ArcoVerde

19/01


2019

Ação junto ao filho: fortalecer ou prejudicar Bolsonaro

Postura de Bolsonaro sobre caso Flávio testará discurso de combate à corrupção, diz pesquisador

Cientista político Roberto Gondo, do Mackenzie, diz que comportamento mais institucional fortaleceria a imagem do presidente, mas qualquer demonstração de fragilidade o prejudicaria

Nayara Figueiredo - O Estado de S.Paulo

A postura que o presidente Jair Bolsonaro adotará daqui para frente, diante do caso do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), estará em plena análise pela população e deve testar até que ponto vai a aplicação de sua política de combate à corrupção, amplamente defendida durante a campanha eleitoral. A avaliação é do cientista político do Mackenzie, Roberto Gondo.

"A tendência é que a situação de Flávio se agrave, à medida em que as denúncias existentes contra ele o tornem réu de um processo judicial. Aí caberá a questão de ver se Bolsonaro se portará como pai ou como presidente", disse Gondo. Para o especialista, a hipótese de um comportamento mais institucional fortaleceria a imagem do presidente, mas qualquer demonstração de fragilidade o prejudicaria. "Como se combate a corrupção se com seu filho for diferente?", questionou.

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelado na noite de sexta, 18, pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como "rachadinha". No início de dezembro, movimentações financeiras atípicas, na ordem R$ 1,2 milhão, já haviam sido divulgadas pelo Estado, envolvendo o ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz.

Neste contexto, o cientista político do Mackenzie reforçou que os efeitos sobre a confiança da população e a imagem do presidente dependerão de como ele vai agir com o desdobramento destes fatos. Inclusive, as atitudes do ministro da Justiça, Sergio Moro, também estarão em avaliação.

"Por enquanto, o eleitorado conservador acredita que a questão de Flávio Bolsonaro é incipiente para gerar um descontentamento em relação ao governo", diz. Isso permitiu que Moro optasse pela omissão tanto na situação de Flávio quanto do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que já admitiu, em 2017, ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da empresa de carnes JBS. "Se Onyx e Flávio forem supostamente protegidos, a imagem de Moro também ficará fragilizada", argumentou Gondo.

Além da questão familiar, Bolsonaro precisará manter a confiança da população mediante os conflitos internos da bancada do PSL no Congresso, devido à "inexperiência de alguns parlamentares", destacou o cientista político. Entretanto, a falta de alinhamento nos discursos ainda é considerada comum durante os primeiros dias de governo


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Fernandes

Dois parasitas.


Asfaltos

19/01


2019

Caso do filho de Bolsonaro está ruim e pode piorar

Helena Chagas

Há pouco mais de um mês, o senador eleito Flávio Bolsonaro dedicava-se, com desenvoltura, à escalação do próximo presidente do Senado. Começou vetando Renan Calheiros. Quem seria o candidato ainda seria discutido, mas Renan, jamais.

Depois das revelações sobre as movimentações financeiras do ex-assessor Fabrício Queiroz, claramente incompatíveis com a renda, Flávio perdeu o interesse na presidência do Senado e dedica-se a tentar minimizar e postergar os desdobramentos do caso. Dizia nada ter a ver com o que seu assessor fazia, mas atestou que as explicações dele recebidas eram plausíveis. “Não sou investigado”, completava.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro mudou de estratégia e foi ao Supremo pedir a suspensão das investigações por ter descoberto que era, sim, investigado, o que considera ilegal, já que teria foro privilegiado como senador eleito e diplomado. Obteve liminar do ministro Fux, que remeteu ao relator, ministro Marco Aurélio, que deve alterar novamente o rumo do caso — provavelmente suspendendo a suspensão e remetendo de volta ao Rio — no dia 1º de fevereiro, quando Flavio toma posse como senador e participa da eleição da nova Mesa diretora do Senado, incluindo o novo presidente.

Hoje está claro que a estratégia do deputado estadual Flávio Bolsonaro foi uma rajada de tiros no pé. O assunto virou um problema para o governo, não só porque Flavio é filho do presidente, mas porque há uma ex-assessora de Jair Bolsonaro envolvida e recursos da conta de Queiroz foram depositados na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Nessa sexta-feira, a situação de Flávio piorou muito, com a divulgação, no Jornal Nacional, de que ele recebeu depósitos em sua conta, no total de 96 mil reais, em apenas um mês, em 2017. O depositante não foi ainda identificado e os depósitos foram feitos em valores pequenos para evitar o rastreamento. O senador eleito, que deu  entrevista à Record reclamando por estar sendo investigado mas nada explicou sobre nada, também não se manifestou a esse respeito.

Até aqui, a principal explicação que jornais e outras mídias dão para o caso é de que havia esquema para que servidores do gabinete de Flávio devolvessem parte dos salários para a conta controlada por Queiroz. Esse tipo de ação é muito usada, especialmente em assembleias legislativas e em câmaras de vereadores, para financiar atividades políticas dos parlamentares ou simplesmente para engordar o patrimônio. Por si só, já é crime e pode levar a condenações pela Justiça. Segundo o MP do Rio, apenas nesse caso da Alerj, há 22 gabinetes de deputados sendo investigados.

Mas o problema pode ser ainda maior para Flávio Bolsonaro. Segundo o relatório do COAF, oito assessores depositavam recursos na conta do assessor, geralmente em dias próximos ao pagamento. Só que os depósitos em questão somam cerca de R$ 230 mil, já contados aqueles feitos pelo próprio Queiroz. Ou seja, se servidores depositaram 230 mil reais numa conta que recebeu mais de R$ 1,2 mi, de onde vieram os recursos restantes? Pode até ser que tenham vindo do comercio de carros usados, claro. Mas também pode ser que a resposta já esteja em algum outro relatório do COAF…

Por último, se Flávio Bolsonaro recebeu em sua própria conta R$ 96 mil em um único mês, conforme divulgado e não desmentido ou explicado, pode-se imaginar que essas coisas se repetiram em outros meses. Isso botaria em xeque a história do comércio de carros usados e jogaria todo o clã Bolsonaro na obrigação de explicar de maneira muito convincente e rápida esse imbróglio.

Tudo isso pode levar a um efeito colateral ainda não foi discutido: Flávio Bolsonaro pode mudar de ideia e, no dia 1º de fevereiro, apoiar a candidatura de Renan Calheiros – que, por sinal, já saiu providencialmente em defesa do filho de Bolsonaro nessa sexta…


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Fernandes

Estou torcendo pra isso, piorar.



19/01


2019

Chamou o Basil de anão diplomático e recebe Ordem do Cruzeiro do Sul

Honraria ao primeiro-ministro isralense gerou polêmica

Época

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira destinada a estrangeiros. O decreto com a concessão da honraria foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. Netanyahu recebeu a ordem no grau de “grão-cruz”, o segundo dos cinco graus da honraria. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a distinção — criada pelo imperador Dom Pedro I — foi abolida após a proclamação da República e resgatada por Getulio Vargas em 1932.

Netanyahu esteve presente na posse do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro, na primeira visita oficial de um primeiro-ministro israelense ao Brasil. Os dois líderes prometeram ampliar a cooperação em diversos setores, e Bolsonaro já manifestou interesse em seguir o exemplo dos Estados Unidos e transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

A medida levou ao receio de que as relações comerciais do Brasil com países da Liga Árabe sejam abaladas.

O Brasil abriga a nona maior comunidade judaica do planeta e manteve uma relação próxima com o Estado de Israel desde que o reconheceu em 7 de fevereiro de 1949, menos de um ano depois da declaração israelense de independência. Durante o governo de Dilma Rousseff, o Brasil condenou a ausência da Palestina na Organização da Nações Unidas e criticou o que chamou de “uso desproporcional e inaceitável de força por parte de Israel na Faixa de Gaza”, chamando para consulta o então embaixador em Tel Aviv.

Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio de seu então porta-voz, Yigal Palmor, manifestou “desapontamento” diante da convocação. Palmor classificou a medida como uma demonstração de que “o Brasil, um gigante cultural e econômico”, continuava a ser “uma anão diplomático”. A declaração elevou as tensões entre os países, obrigando o presidente israelense, Reuven Rivlin, a se desculpar posteriormente.

Em 2016, os dois países voltaram a viver momentos de tensões diplomáticas quando o Brasil rejeitou a nomeação de Dani Dayan, um conhecido defensor das colônias nos territórios na Cisjordânia, como embaixador no Brasil, após uma disputa de vários meses depois de Brasília rejeiter sua indicação, em agosto de 2015.

Desde 1823, a Ordem do Cruzeiro do Sul já foi concedida a nomes como o chefe do governo nacional da China, Chiang Kai-shek; o marechal iugoslavo Josip Broz Tito; o revolucionário argentino Ernesto “Che” Guevara; o imperador etíope Haile Selassie I; o astronauta americano Neil Armstrong; o presidente sírio Bashar al-Assad; e a rainha britânica Elizabeth II, entre outros.


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19/01


2019

Haddad questiona patrimônio imobiliário da família de Bolsonaro

'A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem', disse Haddad, sobre matéria publicada em jornal

Candidato à Presidência nas últimas eleições, o petista Fernando Haddad usou sua conta no Twitter, neste sábado (19), para questionar o patrimônio imobiliário da família do atual presidente, Jair Bolsonaro.

"Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$ 15 milhões, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria?", disse Haddad na postagem junto ao link de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A matéria utilizada como base para o comentário do petista foi publicada em janeiro do ano passado e mostra que Bolsonaro, até então deputado federal pelo PSL-RJ, e seus três filhos que exerciam mandatos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

"A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem", disse Haddad hoje.


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19/01


2019

Assessor complica de vez vida do filho de Bolsonaro

Um trecho do Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado na noite desta sesta-feira, 18, pelo Jornal Nacional, complica de vez a situação do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). 

O relatório do Coaf traz informações sobre movimentações financeiras de uma conta corrente de Flávio Bolsonaro, entre junho e julho de 2017. Neste período, o Coaf registrou 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legistativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

Coaf diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O Coaf classifica que tipo de ocorrência pode ter havido com base numa circular do Banco Central que trata da lavagem de dinheiro.

A revelação foi feita um dia depois que Flávio Bolsonaro pediu e o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra Fabrício Queiroz. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão durante um ano.  (BR 247)


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19/01


2019

STF: ministro diz que vai rejeitar petição do filho de Bolsonaro

Ministro do STF sinalizou que reclamação de Flávio Bolsonaro contra investigação do MP não tem base

Estadão Conteúdo

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou na sexta-feira que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-SL) para suspender a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e declarar ilegais as provas colhidas na apuração.

 

Marco Aurélio disse que a “lei vale para todos, indistintamente” e lembrou que em casos semelhantes negou seguimento aos processos - jargão jurídico que significa que os pedidos foram rejeitados e acabaram arquivados.

 

Na quarta-feira, 16, o vice-presidente do STF, Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio e determinou a suspensão da investigação sobre movimentações financeiras de Queiroz. A decisão paralisa a apuração e vale até Marco Aurélio Mello, relator do processo no Supremo, analisar o caso depois que o tribunal retomar as suas atividades, em 1.º de fevereiro.

 

 “(A decisão) Sai dia 1º de fevereiro, com toda a certeza. O que eu tenho feito com reclamações semelhantes, as que eu enfrentei, eu neguei o seguimento (rejeitou o processo), porque o investigado não teria a prerrogativa de ser julgado pelo STF. Não haveria usurpação (da competência do STF)”, comentou Marco Aurélio. “O processo não tem capa, tem conteúdo. Não se pode dar uma na ferradura e outra no cravo. Ou seja: o procedimento tem de ser único. A lei vale para todos, indistintamente. Isso é república, é democracia”, completou o ministro.


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19/01


2019

Coluna do sabadão

Carpina: três grupos se movimentam pela prefeitura

Por Arthur Cunha – especial para o blog

A análise dos cenários para 2020 chega, hoje, à Carpina, município referência da Mata Norte. No vácuo de um atual governo que não está bem avaliado, dois grupos, além do próprio prefeito Manuel Botafogo, se movimentam para apresentar candidaturas competitivas e ficar com a Prefeitura daqui a menos de dois anos. Além de Botafogo, que já administra o município pela terceira vez, deveremos ter uma candidatura do bloco de oposição que reúne o ex-prefeito Joaquim Lapa e o ex-vereador Diogo Prado. Um terceiro grupo, que tem à frente os irmãos Gouveia, Marcelo (prefeito de Paudalho) e Gustavo (deputado estadual eleito), começou a fazer política em Carpina e deve lançar um postulante.

Apesar de ter a maioria na Câmara Municipal e conseguir tocar a bola no meio de campo, no que diz respeito à gestão, o Governo Botafogo patina em uma aprovação que vai de média para ruim. O prefeito, no entanto, é muito bom de rua; sabe fazer campanha e tem a experiência necessária para saber dosar a política. Fora isso, tem o apoio do deputado federal Fernando Monteiro, ligado ao governador Paulo Câmara, o que pode assegurar a ele o apoio do Palácio. Esses atributos, além da máquina na mão, fazem de Botafogo o principal concorrente.

Mas Carpina está dividida. Também prefeito por três vezes, Joaquim Lapa deve bater de frente com o atual mandatário - no último pleito, ele foi derrotado por uma pequena margem de votos para Botafogo. Ao lado, na vice, ou até mesmo na cabeça de chapa, pode vir Diogo Prado, cujo mandato na Câmara foi cassado recentemente. O empresário, contudo, não precisa da estrutura de um gabinete para fazer política, já que dispõe de muitos recursos para investir. Era dado como deputado estadual eleito, mas acabou ficou de fora. Uniu-se aos Ferreira, o que pode lhe assegurar a musculatura necessária para vencer. 

A aposta dos Gouveia tende a ser o empresário Doda Soares, que, mesmo desconhecido na cidade, já colocou sua pré-candidatura em evidência, tendo sido bem aceita. Ele foi candidato a prefeito de Camutanga, perdendo a disputa por apenas 34 votos. Ainda é cedo para cravar, mas Carpina caminha para mais uma eleição acirrada no seu currículo. 

Quarta candidatura – Uma outra possibilidade é que em Carpina terminem disputando não três, mas quatro candidatos. Isso se Doda Ferreira sair em faixa própria, obrigando os irmãos Gouveia a fabricarem outra candidatura. Esse movimento se acontecer pode acabar favorecendo o prefeito Manuel Botafogo, que deve largar em primeiro – lembrando que em Carpina a eleição só tem um turno.

O crime não compensa – O ex-ministro e delator da Lava Jato, Antônio Palocci, rasgou o verbo e entregou que Lula recebeu propina em dinheiro (novidade). Também revelou (como se ninguém soubesse) que Dilma Rousseff sabia de todo o Caixa Dois na sua campanha. E que – pasmem! – a ex-presidente deu corda para a PF implicar seu padrinho nas denúncias como tentativa de inviabilizar uma candidatura de Lula em 2014. Resultado: Lula está preso (babaca); Dilma foi apeada do Poder e Palocci cumpre prisão domiciliar. É, amigos, o crime não compensa!

Pouco prestígio – Ao contrário da vinda do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a Pernambuco; a visita do alagoano João Henrique Caldas, o JHC, que também quer ser candidato ao posto, não obteve grande impacto. Ele até foi recebido pelo governador, mas sua estadia aqui passou longe de mobilizar seus pares – os que estiveram com ele, fizeram por questões protocolares. Lembrando que JHC não conseguiu nem o apoio formal do próprio partido, o PSB.

Globo X Record – O santinho Flávio Bolsonaro agora diz ser contra o foro privilegiado. Isso um dia depois de ser suspensa uma investigação sobre outro anjo de candura, o ex-assessor Fabrício Queiroz. As declarações foram dadas em entrevista à Record. Como os Bolsonaro não escondem sua preferência pela emissora, a Globo, então, abriu artilharia contra a família presidencial. Reportagem no Jornal Nacional mostrou que, no período de um mês, Flávio recebeu R$ 96 mil em 48 depósitos em espécie, segundo o Coaf. A guerra não é só na política; nas TVs o clima também está quente. Ui.

CURTAS

CONTAS IRREGULARES – Outro leitor atento da coluna denunciou, no WhatsApp Cidadão (81) 99198-0838, que o prefeito de Bom Jardim, João Lira, teve as suas contas de 2017 julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado. Motivo: descumprimento de exigências referentes à transparência.

BEM NA FITA – Quem, por outro lado, está bem na fita é o prefeito de Toritama, Edilson Tavares. Ele vem fazendo um excelente primeiro mandato, que beira os 90% de aprovação, segundo pesquisa divulgada por este blog em parceria com o Instituto Opinião. Edilson é um empresário que resolveu entrar na política para ajudar a sua cidade. Sua gestão é eficiente e de entregas.

PERDENDO A LINHA – O trabalho exitoso que o vereador Alcides Teixeira Neto vem realizando em Santo Amaro, no Recife, está tirando o sono de seus concorrentes. Tem gente da família de político do bairro que está indo para as redes sociais dizer que o dito cujo até “assistencialismo” faz para ajudar. Só que esse “representante” do povo nem na foto aparece, sinal de que não anda nas ruas.

Perguntar não ofende: Quem é mais santo: Lula, Dilma, Flávio Bolsonaro ou Fabrício Queiroz?


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Comentários

Fernandes

QUEDA LIVRE: Apoio a Bolsonaro DESPENCA e já tem a PIOR APROVAÇÃO de um presidente no primeiro mês do mandato.

Fernandes

Após saber que quem discursaria seria o presidente Bolsonaro, Estados Unidos e O Reino Unido cancelam suas participações em Davos. (Suíça) KKKK

Fernandes

Lula pede para mostrarem as provas. Flávio Bozo pede para esconderem as provas. Viram a diferença? Faz arminha, faz?:

Fernandes

Bolsonaro acha que o Brasil é comunista porquê sempre viveu do estado, nunca viu uma CLT aí tem uma visão distante da realidade.

marcos

Quem recebeu dinheiro roubado do povo brasileiro em caixas de Whisky? .......... Lula ..... Acertou mizeravi.



19/01


2019

O cordão sanitário em torno de Ernesto Araújo

Como Mourão e militares tentam evitar danos à imagem do país sob a gestão do novo chanceler

Juliana Dal Piva e Guilherme Evelin - EPOCA

O vice-presidente Hamilton Mourão tem esperanças de que o discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos, na terça-feira, seja uma inflexão na péssima imagem que vem sendo construída do Brasil no exterior neste início da gestão de Ernesto Araújo no Itamaraty.

O texto será "escrito a várias mãos", segundo contou a ÉPOCA numa sexta-feira recente, em seu gabinete no Palácio do Planalto.

Mourão e os militares estão fazendo uma espécie de cordão sanitário em torno de Araújo, na tentativa de evitar mais danos.

É Mourão quem tem recebido a maioria dos embaixadores para despachos. O chanceler, que a rigor deveria estar nesses encontros, não tem participado.

Reportagem de capa de ÉPOCA desta semana mostra como o diplomata chegou ao comando do Ministério das Relações Exteriores e como suas propostas e medidas anunciadas até agora têm sido vistas e malvistas no Itamaraty.

Araújo se aproximou do grupo hoje no poder por meio de Filipe Martins, o assessor internacional da Presidência, de 31 anos. E o que aproximou os dois foram as ideias de Olavo de Carvalho.

Mourão, que recebeu ÉPOCA no mesmo dia em que conheceu Martins, nunca leu Carvalho.

Quando foi mencionada a estranheza de alguém tão jovem e de fora da carreira diplomática ocupar posto tão poderoso, deu risada, balançando os ombros.

"Poderoso? Ah, não, menos, vai."


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Bm4 Marketing 7