ArcoVerde

15/11


2018

O preço a pagar

Marisa Gibson, na sua coluna DIARIO POLÍTICO desta quinta-feira

A ausência do estado de Pernambuco no encontro entre o futuro presidente Jair Bolsonaro e os governadores eleitos, terá um preço - é essa a avaliação que está sendo feita no meio político. De férias na Europa, o governador Paulo Câmara (PSB) juntou-se aos colegas nordestinos que se recusaram a participar da reunião, e a vice governadora eleita Luciana Santos (PCdoB), que iria representá-lo, não foi. “Além de configurar um boicote, foi uma decisão política de opositores do governo federal e a fatura será cobrada não em bloco, mas separadamente”, argumenta-se.

Pernambuco, assim como os demais estados nordestinos passa por dificuldades econômico-financeiras sérias -  Rio Grande do Norte e Sergipe, por exemplo, estão quebrados - e um gesto político de boa vontade seria muito mais proveitoso do que a rebeldia.

Bem, aliados do governo, lembram que Paulo  acusou o Governo Temer de retaliação porque o PSB, após um período de independência, rompeu com o Palácio do Planalto. Imagine agora com tamanha recusa. Esses mesmos aliados temem que Paulo enfrente no Governo Bolsonaro dificuldades tão pesadas como as que Arraes passou no Governo Fernando Henrique (PSDB), quando sequer teve o direito de utilizar os recursos da venda da Celpe, que ficaram bloqueados até que Jarbas Vasconcelos (MDB), aliado do tucano, assumisse o governo do estado.

Há ainda a tese de que Paulo teria concordado com a ausência de Pernambuco no encontro com Bolsonaro para não se distanciar tão rapidamente do PT. Afinal, a eleição mal acabou. Por fim, muitos discordam de que a reunião não tivesse um caráter institucional só pelo fato de ter sido articulada pelo governador eleito João Dória (SP/PSDB):”Quem politizou a situação foram os governadores nordestinos”, sentenciou  um socialista.


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Asfaltos

15/11


2018

Um bolsonarista na casa de Rio Branco

Bernardo Mello Franco - O Globo

O novo presidente terá um chanceler à sua imagem e semelhança. O futuro ministro Ernesto Araújo não é apenas um bolsonarista de carteirinha. Ele também emula o chefe no discurso contra o “globalismo”, a “ideologia de gênero” e o “marxismo cultural”.

O ideário do novo chefe do Itamaraty pode ser consultado no blog “Metapolítica 17”. A página é dedicada a uma militância fervorosa a favor do capitão e contra o PT. Ele se refere à sigla como “Partido Terrorista”. Em tom imodesto, diz que pretende “ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista”.

“Se o PT ganhar, vai extinguir todas as luzes da decência e da liberdade”, escreveu, a uma semana da eleição. Ele acusou os petistas de tramarem um “regime de partido único, ditatorial, (...) um governo que controlará sua vida a partir da educação pré-escolar, que administrará sua família, que controlará o que você pensa e diz”.

O futuro chanceler também ecoa Bolsonaro na pregação contra a China, maior parceira comercial do Brasil. Ele sugere que é preciso resistir à “China maoísta que dominará o mundo”. O discurso parece levemente fora de época. A potência asiática começou a abandonar o maoísmo em 1978, com as reformas de Deng Xiaoping.

Em outro post, o embaixador que nunca chefiou uma embaixada repete clichês da direita hidrófoba. Diz que o socialismo “perverte o milagre da concepção com a ideologia do aborto, perverte o sexo com a ideologia de gênero e o feminismo” e “perverte a fé cristã”.

O anti-intelectualismo também desponta nos textos de Araújo. Para ele, “o povo é muito mais são e sábio do que a classe instruída”. As crianças brasileiras receberiam uma “educação cínica e anti-patriótica onde [sic] se ensina uma história sem heróis e onde professores sub-marxistas tentam criar pequenos militantes”.

Num artigo mais extenso, publicado em 2017 na revista “Cadernos de Política Exterior”, o diplomata ostenta admiração por Donald Trump. Compara o presidente americano a Reagan e Churchill e sustenta, sem ironia, que ele pode “salvar o Ocidente”. Ao que tudo indica, o Itamaraty está prestes a entrar num novo período de alinhamento automático à Casa Branca.


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Fernandes

É lamentável marco héterogoy, um País que tem Temer como presidente, Neymar como ídolo, Sérgio Moro como herói e bolsofake como mito.



15/11


2018

Novo chanceler foi do anúncio para a frigideira

Josias de Souza

Jair Bolsonaro inovou. Criou uma via expressa ligando a escolha de um novo ministro à frigideira. O diplomata Ernesto Araújo migrou instantaneamente do anúncio de sua indicação como novo chanceler para o óleo quente. No início da madrugada desta quinta-feira, o blog testemunhou num restaurante chique de Brasília um conciliábulo de destacados membros da Casa de Rio Branco. Dedicavam-se a organizar uma “resistência” ao que chamaram de “diplomacia do desastre”.

Convocado às pressas, o jantar reuniu oito diplomatas. Todos mais estrelados que o preferido de Bolsonaro. Na definição de um dos presentes, são “servidores sem partido.” Avaliaram que Bolsonaro chutou em gol ao escolher Ernesto Araújo. Marcou para os Estados Unidos. Tentaram enumear vantagens e desvantagens.

De vantajoso, apenas o fato de que o novo chanceler brasileiro não será convidado a tirar os sapatos para uma revista no aeroporto de Washington, como fez Celso Lafer na era FHC. Imaginam que, para poupar a saliva dos agentes da imigração americana, Ernesto Araújo já ''pisará o solo americano descalço''. No mais, tudo seria desvantajoso.

Havia sobre a mesa um tablet, aberto no blog ‘Metapolítica 17’, abastecido com textos de Ernesto Araújo. Extraíram-se previamente dos posts do novo ministro das Relações Exteriores duas aparentes prioridades: “Ajudar o Brasil e o mundo a se livrarem da ideologia globalista” e erguer barricadas contra a “China maoísta que dominará o mundo”.

Além de “envergonhar” a inteligência do Itamaraty, as pretensões seriam “inexequíveis”. O nacionalismo antiglobalista não resistiria a um embate com o ultraliberalismo do Posto Ipiranga Paulo Guedes. Quanto à dominação maoísta, a impossibilidade de ressuscitar Mao Tsé-Tung e os valores que ele representava deixam a cruzada sem alvo.

A prioridade mais “preocupante” de Ernesto Araújo foi sublinhada num artigo escrito para a revista ‘Cadernos de Política Exterior’. Ali, o novo chanceler emite sinais de que não hesitaria em encostar a diplomacia brasileira no potencial que enxerga em Donald Trump para “salvar o Ocidente.” Não há “risco de dar certo”. Salva-se não o Ocidente, mas o projeto de transformar Bolsonaro ''numa versão periférica de  Trump”.

O grupo chegou a um par de conclusões: Bolsonaro colocou no comando do Itamaraty não um chanceler, mas um espelho para refletir suas próprias idiossincrasias. De resto, haverá não um, mas dois chefes do Itamaraty: o oficial, em Brasília, e seu padrinho Olavo de Carvalho, que patrocinou sua indicação desde os Estados Unidos.

Consolidou-se no grupo a ideia é ampliar a “resistência” inaugurada de madrugada utilizando uma ferramenta muito apreciada por Bolsonaro: o WhatsApp. Deseja-se transferir Ernesto Araújo da frigideira para o micro-ondas. Se funcionar, o novo ministro chegará ao dia da posse, em 1º de janeiro, já bem passado. No limite, disse um dos presentes, “o Itamaraty de Bolsonaro vai virar não uma sucursal de Washington, mas do Vietnã.”


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Fernandes

MENOS MÉDICO, MENOS EMPREGO, MENOS APOSENTADORIA, MENOS COMIDA NA MESA, MENOS SEGURANÇA E MENOS LIBERDADE.



15/11


2018

Pequenas cidades do NE temem “apagão médico”

Em municípios da região, médicos cubanos chegam a ser 80% dos profissionais

João Pedro Pitombo e João Valadares – Folha de S.Paulo

Encravada no sertão da Bahia, Uauá (a 428 km de Salvador) é conhecida pela carne de bode na brasa, pelo doce de umbu e pelo sotaque castelhano que ecoa em suas unidades básicas de saúde —dos 10 médicos que atendem na cidade, 8 são cubanos.

Com dez postos de saúde e cobertura a 100% de seus 27 mil habitantes, a cidade teme sofrer uma espécie de "apagão médico" com o encerramento do contrato com Cuba no programa Mais Médicos.

A situação deve se repetir em outras cidades do Nordeste, região que recebeu grande parte dos cerca de 8.500 médicos cubanos do programa.

Por ficarem em regiões isoladas e distantes dos grandes centros, os municípios têm dificuldades de contratar médicos brasileiros.

Somente na Bahia, há 846 médicos cubanos atuando em 313 municípios, o que equivale a 20% dos médicos que atuam na atenção básica. A saída deles fará com que a cobertura de atenção básica no estado caia de 63% para 43%.

"Voltaremos para um patamar de oito anos atrás. São quase 3 milhões de baianos que ficarão sem médico", afirma Cristiano Soster, diretor de atenção básica da Secretaria de Saúde da Bahia.

Em Uauá, onde 44% da população vive na zona urbana e só 7% possui emprego formal, a maioria dos médicos atuam em áreas rurais isoladas. Os moradores dependem do atendimento de médicas como Maria Los Angeles, 46, que vive na cidade desde 2013.

Ela afirma que há poucos dias recebeu uma carta informando que o contrato seria encerrado e que retornaria para Cuba. Ela diz temer pelos seus pacientes, em sua maioria pequenos agricultores.

"Há pessoas que têm doenças crônicas como diabetes, hipertensão e precisam de atendimento continuado. Não dá para parar", afirma.

Ela refuta os argumentos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), de que eles estariam fazendo trabalho escravo. Ela diz que o dinheiro que recebe é suficiente para se manter no Brasil e ajudar a mãe e a filha em Cuba: "Para a gente, vale a pena", diz.

A médica Virgínia Trejo, 49, que atende na cidade de Dias D'Ávila (a 55 km de Salvador) também lamenta o fim do contrato e os questionamentos feitos sobre a formação dos médicos cubanos.

"A gente salvou muita vida aqui", afirma a médica, que atua há 25 anos na profissão, sendo os últimos quatro deles no Brasil. Por outro lado, Virgínia afirma que está feliz pela possibilidade de voltar para perto da família.

Já o médico Younier Rivera, 34, fará o caminho inverso. Ele atende há cinco anos em Águas Belas (a 303 km do Recife), cidade de 43 mil habitantes em que dos 12 médicos, 9 são cubanos —75% do total.

Com uma rotina que começa às 7h e se encerra somente no fim do dia, ele chega a atender 35 pacientes diariamente na zona rural da cidade.

"A aceitação do nosso trabalho é muito grande. O povo ainda não está acreditando no que aconteceu. Querem fazer um abaixo-assinado para a gente continuar", diz.

Ele é casado com uma brasileira, tem uma filha de dois anos e ainda tinha mais um ano de contrato com o programa Mais Médicos.

Agora, ele afirma que voltará para Cuba para resolver pendências e planeja voltar ao Brasil para viver junto de sua família. "Mas volto desempregado", lamenta.

No interior de Pernambuco desde 2013, um médico cubano de 36 anos, que pediu para não ser identificado, diz que o fim do programa é uma das páginas mais tristes da história do Brasil. Segundo ele, em conversas com outros médicos cubanos, a preocupação com o futuro do programa, que já era grande, cresceu com a eleição de Bolsonaro.

O profissional observa que o Mais Médicos deixou vínculos importantes na relação com os pacientes. Segundo ele, os médicos criaram um vínculo muito forte com a população atendida, que ele vê como uma população necessitada.

Outro médico que também integra o programa disse que ainda não sabe o que vai fazer, por ter sido pego de surpresa. Após ter criado uma vida nova no Brasil, não sabe como será o futuro e o que irá fazer.

No estado de Pernambuco, há mil vagas do programa Mais Médicos. Metade delas é preenchida por profissionais cubanos. Grande parte dos médicos atua no interior. Muitos deles renovaram o contrato com o programa no início deste ano.

Fora da região Nordeste, a saída dos médicos cubanos do programa terá maior impacto em áreas indígenas e nas periferias de grandes cidades, sobretudo em regiões conflagradas, onde muitas vezes os cubanos são os únicos que se colocam à disposição para atender a população.

No estado do Rio, dos cerca de 600 profissionais do Mais Médicos, 224 são cubanos. Eles atendem em 48 municípios, incluindo áreas de risco na capital, como favelas dominadas por grupos armados.

Os médicos atendem em clínicas da família ou postos de saúde nos municípios. A expectativa é que 672.000 pessoas podem ser afetadas pela medida no estado do Rio.


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Fernandes

Falta médicos no SUS, nas grandes capitais. Quero ver como o mito fake irá convencer os médicos daqui atender tribos indígenas, população ribeirinha e comunidades com índice de malária lá no topo Pago pra ver o doutor que adora postar foto sorrindo no Instagram ir pra lá.

Fernandes

Médicos Patriotas e Cidadãos de bem. Estão convocados para substituir os comunistas cubanos nas aldeias, zonas rurais, florestas amazônica, caatingas. Onde tem malária, tuberculose, esquistossomose, hanseníase, leshimaniose, mas não tem shopping. Brasil acima de tudo. Lembram?

Fernandes

Mas este fracasso não será do governo bostonaro e sim de todos que o elegeram e isto já esta acontecendo só os idiotas que não querem ver.

Fernandes

A Dilma teve câncer...Eles comemoram A Dilma sofreu impeachment...Eles comemoram...A esposa do Lula faleceu Eles comemoram...A Marielle foi assassinada...Eles comemoram. E agora eles querem que a gente torça para que o governo do Mito deles não seja um fracasso.

joao carlos da silva

O nosso Mito tem plena razão. Acabou a boquinha desses vagabundos do Governo Cubano que se aliaram ao marginal dos 9 dedos e sua quadrilha para roubar o nosso dinheiro. Bolsanaro não está proibindo nenhum cubano de ficar, apenas, está dando seriedade ao contrato ao exigir que se submetam ao Revalida, como é exigido em todo o mundo, e, em contrapartida propõe pagar aos médicos cubanos o salário integral, já que hoje 70% vai para a ditadura cubana. Na realidade, hoje nesse contrato o que se constata é um regime de escravidão imposto por uma ditadura corrupta. Parabéns Presidente Bolsanaro.



15/11


2018

Fim de parceria com Cuba irrita prefeitos

...que cobram Bolsonaro e ampliam ala de desconfiados

ordem de Cuba para que seus médicos deixem de atuar no Brasil ampliou o número de arestas a serem aparadas pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) –já sob profunda desconfiança do Congresso. A crise com os cubanos tem potencial para afetar a relação do presidente eleito com os municípios. Jonas Donizette (PSB-SP), presidente da Frente Nacional de Prefeitos, dá o tom: diz que o Mais Médicos nasceu de demanda da entidade e que “questão ideológica não pode contaminar o serviço público”.

“Foi uma luta nossa, da Frente. O programa pode não ser perfeito, mas ajudou. O presidente eleito, o próximo ministro da Saúde, eles têm que ter uma solução. Não dá para acabar sem ter algo que dê suporte”, diz Donizette, prefeito de Campinas (SP).Algumas prefeituras receberam a informação de que Cuba orientou seus profissionais a suspenderem os atendimentos já nesta quarta (14).

Prefeitos pretendem sugerir ao presidente eleito que, se for impossível reaver o pacto com Cuba, o governo faça um chamado a brasileiros formados no exterior para atuar no país sem revalidar o diploma.


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Fernandes

É lamentável marco héterogoy, um País que tem Temer como presidente, Neymar como ídolo, Sérgio Moro como herói e bolsofake como mito.

marcos

Veja o lado bom do país, Lula tá preso Babaca

Fernandes

É lamentável um País que tem Temer como presidente, Neymar como ídolo, Sérgio Moro como herói e bolsofake como mito.

Fernandes

Juíza diz que Lula não é acusado de ser o dono do sítio; mas de ser o beneficiário das obras no sítio de Bittar Pode isso, héterogoy?

Fernandes

Chora não , marco héterogoy. Bolsofake nem assumiu ainda e a paciência da população já está acabando.



15/11


2018

Bolsonaro pode flexibilizar porte do porte de arma

Coluna Esplanada - Leandro Mazzini

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) poderá flexibilizar as regras de porte e posse de arma sem depender do Congresso Nacional, onde tramita, há seis anos, um projeto (PL 3722/2012) que prevê a revogação do Estatuto do Desarmamento. Existem regulações do sistema de armas - permitidas e restritas - que são estabelecidas por meio de portarias normativas do Exército.

Para cumprir uma das promessas de campanha, Bolsonaro e ministros poderão propor a flexibilização destas normativas técnicas sem ter que passar pela avaliação de deputados e senadores. O autor da proposta na Câmara, deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), tem sinalizado que, com o novo Congresso "mais conservador" a partir de 2019, são maiores as chances de mudar as regras.

Atualmente, estão em análise no Congresso mais de 160 propostas que defendem mudanças ou extinção do Estatuto do Desarmamento. O projeto de Rogério Peninha é o mais avançado: foi aprovado em comissão especial e está pronto para votação no plenário da Câmara.


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Fernandes

É lamentável um País que tem Temer como presidente, Neymar como ídolo, Sérgio Moro como herói e bolsofake como mito.

Fernandes

Chora não , marco héterogoy. Bolsofake nem assumiu ainda e a paciência da população já está acabando.

marcos

Nazista de braços dados com Israel. Só na cabeça das mortadelas!

marcos

Agora vou comprar minha Arma.

Fernandes

EU TORÇO ENTUSIASTICAMENTE PRA DAR ERRADO SIM.O NAZISMO JAMAIS PODERÁ DAR CERTO. ENTENDERAM CAMBADA DE OTÁRIOS?



15/11


2018

O Senado sou eu veio

O Senado terá ampla renovação, mas não o suficiente para que pessoas como Renan (e, antes dele, Sarney) deixem de ter a cara da Casa. Renan já foi quatro vezes presidente do Senado, e isso não acontece por acaso.

Ele é situação ou oposição, depende do que for mais conveniente. Pode apoiar Bolsonaro, claro, desde que para ele isso valha a pena.

Flávio Bolsonaro, na entrevista à Bandeirantes, criticou “a prática de alguns parlamentares de criar dificuldades para extorquir o presidente em busca de cargos”. Pois é. E é com eles que é preciso negociar. Ou derrotá-los na batalha parlamentar.  (Brickmann)


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15/11


2018

Bolsonaro diz que só confia na mãe e no pai

'Cem por cento só confio no meu pai e na minha mãe', diz Bolsonaro sobre Onyx

Presidente eleito afirmou que ministro é a melhor pessoa para explicar suspeita de caixa dois

Daniel Gullino, Eduardo Bresciani e Mateus Coutinho – O Globo

O presidente eleitoJair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, é a melhor pessoa para responder sobre a suspeita de que ele tenha recebido R$ 100 mil em caixa dois da J&F, controladora da JBS, nas eleições de 2012. Questionado se ainda tinha 100% de confiança em Onyx, que foi indicado para ocupar a Casa Civil, Bolsonaro disse que só tem esse nível de confiança no seu pai e na sua mãe. Parte superior do formulário

— O Onyx é a pessoa mais adequada para responder à pergunta de vocês. Ele é a pessoa mais adequada. Pelo que sei, ele não é réu em nada. 100% (de confiança), ninguém. 100% só confio no meu pai e na minha mãe — afirmou Bolsonaro, durante entrevista coletiva no Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, onde a equipe de transição está se reunindo.

No ano passado, Onyx confirmou ter recebido R$ 100 mil da empresa em 2014, não declarados à Justiça Eleitoral, conforme dito por delatores. No entanto, de acordo com o jornal “Folha de São Paulo”, uma planilha entregue à Procuradoria-Geral da República (PGR) indica que ele teria recebido outros R$ 100 mil em 2012, também via caixa dois. Naquele ano, Onyx não disputou a eleição, mas era presidente do DEM no Rio Grande do Sul.


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Fernandes

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15/11


2018

Viviane Senna cotada para o Ministério da Educação

Viviane Senna tem reunião secreta com equipe de Bolsonaro

Presidente do Instituto Ayrton Senna é nome mais lembrado para o MEC

Talita Fernandes e Gustavo Uribe – Folha de S.Paulo

Cotada para assumir o Ministério da Educação, Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, se reuniu na manhã desta quarta-feira (14) em Brasília com a equipe de Jair Bolsonaro (PSL).

O encontro foi confirmado à Folha pela assessoria do instituto por meio de nota. "O Instituto Ayrton Senna foi convidado pela equipe do governo eleito para apresentar um diagnóstico e caminhos de melhoria da educação brasileira."

Segundo pessoas que integram o gabinete de transição, o nome de Viviane é estudado para assumir a Educação do próximo governo. Ainda durante a campanha, a presidente da ONG visitou Bolsonaro em sua casa, no Rio de Janeiro. 

Viviane é irmã de Ayrton Senna, piloto tricampeão brasileiro de Fórmula 1 que morreu em acidente em maio de 1994 enquanto competia na Itália.

Com o objetivo de não chamar a atenção, Viviane se reuniu com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em uma agenda secreta, fora do escritório da transição.


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Fernandes

Duas bostas.



15/11


2018

Crise com Mais Médicos é a mais grave até agora

Helena Chagas

Pelo jeito, será a duras penas que o presidente eleito Jair Bolsonaro aprenderá a diferença entre o discurso fácil de campanha e a responsabilidade pelos atos de governo. Depois da confusão sobre a transferência da embaixada brasileira em Israel, que colocou em risco nosso pujante comércio com os países árabes, e outros vaivéns, o episódio que levará à retirada de quase nove mil médicos cubanos do país é, sem dúvida, a mais grave consequência de sua incontinência verbal.

Grave porque, acima e além de qualquer ideologia ou troca de desaforos internacionais, está a retirada do atendimento médico a milhões de brasileiros que vivem nas periferias das grandes cidades e nos grotões do interior.

Os médicos cubanos não vieram parar aqui por acaso, nem por uma irresistível afinidade ideológica com o governo do PT. Aqui chegaram para preencher vagas nas unidades básicas de saúde que os médicos brasileiros não quiseram ocupar. É bom lembrar: o primeiro ato do programa Mais Médicos foi oferecer esses empregos a médicos brasileiros. Poucos se interessaram, e déficit na relação medico-pacientes no Brasil continuou enorme até a chegada dos cubanos. Ainda é grande, mas se você fizer uma pesquisa junto aos pacientes da periferia verá que eles preferem ter os médicos cubanos do que médico algum.

A decisão de Cuba, provocada pelas palavras do novo presidente brasileiro e pelas exigências anunciadas pelo novo governo, deve representar, de quebra, o fim do Mais Médicos. Os brasileiros não vão preencher essas vagas. Outros estrangeiros serão desencorajados pela necessidade de fazer o Revalida, principal obstáculo ao exercício da medicina aqui por médicos formados no exterior.


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Fernandes

Juíza diz que Lula não é acusado de ser o dono do sítio; mas de ser o beneficiário das obras no sítio de Bittar Pode isso, héterogoy?



15/11


2018

Quem tem voto

Bolsonaro se elegeu bem, deu um tiro no alvo ao nomear Sérgio Moro para o Ministério, está fazendo uma esplêndida campanha de “gente como a gente” na Internet – veja, ele come hambúrguer no balcão em vez de ir a um restaurante de luxo, veja, ele corta o cabelo no mesmo barbeiro de sempre, veja, ele estava sentado no chão do aeroporto esperando a partida do avião, em vez de ir a uma sala VIP, veja, ele foi ao açougueiro do bairro comprar carne para fazer churrasco para os seguranças – mas isso tudo, se ao menos hoje lhe dá popularidade, não é levado em conta quando negocia com os parlamentares.

Aí é preciso colocar em vigor a lei da reciprocidade: ou o parlamentar ganha prestígio, associando-se a alguma iniciativa que lhe dê votos, ou é preciso encontrar outra maneira de envolvê-lo nos projetos do Governo. Não é essencial, sempre, que haja distribuição de cargos ou de vantagens contabilizáveis; mas é preciso achar a fórmula que leve a maioria dos 513 deputados e 81 senadores a se agregar àquilo que o Governo achar necessário. Espera-se que as velhas fórmulas, transportáveis em malas e envelopes, tenham perdido a antiga popularidade após a Lava Jato.


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15/11


2018

Por Onyx, Jair Bolsonaro adota um redutor ético

Josias de Souza

Jair Bolsonaro aplicou um redutor no discurso anticorrupção que havia entoado na campanha eleitoral. Ao comentar a notícia sobre investigação que vincula seu chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com uma nova suspeita de caixa dois, Bolsonaro declarou: ''É muito difícil hoje em dia você pegar alguém que não tenha alguns problemas, por menores que sejam. Os menores, logicamente, nós vamos ter que absorver. Se o problema ficar vultoso, você tem que tomar uma providência''.

Onyx já havia admitido, no ano passado, o recebimento de R$ 100 mil no caixa dois na campanha de 2014. Documentos exibidos pela Folha de S.Paulo revelam que delatores da JBS acusaram o ministro de Bolsonaro de apanhar por baixo da mesa outro repasse ilícito de R$ 100 mil em 2012. Onyx chamou o noticiário de “requentado”. Atribuiu a novidade a um hipotético “terceiro turno” da disputa presidencial. Ele atacou o jornal, insinuando que tem um viés petista.

Onyx pode ser a mais imaculada das criaturas. Mas há um procedimento aberto contra o futuro ministro na Procuradoria da República. E não será com lero-lero ou ataques à imprensa que o ministro irá se explicar. A integridade é como a gravidez. Nenhuma mulher pode estar um pouquinho grávida, assim como não pode haver um político um pouco honesto. Ou Bolsonaro entende que não é hora de fixar gradações para a honestidade ou desmoralizará rapidamente o esforço anticorrupção que Sergio Moro promete implementar

 


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14/11


2018

Chefe da ONU: eleição foi fruto de desinformação

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, mencionou o Brasil nesta quarta-feira, 14, para exemplificar comoa "desinformação" influenciou nas eleições presidenciais.

"Em alguns países, um volume amplo de dados está sendo coletado por meio de monitoramento, e são usados para determinar pontuações pessoais ou negando acesso às oportunidades", alertou Bachelet, em discurso na Universidade de Genebra.

"Em alguns países, um volume amplo de dados está sendo coletado por meio de monitoramento, e são usados para determinar pontuações pessoais ou negando acesso às oportunidades", alertou Bachelet, em discurso na Universidade de Genebra.

"Essa relação entre inteligência artificial e a coleta de dados sobre nossas personalidades e escolhas vão um passo além quando são usadas, por atores públicos ou privados, para manipular nossos pensamentos e mudar nossas escolhas", alertou. "Isso não é ficção científica", disse. "Seja na eleição presidencial dos EUA, no referendo sobre o Brexit no Reino Unido ou nas recentes eleições no Brasil e Quênia, onde pesquisas falsas e desinformação foram amplamente compartilhadas, estamos vendo um aumento do uso de campanhas de desinformação e robôs nas redes sociais para influenciar opiniões e escolhas de eleitores individuais", alertou.  (BR 247)


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14/11


2018

Recado: Maia tem os interesses dele, e eu os meus

Recado de Bolsonaro

Francisco Leali - Globo

Formalmente, o presidente eleito Jair Bolsonaro tem dito que vai se manter distante da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Mas o recado dado hoje não parece nada bom. Pelo menos para os planos do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que planeja se manter no cargo.

Bolsonaro deixou claro que não vai dar aval, fazer força ou mesmo indicar minimamente à sua bancada que Maia é o homem. E falamos da bancada do PSL, a segunda maior da Casa. E Bolsonaro avisou isso antes mesmo de se reunir com o presidente da Câmara. Numa entrevista, adiantou o que diria ao presidente da Câmara. O "bolsonarês" nem precisaria de tradução, mas numa livre interpretação, teríamos: “Rodrigo tem os seus interesses e eu tenho os meus.”

- Nós não vamos interferir nas eleições na Mesa (da Câmara) como um todo, até porque nós não reunimos a bancada ainda, a bancada é em fevereiro.

- Não tenho nada a me opor a ele (Maia), existem outros candidatos também muito bons se lançando e nós vamos esperar a bancada, afinal de contas o presidente não pode se envolver diretamente nessa questão. Isso não é bom para o governo.


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14/11


2018

Temer pressionado a vetar reajuste de ministros

Reynaldo Turollo Jr. e Gustavo Uribe - Folha de S.Paulo

Sob pressão para vetar reajuste salarial para o Poder Judiciário, o presidente Michel Temer não se comprometeu nesta quarta-feira (14) a sancionar proposta que concede um aumento de 16,38% aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A posição, diferente da adotada por ele em agosto, foi manifestada em encontro, no Palácio do Jaburu, com os ministros da Suprema Corte José Dias Toffoli e Luiz Fux e dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha. 

Com a postura do presidente, os ministros da corte tiveram a impressão, de acordo com relatos, de que surtiram algum efeito as pressões para que ele vete a proposta. Nos últimos dias, além do presidente eleito Jair Bolsonaro, setores da opinião pública e parcela dos governadores eleitos têm defendido que ele não conceda o aumento.


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14/11


2018

Geddel é réu por fraude na liberação de créditos da CEF

O Globo

O ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves , todos do MDB, viraram réus na última terça-feira no processo relacionado à Operação Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos pela Caixa Econômica Federal .

Geddel chegou a ser vice-presidente do banco, enquanto os ex-parlamentares, segundo o Ministério Público Federal ( MPF ), tinham influência na área. A denúncia foi aceita ontem pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Outras 15 pessoas também vão responder ao processo, entre elas o doleiro Lúcio Funaro, que tornou-se delator e é apontado pelos investigadores como operador do MDB, e o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que foi indicado por Cunha para o posto.

O magistrado deu dez dias para as defesas dos réus apresentarem respostas à acusação e 15 dias para a Polícia Federal apresentar um relatório “pormenorizado sobre os bens e respectivas destinações apreendidos no interesse deste processo”. As transações financeiras que são alvo do processo envolvem os grupos Marfrig, Bertin, J&F, BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. Ao longo das investigações, as empresas sempre negaram as irregularidades.


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