das sequências, praticamente na abertura do “Baile”, é um plágio descarado de uma das sequências do roteiro original do “That´s a lero-lero”, escrito por mim. No plano-sequência, o secretário de Padre Cícero, o árabe Benjamin Abraão, troca de roupa, sem cortes. O sempre esperto-híbrido Lírio Ferreira contrabandeou o plano- sequência (quando Orson Welles troca de roupa sem cortes) para o “Baile” e nem disse obrigado. Quanto ao Lampião, interpretado por um ator paraibano, o historiador Frederico Pernambuco o execrou. Achou o Lampião do “Baile” completamente fake, e o comparou como uma cópia de mau gosto do Lampião de “O cangaceiro”, de Lima Barreto. Um horror sertanejo.  A matéria do JC não fala disso.

Nos anos 70/80, um relatório do SNI, o então serviço de informação da ditadura, considerava a Imprensa pernambucana a mais conformista do Brasil.  Certamente, os tempos mudaram. O caderno cultural do JC faz hoje o jornalismo mais água com açúcar do país. O único compromisso é ressuscitar a indústria do disco. Por falar nisso, o vocalista Frejat, do Barão Vermelho, declarou, recentemente na Folha de São Paulo, que nunca mais vai lançar disco físico. E mais: tem horror a essa onda de vinil. Olho no Barão, sabe das coisas. Quando o jornalismo falseia a História, os leitores/assinantes do JC devem mandar flores para o túmulo de Stalin. 


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ENEAS DA SILVA AMARAL JUNIOR

ATENÇÃO!!! ATENÇÃO!!! COXINHA MORRE DO CORAÇÃO DEPOIS QUE LEU A MANCHETE: LULA RECEBEU PRÊMIO INÉDITO DE ESTADISTA GLOBAL EM DAVOS O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o prêmio de Estadista Global do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), no dia 29. Esta é a primeira edição da homenagem, criada para marcar o aniversário de 40 anos do Fórum. Conforme a organização do evento, o prêmio tem o objetivo de destacar um líder político que tenha usado o mandato para melhorar a situação do mundo. \"O presidente do Brasil tem demonstrado verdadeiro compromisso com todas as áreas da sociedade\", disse o fundador e presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab.

ENEAS DA SILVA AMARAL JUNIOR

TUCANALHA FALANDO DE MORALISMO, HONESTIDADE E ÉTICA NA VIDA PÚBLICA...UÉÉÉÉ!!!! DÁ VONTADE DE VOMITAR NO PÉ DE VOCÊS COXINHAS ACÉFALOS!!!!

ENEAS DA SILVA AMARAL JUNIOR

A PORTA DO INFERNO TEM NOME (Trensalão e Furnas): o lento desenrolar dos escândalos tucanos na Justiça. Processos envolvendo tucanos ou ocorridos durante gestões do PSDB não avançam. um documento de cinco páginas divulgado pela revista Carta Capital em 2006 que trazia os nomes de políticos supostamente agraciados com contribuições de campanha frutos de um esquema de caixa dois envolvendo a Furnas Centrais Elétricas, empresa de capital misto do setor elétrico, subsidiária da Eletrobras. No total, 156 políticos teriam recebido 40 milhões de reais no pleito de 2002 – 5,5 milhões teriam irrigado a campanha de Aécio Neves. Geraldo Alckmin e José Serra também apareciam na planilha. Os tucanos sempre questionaram a autenticidade do documento. Por outro lado, laudos da Polícia Federal apontaram para a legitimidade da lista.


Asfaltos


19/09


2016

Lágrimas de crocodilo

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Cristo chorou, diz o versículo mais triste da Bíblia Sagrada. Chorou diante dos desatinos da humanidade. Jesus chorou por seu amigo Lázaro e pela tristeza das irmãs dele antes de o ressuscitar. Chorou porque os amava. Chorou ao saber que Jerusalém seria destruída e chorou no Calvário ao perceber que a morte se antecipava. E “Consummatum est”, tudo está consumado, a triste sina dos mortais.

O sapo vermelho chorou lágrimas de crocodilo diante das cruzetas do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá, porque ele ama os empreiteiros da OAS, não ama os procuradores do Ministério Público Federal e não ama jamais a vara do juiz Sergio Moro.
Depois das lágrimas de crocodilo, o bicho deu cambalhotas e gargalhadas e blasfemou:

-- Eu sou invencível. Só perco uma olimpíada presidencial no Brazil para Jesus Cristo. Não perco nem para Lázaro ressuscitado, nem para Moisés, nem para São José, nem São João dos carneirinhos, nem para os 12 apóstolos, nem os Santos Evangelistas Marcos, Mateus, João e Lucas, nem para o Papa Francisco, nem o Padim Ciço, nem o cantor Safadão, nem a Madre Tereza de Calcutá, nem o Cangaceiro Lampião, nem JK, nem Getúlio, nem para a mãe de Pantanha. 

E disse mais: se encontrarem um milhão de denários em minha cueca, eu prometo caminhar a pé deste o Sitio do Pica-Pau Amarelo de Atibaia e do apê triplex de Guarujá até a pousada dos hóspedes em Curitiba e BSB onde se encontram os guerreiros do povo brasileiro Dirceu, Valério, Delúbio e o compadre Bumlai.

O sapo jurou por todos os santos, orixás, pais de santos e mães de santo, ser mais honesto e generoso que o Negrinho do Pastoreio,  Cobra Norato, o Curupira, o Boitatá, o Boto Cor de Rosa, a Comadre Fulozinha, o Saci Pererê, o Pássaro Azul, o Pai do Mato, o Jacaré Luminoso, o Boi Serapião.  

Depois de tantas batalhas para aprovar o Impichi, estamos livres da mundiça vermelha. E agora? Que o partido do cordão encarnado se transformou num antro de corrupção, não existe nenhuma dúvida. Os vermelhos somaram, multiplicaram e elevaram corrupção à potência máxima. Havia campo fértil.

Depois do Impichi haverá um refrigério na economia, é natural. A desagregação social, aí são outros quinhentos.
E ovo da serpente continua existindo. A sociedade brasileira está doente, doente crônica, padece de muitas mazelas. O nosso dia a dia está contaminado pela corrupção, violência, injustiças, arrogâncias, burocracia e abusos de todos os poderes. Vivemos sob o signo de Macunaíma, o herói sem caráter, e Pedro Malasartes.

Este é um país escalafobético feito as republiquetas africanas. A violência é uma forma de corrupção moral, corrupção dos costumes. Uma sociedade que comete mais de 40 mil assassinatos por ano em tempos de “paz” vai além de todos os limites civilizatórios. Não me venham falar em modernidade e avanços sociais. As degradações é que avançaram em todas as áreas, sociais, culturais e morais.
Pessimismo? Olhai os lírios dos campos, olhai ao redor dos vossos umbigos. Celular, Internet, Pokemon e torcidas organizadas -- isto é avanço? Avanço é esgotamento sanitário, saúde e paz social.

 * Jornalista

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ENEAS DA SILVA AMARAL JUNIOR

ATENÇÃO!!! ATENÇÃO!!!! DESAFIO QUALQUER COXINHA ULTRA RADICAL ASSISTIR ESSE VÍDEO E CONTINUAR SENDO COXINHA.( A PRIVATARIA TUCANA,GLOBO,FHC,AÉCIO , JOSÉ SERRA, ALOYSIO NUNES, TRAIDORES) https://youtu.be/L3VTSxWTvjI

josé arnaldo amaral

B R I LH A N T E ! ! !




12/09


2016

A seita da mundiça vermelha

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Do alto destas montanhas, eu pergunto a mim mesmo: por que, Zeus do céu, diante de tantas e quantas patifarias praticadas, provadas e comprovadas, tantíssimas criaturas revelam-se ortodoxas ou fanáticas, apaixonadas pela mundiça vermelha? Qual o mistério do além? Qual o mistério atômico, quântico ou magnético? O escritor português Camilo Castelo Branco escreveu dois clássicos da literatura chamados “Amor de perdição” e “Amor de salvação”. Digamos que são os pêndulos da humanidade.

Conheci o grande Camilo ao viajar nas nuvens do tempo, em Lisboa, idos de 1850, se não me falha a retentiva. Ele era um cara muito namorador e sofredor, uma alma boa e generosa. Naquele tempo ainda não havia o PT, nem socialismo, nem comunismo, nem a caterva vermelha, nem nazismo, nem essa mundiça do cordão encarnado.

Mas, o bicho já estava ligado nos descaminhos da humanidade. Quando ele lançou “Amor de Perdição” numa tarde de autógrafo na livraria Cultura da Jaqueira, eu perguntei: “Camilo, o teu romance é sobre os fanáticos ideológicos de todas as laias?” Ele disse que sim, eu zuro por Zeus. Ainda hoje ele vive deambulando nas ruas de Lisboa e recentemente eu encontrei com ele nas montanhas da Jaqueira à procura de Pokemons na Internet. Delirar é preciso.

A bordo do aplicativo capitalista WhatsApp, eu conversei com um cara chamado Luiz Fernando Ponde, professor de Filosofia da USP e formado em Tel Aviv, sobre os dogmatismos da esquerda. Ele falou mais ou menos o seguinte: A esquerda radical virou mais ou menos uma seita, uma obcessão, em que as pessoas se julgam herdeiras de um messianismo sem Deus, ou cujo Deus é a história perfeita. Ao aderirem a essa seita messiânica, seja o PT, o comunismo, ou o bolivarismo, as pessoas se refletem no espelho como se fossem apóstolos do bem. Ou direi, acima do bem e do mal. A história da filosofia e da moral prova que isto é uma auto-ilusão e o bem se transforma em instrumento do mal. Os genocídios praticados pelo comunismo e pelo nazismo provam esta verdade histórica, digo eu. Comunismo e nazismo se equivalem em genocídios na historia da humanidade, está provado.               

A vida é um turbilhão de paixões, eu direi aos meus discípulos do alto destas montanhas da Freguesia dos Aflitos.
Eu mesmo sou apaixonado por Marisa Monte, Elis Regina, Michael Jackson do Pandeiro, Lua Gonzaga, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Manuel Bandeira, o poeta Augusto dos Anjos e dos pecadores, Cole Porter, Billie Holiday e minha noiva predileta Janis Joplin. As minhas musas e meus passarinhos das letras e dos trinados musicais são criaturas abençoadas por Zeus e bonitas por natureza.

Também adoro a Tiazinha Rita Lee, porque as pedras que rolam não criam limo, rock n’roll. O ex-compositor Chiquinho, tiozinho das meninas e meninas do coração que se dizia valente, perdeu os encantos está atolado nos caminhos da perdição do cordão encarnado. Estava à toa na vida, o Mensalão, o Petrolão, mil patifarias da mundiça vermelha passaram na janela, mas os olhos verdes de Chiquinho não viram, seus ouvidos não ouviram e seu coração não se compadeceu da corrupção no Brazil. O coração de Chiquinho tem acampamentos do MST, sapos e jararacas vermelhas de estimação. 

Minhas paixões são sortidas, de Marisa Monte a Janis Joplin, Charles Chaplin e Nelson Rodrigues. Mas, to fora dessa diversidade que se apropriou do símbolo universal do arco-íris. O arco-íris é um prisma, essa gente não tem o direito de impor a ditadura de minorias.  
Zeus me livre de ter paixões bairristas ou provincianas. Nelson Rodrigues, Manuel Bandeira, Augusto dos Anjos e dos pecadores e Michael Jackson do Pandeiro são auriverdes e universais.

* Jornalista

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ENEAS DA SILVA AMARAL JUNIOR

ATENÇÃO!!! ATENÇÃO!!!! DESAFIO QUALQUER COXINHA ULTRA RADICAL ASSISTIR ESSE VÍDEO E CONTINUAR SENDO COXINHA.( A PRIVATARIA TUCANA,GLOBO,FHC,AÉCIO , JOSÉ SERRA, ALOYSIO NUNES, TRAIDORES) https://youtu.be/L3VTSxWTvjI




11/09


2016

Lula faz grande arrastão no Cabo

Líder em todas as pesquisas, o candidato doPSB a prefeito do Cabo, Lula Cabral, arrastou, na manhã de hoje, milhares de pessoas que o acompanharam da Charneca até Pirapama, numa caminhada de 5 km. Festejado por onde passou, Lula parou diversas vezes para atender o pedido de populares, que solicitavam uma selfie. Na sua fala, agradeceu a presença de todos e afirmou: "O povo do Cabo já decidiu por quem tem experiência comprovada. Por quem já mostrou que sabe fazer. O Cabo vai voltar a ter prefeito." 
No próximo domingo, 1Ponte dos Carvalhos será invadida pela onda vermelha.


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07/09


2016

No feriado, Anderson faz adesivaço em Piedade

O candidato a prefeito de Jaboatão pelo PR, Anderson Ferreira, aproveitou o feriado desta quarta-feira (7), Dia da Independência do Brasil, para, promover um adesivaço na orla de Piedade. Lá, ressaltou a história do município. “O dia de hoje nos lembra fatos que orgulham a nossa cidade. Jaboatão foi palco da Batalha dos Guararapes, símbolo da liberdade de nosso País e da união das raças”, disse, acrescentando que “gostaria que o povo tivesse mais motivos para se orgulhar”.

De acordo com o candidato, o Dia da Independência representa uma oportunidade para a população fazer uma reflexão sobre as eleições de outubro. “Nessa eleição podemos votar diferente, tomar o destino em nossas mãos, construir um futuro melhor para todos. O grupo da Prefeitura está aí há oito anos, tempo suficiente para sabermos que só com uma verdadeira mudança, as famílias de Jaboatão terão de volta o respeito e a dignidade que merecem”, destacou. 

Anderson disse ainda que esse resgate só poderá ser feito por meio de programas que olhem para as pessoas, como o Saúde que Funciona, a Escola de Verdade e Família sem Drogas. “A independência de uma população vem por meio de uma educação de qualidade. Vamos trabalhar para que o povo de Jaboatão seja mais feliz e mais realizado”, afirmou.


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05/09


2016

Meu amigo Geneton

Escrever sobre o amigo morto talvez seja uma oração absolutamente inútil. Escrever ao amigo morto talvez seja uma tentativa inútil de reparação à orfandade das palavras. A amizade, tão incomum, agora subjugada aos lugares-comuns do luto: a cada dia a sua dor, pranto, perda, ausência, presença imaterial, reminiscência. Mas, ante o nada que passa a se impor ao cotidiano, a memória substantiva reluta a soçobrar. Um consolo, ou quase isso.

Geneton Moraes Neto foi o primeiro jornalista que conheci. Ele tinha 18 anos, eu 23. Estudávamos juntos, numa sala apertada do primeiro ano de Jornalismo da Unicap. Em 1974. Sorte minha. O primeiro jornalista era o melhor e o mais talentoso de toda uma geração. Impressionava-me que, aos 18, Geneton já era um excelente repórter, profissionalizado, contratado do Diário de Pernambuco. Impressionava-me mais ainda Geneton assinar uma coluna, aos domingos, a Geleia Geral. Uma coluna moderníssima, espaço assegurado e replicante de toda a cena underground e de resistência da contracultura pulsante do Recife dos anos 70. Leitura obrigatória para quem queria ficar ligado nas coisas que aconteciam.

Geneton também foi o primeiro jornalista que conheci acossado pela ditadura. Certa noite, dois serviçais do regime militar foram buscá-lo na sala de aula. Os fotogramas permanecem claros ainda hoje na minha mente. Mal vestidos, como detetives fugidios de um filme de Godard, os meganhas levaram Geneton, que se manteve o tempo todo sereno. Uma noite completa de interrogatório. Os tiras godardianos queriam saber quem eram os estudantes que iam fazer um show num Diretório Acadêmico, notinha dada na avant-garde Geleia Geral. Geneton sequer os conhecia. Uma notinha inocente, pura e besta implicava em alto risco (caso Herzog, entre muitos outros). Ficou por isso, descontando a noite tensa e perdida nos corredores da repressão.

Por essa época, Geneton também sofreu uma tentativa de agressão física. Um jornalista de extrema-direita (existia, sim. e não eram poucos) partiu para cima dele, tentou queimá-lo com um cigarro (fetiche de torturador). Gratuitamente. Gratuitamente, não. O fascista se incomodava com a liberdade e a beleza dos textos de Geneton. No entanto, Geneton, despojado de qualquer fantasia de maquis, jamais deu relevância biográfica a esses e outros incidentes. Heroísmo zero.

Mas foi o cinema, e não o jornalismo, que nos uniu. Amizade que se tornou inquebrantável até o último dia de vida dele. Fizemos logo um curta-metragem em super-8, o “Isso é que é”, um libelo anti-imperialista, pop, inspirado num poema-processo, bem de vanguarda. Os atores, nossos colegas de sala. O jingle da Coca-Cola, lindo, serviu como trilha sonora.

Depois, no início dos 80, ele foi trabalhar na TV Globo, e me levou. Radicalizamos. Fundimos jornalismo com cinema, criamos uma nova linguagem, sob os olhares cúmplices de Roberto Menezes, Ricardo Carvalho e Paulo Cunha. Um dia, a milícia dos medíocres, nossa permanente inimiga comum, decretou o fim da saturnália televisiva. Ao longo dos anos subsequentes, juntos topamos vários confrontos. Animadas trincheiras. Sempre contra a volante dos obtusos, fâmulos da iniquidade. Mas Geneton não desistiu. Transformou, por exemplo, a experiência da sopa primordial do Morro do Peludo numa obra originalíssima, impactante, em que as fronteiras entre jornalismo e cinema se volatizaram, e que se tornou marca personalíssima de seu trabalho em televisão. Reconhecida por todos os grandes mestres da TV brasileira. Geneton levou às últimas consequências a lição antropofágica de Oswald de Andrade: “A poesia está nos fatos”.

“É de bom tom, ligar para Geneton”. É assim que o grande repórter Joel Silveira dava alô quando falava com Geneton ao telefone. Aos domingos à noite, invariavelmente, Geneton me telefonava. Ligação de uma hora. Como não assisto televisão e nem sou assinante da Globonews, Geneton me contava, em detalhes, as entrevistas que fazia com generais, artistas, escritores, astronautas. Eu era sempre o primeiro a ouvir a entrevista, e também o primeiro a “ver”. E muito antes de ser veiculada. Um ritual que se repetia, sem descontinuidade. Mas os telefonemas dominicais também eram longas sessões de risada. Com humor cáustico, ríamos de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos. Não sobrava ninguém. Comigo, ele ria, sempre. Era de bom tom.

Mesmo sabendo do impacto que as entrevistas de Geneton na televisão causavam no público, eu não tinha noção do que isso representava no seu dia a dia. Numa das suas passagens pelo Recife, fomos jantar num restaurante. Conversamos horas, e quando fomos pagar a conta, ia iniciar um show. A cantora descobriu Geneton, anunciou a presença dele para os comensais, fez uma minientrevista, e todo o restaurante se levantou e o aplaudiu de pé. Confesso que fiquei surpreso. Não sabia que Geneton tinha se tornado uma verdadeira celebridade. A sequência das andanças, confirmou: abordagens, tietagens, assédios, selfies. O caçador virou caça. Geneton era agora uma celeb. E ele curtia, sempre solícito e paciente. Ótimo e divertido.

Eu tinha uma dívida com Geneton, que nunca consegui pagar. Certa vez li a declaração de um astronauta americano, em que ele dizia a seguinte frase: “a Terra é a colônia penal do universo”. Num texto, inseri a sentença dantesca do astronauta, creditando-a, mas sem nominá-lo. Simplesmente, não lembrava mais do nome dele, só da frase. Durante anos, Geneton, obsessivamente, me cobrou a identidade do astronauta. É claro, queria entrevistá-lo. Jamais consegui lembrar o nome do americano que foi ao espaço e descobriu o planeta como a colônia penal do universo. Por minha negligência jornalística, Geneton perdeu mais uma grande entrevista. Hoje, mais do que antes, sinto sutis travos de culpa.

A hagiografia tende à condescendência com os que já deram adeus à colônia penal. Não é o caso. Quem conviveu com Geneton sabe que ele tinha muitas qualidades pessoais. Naturais, sem afetação. A generosidade, uma delas. Comigo, então, era infinita. Manifestava-se de forma permanente, sem interrupção, em qualquer situação, espontaneamente. O cuidado que ele tinha comigo, muito mais de irmão do que propriamente de amigo, era bem superior ao que possa ter tido com ele. E isso ao longo da nossa amizade de mais de quarenta anos. Serei sempre grato, Geneta. Você foi o meu melhor e grande amigo por toda a vida. Que sorte minha!

Agosto, agora sim, o mais cruel dos meses. Há menos de um ano, Geneton fez um belo e definitivo documentário sobre o cineasta Glauber Rocha: “Cordilheiras a Mar - A Fúria do Fogo Bárbaro”. Como se sabe, Glauber, em 1974, apoiou a abertura política dos generais Geisel/Golbery. Não foi compreendido pela esquerda, e morreu escorraçado, tido como traidor. O filme de Geneton, um dos mais polêmicos da recente safra do cinema brasileiro, anistia o grande diretor do cinema brasileiro. Muitos dos que então o acusaram se retratam no documentário. O filme reconstrói, com a sensibilidade de um artista de quinta grandeza, a imagem do gênio revolucionário, a prevalecer sobre as circunstanciais posições políticas. O vulcão voltou a expelir larva.

Glauber Rocha morreu no dia 22 de agosto de 1981, de uma doença contagiosa chamada Brasil. “E deixe que os mortos sepultem os seus mortos”. Geneton também morreu num igual 22 de agosto. Talvez, quem sabe, de outra doença contagiosa (o jornalismo), da qual era portador desde os 13 anos de idade. O que significa esse acaso? Essa estranha (ou esotérica?) coincidência? “Meu coração continua o mesmo, é ele que me diz que tem coisas que a gente nunca vai deixar de gostar” (jingle da Coca-Cola/ 1974). Geneta, sempre vamos gostar de você.

* Jornalista


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01/09


2016

Meu coração de estudante está feliz

 

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nossa geração veio à luz sob o signo das utopias socialistas nas alvoradas da adolescência, década de 1960. Nossos corações de estudantes amavam os Beatles, amavam um pouquinho os Rolling Stones, amavam e amam a democracia. (O sonho continua. Os Beatles, Janis Joplin, Billie Holiday, Cole Porter, os bem-aventurados Machado de Assis, Nelson Rodrigues e Augusto dos Anjos e dos pecadores, Michael Jackson do Pandeiro, Lua Gonzaga, meus ídolos e minhas musas, cultivadas no santuário das minhas devoções, são criaturas abençoadas por Zeus e bonitas por natureza)  

As pedras rolaram e nossos corações foram às ruas com amor  febril na década em 1964 quando o presidente Goulart desfraldou a bandeira das “reformas de base”, reformas “subversivas”. Nossos corações juvenis ficaram amargurados quando o  presidente Jango, os governadores  Miguel Arraes e Leonel Brizola foram cassados e deportados pela força das armas. O presidente Jango foi mandado para o exílio. Tanques de guerra nas ruas, Congresso Nacional mutilado e amordaçado, prisões .... Houve um golpe de Estado com ruptura da Constituição e atos institucionais.

Ainda na década de 1960, auge da “Guerra Fria” depois da Segundo Guerra Mundial, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) preconizava o “assalto aos céus” para implantar o paraíso comunista na face da terra. Os capitalistas malvados da América do Norte simbolizavam o “Império do Mal”. 

O “Doutor Strangelove” cavalgava em cima de uma bomba atômica, invenção dos demônios capitalistas, para simbolizar o “equilíbrio do terror”. Assim aprendemos com a Madre Superiora que havia o “Império do Bem”, a utopia socialista, e o “Império do Mal”, sob o domínio dos capitalistas cruéis que sangravam “As veias abertas da América Latina”, no dizer do escritor uruguaio Eduardo Galeano.
A guerrilha do Araguaia, idos de 1967, foi concebida à moda da guerrilha terrorista das farc na Colômbia, com apoio da ditadura de Cuba, no objetivo de implantar uma ditadura comunista no Brazil e a pretexto de combater a ditabranda do regime autoritário. Nesse tempo aquela senhora do Rio Grande do SUR lutava para implantar uma ditadura comunista no Brazil à moda de Cuba.

Em 1968 nossas almas e nossas mentes ficaram amarguradas quando o governo editou o AI-5 com poderes ditatoriais, e os rebeldes da luta armada clandestina foram combatidos na bala. Aí chamam de “anos de chumbo”. Em 1979, ainda amargurados, ficamos felizes quando foi decretada a anistia e os exilados voltaram para casa.

A partir da anistia, o general-presidente Geisel e o general Golbery conceberam a abertura “lenta, segura e gradual”. O regime autoritário entrou em compasso de exaustão e os radicais foram isolados. Exauriu-se por si mesmo, não por corrupção.
Alegria e tristeza nas ruas com as diretas-já em 1984 e a derrota da “emenda Dante de Oliveira”. Colégio Eleitoral, eleição de Tancredo Neves-Ribamar Sarney, alegria, alegria, reina a democracia.

Mas, o mundo gira e a Lusitana roda, dizia um conterrâneo de Camões. A camarilha vermelha assumiu o poder há 13 anos e meio, sob a bandeira da ética. Deixou um legado de patifarias. E não venham falar em conquistas sociais” diante de tantas bandalheiras, violência, corrupção, desagregações sociais no geral.

As elites nacionais e a rafaméia em geral se deixaram arrebatar por um demagogo despreparado e farsante. O Brazil não poderia continuar nas mãos dessa camarilha corrupta e incompetente. O presidente Michel Temer recebeu uma herança nefasta para administrar e equacionar. Ao ouvir os trinados dos meus passarinhos, sonhar com meus ídolos e minhas musas, meu coração de estudante está feliz.    

* Jornalista

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Helio Moreira Filho

VOCÊ É UM DECRÉPITO! ESTUDANTE NEM DO MOBRAL! DEITE E FECHE A TAMPA DO CAIXÃO! PQ VOCÊ MORREU E NÃO SABE! DEIXOU DE SONHAR OU SE VENDEU?




29/08


2016

A dança da solidão

MONTANHAS DA JAQUEIRA -- Profeta high tech da Freguesia dos Aflitos e das montanhas da Jaqueira, meu GPS visualiza para esta semana mil chafurdações, capoeiras, rasteiras, jus sperniandi, choro e ranger de dentes. A jararaca vermelha vai dançar. É a dança da solidão. “Resignado e mudo,/No compasso da desilusão/Desilusão,/desilusão,/Dança o sapo barbado,/Dança a/jararaca vermelha,/Na dança da solidão.//(....) Meu pai sempre me dizia, /Meu filho tome cuidado,/quando eu penso no futuro,/Não esqueço meu passado”
Assim dizia, mais ou menos, a cantiga de Paulinho da Viola.

Quando pensar no futuro do Impichi, jararaca vermelha, daqui a pouco, não esqueça o passado de malvadezas, incompetências, patifarias mil da mundiça vermelha e que resultaram na desilusão de 12 milhões de desempregados, recessão em dose dupla, falência múltipla de órgãos da Petrobras, do setor elétrico, de milhares de empresas do Brazil. O presidente Michel Temer baila um foxtrot, a dança das raposas.  

Depois da Colônia, a Monarquia construiu o império da unidade nacional, um milagre entre as nações sul-americanas.    
Getúlio Vargas deixou o legado do Brazil emergente na era da modernidade industrial. Juscelino Kubitschek impulsionou a industrialização. Getúlio e JK foram estadistas da República. A jararaca vermelha ... este é um capítulo melancólico da nossa história.
Do alto das pirâmides da Freguesia dos Aflitos os profetas contemplam o desmame das mundiças do cordão encarnado nas glândulas mamárias vermelhas do poder.  

O Doutor Fox, profeta do Empresarial Trade Center, fez uns testes oftalmológicos numa raposa: que bicho é esse? É um Pokémon. E agora? É um Impichi. Ele fez o diagnóstico de que o presidente Michel Temer tem muito golpe de vista. Do alto das montanhas do ETC os profetas preveem calmarias no day after do Impichi.

A ditabranda desmoronou por exaustão, não por corrupção. Promoveu a anistia e a distensão política, a abertura que se pretendia “lenta, segura e gradual”. Ao exaurir-se, o regime autoritário pós-64 isolou os radicais e uniu os brasileiros em favor da democracia. Nenhum general-presidente foi acusado de corrupção. O general Garratazu  Medici conviveu com a tortura, de trágica memória. 
Há 13 anos a mundiça vermelha começou a dominar nosso Brazil. A mundiça do mal, seja dito, que tira onda de progressista e preconiza a utopia socialista para se locupletar do poder.

Está se cumprindo mais um ciclo na história do Brazil. No início dos anos 1990 nascia uma estrela. A estrela era de falso brilho. A estrela era uma trepeça que virou ídolo nacional. O patrimônio ético virou patrimônio diurético. Saiu na urina.
 Ribamar Sarney deixou o legado dos bigodes, da inflação e também da convivência democrática. Collor deixou o legado da arrogância e dos delírios do poder.

Os governo de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deixaram o legado indelével, material e imaterial da estabilidade monetária e do Plano Real. O partido do cordão encarnado deixa um legado de corrupção, recessão, 12 milhões de desempregados, radicalização ideológica e quebra da fraternidade nacional.  

* Jornalista

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bm4 Marketing 6


22/08


2016

Nas ondas dos Pokemons

RIBEIROLÂNDIA – Professor, eu sou uma criança, eu quero ser um Mestre Pokemon! Mestre dos Mestres Pokemon, dai-nos a força dos ventos, a pureza do fogo e a singeleza da grama! Com seus poderes para entender a aura humana e ler o pensamento de todos os seres vivos, da fauna e da flora, o Pokemon Lucario lançou um raio para decifrar os mistérios dos tapetes vermelhos, dos tapetes vermelhos, das cavernas e das esquinas de Brasília. Ora, direis, Brasília é uma cidade moderna, não possui esquinas nem possui cavernas. E eu vos direi: quem não conhece as cavernas do poder, não conhece Brasília.

Janaína Pascoal, Miguel Reale e Hélio Bicudo afloraram nos tapetes azuis do Altiplano Central. O Pokemon Charwonder acendeu a fogueira do Impichi, que os Pokemonzinhos vermelhos, desfalecidos, chamam de golpe. Os Pokemons nascem e adquirem sabedoria aos 10 anos de idade. E lá vou eu, com minhas barbas azuis de profeta, a passear nas esquinas das nuvens auriverdes desta terra das altas torres da Moura Dubeux no lugar dos altos coqueiros, dos pés de manga e das jaqueiras.     

O coração do Brazil está em chamas, assim falou o Pokemon Ralts, que tem o dom de captar as emoções humanas. Aconteceram terremotos, erupções vulcânicas e tempestades no coração do Brazil. Maldades humanas movem tempestades, provocam raios e trovões. Ralts atrai os pensamentos positivos e desanuvia as mentes poluídas. 

Uma bela tarde deparei-me com o Pokemon Alakazan nas montanhas dos Aflitos. Ele estava a guerrear com um lunático de olhos vermelhos do cordão encarnado. Lutar com os lunáticos dos lhos de brasa é a luta mais vã, ele dizia. Entanto lutamos, logo ao amanhecer na Internet. Com seus poderes hipnóticos, Alakazan lançou um raio laser nos ares e o bicho desmaiou. Alakazam também possui os poderes do cérebro e da memória.

O Pokemon Aron devora montanhas e se alimenta de minérios. É uma entidade malvada, provocou já inundação de rejeitos poluentes do Vale do Doce e o estouro das barragens da Samarco. Aron é uma praga que vive nas profundezas das montanhas e desce para os vales com suas cargas de destruição e maldades. Devorou bilhões de reservas monetárias dos cofres da Petrobras. Aron também se alimenta dos desgovernos, da falta de autoridades nos controles ambientais, de propinas e pixulecos. Cultiva os roçados das mandiocas vermelhas.    

Salve, salve Milotic, o mais belo e encantador dos Pokemons! Ele vive no fundo dos lagos e tem os poderes benignos de serenar emoções e fazer cessar hostilidades. O corpo de Milotic libera uma onda pulsante de energia positiva para dominar os espíritos inquietos. O Pokemon Milotic está sendo preconizado como a remissão do Brazil depois das destruições causadas pelo Pokemon Aron e seus aderentes da escuridão e das tragédias.    

Quando eu crescer e tiver 10 aninhos de vida eu queria ser um aprendiz de Pokemon, um Pokemonzinho. Hoje eu sou apenas um humilde profeta da Freguesia dos Aflitos e das montanhas da Jaqueira.Neste momento as antenas de minhas barbas azuis da cor de oxigênios estão captando as ondas magnéticas do Planalto Central. Um passarinho me contou que neste mês de agosto haverá bem-aventuranças nos horizontes auriverdes. Depois de causar tantas desilusões e roubas os sonhos de milhões de coração, os batráquios barbados e a jararaca vermelha serão soterrados no fundo dos abismos da memória nacional.
Zeus e o Pokemon Milotic protejam nossos corações!

* Jornalista

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15/08


2016

Ditaduras silenciosas

RIBEIROLÂNDIA – As ditaduras econômicas existem e são tão deletérias quanto as ditaduras políticas. As operadoras de telefonia, os planos de saúde e o sistema financeiro parasitário exercem ditaduras ferozes neste Brazil. Reinam silenciosamente e profundamente.
Maktub! Está escrito. Como dizem os árabes. A jararaca vermelha e Eduardo Cunha hoje são duendes na contagem regressiva para o juízo final. Este também é o sentimento nas ondas da “psicosfera” social, no dizer dos espíritas.

Destronar uma estrela cadente é bem fácil, derrotar as ditaduras do nosso dia a dia, isto é que é o xis do problema.
Oi! Alô-alô! Mais que incompetência, é preciso contar com o apoio do compadrio do poder para levar uma mega telefônica a acumular dívidas de mais de 65 bilhões de denários e pedir “recuperação judicial”. “Recuperação judicial” é o apelido de calote legalizado.

Zeus me livre de chamar de incompetentes os proprietários e gestores de uma telefônica que lida com recursos de centenas de bilhões e bilhões, controla os satélites artificiais nos céus e as ondas magnéticas na terra, opera as comunicações entre mais de 100 milhões de brasileiros. Quem vai pagar a conta dos calotes de 65 bilhões? Claro que os prejuízos vão cair nas tarifas e nas contas pagas pelos usuários.Novidade zero seria dizer que a saúde pública no Brazil opera nos limites da indigência. Aqui e acolá ocorrem ilhotas de eficiência, de espírito público ou de dedicação de servidores abnegados.

O diagnóstico sobre os planos de saúde e assistência privada aponta um sistema de privilégios, exploração dos usuários, massacres, extorsões e prepotências. A relação entre planos de saúde, hospitais e clínicas é um sumidouro de recursos. O sistema financeiro parasitário, os bancos privados, os cartões de crédito e arapucas do gênero mandam, desmandam e mamam nesta República. Mandam mais que a Presidência da República, o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Comitê de Política Monetária.

A prática é o critério da verdade, segundo o princípio dialético. A taxa Selic do Banco Central, neste mês, é de 14,25 % ao ano. Na prática, os juros dos cartões de crédito e empréstimos bancários vão além de 13 %ao mês ou mais ou 300 % ao ano.
Já perguntei aos céus e à terra e não obtive resposta: por que os bancos não funcionam para o público no horário pleno, a exemplo do comércio, industria e serviços, das 8 às 17 ou 28 horas, e sim apenas em horário restrito, das 10 às 16 horas?

Se funcionassem em horário pleno, empregariam de 30 % a 40 % a mais em funcionários e prestariam melhor serviços à população. As autoridades monetárias são impotentes diante dos banqueiros e os sindicados são subservientes.  A grande imprensa rende-se aos banqueiros. Pode parecer simples, mas o funcionamento dos bancos em horário pleno mexe com a cultura conservadora do sistema financeiro e afetaria o lucro bilionário do setor. Antes, durante e depois do Plano Real a ditadura financeira parasitária mantém lucros bilionários e se apropria das riquezas da nação, sem gerar ganhos sociais.    

Denunciar a incompetência e a bagaceira do cordão encarnado é bem fácil. Encarar as potências financeiras nacionais e internacionais  tipo Bradesco, Itaú, Santander, Safra, Citibank, Hong Kong and Shanghai Banking Corporation – HSBC – este é o xis e do problema.  
Banqueiros são criaturas malvadas e depois do último suspiro vão lamber brasas no inferno. Eu zuro por minhas barbas de profeta.

* Jornalista

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08/08


2016

Caribé tem gestão desaprovada em Belém

O prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé (PSB), faz uma gestão desaprovada pela população. Segundo pesquisa do Instituto Opinião, quase metade dos entrevistados – exatamente 49,1% - rejeita o seu Governo. Entre os que aprovam são 38,3%, enquanto 12,6% não souberam ou não quiseram responder. O governador Paulo Câmara, do mesmo partido do prefeito, está melhor avaliado. Tem 44,6% de aprovação contra 33,1% de desaprovação. O Governo temer em Belém tem rejeição alta: 53,1% contra 18,3 de aprovação.

Quanto ao prefeito, suas taxas maiores de rejeição se encontram entre os eleitores com renda familiar entre três e cinco salários (70%), entre os eleitores com grau de instrução superior  (61%) entre os eleitores de 25 a 34 anos (61%). Por sexo, sua maior rejeição está entre os eleitores masculinos – 50% - e entre os eleitores femininos a desaprovação é de 35,4%.

A pesquisa foi a campo entre os dias 28, 29, 30 e 31 de julho, sendo aplicados 350 questionários nas localidades Agrodan, Alto do Cemitério, Associação Barra da Serra, Associação Carapuça, Associação Francisco de Assis, Associação Nova Conquista, Associação Nova Esperança, Associação São Tomé, Beira Rio, Bela Vista, Belo Horizonte, Bom Jesus, Cachauí de Baixo e de Cima, Canoa, Centro, Emec, Fazenda Cachoeira, Fazenda Tambório, Ibó, Ilha das Missões, Ilha do Curralinho, Ilha do Meio, Ilha Grande, Inocoop, Manga de Baixo, Montes, Nova Olinda, Novo Horizonte, Riachão Pequeno, Venezuela, Vila da Chesf, Vila da Cohab e Vila dos Ipsep I e II.

O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação, com entrevistas pessoais e domiciliares. O registro no Tribunal Regional é o de número 09702/2016.


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08/08


2016

Aldeia global é Torre de Babel

RIBEIROLÂNDIA – Depois de cumprir minha missão como profeta, eu resolvi tirar onda de intelectual e cientista no planeta GAFA – Google, Apple,  Facebook e Amazon, modéstia à parte. E Lá vou eu! Os discípulos me perguntam: quem será eleito presidente dos Estados Unidos da América? O Pato Donald, sobrinho do magnata Tio Patinhas, ou Clinton?
Depende dos terroristas do estado islâmico. Se ele fizerem mais uma série de atentados Donald será eleito. Donald é Bolsonaro ianque.   
Meu colega profeta e comunicólogo Marshall McLuhan ficou famoso na década de 1960 ao preconizar o advento da “aldeia global”, eletrônica, evoluída a partir da “galáxia de Gutemberg”, do papyirus, do papel. Erradíssimo. Esta “aldeia global” nunca foi nem será globalizada. “Aldeia global” é apenas uma frase de efeito, um clichê, repetida nos livros e nos meios de comunicação.
O que existe desde os primórdios é a “Torre de Babel”, anunciada no livro de Gêneses quando Eva e Adão começaram a povoar nossos vales de lágrimas, de sonhos e ilusões.
O “Planeta GAFA – Google, Apple, Facebook e Amazon” é uma realidade ao alcance de todos, feito a linha do horizonte. A bordo do meu IPhone Five Stars, eu posso me comunicar com as montanhas da Borborema, com Barack Obama e o Pato Donald, com a feira de Caruaru, com a bolsa Nikkei em Tokyo e até com a mãe da pantanha. Mas, com que roupa? Com que Money? Com que idioma?
A Índia, tão mistificada no Ocidente, com mais de 1 bilhão de habitantes e mais de 500 milhões vivendo na indigência, mantém o sistema irracional das castas. A China adota o slogan: “O amor é universal e o céu (o Império) pertence a todos”. De todos, quem?  
Eu sou Zé, todos das nossas famílias são primos dos Chimpan-Zés por parte de Eva e Adão, segundo Charles Darwin. Também concordo com a tese da clonagem relatada em Gêneses, Zeus criou a mulher a partir de uma costela de Adão. Hoje são as células-tronco.
Aproveito para discordar com veemência da nova tese científica, considerada revolucionária, de que o Homo Sapiens é descendente dos sapos barbados vermelhos. Mas, ao mesmo tempo admito, em nome do materialismo dialético, que alguns espécimes da fauna vermelha podem ser derivados dos batráquios, dos escorpiões, das hienas, das cascavéis, das lacraias, das catraias ou de insetos. Os mistérios da natureza da natureza humana são indevassáveis.
O sistema de castas na Índia, as guerras fratricidas e os governos corruptos na África, o fanatismo e obscurantismo no mundo árabe e islâmico e os espasmos comunistas na América Latina -- refletem o triunfo da barbárie, a negação dos valores humanísticos da civilização e da bem-aventurança no planeta azul.     
Minha profecia vem sendo cumprida: a jararaca vermelha está na sofrência e entrou na contagem regressiva para voltar ao Rio Grande do Sur, seus pagos de nascença. O corvo, de Edgar Alan Poe, declama o mote de 2018: sapo barbado, no more, ó never more!  
Profeta e cientista do planeta Gafa, assim direi aos meus discípulos do alto das montanhas de minhas sandálias: os Deuses são cruéis com a humanidade desde a injusta expulsão de Eva e Adão do paraíso terrestre. Os Deuses são deusumanos.  

Jornalista

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01/08


2016

Ó Linda revolução!

RIBEIROLÂNDIA – Profeta com firma reconhecida na Freguesia dos Aflitos, assim direi aos meus discípulos, do alto das montanhas da Jaqueira: a Av. Presidente Kennedy, em Olinda, vai mudar de nome. Será chamada de “Av. Fidel Castro”, com licença da palavra, ou Mao Tse-tung, Av. Stalin, ou Hugo Chavez, ou “Guerrilheiro Che Guevara”. Esta é minha premonição dos sonhos da caterva vermelha comunista.

Os vermelhos querem transformar Olinda numa mini-Venezuela, numa mini-Cuba. Minhas barbas azuis não mentem jamais. 

A Avenida Kennedy, nome do imperialista malvado John Fitzgerald, hoje é o símbolo da administração bolivariana em Ó linda! 

John Fitzgerald Kennedy era um imperialista, “senhor das guerras”. Os imperialistas são criaturas malvadas, segundo os comunistas. JFK hoje é um dos símbolos do império da malvadeza.      

Quem adotou esse nome reacionário? Desconfio que venha dos prefeitos imperialistas Barreto Guimarães, ou Aredo Sodré, ou Germano Coelho, ou Eufrásio Barbosa, ou Nivaldo Machado. Se dependesse da revolucionária Lulu, o nome seria “Av. Presidente Mao Tse-tung”, ou “Avenida Stalin”, ou “Avenida Marx- Engels”, ou mais modernamente “Avenida Kim Jong-Um”, da Coréia do Norte.

Tempos recentes um ministro da caterva vermelha do B ficou apaixonado pelas tapiocas do Alto da Sé. Nunca se viu tanta comilança de tapioca com cartão corporativo do governo. As tapioqueiras de Olinda ficaram apaixonadas por ele. O ministro adotou o slogan: Hay que comer tapiocas, pero sem olvidar los cartones corporativos jamais. Eu mesmo, humilde Marquês da Ribeirolândia, sou apaixonado por todas as tapioqueiras do Alto da Sé, mas quem me dera um cartão corporativo para fazer uma farra com o dinheiro do INSS!

Tapiocas e blues são os refrigérios da vida. Ouvir a bem-aventurada Janis Joplin cantar Summertime equivale a degustar um contêiner de tapiocas. Janis é minha musa abençoada por Zeus e bonita por natureza.

Olinda é um dos únicos lugares do mundo onde ainda existem hippies e comunistas. Significa uma mistura de Woodstock com Havana. Em Havana existem comunistas profissionais remunerados pela ditadura. Os comunistas são bezerros que se amamentam nas glândulas mamárias do poder. Os hippies trocaram a marijuana por charutos cubanos, símbolos da ostentação capitalista.   

Stalin, Mao Tse-tung, o tirano da Albania, Enver Hoxha, o cadáver de Fidel castro... isto é passado, papo da guerra fria? É passado presente. Os comunistas veneram seus ídolos até a eternidade.  

Se a limpeza urbana não funciona e existem crateras nas ruas, deixa pra lá. Haverá uma revolução de nomenclatura em Olinda. O burguês Largo do Amparo será rebatizado como o “Largo do Bolsa Família”. Feira de Peixinhos, zero. O nome será Feira dos Sapinhos e das Pererecas Barbadas. A reacionária Praça da Preguiça terá o novo nome de Praça dos Companheiros da CUT.

Praça do Carmo? Esqueça. Será a Praça Vermelha, à moda da antiga Moscow, sob a vigilância da KGB-Guarda Vermelha. O MST irá invadir os sítios históricos para fazer acampamentos.

Minha profecia do mês: os bons ventos de agosto irão varrer os entulhos das plataformas vermelhas. Zeus nos proteja!

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* Jornalista


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29/07


2016

Prefeito diz esperar vaias na abertura da Olimpíada

Jornal do Brasil

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o momentoatual do Brasil, de crise política e econômica, não é o ideal para sediar uma Olimpíada. "As pessoas não fazem ideia do que foi fazer e entregar esse evento com o Brasil nas condições que está e que não começaram ontem. O que estamos fazendo é um milagre", disse Paes ao Estado de S.Paulo desta sexta-feira (29).

Questionado sobre se estaria preparado para receber vaias na abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 5 de agosto, no Maracanã, o prefeito afirmou que já espera por uma reação negativa do público brasileiro e acrescentou que o presidente interino Michel Temer também espera pelas vaias.

"Como dizia Nelson Rodrigues, no Maracanã até minuto de silêncio recebe vaia. Imagina. Acho uma cultura feia do Brasil, principalmente quando a gente está em uma exposição internacional. Acho uma super falta de educação, como achei o que fizeram com a presidente Dilma, inclusive com grosserias, na Copa do Mundo. É a realidade brasileira. Até disse para o presidente Temer: ‘fique tranquilo que o senhor receberá a vaia da largada e eu recebo a da saída (festa de encerramento)".


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25/07


2016

Temer dança o passo da raposa

RIBEIROLÂNDIA – A missão do presidente Michel Temer é fazer a travessia do mar vermelho. Significa encontrar o caminho das pedras, entre cascavéis, traíras, parasitas macrobiológicos, sapos, carcarás, lobisomens e outros insetos. Temer dança o foxtrot, o passo da raposa, na maciota, para desvencilhar-se dos escorpiões, as lacraias e as catraias vermelhas. A jararaca vermelha movia-se ao som de um funk frenético que destrambelhou o Brazil. O sapo barbado regia o pagode do compadrio. O resultado foi o retrocesso de uma década na economia, recessão feroz e 12 milhões de desempregados.

Não venham falar em avanços sociais. Avançaram sim as  desagregações sociais e morais, violência,  a bagaceira em geral. Como diriam os espíritas, não existe “psicosfera” no Congresso Nacional para a volta do baile funk. Seria  uma ideia pavorosa para desmoronar os compassos da economia que tenta ressuscitar. 

“Quero me livrar logo dessa agonia”, teria dito a agonizante. Simples. Renuncia já, volta pro Rio Grande do Sur, como dizem nos Pampas. Por que resiste? Seria desmoronar todo o projeto de poder do cordão encarnado. Não tem brabo liso, mas eles tentem negociar uma alternativa palatável para salvar um tiquinho de credibilidade.

Os energúmenos sonhavam em transformar o Brazil nos sovacos de uma Venezuela. Os sovacos do tirano Nicolas Maduro estão fétidos, mas ele não larga o tutano, faz parte da natureza dos regimes totalitários. Para eles, o inferno é o limite. E o inferno são os outros, o inferno é o império capitalista, dizem.

Eu sou um profeta, já falei, e a minha luneta de profeta enxerga uma mulher desmiolada falando no golpe da Turquia, e enxerga um sapo barbado que virou um duende, um doente, a delirar sobre as nuvens de 2018.

Ser profeta do óbvio é uma olimpíada. Entanto, eu profetizo todas as manhãs nas montanhas da Jaqueira, enquanto o profeta blogueiro Magno Martins estica as canelas feito o velocista Usain Bolt.    

As pistas de pouso e decolagem da Jaqueira são ocupadas por golpistas e não golpistas, profetas, juristas, farristas, extraterrestres, poetas, seresteiros, cientistas, velocistas, lunáticos, fanáticos, marcianos e representantes de todos os sistemas planetários. Eu sou apenas o humilde profeta do óbvio, o profeta do fato consumado.     

A jararaca vermelha obteve 54.501.118 votos. É golpe, dizem os profetas do passado. O grande Temer também recebeu 54.501.118 votos, juntos e misturados. É de potência a potência. É golpe. Não é golpe. É golpe. Não é golpe.  Golpe só na Turquia.   

Semoventes movidos a mortadelas e pixulecos, repetem o refrão do golpe. “Coup d’etat” dizem os fregueses da Lei Rouanet.   

Oi, os vermelhos se locupletaram nas bodegas dos bovinos amamentados nos currais monetários dos compadres do BNDES.

As torneiras do ex-torneiro mecânico enferrujaram, os cordões vocais se corromperam, o bichos endoidou. Está tresvariando como se fosse o Napoleão Bonaparte do Império luso-tropical.    

Sugando as glândulas mamárias da Petrobrás, a camarilha queria extrair a última gota de sangue do petróleo.     

Eles não são donos das nossas almas auriverdes. Eles não são donos dos nossos sonhos.      

* Jornalista

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