Versão Sertão do Moxotó

08/12


2017

Amigos do poder têm Natal gordo

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

Por onde passa boiada, passa boi, rinoceronte e até ornitorrinco. Depois que passou um perdão gordo de dívidas para grandes empresas, o Refis, abriram as porteiras.

Não tem mata-burro. Quem é muito vivo e tem amigos na Câmara leva descontão na dívida com o governo ou algum tipo de crédito. Meio morta está a reforma da Previdência, que no entanto serve de pretexto ou álibi para a barganha. Deputados que conseguem agrados e aval do governo em tese votariam pela reforma. Só que não.

Tem perdão para grandes e pequenas empresas, agricultor familiar, produtores agropecuários de todos os tamanhos, para empresas da Zona Franca de Manaus, para a Caixa Econômica Federal e uns créditos extras para Estados e municípios.

No fim de outubro, teve o Refis reforçado para grandes empresas, descontos de dezenas de bilhões de reais em dívidas com o fisco. Foi o estouro da boiada.

Nesta semana, passou na Câmara o Refis para micro e pequenas empresas (perdão de quase R$ 8 bilhões em 15 anos). Passou o "Refis Rural", o perdão de dívidas de produtores rurais com a Previdência (Funrural, R$ 15 bilhões em 15 anos), que era objeto de disputa judicial, perdida pelos ruralistas no Supremo.

Desde o final de novembro o governo prepara um perdão de dívidas de empresas da indústria eletroeletrônica, a maioria da Zona Franca. Essas firmas têm isenção de impostos desde que invistam em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia, coisa da Lei de Informática. Como sói acontecer, a fiscalização disso é enrolada, as empresas não cumpriram as contrapartidas e parte do governo cobrava, portanto, dívidas de até R$ 10 bilhões. Deve sair um jeito de perdoar e adiar o débito.

O governo se gaba de lipoaspirar o BNDES, encarecendo o crédito subsidiado do banco e reduzindo sua carteira de crédito. Mas se deu um jeito de aumentar o capital da combalida Caixa Econômica Federal, levado ao limite no governo passado. Para tanto, vai se fazer uma operação que no fundo é um empréstimo de pai para filho, eterno, do FGTS para o banco estatal (refinanciamento de dívida velha). Passou na Câmara.

Com mais capital, a Caixa vai poder emprestar mais, para imóveis e saneamento, basicamente. Em tese, pode ajudar a ressuscitar o setor de construção civil, o que mais puxa a economia para baixo.

Na Câmara, todas essas medidas passaram com mais votos que os necessários para a aprovação de uma emenda constitucional (308). O governismo, o "bloco de poder" ou como se queira chamar quem está por cima da carne seca, enfim, têm votos para aprovar o que lhes der na telha. Por baixo, aumentaram o buraco nas contas do governo em pelo menos uns R$ 6 bilhões, apenas no ano que vem.

Não estão nessa conta tentativas do governo de reduzir sua penúria, que podem cair por causa de lobby forte no Congresso. Trata-se aqui de aumentos de impostos para investidores ricos e adiamento de reajuste de servidores, por exemplo. Esta conta é de pelo menos uns R$ 15 bilhões.

Parte disso até pode ser legítimo, quem sabe correto, admita-se, para facilitar o argumento. No entanto, a penúria do governo é terminal e aprovam-se mais renúncias de receita na base do "quem pode muito chora e mama". O povo chupa o dedo.


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Versão Sertão do Araripe

08/12


2017

FHC e o PSDB: ganhar ou perder, mas mantendo valores

Igor Gielow – Folha de S.Paulo

Para o decano do tucanato, Fernando Henrique Cardoso, o PSDB precisa defender valores como o reformismo mesmo que isso lhe custe vitória eleitoral em 2018.

Presidente de 1995 a 2002, ele vê o governador lGeraldo Alckmin (SP) como o nome mais provável na disputa e elogia sua "simplicidade".

Critica pulverização ao centro e dá seu receituário para a campanha: defesa de crescimento com responsabilidade, inclusão social e temas cotidianos como segurança e emprego. FHC, 86, recebeu a Folha na quarta (6) na fundação que leva seu nome no centro de São Paulo.

Folha - Geraldo Alckmin será, na prática, ungido candidato no sábado (9). Qual deve ser o seu discurso?
Fernando Henrique Cardoso - O Brasil precisa de um discurso que seja sincero, firme e que dê rumo. Para isso, você tem de pensar grande e ter pressa. Quais são as aflições? O Brasil não é um país pobre, mas com muitos pobres. Então temos alavancas. É preciso construir uma sociedade mais decente, que não pode conviver com o grau de desigualdade que nós vivemos. As pessoas existem, precisamos ir além das bolsas.
Essa é a visão que sempre foi do PSDB e de quem não tem visão unicamente de mercado, que obviamente você tem de levar em consideração.

Vai tudo depender de mais ciência e tecnologia, centrado em educação. Na globalização, não haverá emprego a todos. Um mecanismo que parecia ser utópico, a renda mínima, vira necessidade.
É preciso falar de coisas concretas, como segurança. O povo quer coisas simples. O receituário poderia ser consensual, mas foi afetado pela crise de representatividade. No Brasil, com especificidade da corrupção. A Lava Jato destampou o caldeirão e as pessoas sentem o mau cheiro.

Isso gerou a busca pelo "novo". O sr. já citou como exemplos o prefeito João Doria e o apresentador Luciano Huck, mas eles murcharam.
Murcharam.

Como conciliar essa demanda pela novidade com um sistema político-partidário restritivo, que tem em Alckmin um representante tradicional?
O sistema político de 1988, e eu sou coautor, está se exaurindo. Os partidos viraram sopas de letras. A gente fala do "novo", mas na sociedade o velho se transforma por dentro. É muito importante ouvir movimentos de gente de fora.

*Grupos como o Agora!, RenovaBR e outros?*
Eu acho muito positivo, não no sentido ingênuo de que algo de novo sairá. Você não muda nada sem liderança capaz de transmitir essa mensagem. O [presidente francês Emmanuel] Macron era de dentro do sistema e propôs uma utopia progressiva. Aqui precisamos de uma utopia progressiva viável, ainda que seja contradição em termos.

O sr. vê o Alckmin como esse Macron?
Não sei se Macron, porque aqui é diferente. Primeiro, o PSDB ainda não tem um candidato. Claro, o que tem a maior probabilidade de ser é ele. Ele tem o olho nas contas públicas. É fácil mostrar o que acontece quando ele perde, como no Rio. E pessoalmente não há nada contra ele.

Há a acusação sobre caixa dois [em análise no STJ].
Mas aí é uma alegação longíqua, sobre dinheiro de campanha. E ele tem uma simplicidade. A população olha e diz: "Essa gente rouba, faz festa a vida inteira, anda de jatinho". Precisamos ter uma liderança mais simples, de gente mais normal, sem fanfarronice e pose. O Geraldo tem essa certa simplicidade.
É preciso ser capaz de ouvir gente. Eu fui ministro da Fazenda, eu olhei alguns livros de economia, mas não sou economista. O que eu fiz? Juntei quem sabia. O presidente não precisa ser um sabe-tudo. Ele precisa saber falar com a nação e as pessoas precisam entender. E gente que não é do meu partido que foi capaz disso.

O Lula.
O Lula. Eu falava pouco de inflação, falava de carestia. E isso tudo não basta. Você precisa liderar o Congresso e saber que sem agenda do Executivo, o Congresso paralisa tudo e exige. Quando você não tem isso, é preciso ter capacidade de manipulação do Congresso, e ela deu no que deu: mensalão, petrolão.
É importante também entender a máquina pública. O governador de São Paulo tem todas essas características, foi deputado, ficou anos no cargo. Vai realizar? Depende dele.

Para um partido que se diz reformista, não é contraditório o debate sobre apoiar a reforma da Previdência no PSDB?
Bom, isso está errado. Há um temor dos parlamentares de temas que são impopulares perto da eleição. Para você liderar, você não tem de seguir. Em política, é preciso ter valores. Você pode ganhar ou perder, mas não pode perder a cara. No caso de reformas, tem de ter sensibilidade, mas não se omitir. Senão vamos para um buraco, como o Rio.

Fechar a questão?
Isso só serve para deputado ter uma desculpa. A reforma vai resolver os problemas do Brasil, mas é um começo. Muito está mudando. Eu não gosto de ver gente na cadeia, inclusive algumas que eu estimo. Mas é verdade que é a primeira vez que estamos vendo gente poderosa na cadeia.

Mas calma. É preciso que a Justiça julgue, que não fique só na acusação. Só chegamos aonde chegamos porque houve muita leniência na cultura brasileira. Só se muda com exemplo. Acho que os líderes dos partidos têm de se comportar como dizem que são.

Assim, como fica o PSDB com o senador Aécio Neves, investigado na Lava Jato?
São alegações.

Não só, há um áudio bem claro [pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista].
Tem áudio por todo lado. Nem todos os partidos basearam sua renda em crime. O PSDB não organizou nada. Uma coisa é a pessoa desviar conduta, mas aí a responsabilidade é individual.

Mas ainda assim o PSDB associou-se a um governo que já carregava acusações graves.
Bom, até hoje dizem que eu comprei os votos da reeleição. Isso está no seu jornal [a Folha revelou o caso em 1997]. Mas quem é acusado tem de se explicar e o partido não tem de encobrir. Não estou aliviando para ninguém.

Há um constrangimento? Seria melhor o Aécio se afastar?
Natural [o constrangimento], não só no PSDB. Eu não vou dizer o que ele deve fazer, mas tenho a dizer que todas essas situações no Brasil são muito constrangedoras.

Como o sr. avalia o fenômeno Jair Bolsonaro ?
Nos acostumamos a achar a direita uma coisa só. E não é.
Há centrão fisiológico, há conservadores, e há um setor novo que é autoritário. Isso é uma coisa nova, uma reação à desordem. Não se deve confundir autoritarismo com necessidade de segurança.

Esse debate não está sendo capturado por essa franja mais extrema?
Acho que sim. Bandido bom é bandido julgado, não morto. Agora, dizer que bandido é bom não é possível. As pessoas ficam meio constrangidas de dizer isso porque acham que é coisa de direita.

É algo cultural, tanto que há aquele ditado segundo o qual todo político é de esquerda até governar. O sr. ainda se considera de esquerda?
Eu me considero dependendo de como você define. Hoje não é mais tanto "left and right" (direita e esquerda, em inglês), mas "right and wrong" (certo e errado). Claro, é uma simplificação. Você tem de ter um sentido de justiça social. Não pode achar que o mercado resolve tudo.

O discurso da gestão esteve muito presente na eleição paulistana de 2016, com a vitória do Doria. Como o sr. avalia essa queda de avaliação dele?
É preciso esperar um pouco para ver. As pessoas têm sempre a capacidade de se recuperar e também de cair mais. A modernização da gestão implica aprender que a gestão pública não é igual à privada. Eu não me preocupo muito com subidas e descidas, quantas vezes isso aconteceu comigo? Vinha pesquisa e dizia que eu era arrogante. Eu, arrogante? Nunca fui, mas na pesquisa pode dar. Vou fazer o quê?

Como o sr. avalia o impacto para o processo democrático do caso da condenação de Lula? O PT diz que eleição sem ele será uma fraude.
Quando Lula ganhou, ele o fez com um discurso inclusivo. Quando ele perdeu, usava uma linguagem muito sectária. Ele a está usando de novo, não que ele queira, mas não sobrou muito. Nesse momento, o Brasil precisa de uma linguagem de união.

Como o sr. vê a resistência Michel Temer no cargo?
Ele foi presidente da Câmara por três vezes, foi presidente do PMDB, e entendeu que tinha de fazer coisas para a história. O resto é o resto, todos têm suas circunstâncias.

Hoje o sr. defenderia a entrada no governo?
Naquela hora o PSDB tinha responsabilidade. A questão não é o desembarque. Você acha que o país vai perguntar sobre isso na hora de votar? Sou reticente sobre impeachment, mas uma hora não dá mais. Se fosse parlamentarismo, só caía o governo.

Há espaço para discutir parlamentarismo? Há essa ideia de um semipresidencialismo.
Não. É para o futuro. O espaço daqui em diante é para eleição e o que a afeta: Lava Jato, clima da economia.

Falando em economia, o sr. acha que o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) tem chance de ser candidato?
Você acha (risos)? Acho que seria um erro haver uma divisão. Não há condições políticas para alguém que não tenha uma estrutura partidária mais sólida. Poderia haver um "outsider" correndo por fora, mas não é tão simples.

A estrutura político-partidária é restritiva. Não é como a França, mais permeável.
E lá o presidente é eleito primeiro e o Congresso vem depois. Isso tinha de ser pensado. Aqui, pode ganhar sem maioria. Na França, ele ganha e aí vai construir sua maioria.


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Crisóstomo Menezes Lima

ALGUEM ENTENDEU ALGUMA COISA QUE ESSE SENHOR DISSE. É MELHOR ELE SE AFASTAR DA IMPRENSA, TA GAGÁ MESMO

Fernandes

sonia, marcho e fémea (hermafrodita) papagaio de pirata alcoólatra e mentirosa

sonia

Comunista já não pensa bem e caducando pior ainda. FHC vai vestir teu pijama. tomar um bom banho e se limpar, tu estas fedendo. ECA !!! QUE NOJO !!!


Versão Mata Sul

08/12


2017

Lula deve desculpas ao Rio

Caravana de Lula pelo Sudeste

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

O palanque aceita quase tudo, mas Lula está abusando. Em caravana pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente passou a culpar a Lava Jato pela falência do Estado.

Na quarta-feira, ele disse que o povo fluminense "não merece o que está passando". Isso é uma obviedade, o problema veio na frase seguinte. "A Lava Jato não podia fazer o que está fazendo com o Rio", afirmou.

O ex-presidente sustentou que a investigação dos desvios na Petrobras seria responsável pela crise na estatal. "Por causa de meia dúzia que eles dizem que roubaram e ainda não provaram, não podem causar o prejuízo que estão causando", disse.

Se a tese fosse verdadeira, seria melhor deixar que a turma continuasse roubando à vontade. Além de interromper a pilhagem, a Lava Jato já devolveu R$ 1,4 bilhão à empresa.

Nesta quinta, Lula lamentou as prisões de Sérgio Cabral e Anthony Garotinho. "O Rio não merece ter governadores presos porque roubaram", afirmou. Mais uma vez, o problema veio depois. "Eu nem sei se isso é verdade, porque não acredito em tudo o que a imprensa fala", disse.

A esta altura, é mais fácil encontrar um torcedor do São Cristóvão Futebol e Regatas do que um carioca que acredite na inocência de Cabral. O peemedebista já foi condenado três vezes por corrupção, e suas penas somam 72 anos de cadeia.

Quando a Polícia Federal o transferiu do Leblon para Bangu, houve foguetório nas ruas. No mês passado, servidores com salários atrasados distribuíram bolo e salgadinho para festejar o aniversário da prisão.

Lula disputou cinco eleições presidenciais e venceu quatro delas no Rio. Antes de começar a sexta, ele deveria pedir desculpas por ter feito campanha para Garotinho e Cabral.

No ano passado, o PT foi praticamente dizimado no Estado. O partido governava dez municípios e só conseguiu vencer em Maricá, onde Lula esteve na quarta-feira. Antes do comício, a prefeitura recrutou funcionários para ajudar a encher a praça.


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sonia

LADRÕES ricos com o dinheiro público, pedindo dinheiro para a militância … Tá bom .

sonia

O LADRÃO FOI BARRADO NO BAILE!!!!!! Lula é barrado no Comperj. Após roubar a Petrobras, estatal achou melhor fechar os portões do complexo e impedir acesso do petista IMPRENSAVIVA.COM

sonia

Saiu Tiririca entra José Genuíno, entenderam a mutreta?

sonia

Não debato com pessoas condenadas por crime, diz Moro referindo-se a Lula.

sonia

Lula vai responder que ganhou dinheiro fazendo aquelas palestras fajutas que são como a “Conceição” do maior sucesso de Cauby Peixoto – ninguém sabe, ninguém viu. Aliás, ninguém também filmou, ninguém gravou, ninguém fez um simples “selfie” ao lado do portentoso palestrante… Nem mesmo o fotógrafo/cinegrafista particular de Lula, Ricardo Stuckert, que ganhava R$ 20 mil mensais no Instituto Lula, mas R$ 30 mil na CBF, onde era funcionário fantasma, e ainda faturou R$ 1 milhão no Ministério da Cultura, para fazer filmagens de índios. (C.N.)


Versão Agreste Setentrional

08/12


2017

Coluna da sexta-feira

Meirelles decide candidatura em março

Cotado como um possível nome para o Planalto em 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), voltou a dizer que a decisão sobre sua candidatura à Presidência da República só será tomada no fim do primeiro trimestre.

"A data de decisão sobre candidatura para quem ocupa cargo público é o final de março. O que vou fazer é me dedicar 100% ao trabalho como ministro da Fazenda e no fim de março, aí sim, vou avaliar essa situação e tomar uma decisão sobre um possível passo seguinte", disse Meirelles, filiado ao PSD.

Durante um encontro com empresários em Manaus, ontem, o ministro foi perguntado sobre a recuperação da economia e frisou: “O Brasil voltará a crescer no próximo ano”.

O ministro realçou em sua fala a necessidade da continuidade do que chamou de "ciclo de reformas" para que essa previsão otimista seja concretizada. Depois das mudanças na aposentadoria, em negociação no momento, ele disse que o encaminhamento da reforma tributária será o próximo passo. Ponderou, porém, que a proposta de simplificação do sistema tributário não está pronta. "Tão logo esteja pronta, vamos apresentar à Câmara"

Na noite de ontem, o ministro participou da noite de louvor em celebração ao centenário da igreja Assembleia de Deus no Amazonas. Na ocasião, Meirelles pediu para que os evangélicos orassem pela economia brasileira.

Operação Papai Noel – A presença reforçada da Polícia Militar nas ruas está garantida neste fim de ano, com a Operação Papai Noel 2017. De 8 a 25 de dezembro, os centros comerciais de 33 municípios da Região Metropolitana ao Sertão do Estado estarão com 3.812 militares em escala extra, incrementando o policiamento ostensivo. A Operação l trará reforço para os 14 municípios da RMR, 8 do Agreste, 7 do Sertão e 4 da Zona da Mata. No Recife, o 11º, 12º, 13º, 16º e 19º Batalhões, assim como a CIATUR, destacarão efetivo especificamente para essa ação.

Dinheiro desbloqueado – O juiz federal Sérgio Moro determinou, ontem, que sejam desbloqueados R$ 63.702,54. A quantia pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o juiz, a defesa comprovou que o dinheiro era proveniente da aposentadoria do petista. O dinheiro tinha sido bloqueado a mando de Moro, depois que ele condenou o ex-presidente a nove anos e meio de prisão, por ter recebido um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista. Segundo a sentença, o imóvel serviu como pagamento de propina da OAS a Lula.

Obras inacabadas – O TCE divulgou, ontem, um relatório sobre obras paralisadas/inacabadas em Pernambuco no ano de 2016 com base em dados fornecidos pelos seus próprios jurisdicionados (Governo do Estado e Prefeituras). O diagnóstico foi apresentado pelo auditor de controle externo, Pedro Teixeira e o chefe do Núcleo de Engenharia, Ayrton Guedes Alcoforado. De acordo com o Tribunal, existiam em Pernambuco, no final do ano passado, 1.547 obras paralisadas/inacabadas, cujos contratos totalizam R$ 6,2 bilhões, dos quais cerca de R$ 2 bilhões já foram pagos às empresas que venceram as licitações.

Confraternização – O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, foi convidado especial do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) para a cerimônia da 24º edição do prêmio de jornalismo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília. Segovia e sua mulher se sentaram para jantar em uma mesa reservada especialmente para Andrade, que renunciou ao mandato de senador em 2014. Andrade preside a CNT e é réu no processo do chamado mensalão tucano, em Minas Gerais. Sua renúncia foi interpretada na ocasião como um gesto para levar o processo do STF (Supremo Tribunal Federal) à primeira instância da Justiça. O diretor-executivo da PF, Sandro Avelar, número 2 do comando da polícia, acompanhou Segovia no evento da CNT. Após a cerimônia de entrega do prêmio, Avelar e Segovia jantaram com Andrade na mesa principal da cerimônia, próxima à pista de dança.

Luto e alívio – Em uma aula aberta na Casa do Saber, na noite de ontem, o apresentador Luciano Huck afirmou que ter desistido de considerar uma candidatura presidencial trouxe "uma mistura de luto e alívio". O apresentador também afirmou que, nesse momento, "é preciso encontrar uma candidatura viável de centro".  E que os candidatos que hoje despontam nas pesquisas não estão entre as suas escolhas. Ao ser instigado a responder sobre os candidatos que estão postos na disputa, Huck falou que Geraldo Alckmin e Marina Silva são bons nomes – mas não empenhou apoio para nenhum deles. Huck também espera que apareça algum nome novo e de fora da política. "Tem que aparecer", disse.

CURTAS

MORRO – Na manhã de hoje, Geraldo Julio e Paulo Câmara participam, mais uma vez, da tradicional Festa do Morro, que este ano chega à sua 113ª edição, com o tema "Muitos Nomes, Uma Só Mãe". Os políticos acompanham a celebração das 6h, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição. Antes disso, a partir das 5h15, eles sobem o Morro da Conceição desde o Largo Dom Luiz.

TÁXI – Com o objetivo de atender ao aumento da demanda de passageiros durante as festas de fim de ano e as prévias de carnaval, os taxistas do Recife podem circular na área de Olinda e vice-versa devido à assinatura de um convênio entre as duas cidades. A permissão para os motoristas de táxis dos dois municípios é válida até as 12h do dia 14 de fevereiro de 2018, a Quarta-feira de Cinzas.

Perguntar não ofende – A operação Papai Noel passará mais segurança aos pernambucanos?


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marcos

Será que Lula ainda vai mandar o MPF enfiar os processos no cu?

marcos

Deputado Lula.. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

marcos

Suíça autoriza repatriação de R$ 71 milhões Roubados por João Santana nos Governos PTistas de Lula e Dilma Jumenta...../////.... A Suíça autorizou a repatriação para o Brasil de R$ 71.373.932,78 –valor que é fruto de Roubo e Corrupção PTista controladas por João Santana. O montante, depositado em conta judicial, estava em contas bancárias em nome da offshore Shellbill Finance, controlada por Feira. Aí você pergunta, quem Quebrou o Brasil? Lulalá, Lulalá, Lulalá.....

marcos

Lava Jato no rastro do dinheiro de Dirceu até a Espanha......//////.... Gerson Almada (ex-Engevix) contou à Lava Jato que Milton Pascowitch teria viajado à Espanha para gerir os Milhões de Euros roubados do Brasil, nas contas de Lula e Dirceu. Os investigadores já têm uma pista do dinheiro do Condenado Lula e Dirceu em terras espanholas. Esse Lula é sem dúvida um Bilionário.

marcos

U$D 35.000.000,00 Trinta e cinco Milhões de Dóllares para Lula........./////.....Com o avanço da delação de Antonio Palocci a PGR vai chamar a depor o pastor Caio Fabio, envolvido no caso do “Dossiê Cayman”. Caio Fabio denunciou há alguns anos que a ajuda de Muamar Kadafi para Lula pode ter alcançado a cifra de US$ 35 milhões. Eu acho Lula um Bilionário.


Prefeitura do Ipojuca

08/12


2017

Segurança em xeque

Marisa Gibson, hoje na sua coluna DIARIO POLÍTICO

Às vésperas do encontro da oposição em que as lideranças vão centrar suas críticas em três setores, segurança, infraestrutura e saúde, o governador Paulo Câmara (PSB) recebeu uma boa notícia na reunião ontem do comitê gestor do Programa Pacto Pela Vida: uma diminuição expressiva nos crimes violentos contra o patrimônio, os CVPs, que já vinham em tendência de queda.

Esse é o tipo de crime – roubos e assaltos – que mais alimenta a sensação de insegurança. E a melhoria nesses indicadores reflete positivamente nos percentuais de apoio ao governo. Mesmo que a violência continue assustando os pernambucanos e os índices de criminalidade ainda arranhem a gestão socialista, o reconhecimento de que o governo está fazendo alguma coisa já é uma recompensa para o governador.

Com isso ele vem conseguindo travar o discurso da oposição nessa área e no próximo dia 15 a Secretaria de Defesa Social deve divulgar os números referentes a novembro. Bem, a oposição, com razão, considera que houve uma falha no combate à violência e fez dos alarmantes índices de homicídios – o estado deve encostar nos cinco mil assassinatos este ano – uma bandeira eleitoral. Até outubro eram 4 576.

E para assegurar sua eventual reeleição, o governador tem que tirar essa bandeira dos oposicionistas. O Palácio das Princesas acredita que está indo no caminho certo.


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08/12


2017

Entrou mudo....

Antonio Imbassahy, que é o responsável pela articulação política e seria um nome natural para a tarefa, ficou de fora. Ele, aliás, foi o único ministro que não discursou no jantar promovido pelo presidente, quarta (6), em defesa das mudanças na aposentaria.

Já o prefeito de SP, João Doria, vinha se preparando para, em discurso na convenção nacional do PSDB, neste sábado (9), dar a sinalização mais explícita de sua vontade de disputar o governo do Estado em 2018. Com a queda de sua avaliação na capital, pode ser obrigado a mudar de tática.

Doria reforçou a agenda na periferia na tentativa de reaver alguns pontos com o eleitor paulistano. Tem feito questão de ir a locais onde sua popularidade caiu.

O presidente do PSDB em SP, Pedro Tobias, quer chamar os pré-candidatos ao governo estadual para conversar logo após a convenção nacional. Nem Doria nem José Serra querem disputar prévias. Novatos, como Luiz Felipe d’Avila, reivindicam a consulta aos filiados.  (Daniela  Lima – Folha Painel)


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Compesa

08/12


2017

Padilha tem o pente-fino: perdão e prêmio a traidores

Michel Temer deixou nas mãos de Eliseu Padilha (Casa Civil) e do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o pente-fino que determinará quais os deputados que votaram contra o presidente nas denúncias receberão de volta cargos que tinham para destravar a nova Previdência.

Tucanos da bancada mineira voltaram a pressionar o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) a disputar o governo do Estado.

Apontaram a necessidade de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ter um palanque forte em Minas e disseram que ele tem força para minar a reeleição de Fernando Pimentel (PT). (Folha – Painel)


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08/12


2017

Negociar para delação poderá ser filmada desde o início

A polêmica em torno da delação da JBS deu munição para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), subrelator da CPI que apura o caso, propor em seu parecer a regulamentação da delação premiada.

No esteio das críticas às negociações do grupo dos irmãos Batista com a PGR, o petista vai pregar que as tratativas entre Ministério Público e potenciais colaboradores sejam filmadas desde o primeiro contato.

As gravações, ele diz, poderiam inibir “possíveis coações ao delator”.

Damous também vai recomendar que o Congresso instale, no início do próximo ano, a CPI do Abuso de Autoridade.  (Folha – Painel)


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Hapvida - Mais saúde para você e sua família

08/12


2017

Cúpula do PSDB prefere convenção sem Aécio

Blog do Josias de Souza

A decisão do ministro Marco Aurélio Mello de autorizar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Aécio Neves espalhou constrangimento pelo ninho tucano.

Integrantes da cúpula do PSDB gostariam que o senador fizesse ao partido o favor de não dar as caras na convenção nacional marcada para este sábado.

Até a noite desta quinta-feira, Aécio não se deu por achado. Mas um pedaço expressivo do tucanato torce para que o senador mineiro tenha suficiente presença de espírito para perceber a importância da sua ausência de corpo.

Avalia-se que, faltando-lhe o bom senso, Aécio corre o risco de ser vaiado no encontro que aclamará Geraldo Alckmin como novo presidente do PSDB.


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ArcoVerde

08/12


2017

Nova suspeita de abuso ronda a PF

Operação na UFMG lembra episódio em SC

Blog do Kennedy

No Brasil de hoje, é preciso dizer algumas obviedades. É claro que suspeitas de desvio de recursos públicos devem ser investigadas. É papel da Polícia Federal fazer isso. No entanto, abusos não podem ser cometidos durante a investigação.

Há indícios de excessos numa operação da Polícia Federal realizada ontem em Belo Horizonte. Ocorreram protestos de estudantes, servidores e professores contra a operação.

Chamada de “Esperança Equilibrista”, a investigação apura supostos desvios de R$ 4 milhões na construção do Memorial da Anistia Política do Brasil _obra financiada pelo Ministério da Justiça e executada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Houve ontem conduções coercitivas de cinco integrantes da cúpula da UFMG. Foram levados a depor o reitor, Jaime Arturo Ramirez, a vice-reitora, Sandra Regina Goulart Almeida, o presidente da Fundep (Fundação de Desenvolvimento e Pesquisa), Alfredo Gontijo de Oliveira, e as ex-vice-reitoras Rocksane de Carvalho Norton e Heloisa Gurgel Starling. Servidores públicos também foram alvo de condução coercitiva.

Tem havido um excesso de conduções coercitivas no Brasil. É uma moda inaugurada pela Lava Jato que se vulgarizou e traz dano de imagem a pessoas sobre as quais não há culpa formada. Quem não se recusa a colaborar com uma investigação não deveria ser alvo de condução coercitiva.

No caso do reitor Luiz Carlos Cancellier, estão evidentes hoje as fragilidades das provas contra ele, que chegou a ser preso. Ele se suicidou por não suportar a desonra pública.

É ótimo combater a corrupção, mas é fundamental respeitar a honra e a presunção de inocência das pessoas. É irônico que, ao investigar supostos desvios num memorial sobre abusos da ditadura militar, agentes públicos tenham atuado de forma autoritária numa democracia.

O uso de métodos de estado policial deve ser criticado. Não é democrático nem legal desrespeitar direitos civis, montar circos policiais e recorrer a processos de humilhação social. Além de uma tragédia, o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier deveria ter servido de alerta em relação a abusos que não podem ser praticados pelos investigadores da polícia e do Ministério Público nem por magistrados.

É preciso que o novo diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Segóvia, que gosta de dar entrevistas, dê uma resposta. No mínino, é necessária uma sindicância para investigar o que houve ontem em Belo Horizonte.


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Fernandes

Bolsonaro, o encantador de burros, analfas e alcoólatra.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O Kennedy estar corretíssimo. Entretanto, somente quando do suicídio do Reitor, é que poucos jornalistas estão criticando o Estado Policialesco que vivemos. Quando é para políticos, principalmente para os que não são do seu agrado, aí pode e é aplaudido. Além de termos de emplacar logo o Abuso de Autoridade, os jornalistas, se quiserem continuar sobrevivendo, tem de mudarem suas linhas de atuação.


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08/12


2017

Sob cerco, Lava Jato restitui dinheirama roubada

Josias de Souza

Noutros tempos, dinheiro roubado do Estado era como pasta de dente que sai do tubo. Colocar de volta era algo impensável. A Lava Jato criou um novo paradigma. A verba surrupiada —ou parte dela— agora faz o caminho de volta. O Ministério Público Federal devolveu R$ 653,9 milhões para a Petrobras.

No total, já retornaram aos cofres da estatal R$ 1,47 bilhão. E a cifra pode aumentar para R$ 10,8 bilhões. Isso, evidentemente, se a aliança entre políticos desonestos e magistrados desconexos não atrapalhar a formalização de acordos de delação dos corruptos e de leniência das empresas corruptoras.

Se os últimos acontecimentos provam alguma coisa é que não se deve subestimar o complô suprapartidário que se montou contra o combate à corrupção no Brasil. Congelam-se investigações contra Temer e seus ministros, transfere-se para o Senado o poder para livrar a cara de Aécio, trama-se no Supremo facilitar a vida de condenados em segunda instância, como Lula está prestes a se tornar.

Há dois caminhos possíveis. Num, recupera-se o dinheiro roubado. Noutro, restaura-se a impunidade. E o último a sair rouba a luz.


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08/12


2017

Fechar questão e perder é desmoralizante

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Fechar questão numa votação é sempre uma jogada de risco. Pode ter efeito positivo e deixar à vontade deputados que estavam pressionados pelas bases a votar de uma forma – ganham a desculpa da disciplina partidária para votar do jeito que o governo e o partido querem. Quando usado na base do desespero, porém, o recurso pode ter efeito contrário, expondo dissidências e divisões, e enfraquecendo mais ainda o Planalto e os partidos aliados.É que pode acontecer agora no caso da Previdência.

Fechar questão e perder – ou não conseguir votar, que é uma espécie de derrota – é desmoralizante. E pode destroçar de vez um governo e sua base. É uma medida extrema que pode acelerar a percepção de que o rei está nu.

Há muitos e muitos anos, nos idos de 1984/85, foi o que aconteceu nos estertores do regime militar, acelerando sua deterioração, quando o então partido do governo, o PDS, fechou questão pelo voto em Paulo Maluf no Colégio Eleitoral que acabou elegendo Tancredo Neves.

Naquele jogo de cartas marcadas, o PDS teria maioria numérica para derrotar Tancredo, não fossem as dissidências no próprio partido, formadas pelo grupo que acabou intitulado Frente Liberal – o pai do extinto PFL, hoje DEM -, integrado por José Sarney, Marco Maciel, Guilherme Palmeira e outros. A direção do PDS fechou questão e chegou a recorrer à Justiça argumentando que os votos dados a Tancredo, contrários à orientação partidária, não poderiam sequer ser computados. Coisas da ditadura. Mas perdeu todas no TSE, expôs a deterioração do regime e Tancredo foi eleito pela aliança entre o PMDB e os dissidentes.

Guardadas as diferenças de tempo, espaço, objeto e motivação, a consequência de um fracasso na estratégia do fechamento de questão determinada pelo Planalto para a Previdência pode ter um resultado parecido: expor a deterioração política do governo Michel Temer e mostrar que o rei está nu.


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Supranor 1

07/12


2017

Chefe da PF curte prévia com réu do mensalão tucano

Revista Forum

Réu no chamado “mensalão tucano”, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) parece estar bem tranquilo com relação as acusações contra ele. O peemedebista participou, na noite desta quarta-feira (6), da cerimônia da 24º edição do prêmio de jornalismo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília, e convidou para a festa o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia – aquele que afirmou que mala de dinheiro não comprova crime.

Clésio e Segóvia sentaram na mesma mesa, jantaram juntos, dançaram e cantaram ao som dos sertanejos Leonardo e Eduardo Costa.

O peemedebista renunciou ao mandato de senador em 2014 diante das investigações do “mensalão tucano” com o objetivo de tirar o processo do Supremo Tribunal Federal (STF) e levá-lo à primeira instância.

Andrade, que foi vice-governador no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais, é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro na denúncia que apontou desvios de R$ 3,5 milhões de estatais em Minas para financiar, em 1998, a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo, do PSDB.


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Mobi Brasil 5

07/12


2017

No Rio, Lula tenta contrapor discurso de Bolsonaro

Folha de S.Paulo – Catia Seabra

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se contrapôs, no Rio de Janeiro, ao discurso do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), hoje seu principal adversário segundo as pesquisas de opinião.

No domicílio eleitoral de Bolsonaro, Lula contestou aqueles que defendem o aumento de arsenal e de medidas violentas para combate ao crime. Repetindo uma tese que tem apoio de uma ala de profissionais da segurança, Lula afirmou que a "polícia precisa menos de armas e mais de inteligência".

Em diferentes atos na Baixada Fluminense, Lula repetiu também que, além de investimentos em formação de policiais, os programas sociais como saída para segurança.

"Se você quer diminuir em 50% a criminalidade, é só garantir emprego, salário e escola para o povo. Que você vai perceber que a violência vai diminuir no dia seguinte", disse.

Nos municípios de Duque de Caxias, Belford Roxo e Nova Iguaçu, Lula repisou o exemplo de que, com dinheiro para comprar sua jaqueta, um jovem não tentará roubar a de outro.

O ex-presidente também defendeu policiais. Ao criticar a presença de policiais diante do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), impedindo sua entrada, Lula disse que eles deveriam estar em outro lugar. Mas acrescentou que eles estão sem receber seus salários, e "isso deve ser levado em conta".

Lula apresentou o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim aos eleitores da Baixada, afirmando que o diplomata pode representar uma surpresa. Uma aposta de Lula para a disputa pelo Palácio Guanabara, Amorim falou em soberania nacional e combate ao imperialismo nos breves discursos que fez.

Em Nova Iguaçu, cerca de 50 simpatizantes de Bolsonaro, incluindo dirigentes locais do Patriota, protestaram enquanto Lula discursava. Entre os organizadores estava Rodrigo Amorim, que foi vice do filho de Bolsonaro na disputa pela Prefeitura do Rio. Os manifestantes gritaram "viva a PM" e "Lula cascateiro".

Segundo a Folha apurou, os afagos de Lula a policiais não são gratuitos. Mas partem da informação de que há na PM um setor que discorda do modelo de segurança defendido por Bolsonaro.


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Comentários

Fernandes

Bolsonaro, o encantador de burros, analfas e alcoólatra.


Asfaltos

07/12


2017

Assembleias não detêm prisão de deputado estaduais

Jornal do Brasil

Por 5 votos a 4, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (7) que as assembleias legislativas estaduais não poderão rever decisões judiciais sobre prisões e medidas cautelares.

Durante os dois dias de julgamento, os ministros Marco Aurélio, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Celso de Mello votaram a favor da imunidade. Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Cármem Lúcia se manifestaram contra o benefício. Luís Roberto Barroso, em viagem acadêmica, e Ricardo Lewandowski, de licença médica, não participaram da sessão.

O placar foi obtido com voto de desempate da presidente, Cármen Lúcia. Durante seu voto, a ministra disse que a “corrupção está sangrando o país” e que o sistema jurídico impõe a ética no serviço público. No entendimento da presidente, as assembleias não podem revisar decisões judiciais que determinem a prisão de deputados estaduais.

“É preciso que os princípios constitucionais digam respeito a higidez das instituições, aos princípios democráticos, mas não permitem, no entanto, que a imunidade se torne impunidade.", disse a ministra.

O caso que motivou o julgamento foi a prisão preventiva dos deputados do estado do Rio de Janeiro Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, determinadas pelo TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

Os parlamentares foram presos preventivamente no dia 16 de novembro, por determinação da Justiça Federal, sob a suspeita de terem recebido propina de empresas de ônibus. Os fatos são investigados na Operação Cadeira Velha, da Polícia Federal. No dia seguinte, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro reverteu a decisão judicial e votou pela soltura dos três.


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BM4 Marketing

07/12


2017

TCE: Pernambuco tem mais de 1,5 mil obras paralisadas

Totalizam R$ 6,2 bilhões em contratos

Dados fazem parte de um levantamento do Tribunal de Contas do Estado divulgado nesta quinta (7). Valor dos contratos das construções é oito vezes maior do que os R$ 740 milhões gastos com obras paralisadas em 2013.

Bianka Carvalho, TV Globo

Em Pernambuco, 1.547 obras do governo estadual e de prefeituras de 154 municípios estão paradas, segundo levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta quinta-feira (7). Se somados, os contratos dessas construções totalizam R$ 6,2 bilhões, número oito vezes maior do que os R$ 740 milhões empregados em obras paralisadas em 2013. 

Entre as construções que integram o levantamento, estão a hidrovia do Rio Capibaribe, projeto de navegabilidade previsto para sair do papel antes da Copa do Mundo de 2014; o Canal do Fragoso, em Olinda; as estações de BRT dos corredores Norte/Sul e Leste/Oeste; e a Ponte do Monteiro, que ligaria as zonas Oeste e Norte do Recife.

Segundo o auditor do TCE responsável pela coordenação do levantamento, Pedro Teixeira, 62% dos valores são referentes a obras do governo do estado e outros 16% são de obras da prefeitura do Recife. Entre os principais problemas constatados pelo órgão, está a falta de planejamento, sobretudo devido à construção de obras novas antes da finalização de projetos antigos.

Dos R$ 6,2 bilhões dos contratos das obras, R$ 2 bilhões já foram pagos às empresas que venceram as licitações, segundo o TCE. De acordo com o presidente do tribunal, Carlos Porto, o descumprimento de prazos pode gerar punições.

Respostas

Por meio de nota, o governo de Pernambuco esclareceu que, mesmo diante da crise econômica, tem feito “todos os esforços para concluir as obras” citadas pelo TCE. A Secretaria de Habitação de Pernambuco, por sua vez, alegou que não houve paralisação da obra de alargamento e revestimento do Canal do Fragoso e, devido à intensidade das chuvas deste ano, o canal acumulou um volume maior de água e o ritmo da obra diminuiu.

A respeito da Ponte do Monteiro, a Prefeitura do Recife esclareceu que a Autarquia de Urbanização do Recife vai realizar estudos de mobilidade para que sejam feitas as readequações viárias do projeto.


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07/12


2017

Henrique Alves é denunciado por lavagem de dinheiro

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) denunciou o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) à Justiça, hoje, pelo crime de lavagem de dinheiro. Segundo a ação, o político recebeu propina ligada às obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e enviou o dinheiro para paraísos fiscais.

O caso foi remetido para a 10ª Vara Federal e decorre das investigações da operação Sépsis – feitas pela mesma força-tarefa que coordena as operações Greenfield e Cui Bono. Se a denúncia for recebida, Henrique Alves pode virar réu por lavagem de dinheiro cometida em 2014 e 2015.

O ex-ministro já responde pelo mesmo crime e por corrupção passiva nos autos da operação Sépsis, por práticas supostamente cometidas em 2011. Advogado de Henrique Alves nesse caso, Marcelo Leal afirmou ao G1 que não tinha sido notificado da denúncia até o fim da tarde e, por isso, não teria como comentar o caso.

O político está preso desde o último dia 6 de junho, quando a operação Manus foi deflagrada. Segundo a PF, mesmo na prisão, Alves comandava um esquema de ocultação de bens e fraude em licitações. No último dia 26, dois assessores do ex-ministro e um funcionário do Ministério do Turismo foram presos por relação com esse suposto esquema, em uma operação intitulada Lavat.

Porto Maravilha

De acordo com a denúncia, o político usou contas em paraísos fiscais para "encobrir a propina paga pela Construtora Carioca, uma das responsáveis pela obra Porto Maravilha, no Rio de Janeiro". O MPF calcula que o valor desviado ultrapasse a cifra de R$ 1,6 milhão.

Segundo a ação, essas transações foram feitas por uma offshore da qual Alves era beneficiário, chamada Bellfield. O MPF afirma que a propina foi creditada a pedido do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dados que comprovariam essa movimentação foram obtidos com instituições financeiras internacionais, depois que as investigações dessas contas foram transferidas da Suíça para o Brasil.

Na ação, os procuradores da República afirmam que Henrique Eduardo Alves, "de forma consciente e deliberada, a fim de dissimular a origem dos recursos ilícitos transferidos à offshore Bellfield", voltou a transferir esse dinheiro – desta vez, para contas em Dubai (nos Emirados Árabes Unidos) e no Uruguai.

Extratos obtidos junto a bancos estrangeiros mostram transferência de R$ 3 milhões – um valor que, na visão do MPF, ajudaria a encobrir a existência dos R$ 1,6 milhão desviados. Informações adicionais foram reunidas a partir do depoimento do doleiro Lúcio Funaro.

O crime de ocultação de bens prevê pena de reclusão de 3 a 10 anos, além de multa. Na denúncia, o MPF pede que a pena seja aumentada de um a dois terços, sob a alegação de que o crime foi praticado repetidas vezes. Com isso, se virar réu na ação, Alves poderia ser condenado a mais de 16 anos de prisão.


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07/12


2017

Caprinovinocultura é potencializada em Petrolina

Qualificar e desenvolver vinte e oito criadores de Caprinos e Ovinos, através do Programa Sebraetec. Essa é a proposta do Acordo de Parceria Institucional que está sendo firmado entre a Prefeitura de Petrolina e o SEBRAE Unidade Sertão do São Francisco.

A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário, tem como propósito promover um trabalho de consultoria, monitoramento e acompanhamento dos criadores rurais do município, visando com isso que o produtor tenha melhores resultados na aplicação de seus recursos e um bom retorno financeiro.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Agrário, José Batista da Gama, a Prefeitura vem desenvolvendo ações com vistas a qualificar os produtores rurais para a comercialização dos seus produtos com mais qualidade e rentabilidade.

“Há alguns meses estamos pleiteando a realização deste curso para o segmento da caprinovinocultura do nosso município. Já estamos nas tratativas finais desse acordo e, não tenho dúvidas que essa ação irá desenvolver e fortalecer ainda mais o agronegócio na nossa região”, disse o secretário.

O SEBRAETEC – Serviços em Inovação e Tecnologia é um programa nacional do Sistema SEBRAE que aproxima os prestadores de serviços tecnológicos dos pequenos negócios. O SEBRAETEC foi criado para que os pequenos negócios possam inovar por meio do acesso à mão de obra especializada. O objetivo do programa é trabalhar para a melhoria de processos e produtos já existentes, assim como a introdução de inovações e tecnologias nas empresas. Com essa proposta, o SEBRAETEC busca fortalecer a capacidade competitiva dos pequenos negócios, estimulando a transferência de tecnologia entre instituições e empresas, para que elas possam superar limitações e barreiras tecnológicas. O programa SEBRAETEC possui uma rede de prestadores de serviços de tecnologia em sete áreas distintas de conhecimento: design, produtividade, propriedade intelectual, qualidade, inovação, sustentabilidade e serviços digitais. O Sebrae aproxima as micro e pequenas empresas dos fornecedores, subsidiando em até 70% o projeto.


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07/12


2017

Cármen convoca sessão extraordinária no STF

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu convocar uma sessão extraordinária para a manhã da próxima quarta-feira, para dar conta da pauta congestionada da Corte neste final de ano. No mesmo dia, os ministros se reunirão no plenário à tarde.

Hoje, estava previsto o julgamento de uma ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a possibilidade de a Polícia Federal firmar acordos de colaboração premiada.

No entanto, os ministros dedicaram toda a sessão para a discussão sobre a imunidade conferida a deputados estaduais pelas constituições do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Rio Grande do Norte – esse julgamento, no entanto, só deve ser concluído após o retorno dos ministros Ricardo Lewandowski (que está de licença médica) e Luís Roberto Barroso (que cumpre agenda no exterior).


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07/12


2017

Alberto Feitosa lamenta decisão de André Campos

Blog da Folha

O secretário de Saneamento da Prefeitura do Recife, Alberto Feitosa (Solidariedade), lamentou a decisão do presidente da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), André Campos, de permanecer no PSB. O auxiliar municipal afirmou que o socialista teria mais espaço para sua reeleição no seu partido e que também representaria um reforço importante para a agremiação.

"Se ele não deseja ir para o Solidariedade, eu lamento por ele e pelo meu partido. O PSB possui mais de 10 deputados estaduais, enquanto nós temos apenas um. Seria melhor para ele se eleger pelo Solidariedade. Lamento porque ele terá mais dificuldades e André é um bom deputado, não merece ficar fora da Assembleia", afirmou.

André Campos iria para o Solidariedade após o governador Paulo Câmara dispensar a indicação do partido para a Perpart. A ida do auxiliar estadual para a agremiação tinha como objetivo colocar panos quentes no mal-estar com o aliado. Apesar das costuras não prosperarem, Alberto Feitosa nega o afastamento da legenda da Frente Popular.

"Continuamos com uma relação de parceria. Não tem motivo para romper", garante. No Solidariedade, a expectativa é que o governador Paulo Câmara (PSB) receba o deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade) para tratar sobre a aliança.


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