Congresso Nordestino de Educação Médica

18/06


2019

“Montezano tem tudo para dar certo”, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, hoje, que a expectativa com o nome de Gustavo Montezano para a presidência do BNDES “é a melhor possível”. Segundo Bolsonaro, o indicado é “jovem, empreendedor, inteligente, tem tudo para dar certo”.

Bolsonaro comentou ainda que conhecia Montezano porque já morou no mesmo prédio do futuro chefe do BNDES. “Já o conhecia, por coincidência, ele já morou num prédio onde morei. Não tem nada a ver uma coisa com outra, coincidência apenas”, disse o presidente. O ex-presidente do banco, Joaquim Levy,  pediu demissão do cargo no último domingo, 16, após Bolsonaro ameaçar tirá-lo do cargo publicamente.


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Governo de PE

18/06


2019

Alepe leva capacitação para o Sertão

A Assembleia Legislativa de Pernambuco, por meio de sua Escola Legislativa (Elepe) irá realizar o curso “Eleições Municipais 2020| Novas Regras”, na Câmara municipal de Petrolina, no próximo dia 27 de junho. A ideia é revisar as principais alterações das regras eleitorais.

“Sabendo da importância de se garantir a realização de eleições livres de incidentes lesivos ao processo democrático, o presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros, sugeriu a Elepe a elaboração deste curso, que contará ainda com parceria do Tribunal Regional Eleitoral”, explicou José Humberto Cavalcanti, superintendente da Elepe.

O curso, que tem como público-alvo vereadores e assessores legislativos, será oferecido para as cidades-polo das 12 Regiões de Desenvolvimento do Estado. Com duração de um dia, serão abordados temas que mais provocam dúvidas e penalidades: Extinção das Coligações; Propaganda Eleitoral; e Prestação de Contas. As palestras ficarão a cargo do desembargador eleitoral Delmiro Campos; do procurador-geral de Petrolina Diniz Eduardo Cavalcante; e do chefe de seção de auditoria de contas do TRE Marcos Andrade.

De acordo com Eriberto Medeiros, também faz parte da missão institucional da Elepe, assistir tecnicamente o legislativo municipal. “Neste primeiro semestre, já celebramos convênios com a União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), com a Escola Judiciária Eleitoral (EJE) e com a Escola de Contas do TCE/PE. Essas parcerias permitirão uma maior aproximação com os entes municipais”, destacou Eriberto Medeiros.


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Comentários

ROGÉRIO MOTA E ALBUQUERQUE

O ideal sobre as Eleições de 2020 seria o presidente da ALEPE deputado Eriberto Medeiros já começar por Pernambuco uma campanha da prorrogação dessa Eleição e fazer uma Eleição Geral em 2022. Eleições de dois em dois anos é parar o Brasil e ter despesas astronômicas que poderiam servir para outras finalidades: Saúde, Educação e Segurança. Faça isso deputado, é o seu maior gesto de cidadania.


Prefeitura de Caruaru

18/06


2019

Presidentes da Caixa e do Senado visitam Petrolina

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, desembarcam em Petrolina, amanhã, para uma agenda de dois dias.

O principal compromisso será o anúncio da abertura de uma nova Superintendência da Caixa na cidade sertaneja. Os gestores ainda terão reunião administrativa com o prefeito Miguel Coelho e conhecerão o São João de Petrolina. 


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São João Petrolina

18/06


2019

Araripina FM no Frente a Frente

A partir de hoje, a rádio Araripina FM 87,9, em Araripina, a 675 km do Recife, passa a integrar a Rede Nordeste de Rádio, geradora do Frente a Frente, programa que ancoro das 18 às 19, de segunda a sexta-feira, tendo como cabeça de rede a rádio Folha, no Recife.


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18/06


2019

O ovo da serpente

Por José Nêumanne*

No meu artigo A Moro e Dallagnol ainda restará a opção pelo voto, publicado na pág. A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 12 de junho, comentei a polêmica do momento, causada por revelações do site The Intercept Brasil, de conversas, tidas como “nada republicanas” por interessados em confirmar a tese da defesa de Lula de parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro, deste com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, coordenada por Deltan Dallagnol. À espera de novos vazamentos prometidos pelo editor da publicação que as expõe, o norte-americano Glenn Greenwald, convém tratar da origem dessa promiscuidade entre procuradores e juízes e a quem tais vazamentos favorece. A origem de tudo está naquilo que os historiadores do século 20 chamam de “ovo da serpente”, no caso do nazismo de Adolf Hitler. Isso remonta à era Lula.

O petista, então presidente, e seu ministro da Justiça, o criminalista Marcio Thomaz Bastos, que tinha sido seu advogado na Justiça Militar à época das greves dos metalúrgicos no ABC, que liderava, instigaram a Polícia Federal (PF), o Ministério Público (MP) e a Justiça a atuarem contra quem se arriscasse a se expor como oponente. Não eram, por óbvio, originais, pois copiaram práticas da Delegacia Especial de Segurança Política e Social (DESPS), versão federal dos Dops estaduais no Estado Novo fascistoide de Getúlio Vargas, que centralizou o aparato policial para perseguir e levar à  prisão adversários do regime. Já escrevi sobre esse assunto em artigo neste mesmo Blog do Nêumanne, Prostituição, fraude e sabotagem (segunda-feira, 13/08/2018, veja só que data!). No resumo do citado texto informei: “Nenhum candidato com chance de ser presidente ousou, no debate da Band, referir-se aos escândalos de mensalão e petrolão para não perder eventuais eleitores de Lula, político preso e ausente”.
Já então, não tinha a pretensão de trazer nada de original, pois o delegado Romeu Tuma Jr, em seu livro O Assassinato de Reputações: Um Crime de Estado (Editora Topbooks, 2016), revelara preciosas informações sobre o uso da Polícia Federal (PF) contra adversários do PT. Segundo Tuma Jr.,  Lula  instrumentalizou-a  para torná-la não de Estado, mas um instrumento pessoal de pressão e intimidação, pau mandado de partido, versão tupiniquim da Stasi alemã ou da terrivelmente famosa tcheca.

Para justificar o Estado policialesco, instalado no País na era Lula, Marcio Thomaz Bastos recorreu ao adjetivo “republicana” para definir a PF, mas as operações policiais, em sua época,  foram 25 vezes mais numerosas do que as que foram realizadas ao longo dos dois mandatos anteriores de Fernando Henrique Cardoso.

O ex-procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou em palestras que os governos do PT permitiram o fortalecimento da PF e do MP. No tempo em que eu era repórter do Jornal do Brasil, comprovei que isso ocorrera ainda antes, em pleno mandarinato tucano. O ex-guerrilheiro e então deputado federal José Dirceu tratava a imprensa a pão de ló para fazer circular nos meios de comunicação as diatribes de dois procuradores federais que privilegiavam denúncias contra a gestão federal. Quem não se lembra do procurador Luiz Francisco, apropriadamente apelidado, à época, de “Torquemada”, o inquisidor? O pitoresco do detalhe histórico é que seu parceiro de dupla era um colega de corporação, Guilherme Schelb, hoje pregador evangélico e que quase chegou ao Ministério da Educação no governo, que se proclama antipetista, do capitão Jair Bolsonaro.  A serviço do PT, Luiz Francisco e Schelb infernizavam a vida do tucanato. A dupla sumiu, mas o efeito permaneceu.

Marcio Thomaz Bastos se vangloriava da reforma que queria fazer no Poder Judiciário e pela revolução que dizia ter feito na PF. Mas o fato é que o MP e a Justiça foram aparelhados. Isso está contado em meu livro O Que Sei de Lula (Editora Topbooks, 2011). E em inúmeros artigos de minha autoria publicados na página 2 do Estado.

Lula e Bastos foram useiros e vezeiros no uso da justiça como arma para perseguir e inabilitar seus adversários,  prática conhecida como lawfare. O caso mais célebre da manipulação da Justiça pelo lado oposto, ou seja, para proteger sócios em falcatruas, foi a Operação Castelo de Areia, instaurada em 2009 para investigar denúncias de corrupção da empreiteira Camargo Corrêa. Como registra a Wikipédia, em 5 de abril de 2011 a operação foi anulada pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a alegação de que denúncia anônima não poderia embasar investigações. A decisão foi inédita, contrariando a jurisprudência da corte, cujo entendimento anterior, em 33 decisões, permitia investigação a partir de denúncias anônimas. A decisão dividiu a doutrina. As denúncias anônimas são estimuladas em muitos países, entre os quais os Estados Unidos, que as adotam na chamada Foreign Corrupt Practices (Práticas Corruptas Externas). Em 7 de abril de 2011, o Ministério Público recorreu da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas em 2015 o ministro Luís Roberto Barroso rejeitou o recurso. Logo ele! O inspirador da manobra foi Bastos, ora pois. Ou seja, Lula inaugurou, foi atingido pela própria criação e agora reclama: é que o feitiço virou contra o feiticeiro.

No caso atual, a PF já abriu quatro inquéritos para apurar o autor da hackeragem e neles chegou a identificar que os arquivos foram capturados do celular do procurador Deltan Dallagnol. Não atingem apenas a Lava Jato, mas outros procuradores, como Rodrigo Janot, juízes, como Gabriela Hardt, e desembargadores, como Abel Gomes.

Avisei em vídeos e textos: a operação é caríssima e alguém investiu pesado nela. Parece que quem a fez conhece e deve ter tido colaboração de companheiros de hackeados. Como lembrava Vitorino Freire, protetor e depois desafeto de Sarney no Maranhão, “jabuti não sobe em árvores. Se está em cima, alguém o pôs”. Quem encomendou essas interceptações?  Qual o propósito? Quem está sendo favorecido com esses vazamentos? Em meu canal no YouTube, comentei coluna de Merval Pereira em O Globo. O colega conversou com Silvio Meira, um dos maiores especialistas em tecnologia e professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo Meira, “ninguém fez isso sozinho, não aconteceu por acaso, tem um desenho por trás.” Conversei com ele, que confirmou. E sei muito bem que ele sabe o que diz.

No artigo Em busca do hacker, no Estado, Pedro Doria vai ao ponto: o hacker existe, mas não é ele a fonte do Intercept, as informações recebidas pelo site teriam sido colhidas de dentro do prédio do Ministério Público de Curitiba.” Bingo! Ciumeira, vaidade, inveja. Motivo não falta.

Em entrevista ao Estado, Moro disse que existe um viés político-partidário na divulgação dessas mensagens. Uma delas passa pela soltura do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro Lula. O Intercept justificou a publicação das mensagens roubadas de Deltan Dallagnol assim: “Moro e os procuradores da Lava Jato são figuras altamente controversas aqui e no mundo – tidos por muitos como heróis anticorrupção e acusados por tantos outros de ser (sic) ideólogos clandestinos de direita, disfarçados como homens da lei apolíticos. Seus críticos têm insistido que eles exploraram e abusaram de seus poderes na Justiça com objetivo político de evitar que Lula retornasse à Presidência e destruir o PT”. Em entrevista a Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e Florestan Fernandes, do El Pais,  em 26 de abril, Lula garantiu que iria “desmascarar o Moro e o Dallagnol.” Omitiu na entrevista como o faria. Mas se trata de um spoiler, no mínimo, suspeito. O momento foi preciso e o projeto, sob medida.

A Segunda Turma do STF vai julgar, em 25 de junho, o  pedido da defesa do petista em que demanda a suspeição de Moro.  O julgamento foi iniciado no segundo semestre do ano passado e interrompido desde dezembro, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista. Seria outro spoiler confirmado? O crime não foi gratuito e contou com a colaboração de hackers experientes e companheiros infiltrados, não obra do acaso. Na entrevista citada, Lula mostrou que estava, no mínimo, informado do  que estava em curso contra Moro. E esse tipo de combate subterrâneo lhe é familiar, desde o tempo de Bastos, quando a cobra desovou.

*Jornalista, poeta e escritor


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18/06


2019

Sileno Guedes recebe título de cidadão de Olinda

Presidente Estadual do PSB e atual secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Sileno Guedes é o mais novo cidadão de Olinda. O socialista recebeu o título na noite de ontem, por proposição do vereador Algério Nossa Voz (PSB) e aprovado por unanimidade. A solenidade, realizada na Casa Bernardo Vieira de Melo, contou com a presença do vice-prefeito Márcio Botelho (SD), do deputado estadual Sivaldo Albino (PSB), além de vereadores da cidade e lideranças do PSB Estadual. 

Durante o ato, Sileno destacou fatos da história de Olinda, primeira capital pernambucana, e falou das tradições de luta presentes na cidade, palco de batalhas entre portugueses e holandeses, e também protagonista da Guerra dos Mascates, no século 18. O gestor ainda fez um relato da sua relação pessoal com a cidade. Ele lembrou que foi no período em que exerceu a função de secretário de Relações Institucionais, na gestão de Eduardo Campos, que teve maior aproximação com Olinda. Sileno Guedes ainda recordou o período em que executou importantes projetos para os olindenses, como o Governo Presente, na pasta de Articulação Social e Regional.

“É uma alegria receber a homenagem de um vereador que representa os mais vulneráveis. Motivo de orgulho e satisfação. Fico muito mais feliz ainda de estar numa Câmara de Vereadores, pois sei o que representa ser vereador, que está sempre tão próximo da população”, afirmou Sileno.

O dirigente partidário destacou ainda que na cidade fez importantes amigos que o acompanharam e contribuíram para sua formação política. “Agora, como cidadão olindense, quero estar ainda mais presente nas lutas importantes travadas pela população desse município para enfrentar problemas que mais exigem decisões e determinação, dando o melhor para as lutas necessárias que precisamos enfrentar”, afirmou. 

Autor da proposição, o vereador Algério explicou o que o levou a apresentar a iniciativa e agradeceu a presença das pessoas que prestigiaram a solenidade, mesmo com as chuvas da Região Metropolitana nos últimos dias. “O título foi aprovado por todos sem nenhum questionamento. Têm pessoas que tem privilégio de nascer em Olinda e outras que têm a honra, como é seu caso. Você receberá esse título mais que merecido e confesso que um pouco atrasado. Olinda precisa de pessoas como você, que querem fazer mudança na politica, que têm amor ao seu trabalho”, discursou Algério.


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Asfaltos

18/06


2019

Coluna desta terça na Folha

Deputados negam aposentadoria

Citados na relação dos 198 parlamentares que teriam optados pelo regime especial de aposentadoria da Câmara, os deputados da bancada federal de Pernambuco com mais de um mandato, como André de Paula, Augusto Coutinho, Daniel Coelho, Eduardo da Fonte, Fernando Filho, Gonzaga Patriota e Wolney Queiroz explicaram que, em nenhum momento, se anteciparam no pedido de aposentadoria.

Ressaltaram que contribuem desde o primeiro mandato para o Plano de Seguridade Social dos Congressistas, o PSSC, recolhendo R$ 3.713,93 e que não há ilegalidade nisso. A reforma da Previdência proposta por Bolsonaro, no entanto, acaba com a aposentadoria especial para deputados e senadores a que os referidos representantes do Estado estão vinculados.

Os políticos da próxima legislatura passarão a seguir as mesmas regras dos trabalhadores do setor privado, cujo teto de aposentadoria do INSS é de R$ 5.839,45.

Opção de praxe – Já os deputados novatos Fernando Rodolfo, Marilia Arraes, Carlos Veras, Raul Henry e Túlio Gadelha entraram também na lista porque seriam obrigados a fazer opção pela contribuição ao PSSC no cumprimento das exigências de posse. A relação dos 198 parlamentares que não querem abrir mão da aposentadoria especial está no site do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.

Explicação – Líder do Cidadania na Câmara, o deputado Daniel Coelho esclarece que tem feito campanhas intensas pela reforma da Previdência e que por isso mesmo não teria sentido ir às ruas do Recife manifestar contra o texto do Governo. “O que postei nas redes sociais foi um vídeo mostrando a reação da população aos que se manifestavam contra a reforma”, afirmou.

Voto a favor – Já o deputado André de Paula, líder do PSD na Câmara, esclarece que contribui o Plano de Seguridade Social dos Congressistas desde o seu primeiro mandato, em 99. Garante que independente do que a reforma da Previdência possa fazer, como acabar com o regime especial, votará a favor. “Nunca antecipei pedido de aposentadoria e voto pela reforma”, diz.

Atraso – Servidores contratados pela Prefeitura de Belo Jardim denunciam que estão com seus salários atrasados. O prefeito Hélio dos Terrenos (PTB) tem sido um descaso como gestor. Além de endividar o município, agora mata os trabalhadores de fome. Cadê o Ministério Público?

Cubanos – Pelo Consórcio Nordeste, assinado pelos governadores da região, os médicos cubanos podem voltar a atuar nos Estados sem precisar de autorização federal. Segundo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), a Organização Mundial de Saúde já deu o aval.

MOLEQUE – O senador sergipano Alessandro Vieira (Cidadania) está irado com as pirotecnias do ministro Gilmar Mendes, do STF. “O ministro é um moleque. É fato que precisamos discutir uma lei para o abuso do poder, mas não podemos ser vítimas dos que defendem bandidos”, disse.

Perguntar não ofende: Quando vai parar de chover no Recife?


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Comentários

Fernandes

Rodrigo Maia: Governo Não Tem Agenda E Brasil Está A Caminho Do Colapso Social.

Fernandes

Por 47 votos a 28, o Senado acaba de derrubar o decreto de armas de Bolsonaro. Governo só levando tiro do Congresso.

Fernandes

Intercept: Moro se recusou a investigar FHC e disse que não podia melindrar alguém cujo apoio era importante. Crime de prevaricação.

Fernandes

Deltan diz a Moro:não temos provas quanto ao Triplex. Moro responde: Não se preocupe, faz a denúncia que eu aceito e condeno!

Fernandes

A frustração da direitalha é ver provada a inocência de Lula.



18/06


2019

Caça às bruxas

Jair Bolsonaro força saída de Joaquim Levy do BNDES sem razões convincentes

O QUE A FOLHA PENSA - Folha de S.Paulo   

Apenas por inexistência de palavra mais precisa chama-se de fritura o processo a que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem submetido auxiliares como Joaquim Levy, recém-saído da chefia do BNDES.

No jargão brasiliense, o termo descreve métodos menos explícitos de desgastar um subordinado e induzi-lo a deixar o cargo, em geral por meio de manifestações indiretas ou anônimas que se acumulam ao longo de dias ou semanas.

O que Bolsonaro fez com Levy foi um ataque público, grosseiro e espontâneo, dado que o tema nem sequer estava em pauta. O presidente informou ao país que o executivo estava “com a cabeça a prêmio”, alegadamente por pretender indicar um diretor com passagem pela administração petista.

Ao atacado não restava alternativa além de pedir as contas —mesmo porque o ministro Paulo Guedes, da Economia, tratou de endossar os vitupérios de Bolsonaro.

O que suscita inquietação no episódio não é a troca de nomes ou o futuro do BNDES. Espanta, isso sim, a futilidade dos motivos aventados para medida tão drástica.

Joaquim Levy ocupou a Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff, numa tentativa atabalhoada de consertar estragos na economia e nas finanças públicas. Considerá-lo por isso um colaborador do PT —que na época sabotou-o o quanto pôde— constitui tolice das mais primárias.

O economista estaria resistindo, segundo outra tese, a “abrir a caixa-preta” do banco federal de fomento. Vale dizer, não havia revelado supostos procedimentos escandalosos nas operações da instituição durante os governos petistas.

Ora, não resta dúvida de que naquele período se promoveu uma expansão temerária dos desembolsos do BNDES, com escolha desastrada de empresas “campeãs nacionais” e subsídios desmedidos, de enorme custo orçamentário. Daí a ter havido dolo, entretanto, vai uma distância considerável.

Que se apurem as eventuais irregularidades, claro. Mas a missão de um dirigente de órgão estatal não pode ser uma caça às bruxas impulsionada por rancores ideológicos.

Ainda no sexto mês de governo, faltam elementos para avaliar de fora a atuação de Levy. Se Guedes arrependeu-se tão cedo de sua escolha, deveria ao menos ter zelado por uma substituição menos traumática —tarefa difícil, reconheça-se, sendo o presidente quem é.

Neófito no setor público, o ministro ainda está por demonstrar capacidade de formulação e execução. Para avançar além das bravatas costumeiras, dependerá da lealdade de servidores experientes.


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Bm4 Marketing 7