Faculdade de Medicina de Olinda 2


23/02


2015

Coluna da segunda-feira

       De pires nas mãos

Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba, já pediu prioridade à presidente Dilma para agendar uma reunião emergencial com os demais colegas do Nordeste. Foi em território paraibano que, no início deste ano, os nove governadores nordestinos concluíram que a melhor estratégia na convivência com a União, neste momento, passa pela unidade.

Unidade no discurso, na pauta e nos pleitos. De caixa vazio, os governadores encaram o custo da saúde como prioridade das prioridades. Seu financiamento, cada vez mais sufocante pela demanda crescente e pelo SUS, que não tem reajuste há muito tempo. O financiamento da saúde foi o principal ponto do documento que os governadores assinaram após o encontro de João Pessoa.

Drama que se prolonga pelo quarto ano consecutivo, a seca atinge, hoje, 78% do semiárido nordestino e será um dos temais a ser tratado também. Estados como Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte passaram a depender de carros pipas para abastecer os municípios mais afetados e há riscos de racionamento e colapso também nas regiões metropolitanas.

No encontro da Paraíba, os governadores concluíram que existem obras de infraestrutura que precisam de um ritmo mais acelerado. É o caso da Transposição do São Francisco, que anda devagar quase-parando, e a ferrovia Transnordestina, que está totalmente parada.

Os governadores delegaram a tarefa do agendamento ao socialista Ricardo Coutinho por ter sido na Paraíba o Fórum dos Governadores do Nordeste. Embora filiado ao PSB, Coutinho votou em Dilma no segundo turno da eleição presidencial por uma circunstância local.

Cássio Cunha Lima, seu adversário no segundo turno, como tucano apoiou à candidatura de Aécio Neves. Coutinho tem, portanto, uma relação mais próxima com Dilma do que os demais governadores do PSB que se aliaram a Aécio, como o pernambucano Paulo Câmara.

Não se sabe, entretanto, se Dilma abrirá a sua agenda para o encontro ainda esta semana diante do agravamento da crise do escândalo da Petrobras. Mesmo abrindo, não terá condições de atender grande parte dos pleitos, porque não há dinheiro e a ordem da equipe econômica é cortar despesas.

NO LIMITE– Dos mananciais mais comprometidos por causa da prolongada seca os que mais preocupam o Governo são Jucazinho, que abastece Caruaru e mais 17 municípios do Agreste, e Botafogo, que atende Recife. Com apenas 11% da sua capacidade, Jucazinho só tem água para mais 60 dias. Depois de Caruaru a cidade mais atingida será Surubim, onde já tem bairros que só tem água nas torneiras uma vez por mês.

Só Collor – Um estudo sobre tentativas de impeachment de presidentes eleitos na América do Sul após a redemocratização das décadas de 70 e 80 aponta que até 2003 dezesseis presidentes enfrentaram o processo, dos quais nove deixaram o Governo antes do fim do mandato e apenas um, Fernando Collor, foi arrastado pelo impeachment.

 

Agenda positiva – Depois de romper o silêncio concedendo entrevista coletiva sexta-feira passada, Dilma começa seu périplo pelo País em busca de uma agenda positiva pela Bahia. Na próxima quarta-feira entrega um conjunto de mil unidades do programa “Minha Casa, Minha vida”, em Feira de Santana. Com isso, rompe a fase de enclausuramento em Brasília.

Nitroglicerina pura! – Preso na Polícia Federal em Curitiba, o engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, quer contar tudo em delação premiada. Dirá que o esquema de propina na Petrobras começou em 2003, no Governo Lula. Foi ele que financiou clandestinamente as campanhas de Jaques Wagner a governador da Bahia em 2006 e 2010.

Bom exemploEx-conselheiro do TCE, o prefeito de Bezerros, Severino Otávio (PSB), que hoje recebe o governador Paulo Câmara (PSB), é um dos poucos que fizeram bem o dever de casa na aplicação dos recursos do FEM (Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal). Câmara comprova essa realidade na sua passagem pelo município, onde entrega também um trecho de estrada de 8,7 km, ligando o centro ao distrito de Serra Negra.

 

CURTAS

FRENTE CONTRA– De Humberto Costa, líder do PT no Senado, ao bombardear a nova CPI da Petrobras: ““A CPI não vai trazer nenhum dado novo, vai ser só um palco de disputa política. A PF e o Ministério Público já avançaram bastante na investigação”.

CRESCIMENTO– Mesmo que o Planalto e o PT consigam mobilizar aliados e movimentos sociais, vários consultores políticos avaliam que o governo só conseguirá superar a crise se a economia voltar a crescer. Lembram que essa foi a receita do mensalão, revela Ilimar Franco, de Brasília.

Perguntar não ofende: Quando sai a lista dos políticos envolvidos no escândalo da Petrobras?


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Detran


13/02


2015

Coluna da sexta-feira

     Pesquisas voltam ao debate

Com a nova Câmara, sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a polêmica das pesquisas eleitorais voltou à ordem do dia e já se fala na reedição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Trata-se de uma boa oportunidade para oferecer à sociedade esclarecimentos sobre os métodos dessa atividade profissional e empresarial.

As pesquisas muitas vezes incomodam, porque sempre há alguém que em algum momento da carreira política estará em desvantagem. Por isso, os políticos gostam tanto das pesquisas, mas preferem que elas sejam apenas deles, manter as pesquisas apenas com eles.

Faz parte do processo democrático que o cidadão tenha o máximo possível de informações para sua tomada de decisão. Então, durante uma campanha eleitoral, há informações de todos os lados. Os veículos que noticiam os fatos da campanha, o próprio horário eleitoral gratuito dos candidatos, que também comunica os seus planos, comunica as suas estratégias de governo.

E a pesquisa é apenas mais uma informação no conjunto de todas a que o eleitor tem acesso durante o processo eleitoral. Mas a CPI pode colaborar para dirimir dúvidas técnicas, desmoralizar demagogias ressentidas ou mesmo solapar fantasias conspiratórias a respeito das sondagens de opinião.

A CPI pode vir mesmo a iluminar irregularidades de institutos inidôneos. Não será improvável, porém, que os mesmos demagogos e autoritários ameaçados por um debate inteligente sobre as pesquisas tentem subir ao palco dessa CPI.

Nas eleições passadas, institutos de pesquisa procuraram incrementar a precisão de seus levantamentos -e assim resguardar sua credibilidade e sua probidade- depois da polêmica acesa pela comparação entre os resultados das urnas e os das sondagens de intenção de voto.

O eleitor tem o direito de escolher em que acreditar. Qualquer tipo de dificuldade criada para se divulgar pesquisa - e pesquisa é informação - é um tipo de censura, é uma forma de tentar coibir a divulgação de notícias importantes para a população.

DISTRITÃO– A proposta do vice Michel Temer de instituir o distritão ganha corpo no Congresso. O PMDB está fechado com o modelo que acaba com o voto de legenda. Este tem sido uma vantagem para o PT, sigla com o dobro de simpatizantes do segundo colocado. No distritão serão eleitos os mais votados. As cúpulas do PP, PR e PTB aprovam. O ministro Gilberto Kassab (Cidades) garantiu o apoio do PSD.

O ministro da “sofrência” – Cantor, compositor e afinado violinista, o ex-ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União (TCU), está fazendo o maior sucesso com o seu primeiro CD “Pra quem eu gosto”, produzido e dirigido pelo cantor Nando Cordel, com quem divide duas músicas. São dez composições, das quais oito de sua autoria, no estilo dor de cotovelo.

 

 

Polos reforçados – O prefeito Geraldo Júlio disse que teve uma preocupação especial no Carnaval deste ano em reforçar a programação em alguns polos próximos a Jaboatão, que decidiu não realizar a festa. Mesmo assim, segundo ele, polos tradicionais como o Recife Antigo, o mais procurado pelos foliões, tendem a sofrer uma grande invasão de foliões.

Invasão de turistas– O secretário de Turismo do Recife, Camilo Simões, revela que a cidade terá 63 polos no Carnaval, com cerca de duas mil atrações, garantindo o sucesso da festa. “Vamos realizar a festa mais democrática e animada do planeta”, disse Simões, adiantando que a previsão é de que 600 mil turistas visitem a cidade.

Frevo e frioCom dinheiro escasso, o prefeito de Gravatá, Bruno Martiniano (sem partido), não contratou nenhuma atração de fora para o Carnaval, mas o investimento nos artistas locais garantirá uma grande e animada festa para os que optarem em passar os quatro dias na cidade, que já está com 90% da sua capacidade hoteleira reservada.

 

 

 

 

 

 

 

 

CURTAS

CHANCE ZERO– Familiares de Eduardo e aliados do governador Paulo Câmara e do prefeito Geraldo Júlio não acreditam na possibilidade de Renata Campos, viúva do ex-governador, vir entrar na disputa presidencial em 2018 como vice de Lula.

RECADO– Com a chegada do Carnaval, aberto oficialmente hoje, esta coluna só voltará a ser postada na quinta-feira pós reinado do frevo, até porque como acontece todos os anos, o próprio blog fica sem atualização nos quatro dias de folia.

Perguntar não ofende: No encontro de ontem com Dilma, Lula pediu para a presidente voltar a sorrir?


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13° Bolsa Familia


12/02


2015

Coluna da quinta-feira

     Reforma política atrapalhada

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou à oposição o controle da comissão especial da reforma política. Vai andar? Só Deus sabe! Mas, da mesma forma das tentativas anteriores, os partidos não se entendem e as mudanças mais importantes dificilmente serão alcançadas.

E assim, em meio a grandes impasses, o que a sociedade deseja, que é o fim das atuas regras eleitorais arcaicas, tende a gerar muita discussão, desentendimentos e polêmicas que travarão a comissão, não se chegando a lugar algum. Dois maiores partidos, PT e PMDB, que formam a maioria da comissão, já não se entendem há muito tempo.

A rigor, desde que o PT conseguiu brecar lá atrás o projeto de reforma política que, aparentemente, tinha um mínimo de consenso. Os petistas, na verdade, insistem no financiamento público de campanha e também gostariam de implementar o voto em lista. Já o PMDB quer o distritão.

Tal proposta consiste em eleger os deputados mais votados, reeditando o modelo do projeto justiça eleitoral. Parece justo, mas é um sistema que não agrada à base do governo, aos pequenos partidos, que julgam pior do que o do voto proporcional que temos hoje. Entre outros temas, o PMDB resolveu desarquivar a tese do parlamentarismo, coisa que os petistas, obviamente, rejeitam — ao menos enquanto eles puderem contar com Lula.

Nascido sob a inspiração do parlamentarismo, o PSDB está dividido, uma banda ainda se entusiasma pela ideia, mas outra bate de frente. Quanto ao plebiscito, é mais provável que acabe ficando pelo meio do caminho, com a possibilidade de a reforma política, mais uma vez, não dar em nada — considerando a maneira como veio à luz, seria um destino explicável.

Não se faz reforma política no joelho, como queria Dilma Rousseff, ou na pressão, como quer agora o novo presidente da Câmara. Uma mudança dessa importância não pode atender apenas aos interesses mesquinhos de uma legenda. O parlamentarismo, se acompanhado do voto distrital, teria tudo para mudar para melhor a política brasileira, mas será que este é o pensamento do Congresso?

TUCANOS INSTIGAM– Os ministros e assessores da presidente Dilma estão acompanhando o apelo pelo impeachment nas redes sociais. Avaliam que ele não tem musculatura e estão convencidos de que o PSDB está fomentando essa ação. Relatam que setores da base do governo, que se dividiu nas eleições regionais, estão se reagrupando graças à radicalização dos tucanos, com força para barrar qualquer movimento.

A ira de João Lyra– O que se ouve em Caruaru é que se a candidata de João Lyra a prefeita, sua filha Raquel, deputada estadual, não chegar ao segundo turno e o adversário do candidato apoiado pelo prefeito José Queiroz for Tony Gel (PMDB), o ex-governador faria uma composição com Gel para derrotar Queiroz.

 

Sem Queiroz – Já o senador Douglas Cintra (PTB), cria do prefeito José Queiroz, dificilmente terá o seu apoio se vier a disputar a Prefeitura na coligação trabalhista a ser viabilizada pelo ministro Armando Monteiro Neto. Por um motivo muito simples: o candidato de Queiroz terá o apoio da Frente Popular, tendo Paulo Câmara no palanque.

Devolução de armas– O deputado Gonzaga Patriota (PSB) abriu uma frente em Brasília em defesa dos policiais ferroviários federais que tiveram suas armas apreendidas numa operação em 2013, que culminou com a prisão de 23 policiais na estação da Mangueira, no Recife. “Eles continuam trabalhando, mas não podem fazer mais a segurança, porque estão sem armas”, alega.

Caça ao armandistaOs deputados da bancada socialista querem arrancar o fígado do secretário estadual de Criança e Juventude, Isaltino Nascimento, pela nomeação do ex-vereador Josenildo Sinésio para secretário-executivo da sua pasta. Ex-petista, Sinésio migrou para o PTB e foi um dos coordenadores da campanha de Armando Monteiro a governador.

 

 

 

 

CURTAS

NO RIO GRANDE– O prefeito Geraldo Julio deu um timing na semana pré-carnavalesca e foi, ontem, a Porto Alegre, a convite do Governo do Estado, fazer palestra sobre gestão, destacando não apenas sua administração, a segunda melhor avaliada no País, mas também sua participação no Governo Eduardo Campos.

VICE-LÍDER– O deputado Silvio Costa (PSC) foi escolhido como um dos vice-líderes do Governo na Câmara dos Deputados, devendo participar, a partir de agora, de reuniões semanais com ministros do núcleo duro de Dilma e que fazem a interlocução com o Congresso.

Perguntar não ofende: Quais os deputados da bancada de Pernambuco que integrarão a Comissão Especial de Reforma Política?


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Prefeitura de Limoeiro


11/02


2015

Coluna da quarta-feira

    O cauteloso Simon

Respeitado, experiente, ético e competente, o ex-senador Pedro Simon (PMDB-RS) não compõe a fauna dos políticos açodados, que falam o que não devem e que querem ver o circo pegando ao fogo com a defesa, estapafúrdia, neste momento, da instalação do processo de impeachment de Dilma.

Numa longa entrevista, ontem, a este blogueiro, Simon alertou o Congresso. Para ele, se a temática do afastamento da presidente viesse a entrar na ordem do dia o parlamento estaria contribuindo fortemente para incendiar o País. “Acho que a pior coisa que pode acontecer, neste momento, é o Congresso começar a falar em impeachment, porque aí incendeia tudo, pega fogo e eu não sei como termina”, afirmou.

E acrescentou: “O que eu acho é que neste momento a gente quer e precisa dos jovens nas ruas, a mocidade na rua. Com essas redes sociais e televisão, os jovens precisam dizer que querem o diálogo e o entendimento. Querem apresentar uma plataforma, uma pauta para ser discutida pelo povo brasileiro. Uma pauta onde esteja fim da corrupção”.

Simon, que veio a Pernambuco fazer uma palestra sobre a conjuntura nacional, atendendo convite do grupo empresarial Lide, do meu amigo Drayton Nejaim Filho, acha que, ao contrário de se pregar o impeachment, o que se deve fazer é encontrar uma forma de estimular a população e o Congresso para uma pauta moralizadora pata se votar urgentemente.

“Uma pauta onde esteja o combate a corrupção, a extinção de alguns partidos para um número razoável de partidos, o fim do dinheiro das empresas e empreiteiras nas campanhas eleitorais, uma pauta onde a eleição de deputado não possa ser como é hoje, que é um escândalo”, afirmou.

Experiente como é, o senador sabe também que o agravamento da crise nacional, em consequência do escândalo na Petrobras, pode estimular uma onda pelo impeachment só numa condição: se houver o clamor das ruas como nas diretas, já, e na era Collor.

INSTITUTO– Após tomar café da manhã ontem com o senador Pedro Simon num hotel da zona sul, o ex-governador João Lyra Neto (PSB) anunciou que criará até junho o Instituto Fernando Lyra, ideia do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Deixou a entender que nasce para alavancar a sua candidatura a senador em 2018.

Concorrentes de Lyra– Para o Senado em 2018, onde estarão em disputa duas vagas, o PSB tem dois outros nomes além do ex-governador João Lyra Neto: Danilo Cabral, que se licenciou da Câmara Federal para assumir a pasta de Planejamento, e a ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes.

 

 

 

 

 

 

Afastamento já – Diferentemente do que pensa Pedro Simon, o PSDB decidiu apostar no impeachment da presidente Dilma. O líder no Senado, Cássio Cunha Lima, defende essa bandeira. Nas redes sociais, está sendo convocado um protesto para 15 de março. A ideia é repetir junho de 2013 e levar milhões às ruas pedindo “Fora, Dilma”.

Desafios municipais– Reeleito, ontem, para mais um mandato à frente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o prefeito José Patriota (PSB), de Afogados da Ingazeira, tem pela frente um grande desafio: convencer o Congresso a aumentar o repasse do FPM de 1% para 2% e evitar medidas que possam agravar a crise municipal.

Milho subsidiadoNa primeira audiência que teve com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o secretário estadual de Agricultura, Nilton Mota, priorizou o clamor dos criadores de gado, pedindo que o Governo reedite a Medida Provisória concedendo subsídio para a compra do milho disponibilizado pela Conab.

 

 

CURTAS

TOYOTA– O governador Paulo Câmara (PSB) assina, hoje, protocolo de intenções para a implantação de um centro de distribuição de veículos da Toyota, localizado próximo ao Complexo Portuário de Suape. Será às 11 horas, no Palácio das Princesas, com a presença do presidente da Toyota no Brasil, Koji Kondo.

ARCOVERDE– A prefeita de Arcoverde, Madalena Brito (sem partido), será recebida em audiência, hoje, no Palácio das Princesas, pelo governador Paulo Câmara. Na pauta, projetos que pretende tocar no município em parceria com o Estado.

Perguntar não ofende: Que conselhos Lula dará a Dilma para tentar superar o maior escândalo da história do País?


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10/02


2015

Coluna da terça-feira

     Mentira tem pernas curtas

A mentira parece ser algo repugnante para o eleitor brasileiro, muito mais do que a corrupção. Lula foi reeleito em meio ao maior escândalo do seu Governo, o mensalão, enquanto Dilma, da mesma forma, emplacou novo mandato no auge do maior saque aos cofres públicos do País, o petrolão.

Em ambos os pleitos, o eleitor aceitou passivamente as duas situações. Sabia que havia ladroagem, entendia o processo, mas por um motivo ou outro preferiu votar no candidato do status quo. Vá entender! Nem com uma profunda tese sociológica e eleitoral isso seria facilmente desvendado.

Pesam, evidentemente, os programas sociais, especialmente o Bolsa-família. Mas a pesquisa do Datafolha mostrou um dado novo: a imagem de Dilma quase foi ao fundo do poço, despencando 20 pontos percentuais. Não conheço nenhum governante na recente história brasileira que tenha sofrido igual revés com apenas 40 dias no exercício do seu segundo mandato.

O que pesou, então? Só pode ter sido a mentira. Dilma mentiu exageradamente durante a campanha eleitoral. Exibia um País fantasioso, sem risco de apagões, com juros e inflação estabilizados. Torcendo o seu narigudo feito Pinóquio disse que a energia não aumentaria, que não haveria mudanças na política de financiamento da casa própria.

Passada a eleição, colocou em prática tudo ao contrário, ferindo de morte quem principalmente deu a ela o voto de confiança para continuar operando as mudanças necessárias em busca de um País mais justo, humano e com melhor distribuição de renda.

Quem acreditou nas promessas caiu no conto de vigário!

REAÇÃO– A maior perda de gordura do Governo Dilma se deu no Nordeste, o que provocou de imediato uma reação estratégica. Nem mesmo tendo digerido os amargos números – perdeu mais de 25 pontos na região – a presidente já anunciou que fará uma peregrinação pelo Nordeste logo após o Carnaval, mas não há ainda definição quanto ao Estado que escolheu para o start.

Salvando o gado– Se o Governo Federal não reeditar a portaria subsidiando o milho para o produtor da área da seca, o governador Paulo Câmara fará o gesto de reduzir para zero a cobrança do ICMS, garante uma fonte que bebe água limpa nos arredores dos jardins palacianos. Com isso, evitará que o rebanho bovino do Estado seja dizimado pela seca.

 

Presos passam fome – Estranhamente, sem dar a menor satisfação, o Governo do Estado não repassa há dois meses o vale refeição dos presos de comarcas do presídio de Afogados da Ingazeira, segundo queixa feita, ontem, pela Pastoral Carcerária do município, ligado à Igreja Católica. O valor do tíquete é de pouco mais de R$ 100.

Ira oposicionista– O líder da oposição na Assembleia, Silvio Costa Filho (PTB), diz que o Governo deu um tiro no pé ao proibir a entrada do grupo parlamentar que foi, ontem, visitar o presidio de Itaquitinga, cujas obras estão paradas há mais de três anos. “Foi um desrespeito com a instituição, o parlamento pernambucano”, afirmou.

Terceira viaEm Gravatá, há um grupo se movimentando, trabalhando e torcendo pela candidatura do líder do Governo na Assembleia, Waldemar Borges (PSB), a prefeito do município. Bem votado por lá nas eleições passadas, Borges tem residência na cidade e trata com frequência as questões que podem impulsionar a economia do município.

 

 

 

 

CURTAS

APOIO– A boa fase que o Serra Talhada atravessa no campeonato pernambucano de futebol no momento se deve ao forte investimento feito pelo prefeito Luciano Duque (PT), mesmo com as finanças em dificuldades. O presidente do time, José Raimundo, é vereador e aliado de Duque. Domingo passado, o Serra derrotou o Santa por 3 x 0.

ARQUIVOU– O presidente da OAB, Pedro Henrique, já não mostra tanto entusiasmo em recorrer às instâncias que tem direito para anular a eleição do presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa (PDT), na justiça, sob a alegação de que o quinto mandato fere a Constituição.

Perguntar não ofende: Quando, finalmente, a presidente Dilma vai atender ao pedido de audiência do governador Paulo Câmara?


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Comentários

EDVALDO LIMA FILHO

Parabéns a quem votou na Presidente principalmente os Nordestinos, pois sabíamos que ela nunca se importou com os Nordestinos apenas com os Sulistas e o pessoal do Sudeste, haja visto, que durante a grande estiagem que quase dizima o nosso rebanho em nenhum momento ela esteve por aqui nem se movimentou para nos ajudar, dizia que estava enviando milhões de reais, porem impunha uma série de exigências que os produtores não tinham condições de cumpri-las.

Diego da Silva Araújo

Se fosse a mentira Lula também não seria reeleito. Aliás, ninguém seria eleito. Como disse James Carville: \"É a economia, estúpido!\".

Pedro Augusto Felix

Informação errada. O Deputado Estadual MAJORITÁRIO DE GRAVATÁ se chama ALBERTO FEITOSA, que teve uma expressiva votação de 6.852 com o apoio do Ex-prefeito Joaquim Neto. O líder do PSB na assembléia até tentou ser bem votado em Gravatá, formou um grupo com o ex-prefeito Ozano, com o atual prefeito Bruno, com 10 vereadores de mandato, ex vereadores, e não passou de uma votação pífia de 4.124 votos.


Magno coloca pimenta folha


09/02


2015

Coluna da segunda-feira

     A repartição do bolo

Para escrever este comentário, fiz uma pesquisa detalhada com várias fontes de Brasília e do Rio de Janeiro para identificar como é a distribuição das propinas num esquema de corrupção gigante, como o da Petrobras, que transformou o mensalão em fichinha.

A conclusão: os políticos ficam com a maior parte da fama, mas são os empreiteiros e os funcionários públicos que realmente se aproveitam mais da roubalheira com o dinheiro da Nação. O exemplo da refinaria Abreu e Lima demonstra isso com fatos e números.

Em primeiro lugar, de acordo com os delatores, a participação da política fica entre 1% a 3% do total de cada contrato em que há pagamento de propina.  Em segundo lugar, podemos calcular que o desvio na Abreu e Lima foi de pelo menos US$ 11 bilhões de dólares para um total já despendido de US$ 18 bilhões.

Na verdade, a refinaria foi originalmente orçada em US$ 2,4 bilhões, porém o custo mais elevado de um empreendimento desse porte (capacidade de 320 mil barris por dia de petróleo processado) é de US$ 7 bilhões, utilizando tudo o que há de mais sofisticado e caro que existe no mundo.

Tomando como base que aos políticos, no caso de Abreu e Lima, foi destinada a faixa mais elevada, de 3%, então eles afanaram um total de US$ 540 milhões (3% de US$ 18 bilhões). A parte principal do roubo - US$ 10,46 bilhões (US$ 11 bilhões menos US$ 540 milhões) - ficou com as empreiteiras e os funcionários da Petrobras.

Ou seja, os políticos ficaram com 4,9% (US$ 540 milhões de US$ 11 bilhões) do total desviado da maior estatal brasileira. Com isso, mais de 95% (US$ 10,54 bilhões do total roubado de US$ 11 bilhões) dos desvios criminosos ficaram nos bolsos sujos das empreiteiras e dos funcionários da Petrobras.

Sugiro que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça consigam desvendar EXATAMENTE como foi essa distribuição macabra. E que as punições sejam implacáveis com todos os criminosos que destruíram o que já foi um dia símbolo de nossa força econômica, a falida ex-gigante Petrobras.

PEPINO– Recém eleito presidente estadual do PDT, o deputado Wolney Queiroz tem pela frente o desafio de descascar o abacaxi da sua unidade para as eleições de 2016 no Recife. Paulo Rubem, afastado mas no comando municipal, já antecipou que o partido não apoia a reeleição do prefeito Geraldo Júlio (PSB). A corrente liderada por Wolney integra o palanque da Frente Popular e tende a se aliar ao socialista.

Ladeira abaixo– A presidente Dilma perdeu o sono com a pesquisa do Datafolha na qual a sua popularidade despencou 20 pontos, de 24% de ruim/péssimo para 44% em menos de dois meses do seu segundo mandato. Se já estava falando fino com o Congresso, em função da derrota na mesa diretora da Câmara e o controle hegemônico do Congresso pelo PMDB, agora o bicho vai pegar.

 

Foco na educação – Numa demonstração de que priorizou a educação, o governador Paulo Câmara (PSB) retorna, hoje cedo, ao Interior, ao lado do secretário Fred Amâncio, para entregar em Joaquim Nabuco, na Mata Sul, a nova sede da escola de referência em ensino médio. Foi batizada de Eduardo Campos e atenderá 900 alunos.

Milho caro– Os estados nordestinos, com exceção de Pernambuco, reduziram de 17% para zero o ICMS na comercialização do milho da Conab depois que o Governo Federal acabou com a subvenção. Uma saca de milho para o criador custava R$ 21, hoje disparou para R$ 42. Se Paulo Câmara retirar os 17% do ICMS dá uma compensação negada pela União. É uma forma de evitar a mortandade do gado pela seca.

Sem impeachmentDo ex-deputado Maurílio Ferreira Lima ao analisar o desmonte de Dilma na pesquisa Datafolha: “Fernando Henrique enfrentou a idiotice e fúria do PT, que gritava o que a Nação rejeitava, o fora FHC, que tirou tranquilamente os seus dois mandatos. Alguns idiotas pensam que diante das pesquisas chegou o momento de proceder o impeachment de Dilma. Vão acabar iguais aos idiotas que gritavam Fora FHC”.

 

 

CURTAS

COMISSÃO– O deputado Rogério Leão (PR) foi eleito presidente da Comissão de Negócios Municipais. Vai pegar pela frente algumas polêmicas, como a discussão do ingresso de três municípios à RMR e a criação de novos municípios. Ex-prefeito de São do Belmonte por dois mandatos, Leão tem bagagem na temática municipal.

FARRA– Chegou ao presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa (PDT), informações de que são imorais os gastos da OAB-PE com cartões corporativos usados pelo presidente Pedro Henrique. Já com eventos, os gastos em 2014 atingiram a bagatela de R$ 703 mil.

Perguntar não ofende: Lula vai conseguir derrubar Mercadante?


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Comentários

sonia

Impeachment, afastar-se, licenciar-se, renunciar são coisas que ocorrem nos paises democraticos. Tem ocorrido muitas vezes e muitas vezes são o remédio para males políticos sem remédio.


Banner de Arcoverde


07/02


2015

Coluna do sabadão

        Surpresa na Petrobras

A presidente Dilma escolheu um homem de sua confiança para presidir a Petrobras no lugar de Graça Foster, arrastada para a jaula dos leões pelo maior escândalo da história na estatal: o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Ele desapontou investidores que torciam por um nome do mercado para recuperar a imagem da petroleira.

Bendine, funcionário de carreira do BB, estava à frente do maior banco da América Latina desde 2009. Sob sua chefia, a instituição federal liderou uma ofensiva do governo petista no crédito para atenuar os efeitos da crise financeira global na economia brasileira.

A escolha de Bendine indica as dificuldades que Dilma teve para costurar a sucessão na Petrobras de forma súbita, em 48 horas, com a renúncia repentina da presidente Maria das Graças Foster e de outros cinco diretores da companhia, em um movimento que surpreendeu o Palácio do Planalto.

Além disso, por ser bastante alinhado às políticas do atual governo, a colocação de Bendine na liderança da Petrobras frustra expectativas de investidores e analistas de que o novo líder da petroleira viesse do mercado. O Bendine é uma pessoa muito identificada com a primeira gestão do governo Dilma.

O BB foi absolutamente comandado pelo governo na primeira gestão e a Petrobras precisaria de alguém mais independente, que peitasse o governo em determinadas situações e não fizesse loteamento de cargos. Nomes que vinham circulando na mídia para a Petrobras, como o de Murilo Ferreira, presidente da Vale, e o de José Carlos Grubisich, ex-presidente da Braskem, seriam opções melhores.

Pesa por não ser alguém do setor, mas pesa mais por ser identificado com a primeira gestão de Dilma. O novo comando da empresa terá entre seus desafios iniciais a regularização da publicação das demonstrações financeiras da estatal. Isso em meio à apuração de um escândalo de corrupção que exigirá que a companhia realize baixas contábeis bilionárias de ativos sobrevalorizados.

NO INTERIOR– A pedido do próprio grupo empresarial contatado, o Governo do Estado mantém sigilo sobre os novos investimentos que virão para Pernambuco em função da sua passagem por São Paulo, quinta-feira-passada. Os empresários estão de olho, segundo o blog apurou, numa área estratégica do Interior e não especificamente em Suape.

Fidelidade canina– Reeleito para o quinto mandato no comando da Assembleia, o deputado Guilherme Uchoa mostrou que é um aliado correto de José Queiroz, ao defender, ontem, durante encontro com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a volta do prefeito de Caruaru ao comando estadual da legenda, do qual foi afastado na campanha eleitoral passada. Depois de um longo encontro, consensualmente, o nome escolhido para presidir o partido foi o do deputado Wolney Queiroz, filho do prefeito caruaruense.

 

 

Repercussão nacional – Nota do jornal O Globo sobre o encontro de Paulo Câmara com Lula: “O Instituto Lula estampou no seu site foto em que, sorridentes, apertavam as mãos o ex-presidente e o governador Paulo Câmara (PE). Eles almoçaram e trataram do futuro político do País. Depois de terem se enfrentado nas eleições, Câmara convidou Lula a visitar o Estado. Socialistas avaliam que a reunião deu início à distensão entre o PSB e os petistas”.

Na fila– Desde que o governador Paulo Câmara tomou posse, o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), do bloco de oposição, aguarda uma audiência solicitada em caráter de emergência. O secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, diz que existe uma demanda muito grande de prefeitos e que está, aos poucos, fazendo as acomodações de agenda.

Limpando a pautaFigueira garante que após o Carnaval, o governador começa a limpar a pauta de audiências com os gestores municipais, devendo receber, pela ordem, Júlio Lóssio (Petrolina), Elias Gomes (Jaboatão), José Queiroz (Caruaru) e Madalena Brito (Arcoverde). “Os primeiros dias de gestão foram muito corridos e não há discriminação em relação a ninguém, mesmo de campos opostos”, disse o chefe da Casa Civil.

 

 

 

CURTAS

RECONDUZIDA– Filha do ex-governador João Lyra Neto (PSB), a deputada Raquel Lyra (PSB) chegou a criar expectativas como uma reserva do partido para presidente da Assembleia se o seu partido concorresse com candidato próprio, mas teve que se contentar com sua recondução para o comando da Comissão de Justiça.

ELOGIOS– Os prefeitos têm elogiado bastante o secretário de Agricultura, Nilton Mota, não apenas pelo conhecimento que tem demonstrado sobre o setor, mas, principalmente, pelo tratamento fácil que tem dispensado nas demandas recebidas dos municípios.

Perguntar não ofende: Dilma acertou na escolha do presidente do BB para comandar a Petrobras?


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Everaldo Aleixo

“Pessoas são acusadas por meio da imprensa, com base em vazamentos seletivos de uma investigação à qual somente alguns têm acesso. Não há contraditório, não há direito de defesa. E quando o caso chegar às instâncias finais da Justiça, certamente o julgamento já foi feito pela imprensa, os condenados já foram punidos. Restará apenas executar a sentença, como nós já vimos nesse país.” Lula




06/02


2015

Coluna da sexta-feira

     Primeiro gesto de líder

Na conversa de Lula com o governador Paulo Câmara, ontem em São Paulo, antecipada por este blog logo cedo, o ex-presidente se comprometeu a ajudar o Governo pernambucano na medida do possível, mas também há uma moeda de troca muito perceptível.

Com a base deteriorada no Congresso, a presidente Dilma precisa dos votos da bancada do PSB no Congresso para aprovar projetos de interesse da Nação. O partido tem 34 deputados na Câmara e seis senadores, número que pode decidir qualquer votação apertada nas duas Casas.

O Governo atravessa uma fase de extrema dificuldade. Perdeu a eleição para presidente da Câmara, o PT ficou sem um único representante na mesa diretora e o PMDB, maior partido no Congresso, passa a ser hegemônico no parlamento, controlando Câmara e Senado.

A reaproximação do PSB com o PT não envolve a barganha de cargos de imediato, mas a abertura de um canal mais direto do governador com a presidente. Nos oito anos em que governou o Estado, Eduardo Campos contou com o efetivo apoio de Lula e Pernambuco atraiu grandes investimentos.

Mas o que era doce acabou. O tempo das vacas magras se instalou no Estado depois do rompimento do PSB com o PT em 2012, quando Eduardo, até então o governante mais popular do País, lançou a candidatura de Geraldo Júlio e tirou o PT do poder na Prefeitura do Recife, que já se perpetuava por 12 anos.

No poder, eleito no primeiro turno, Paulo Câmara governa com dificuldades, sem o apoio da União. Desde que tomou posse tenta uma audiência com a presidente e nem mesmo com o tamanho do abacaxi herdado na crise do sistema prisional consegue sensibilizar Dilma para enfrentar o problema em parceria.

Até o momento, aliás, a presidente não marcou a audiência solicitada pelo governador desde os primeiros dias do seu mandato. Por onde tem passado nos ministérios, de pires nas mãos, Câmara tem encontrado apenas aparência de boa vontade, mas dinheiro da União, que é bom, não viu ainda a cor.

Câmara precisava, entretanto, de construir pontes para o seu Governo e a iniciativa de procurar Lula, conforme definiu com muita propriedade, ontem, o cientista político Adriano Oliveira, foi seu primeiro grande gesto de líder.

SAIU NA FRENTE– Quarta-feira, véspera do encontro de Paulo Câmara com Lula, o senador Fernando Bezerra bateu um longo papo com o ex-presidente por telefone quando ficou sabendo que o governador estaria indo ao seu Instituto em São Paulo para uma conversa. Foi o senador o primeiro líder do PSB a defender a reaproximação do PSB com o PT em nível nacional. Na época, quase o céu desabou em sua cabeça.

Pisada de bola– A assessoria do governador Paulo Câmara não obteve êxito, ontem, na realização do encontro secreto com Lula. A agenda vaga, informando apenas que Câmara teria encontro com empresários, foi uma furada. Rapidamente, este blogueiro antecipou, com exclusividade, que a pauta não era com empresários, mas com o ex-presidente.

 

 

 

Cortes e cancelamento – Sete prefeitos do Litoral Sul anunciaram, ontem, na sede da Amupe, um corte linear de 70% nos gastos com o Carnaval. Mas se a crise é braba mesmo nos municípios, como deixaram claro na coletiva, deveriam ter cancelado a festa. Os prefeitos de Jaboatão, Moreno e Serra Talhada foram mais corajosos: não realizarão os festejos momescos.

O erro de Aécio– O marqueteiro Marcelo Teixeira entende que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deveria ter disputado a Presidência do Senado enfrentando Renan Calheiros. “Brigar é como subir em coqueiro: tem que ser com os pés e as mãos. Aécio tinha que ter enfrentado Renan. Teria pelo menos 90 dias de noticiário e debate”, avalia.

Roubando a cenaEscolhido vice-líder do PSB na Assembleia, o deputado Lucas Ramos, filho do conselheiro Ranilson Ramos, do TCE, é uma grata revelação. Habilidoso, preparado e com um feeling impressionante, tende a roubar a cena na Casa.

 

CURTAS

NÚCLEO DURO– O governador Paulo Câmara aterrissou, ontem, no Instituto Lula, em São Paulo, para a conversa com o ex-presidente Lula acompanhado apenas de dois secretários: Thiago Norões (Desenvolvimento) e José Neto Cavalcanti (Assessoria Especial), homens fortes do seu governo.

CONTATOS– O deputado Miguel Coelho (PSB) fez, ontem, uma peregrinação por várias secretarias estaduais em busca de recursos para suas bases. Filho do senador Fernando Bezerra Coelho, Miguel é estreante no parlamento. Teve mais de 55 mil votos.

Perguntar não ofende: Por que Paulo Câmara escondeu o encontro de Lula na sua agenda oficial?


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EDVALDO LIMA FILHO

Realmente Pernambuco encontrou um POLITICO jovem, preparado e com muita disposição, bem preparado e com certeza vai ser a maior revelação neste meio nos últimos anos. Parabéns Deputado Lucas Ramos e muito sucesso neste seu primeiro mandato, que Deus o proteja e o ilumine para vencer os desafios que com certeza irão se apresentar nesta jornada.




05/02


2015

Coluna da quinta-feira

   Prefeitos na era online

Quarto Tribunal de Contas do País a adotar o processo eletrônico na prestação de contas dos gestores municipais, Pernambuco deu um passo à frente na era eletrônica. A partir de agora, prefeitos e presidentes de câmaras não poderão mais usar papel na relação administrativa com o TCE.

Em entrevista, ontem, ao Frente a Frente, o presidente do TCE, Valdeci Pascoal, disse que adotou um sistema em sintonia com o que já se faz na magistratura nacional há cinco anos. “O fim do papel implica uma mudança cultural muito acentuada, inclusive para o próprio TCE, mas tem tudo a ver com a democracia e a transparência da gestão pública", disse Pascoal.

Segundo ele, o processo eletrônico proporcionará ao TCE e aos próprios gestores cinco diferentes tipos de avanços: agilidade no julgamento das contas; segurança da informação; economia de tempo e de papel; aumento no grau de transparência, e melhoria da questão ambiental.

Sobre a agilidade no julgamento das contas, ele explicou que, após essa nova ferramenta, a meta estabelecida pelo TCE é julgar 50% dos processos deste ano até março de 2016. "Isso não significa que o TCE vai abrir mão de fazer inspeções in loco quando julgar necessário, e sim que deverá agir com muito mais celeridade", acrescentou.

Quanto à segurança das informações, afirmou que o processo eletrônico evitará o extravio de documentos, o que geralmente ocorria no modelo antigo. "O processo virá com certificação digital e isso confere um grau de segurança que não tínhamos quando a prestação de contas era feita por meio de papel", salientou.

O processo eletrônico proporcionará a qualquer cidadão o acesso às informações prestadas pelas prefeituras, evitando que, muitas vezes, o vereador tenha que se dirigir ao TCE em busca de determinado documento que lhe foi sonegado pelo chefe do Executivo Municipal.

Todas as prefeituras já utilizam o processo eletrônico para outros fins, notadamente para se habilitar a receber recursos de órgãos do governo federal. Mas, mesmo que algumas delas necessitem de treinamento, a Escola de Contas Públicas do TCE fará essa capacitação, gratuitamente.

Não haverá prorrogação de prazo para que essas prestações de contas sejam feitas (o prazo se encerra em 30 de março para os gestores estaduais e 31 de março para os municipais) e que o gestor público que não o fizer estará sujeito a ter suas contas rejeitadas, ao pagamento de multa, à inelegibilidade.

NA COMISSÃO– O deputado Jarbas Vasconcelos deve ser um dos representantes do PMDB na Comissão da Reforma Política criada, ontem, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. No Senado, Jarbas deu uma forte contribuição ao debate apresentando, dentre outras propostas, a que proíbe o fim das coligações nas eleições proporcionais.

Não foi bem assim– Um dia após exercitar o fogo amigo na Câmara do Recife, criticando a falta de “carinho” do prefeito com os vereadores da base, Amaro Cipriano Maguary, da bancada socialista, foi ao gabinete do secretário da Casa Civil, Sileno Guedes, comunicar que foi “mal interpretado” pela Imprensa. É mole?

 

 

Sucessor complicado – O novo presidente e a nova diretoria da Petrobras serão conhecidas amanhã quando se reúne o Conselho Administrativo da Petrobras. A empresa precisa de um presidente capaz de restaurar sua credibilidade no mercado e restaurar sua imagem na opinião pública. Diante de tamanho escândalo, Dilma enfrenta dificuldades na escolha do sucessor de Graça Fostes.

Vez do Ceará– O poderoso lobby montado pelo presidente da OAB-PE, Pedro Henrique, deu certo e seu candidato Aquiles Bezerra, esposo de sua sócia no escritório de advocacia, foi o mais votado pelo Conselho Federal e deve entrar na lista tríplice levada à presidenta Dilma para escolha do substituto da desembargadora Margarida Cantarelli no TRF da 5ª Região. Mas o que se diz em Brasília é que Dilma nomeará o candidato cearense.

Sucessor de José MúcioDos quatro novos deputados federais da bancada pernambucana que assumiram, ontem, na condição de suplentes dos titulares convocados por Paulo Câmara para o secretariado, o jovem Fernando Monteiro (PP) tende a ser uma grata surpresa pelo fato de já ter um trânsito invejável na Casa desde a época que assessorou José Múcio na liderança do PTB.

 

 

 

 

 

 

 

 

CURTAS

OPOSIÇÃO– Já o deputado Raul Jungmann (PPS), que retorna ao Congresso também na condição de suplente, mas teve que renunciar ao mandato de vereador no Recife, anuncia oposição implacável ao Governo. Já assinou, inclusive, a CPI da Petrobras.

VISITA– Acompanhado da primeira-dama Cristina Melo, prefeito Geraldo Júlio visitou, ontem, em Casa Amarela e Afogados as duas instituições que foram selecionadas para receber a arrecadação do baile municipal, marcado para o próximo sábado.

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04/02


2015

Coluna da quarta-feira

       Sérgio Reis agora é federal

Aos 74 anos, o cantor sertanejo Sérgio Reis fez sua estreia, ontem, como deputado federal. Os mais de 1,5 milhão de votos alcançados pelo ex-deputado Celso Russomano (PRB-SP) arrastaram o músico paulista, que obteve 45.330 votos, para a Câmara dos Deputados. No mundo artístico passa a dividir as atenções com o colega de outra área, o palhaço Tiririca (PR-SP), reeleito com mais de 1 milhão de votos.

Numa entrevista exclusiva ontem a este blogueiro, apresentado por este blogueiro, o cantor disse estar consciente sobre o desafio que terá pela frente. “O grande problema é que tem muita gente que está no poder e esquece que está representando um grupo de pessoas, uma nação. E daí eles só se preocupam em ganhar benefícios. Eu tenho nojo disso”, afirmou.

Ele contou que dispensou os serviços de aluguel de apartamento, carro e manobrista. “Meu carro eu mesmo vou dirigir. Para que eu vou precisar de uma manobrista? Eu só quero fazer o meu trabalho e voltar para casa”, afirmou. O deputado-cantor disse também que não fará discurso para as paredes.

“Se não tiver quem ouça, não falo”, ameaçou. Na sua cabeça, muitos projetos. Quer investir em hospitais e também beneficiar os aposentados. “O público tem tanto carinho por mim. Eu quero tentar fazer algo para retribuir. Por isso, resolvi aceitar entrar na política”, afirmou, adiantando que vai conciliar a agenda política com a carreira de cantor. “Eu não abro mão da música, de jeito algum.”

Outros nomes ligados às artes não tiveram a mesma sorte de Sérgio Reis nas urnas. Candidato à reeleição, o deputado e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ), que teve seu nome associado ao contraventor Carlinhos Cachoeira, há dois anos, não conseguiu se reeleger. O pagodeiro Netinho (PCdoB-SP) teve mais de 82 mil votos, mas não se elegeu.

A cantora Sula Miranda (PRB) também fracassou na tentativa de alcançar um mandato. Ex-deputado federal e ex-vereador, Aguinaldo Timóteo (PR-RJ) bem que tentou voltar a Brasília. Mas não foi desta vez. Com menos de 19 mil votos, continuará distante da capital federal. Outras “celebridades” também fracassaram nas urnas.

Candidato a deputado federal, o ex-vencedor do Big Brother Brasil Diego Alemão (PV-RJ) não repetiu o sucesso de Jean Wyllys (P-Sol-RJ), que também havia conquistado uma edição do BBB antes de se eleger pela primeira vez, em 2010. Diego recebeu menos de cinco mil votos.

O cirurgião plástico Dr. Rey (PSC-SP), também conhecido como Dr. Hollywood, pelo programa que apresenta na Rede TV, também não se elegeu. Agora desassociado da imagem de ex-BBB e reconhecido como uma das principais lideranças do movimento LGBT no país, Jean Wyllys foi reeleito com 144.770 votos, dez vezes mais do que a votação obtida quatro anos atrás.

Tetracampeão mundial de futebol e melhor jogador do mundo em 1994, Romário virou senador pelo PSB do Rio depois da experiência na Câmara dos Deputados. E, agora, vai desfilar pelo Salão Azul, do Senado. Quem demonstrou ser bom de voto foi o goleiro Danrlei de Deus (PSD), que fez sucesso no Grêmio. Teve 158.973 votos, segundo mais votado de toda a bancada gaúcha.

DIVISÃO– O deputado Jarbas Vasconcelos saiu, ontem, da primeira reunião da bancada do PMDB na Câmara impressionado com a falta de consenso na escolha do novo líder na Casa. Segundo ele, o partido tem nada menos do que oito candidatos a líder, mas Jarbas, que é pragmático, já se definiu pelo nome de Danilo Forte (CE). “Foi o primeiro a me pedir o voto e tenho boas referências sobre ele”, afirmou.

Fidelidade a Armando– O deputado Zeca Cavalcanti (PTB) jura de pés juntos que votou no candidato do PT à Presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (SP), derrotado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Não poderia contrariar o ministro Armando Monteiro, que orientou a bancada pelo voto em Chinaglia”, afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

Afinando a viola – Nos dias que atua em Brasília como deputado, o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (PR), sucessor de Inocêncio Oliveira, está hospedado no mesmo hotel do cantor-deputado Sérgio Reis. “Estamos porta a porta, só falta a viola pra gente cantar panela velha é quem faz comida boa”, brincou Sebastião, que também é cantor e seresteiro.

QG 2018– De olho no Palácio das Princesas em 2018, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) transformou seu gabinete em Brasília numa base de apoio aos prefeitos. Só ontem foram vistos por lá mais de 10 gestores municipais, inclusive do PT, como Luciano Duque, de Serra Talhada. Também o socialista João Bezerra, de Palmares.

O ricaço de São José Depois de gravar para o Frente a Frente, ontem, o cantor Sérgio Reis quis saber notícias de uma terra que diz amar em Pernambuco: São José do Egito, o reino encantado da poesia, no Sertão do Pajeú, onde tem um amigo especial, um matutão conhecido como “Antônio do Milhão (foto)”.

 

 

 

 

 

 

 

 

CURTAS

CAINDO NA REAL– Os deputados novatos da bancada federal de Pernambuco estão assustados com os salários dos servidores da Câmara dos Deputados. Um chefe de gabinete, por exemplo, percebe R$ 10 mil e um motorista R$ 3 mil. A chiadeira é grande.

CONFIANÇA– Do ex-governador Joaquim Francisco, ontem, na Rádio Folha, ao ser abordado sobre a gestão de Paulo Câmara: “Acho que ele tem as condições objetivas em conjunto com a equipe. Ele disse uma frase ‘governador não governa sozinho, governa com seu conjunto de forças’. Isso é uma atitude sensata”.

Perguntar não ofende: A violência vai engolir a gestão de Paulo Câmara?


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03/02


2015

Coluna da terça-feira

     Gestão política desastrosa

A derrota que o deputado Diogo Moraes (PSB) impôs ao Governo, ao ser eleito primeiro-secretário da Assembleia numa postulação avulsa, acendeu a luz amarela no núcleo central do governador Paulo Câmara. Se o Governo já vive um inferno astral com as rebeliões nos presídios, o baque na Alepe gerou uma desconfiança de que seu governo pode viver a neurose da instabilidade ou até não dar certo.

Pela primeira vez, o Estado tem um governador que não faz política nem tampouco montou uma boa retaguarda que possa suprir essa deficiência, que é grave. Governar não é apenas gerir. Gerentões que não se convertem à política acabam batendo cabeça. E gerentonas, também. Basta citar o exemplo de Dilma.

Administrar é um exercício permanente da arte de fazer política. Se Câmara fosse do ramo ou tivesse um interlocutor que conhecesse um mínimo do assunto não teria sofrido uma derrota tão acachapante em início de gestão. Não foi Lula Cabral que perdeu, como disse ontem neste espaço, mas o Governo.

Cabral foi apenas a primeira vítima de um vácuo político que existe no Governo, com chances de vitimar muito mais gente. Nesta área, o rei está nu e ainda não despertou. Alguém mais experiente, ou mais corajoso – pode ter as duas virtudes, melhor ainda – tem que acordar Câmara.

Seu governo está correndo o risco de se transformar num tremendo desastre político, enquanto, administrativamente, vive emparedado como no Big Brother global pelas enxurradas de rebeliões que ensanguentaram o Estado, arranhando a sua imagem no plano nacional.

Afinal, parodiando o bem informado e competente marqueteiro Marcelo Teixeira, da Makplan, eleição de clube, de sindicato, de partido político e de mesa legislativa, quem tem o poder só perde por incompetência.

BURRICE– Analisando a derrota do PT na eleição da mesa diretora da Câmara dos Deputados, Marcelo Teixeira constata que o Governo continua sem ter oposição. “Ao insistir com a candidatura de Júlio Delgado (PSB) a oposição perdeu a oportunidade de derrotar o Governo. Deixaram Eduardo Cunha derrotar o PT sozinho, mas a oposição também sai derrotada, pois seu apoio a Cunha seria um verdadeiro massacre”, observou.

Cheiro de traição– O deputado Zeca Cavalcanti pode não ter votado em Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na eleição para presidente da Câmara, mas o PTB tem razões para desconfiar da traição, pois até foto o trabalhista, que prometeu votar em Arlindo Chinaglia (PT), chegou a tirar ao lado do candidato vitorioso.

 

 

 

 

 

 

 

Protocolo – Os deputados Danilo Cabral (PSB), Felipe Carreras (PSB), André de Paula (PSD) e Sebastião Oliveira (PR), escolhidos secretários pelo governador Paulo Câmara (PSB), só podem reassumir no Estado depois que for publicado no Diário Oficial, novamente, as suas nomeações, o que está previsto para hoje. Os respectivos suplentes assumem amanhã.

Derrota nordestina– O cancelamento das obras das refinarias Premium I e Premium II nos estados do Maranhão e Ceará, respectivamente, provocou uma rebelião nas bancadas dos dois Estados no Senado. O senador Edison Lobão, do PMDB maranhense, e Eunício Oliveira, do PMDB cearense, criticaram a Petrobras e jogaram o pepino no colo de Dilma.

Firme e forteAo contrário do que ocorre em Pernambuco, no PSB nacional o senador Fernando Bezerra Coelho continua forte e influente. Tanto que elegeu o filho Fernando Filho líder da bancada do PSB na Câmara sem precisar dos votos dos oito deputados pernambucanos que integram a bancada de 34 parlamentares.

 

 

CURTAS

EM FAMÍLIA– Segundo suplente da bancada federal, o deputado Fernando Monteiro (PP), que assume o mandato amanhã com a ida de quatro federais para o secretariado de Câmara, quer emplacar o pai na Superintendência da Codevasf, em Petrolina.

LOBBY– O presidente da OAB-PE, Pedro Henrique, faz lobby para eleger desembargador Aquiles Bezerra, esposo de sua sócia em seu escritório de advocacia, no lugar de Margarida Cantarelli no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. O Conselho Federal da OAB decide a parada, hoje, em eleição.

Perguntar não ofende: O PP vai ceder espaço na Integração para o PT?


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02/02


2015

Coluna da segunda-feira

      Uma derrota acachapante

A presidente Dilma sofreu, ontem, a sua primeira grande derrota com a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara dos Deputados. Além de levar no primeiro turno, obtendo 267 votos, 10 a mais do que esperava, Cunha deixou o PT sem representante na mesa diretora pela primeira vez.

Foi uma derrota anunciada. Dilma sabia que perderia, mas fez um esforço concentrado nos últimos dias para tentar levar a eleição pelo menos para o segundo turno, mas não conseguiu. Arlindo Chinaglia, do PT de São Paulo, teve apenas 136 votos, resultado vexatório.

Cunha tem todos os méritos da vitória. Fez a melhor campanha, trabalhou em cima de uma estratégia e consolidou uma liderança em ascensão que já se previa desde o momento em que começou a impor derrotas ao Governo como uma das principais lideranças dissidentes no PMDB.

A derrota do PT e de Dilma tem outros componentes. A Câmara quis manter uma postura de independência em relação ao Planalto, mandou um recado de que não está satisfeita com o Governo nem com o estilo Dilma. O candidato escolhido pelo PT, Arlindo Chinaglia, ajudou a levar o Governo para o buraco.

Detém uma forte rejeição entre os seus pares na Casa, não transita bem sequer no seu próprio partido e é odiado pelos servidores da Câmara pela péssima gestão que fez, não prestigiando os quadros técnicos, congelando salários e até perseguindo a categoria dos servidores em geral, que torceram pela sua derrota.

Por fim, a vitória de Cunha representa um equilíbrio entre os poderes, acabando a hegemonia do Executivo que controlava as duas Casas – Senado e Câmara. O Congresso passa a viver uma nova, exigindo do Governo uma postura mais conciliatória e menos arrogante.

DESASTRE– Não foi Lula Cabral que perdeu a eleição para primeiro-secretário, mas o Governo. Credite o insucesso do socialista à precária articulação política do governador Paulo Câmara. O chefe da Casa Civil, Antônio Figueira, entende muito de gestão hospítalar, mas é leigo no trato da política, um verdadeiro neófito. Neste campo, o governador Paulo Câmara está muito mal assessorado e a derrota na Alepe pode ser apenas o início de um processo desastroso no campo político se insistir em bater cabeça com Figueira.

Universal com a grana– A poderosa primeira-secretaria da Câmara dos Deputados, que cuida das finanças da Casa, passa ao controle da Igreja Universal com a eleição do deputado Beto Mansur (PRB-SP). Já o vice-presidente Waldir Maranhão, do PP maranhense, fortalece o grupo ligado a Ciro Nogueira e Eduardo da Fonte.

 

 

 

 

Rebaixado – Pela primeira vez, Pernambuco fica de fora da mesa diretora da Câmara dos Deputados. Não foi eleito sequer um suplente. Gonzaga Patriota, que representava o Estado na suplência dos secretários, cedeu seu lugar para a deputada Luiza Erundina. Pernambuco já chegou a ter presidente: Inocêncio Oliveira, que não disputou a reeleição.

Derrota e custo– A oposição comemorou bastante a vitória de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados como a primeira grande derrota do Governo Dilma. E o que dizem é que a reeleição de Renan Calheiros põe a espada de Damôcles na cabeça do Governo. Traduzindo: não é vitória da oposição, mas o PMDB cobrará um preço caro.

Paparicado e fortalecidoPaparicado por parlamentares de diversos Estados, ontem na posse, o agora deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB) será tratado a pão de ló pelo novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Se no Senado Jarbas não relatou, em oito anos, uma só Medida Provisória, na Câmara será bem diferente, podendo até presidir uma comissão destacada.

 

 

CURTAS

SURPRESA– Com toda a carga dada pelo Governo, o candidato do PT à Presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia, só teve 36 votos a mais do que Júlio Delgado, postulante do PSB, que foi, sem dúvida, a grande surpresa, pois os prognósticos indicavam que teria apenas 40 votos.

RENÚNCIA– O presidente estadual do PSDB, Bruno Araújo, foi eleito líder da minoria, o que o motivou ainda mais a entregar o comando do partido no Estado ao deputado Antônio Moraes. “Não tenho tido tempo para cuidar do partido no Estado”, disse.

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Comentários

Luiz Arnaldo Santos

Derrota de Dilma!! Não entendi foi dizer que a derrota de Lula Cabral, não foi a derrota de PC, e sim, de um auxiliar. Tanto PC e Dilma padecem do mesmo mal na política, são criados por políticos, mal não tem a envergadura do político.

adalberto ribeiro

E agora, Rou Youself está exposta a rajadas, raios, tempestades e trovoadas. Vai ser eletrizante e os sapos vermelhos poderão ser eletrocutados




31/01


2015

Coluna do sabadão

      Avulsos só prosperam na traição

Em eleição para composição de mesas diretoras no Legislativo há uma praxe entre os partidos: o cumprimento do acordo na votação nos candidatos oficiais. Com isso, dificilmente quem se aventura em candidaturas avulsas têm chances de virar o jogo, a não ser que os deputados traiam.

Para trair, no caso dos deputados governistas, o preço tende a sair caro. No PSB, partido majoritário na Casa, com 15 representantes, o nome oficial para a Primeira-Secretaria é o do ex-prefeito do Cabo, Lula Cabral, mas Diogo Moraes está correndo por fora, ameaçando registrar sua candidatura avulsa.

Tem alguma chance? O voto é secreto, é verdade, mas se a própria bancada do PSB não seguir a orientação do partido quem ficará mal na fita será a cúpula socialista e por tabela o governador Paulo Câmara. Diz uma peça teatral que para trair basta apenas coçar.

No caso de um governo em início, poucos têm coragem de coçar, porque o risco de ser tratado a pão e água ao longo dos quatros anos é realíssimo. Uma candidatura avulsa saindo de qualquer partido por falta de consenso pode ser até natural, mas da legenda oficial, que está com a caneta na mão, é grave.

Grave porque expõe profundamente o governador, cria um clima de instabilidade e desconfiança, abrindo um precedente grave para derrotas em matérias de interesse do Governo. Diogo tem esta força aparente para desafiar o seu partido e o governo? Evidentemente que não.

NA CORTE– Devido ao congestionamento nos voos para Brasília, praticamente toda a bancada pernambucana já está na capital desde ontem, para a posse do novo Congresso amanhã. Os novatos fizeram os procedimentos de praxe, como a criação de senha e o treinamento da votação no painel eletrônico, como o tucano Daniel Coelho, que, entusiasmado, postou uma imagem nas redes sociais testando a sua senha.

O pepino é estadual– Na audiência com o ministro dos Transportes, quinta-feira passada, em Brasília, o ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento) e o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, não colocaram em pauta a precária situação da BR-232 porque, segundo Humberto, a estrada é da inteira responsabilidade do Estado. E agora, José?

 

 

Derrota à vista – Dilma pode jurar que não, mas é senso comum que seu Governo está empenhado em eleger Arlindo Chinaglia para presidir a Câmara. Se o petista perder, a presidente sofrerá sua primeira derrota. Não é novidade a rejeição do candidato do governo. Em 2001, Aécio Neves derrotou o candidato do governo FH, Inocêncio Oliveira. Em 2005, Severino Cavalcanti venceu o candidato do governo Lula, Luiz Greenhalgh.

Azarão sem chances– Aliado do candidato do PMDB à Presidência da Câmara, o deputado não acredita que o socialista Júlio Delgado (MG) se transforme no azarão da eleição para renovação da mesa diretora no próximo domingo. “Apesar do esforço do PSDB, Júlio Delgado é vítima da migração para o voto útil. Ele já não é aquele candidato que disputou contra Henrique Alves”, observou.

Tratamento VipEm Brasília desde ontem, para tomar posse como mandato federal amanhã no Congresso, o secretário estadual de Turismo, Felipe Carreras, procurou o ministro Juca Ferreira para tratar de assuntos relacionados ao Estado e sentiu que Pernambuco será bem tratado. “Senti que o ministro vai investir bastante no turismo no Nordeste, especialmente em Pernambuco”, afirmou.

 

 

CURTAS

LICENÇA– Dos 25 deputados da bancada federal que tomam posse amanhã, quatro se licenciam imediatamente para o secretariado de Paulo Câmara: Sebastião Oliveira (PR), Felipe Carreras (PSB), Danilo Cabral (PSB) e André de Paula (PSD). Mas todos terão direito a votar na eleição da mesa diretora.

RENÚNCIA– O vereador Raul Jungmann, da bancada do PPS no Recife, renuncia ao mandato na próxima segunda-feira para tomar posse como deputado federal. Como suplente, assume o mandato porque Paulo Câmara convocou quatro federais para o secretariado.

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Comentários

ADEILDO CORDEIRO DE FRANÇA

Diogo Moraes aceite que dói menos.

Conceição

E se depois de alguns meses, algum Secretário (Sebastião Oliveira, Danilo Cabral, André de Paula ou Felipe Carreras) resolver voltar para a Câmara, como ficará Raul Jungmann?




30/01


2015

Coluna da sexta-feira

         A hora da tesoura implacável

A partir da próxima semana, os secretários estaduais começarão a cortar na própria dele. Para cumprir a meta de uma economia da ordem de R$ 18 milhões, determinada pelo governador Paulo Câmara, dispensarão uma penca de servidores que ocupam cargos comissionados, algo em torno de 20%.

São funções que variam de R$ 1,2 mil a R$ 4,8 mil. A maioria desse pessoal, que não pertence aos quadros do Estado, tem apadrinhamento político. Por isso mesmo, desde a semana passada, os secretários passaram a comer o pão que o diabo amassou para promover as demissões.

“Na minha pasta são 55 cargos comissionados a serem extintos”, revelou um secretário. Ele não é o único que está apreensivo e tenso. Todos os 22 que integram o primeiro escalão sabem que a vassourada tem que ser praticada a partir da próxima segunda-feira, 2.

A coordenação dos cortes foi entregue ao secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, auxiliado pelo titular do Planejamento, Danilo Cabral. Deputados da base responsáveis pelas indicações já começaram a fazer os mais diversos tipos de pressão para evitar que apadrinhados sem demitidos.

Mas de nada vai adiantar. “O governador não abre mão da economia a que se propôs”, avisa outro auxiliar de Câmara, adiantando que não haverá nenhum tipo de pressão capaz de evitar que os secretários cumpram as orientações, até porque o Governo precisa de recursos para manter os serviços essenciais básicos.

Os cortes já despertaram também a ira da oposição. O líder Silvio Costa Filho (PTB) diz que, no passado, o governo já implantou medidas que buscavam economizar recursos públicos e que, mais à frente, terminaram gerando mais despesas. Cobrou mais informações sobre os cortes.

E pediu aos demais deputados que estejam atentos para fiscalizar a real aplicação do que foi anunciado pelo Governo. O líder do governo, Waldemar Borges (PSB), afirma que a decisão segue a tendência que já vinha sido adotada na gestão anterior e deve economizar, de fato, R$ 18 milhões anuais.

MARTELO BATIDO– O deputado Alberto Feitosa, ex-secretário estadual de Turismo, almoçou, ontem, com o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, e bateu o martelo: assume a secretaria municipal de Saneamento. Com isso, abre na Assembleia vaga para o deputado Marco Antônio Dourado, segundo suplente da coligação governista. Na Mesa Diretora da Assembleia, o PR de Feitosa ficou sem representante.

Mesa é acordo– Deputados que ameaçam disputar cargos na Mesa Diretora da Assembleia com candidaturas avulsas não têm chances de bater os concorrentes oficiais, porque a composição é um acordo de confiança recíproca fechado entre todos os partidos seguindo o critério da proporcionalidade. E não há espaço para traições!

 

Risco de interrupção – O senador eleito José Serra (PSDB), nas reuniões dos tucanos de que tem participado em Brasília, profetiza que a presidente Dilma não vai concluir o mandato. Sua avaliação, segundo Ilimar Franco, é que há um completo desgoverno, agravado pela crise econômica e pelas denúncias de corrupção.

Sem articulação– No processo da eleição da Mesa Diretora da Assembleia os deputados da base confirmaram na prática a desconfiança que já existia desde a escolha do secretariado: falta um articulador experiente e habilidoso para fazer a ponte política com a base na Assembleia Legislativa. A bancada do PSB é um muro de lamentações.

Escapou de raspãoO presidente municipal do PT, Oscar Barreto, escapou da “Lista de Schindler”, como os próprios petistas batizaram a degola dos 100 infiéis que serão expulsos pela executiva estadual. Segundo a presidente Teresa Leitão, o caso de Oscar não se reporta às eleições passadas, mas a um processo movido por Dílson Peixoto, que está na Comissão de Ética.

 

 

CURTAS

TÁ FORA– O deputado Gonzaga Patriota nega que tenha projeto de disputar a liderança do PSB na Câmara com o deputado Fernando Filho, também pernambucano. “Liderança não se disputa”, afirma, adiantando ser objeto de consenso na bancada.

LIDERANÇA– O deputado Ângelo Ferreira confirma que está deixando a liderança do PSB na Assembleia. Deve ocupar uma presidência temática na Casa. O novo líder deve ser Aluízio Lessa ou Diogo Moraes, enquanto Waldemar Borges se mantém na liderança do Governo.

Perguntar não ofende: O PSB vai punir quem dispute cargo na Mesa com candidatura avulsa?


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29/01


2015

Coluna da quinta-feira

       O voo de águia de Lula Cabral

A escolha do deputado Lula Cabral (PSB) para a Primeira-Secretaria, antecipada com exclusividade ontem por este blogueiro, foi uma costura que começou lá atrás, desde o momento em que o ex-governador Eduardo Campos convenceu o aliado a não disputar um mandato de deputado federal, mas estadual.

Bom gestor, tendo saído da Prefeitura do Cabo com 84% de aprovação, eleito e reeleito pela expressiva maioria do eleitorado, Lula Cabral foi um fiel aliado de Eduardo, tendo deixado a presidência estadual do PSC para voltar ao PSB por convocação expressa do ex-governador.

Ao final da sua gestão, Lula elegeu o seu sucessor, Vado da Farmácia, numa eleição extremamente polarizada e radicalizada, derrotando Betinho Gomes, filho do prefeito de Jaboatão, Elias Gomes (PSDB). Não demorou muito para ser chamado, mais uma vez por Eduardo, para colaborar com o seu governo.

Assumiu o comando da Junta Comercial, órgão sem grande estrutura e, aparentemente, sem importância. Seguindo, entretanto, o preceito básico do bom gesto, adotou diretrizes que levaram à instituição a passar por uma ampla reformulação, ficando mais ágil e eficiente.

Ao atender o desejo de Eduardo de disputar um mandato estadual e não federal, para aumentar a bancada do PSB na Assembleia, Lula mostrou que é um discípulo fiel, passaporte carimbado para a nova missão de primeiro-secretário da Alepe, representando o desejo do partido, que se uniu em torno da indicação do seu nome.

SEM CULPA– Depois da fala de Dilma na reunião ministerial, a oposição constata que ela não fez nenhuma autocrítica da política econômica de seu primeiro mandato. A presidente destacou que as dificuldades que o Brasil atravessa decorrem de razões externas: a redução da taxa de crescimento nos países desenvolvidos e a queda dos preços das commodities, com destaque para o petróleo. Dá para engolir?

Choro no Palácio– Certo de que apenas uma lista de supostos apoios garantiria seu passaporte para a Primeira-Secretaria da Assembleia, o deputado Diogo Moraes (PSB) quebrou a cara. Saiu do Palácio, ontem, aos prantos, ao ser informado pelo secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, que o partido não bancaria sua indicação, mas a de Lula Cabral.

Mais empregos – O verão brasileiro deverá criar 35,5 mil postos de trabalho em comparação com o mesmo período do ano passado, 1,1% maior que em 2014 e o setor de turismo concentra a maior parte dos empregos disponibilizados. Neste ano, o Nordeste deverá ocupar a segunda posição no ranking das vagas de verão, com 15,8%.

Cofres vazios– O prefeito de Canhotinho, Felipe Porto (DEM), está profundamente desapontado como a forma que foi tratado pelo Governo Paulo Câmara ao tentar um patrocínio para animar a festa de São Sebastião. Segundo ele, ninguém tem voz ativa. “Fiquei de mão em mão e depois me disseram secamente que não há dinheiro”, afirmou.

Medidas corajosasTemendo o pior, em função do estado de tensão no Estado, o governador Paulo Câmara resolveu, ontem, decretar estado de emergência no sistema presidiário do Estado. Assinou decreto também intervindo no Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga, tentativa frustrada de uma PPP (Parceria Público Privada). Com isso, o Estado pode reassumir o controle do projeto.

 

CURTAS

CASAS– O prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), deu o start, ontem, para construção de mais 992 unidades habitacionais como parte do programa Minha Casa, Minha Vida, no residencial Park São Gonçalo. Atenderão a famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil.

DUPLICIDADE– O PTB pode ter dois representantes na mesa diretora da Assembleia Legislativa: Augusto Cesar, na Primeira-vice e Romário Dias, na Terceira-secretaria. A duplicidade se dá pelo fato de o PT ter aberto mão de cargos. Resta saber se os demais partidos irão bancar.

Perguntar não ofende: Quantos votos Edilson Silva terá na disputa pela Presidência da Assembleia?


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