FMO janeiro 2020

17/09


2006

Pacote de bondades da reeleição de Lula custa R$ 16 bi

 Levantamento feito pelo jornal O Globo mostra que uma série de medidas adotadas pelo governo federal em 2006 beneficiam cerca de 59,4 milhões de pessoas. Isso representa 31,7% da população brasileira. Entre reajustes de salários, ampliação do Bolsa Família, assinatura de contratos para financiamento agrícola e pagamento de indenizações para anistiados políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou os gastos no orçamento de 2006 em R$ 16,5 bilhões.

Segundo o jornal, a maior parte das medidas é direcionada à população de baixa renda. Mas existe também medidas voltadas à classe média e funcionários públicos. Nos três primeiros anos do mandato, os reajustes ao funcionalismo público ficaram restringidos a poucas categorias. Neste ano, de acordo com O Globo, 33 categorias receberam reajustes variados de até 190%. O governo argumenta que as negociações foram concluídas somente neste ano. As informações são do portal Terra.


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Drácula

"É Lula de novo... com a bolsa do povo....É Lula de novo... com a bolsa do povo....."


Prefeitura de Jaboatão

16/09


2006

O direito de não votar

 Veja o escreveu, com o título acima, o jornalista Luiz Caversan, hoje em sua coluna na Folha de S. Paulo: "Eu não sou contra o voto nulo, sou contra qualquer voto que seja obrigatório. Desde os tempos em que escrevia na versão em papel da Folha, sobretudo nos anos 90 e na eleição de 2000, tenho defendido essa tese e apanhado muito por causa dela.

Apanho principalmente daqueles que consideram essa uma atitude anarco-pueril, que vai de encontro ao aprimoramento democrático e que, sempre e necessariamente mal interpretada, redundará no voto nulo, esse ainda mais execrado pelos defensores do processo eleitoral como ocorre atualmente.

Reafirmo: também sou contra o voto nulo porque ao exercitá-lo estarei correspondendo a uma obrigatoriedade inaceitável.

O voto deveria ser facultativo.

Claro que vou apanhar de novo, já espero até os argumentos do tipo: num país em que tudo se compra, se for opcional o comparecimento à urna será comprado pelos candidatos desonestos. Ok, hoje é muito diferente, não é mesmo?

Mas como o passado é sempre um bom conselheiro e seus exemplos podem servir de balizamento para o presente, recorro aqui a argumentos que foram apresentados por leitores durante uma enquete que fiz anos atrás, sobre este mesmo tema.

Na pesquisa informal via jornal, a imensa maioria se manifestou contra o voto obrigatório. Veja os principais argumentos de cada corrente:

Argumento mais comum a favor do voto facultativo: liberdade de expressão e livre-arbítrio.

Argumento contra: a não-obrigatoriedade favoreceria a compra de votos e a manipulação dos eleitores, mais do que já ocorre hoje.

Argumento a favor da inclusão do voto nulo na urna eletrônica: ao obrigar o eleitor ao comparecimento e não oferecer a opção do voto nulo ou branco, despreza-se sumariamente sua ideologia

Como se passou algum tempo, pode ser que opiniões tenham se modificado. Por isso, ao reproduzir a seguir o que disseram alguns leitores, mantenho apenas os prenomes

"A instituição do voto facultativo teria como fator mais positivo o fortalecimento da intensidade das preferências dos eleitores. Quando todo eleitor tem o dever do voto, o valor do voto de todos é igual, independentemente do compromisso de cada um com o processo político. Se apenas os que se importam mais votam, esse problema, clássico na teoria política, seria amenizado. A questão me parece enganosa, porém. Se o problema é a falta de comprometimento dos cidadãos com a política, a adoção do voto facultativo só iria agravar o problema, retirando completamente a política da vida dos desinteressados." (João).

"Como os políticos vão saber que a população não está satisfeita com eles enquanto essa população continuar votando, mesmo que ache não existir nenhum bom candidato, votando no menos ruim ou naquele que ela acha que vai ganhar mesmo?" (Michele).

"Pergunto: qualquer tipo de obrigação é prazerosa? Claro que não! O ato de votar é um exercício de democracia, tem objetivo, tem sentimento, equilíbrio, vontade e prazer. Sentir-se participante, atuante e principalmente ter um eleger consciente. Sem esses ingredientes, não vale a pena votar." (Ângela).

"Estou revoltado com a Justiça Eleitoral desde a implantação do voto eletrônico, já que sempre me pareceu que seria óbvio e ululante a obrigação de haver naquela maquininha a opção explícita pelo voto nulo, pelo qual não estou fazendo campanha, apesar de geralmente ser minha opção anulá-lo." (Everal).

"O voto facultativo não deve ser aplicado no Brasil pelo simples motivo de que, se não for obrigatório, ninguém vota, poucos irão votar... Se existem pessoas que não querem votar, é melhor votar nulo." (Jacqueline).

"A minha pergunta é: até que ponto o voto facultativo é de interesse da imprensa, para que ela pressione, ou melhor, ajude nessa transformação tão necessária para o país?" (Maria).

"O voto não-obrigatório tornaria a manipulação do voto ainda mais fácil. Um exemplo prático: pesquisa indica que um determinado bairro vai votar no candidato da oposição. O candidato da situação vai até os donos das empresas de ônibus e faz um acordo. No dia da eleição, os ônibus não circulam naquele bairro (isso aconteceu em Salvador em 89). Com o voto não-obrigatório, falta de transporte, calor, quem vai se preocupar em votar?" (Antonio).

"Esse autoritarismo (do voto obrigatório) já deveria estar extinto há muito tempo! Se o voto fosse facultativo, os políticos pensariam melhor antes de cometer todas as barbaridades que nós sabemos. Estamos chegando a um ponto de total descrédito da classe política por culpa deles mesmos." (José).

"Está mais do que na hora de o Congresso aprovar um projeto legalizando o voto facultativo, pois, num país democrático como o Brasil, nada mais justo que cada cidadão decida se deve ou não votar. Contudo, cada eleitor deve ter consciência de sua decisão, pois quem não vota perde a chance de ajudar a mudar a cara de nosso país." (Vinicius).

"Acho ótimo que acabassem com o voto obrigatório. Seria uma revolução na qualidade dos eleitos. Mais ainda se viesse o voto distrital." (Rogerio).

Agora, um pouquinho de História, fruto de uma pesquisa realizada por mim na eleição de 2000:

"A mais antiga notícia de que se tem sobre algo parecido com a obrigatoriedade de votar vem da Grécia antiga, onde o legislador Sólon inventou a punição para os que não se declarassem abertamente por algum partido em tempos de agitação política.

A história é relatada por Walter Costa Porto, em seu "Dicionário do Voto" (Editora Giordano, 1995, 390 págs.). Ali também se obtém a informação segundo a qual o voto é obrigatório no Brasil desde o Código Eleitoral de 1932.

Antes disso (e depois também), sempre foi motivo de controvérsia. Conforme Costa Porto, já no Império havia lei que previa multa para quem não participasse da escolha de juízes de paz...


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Drácula

"É Lula de novo... com a bolsa do povo....É Lula de novo... com a bolsa do povo....."

Flávio Zimmerman

... e 81 senadores. Com uma diferença; o nível seria ainda pior e a legitimidade seria dez vezes menor. É uma proposta Imbecil!

Flávio Zimmerman

O voto facultativo teria um impacto altamente negativo nas eleições. Só haveria dois tipos de eleitor: uma minoria consciente e uma esmagadora maioria que votaria mediante qualquer tipo de favor. Se, por absurdo, apenas 5% da população comparecesse às urnas, seriam eleitos os mesmos 513 deputados e

Francisco Filho

VOTO FACULTATIVO É A ÚNICA FORMA DE MOSTRARMOS À NOSSA CLASSE POLITICA O QUANTO NÓS BRASILEIROS ESTAMOS INSATISFEITOS COM ESSA CASTA PRIVILEGIADA. UMA VEZ O VOTO NÃO SENDO OBRIGATÓRIO, ELES VERIAM AS CONSEQUENCIAS DA PIOR LEGISLATURA JÁ VISTA NO PAÍS. QUE O DIGA SEN. JEFERSON PERES.


Cabo de Santo Agostinho

16/09


2006

Dossiê Serra: Bastos promete investigação isenta

 Segundo o Blog do jornalista Josias de Souza, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) disse ao senador Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB, e a José Serra, candidato tucano ao governo de São Paulo, que a Polícia Federal fará uma investigação “isenta” e “impessoal” do caso da tentativa de comercialização do dossiê implicando o tucanato no escândalo das sanguessugas. Informou a ambos que recebeu de Lula ordem expressa para levar a elucidação às últimas conseqüências. Disse que o presidente está “indignado” com o episódio.

 

Tasso e Serra telefonaram para Thomaz Bastos neste sábado. Os dois se disseram preocupados com a tentativa de macular o processo eleitoral com jogadas escusas. O ministro, segundo apurou o blog, tranqüilizou-os. Assegurou-lhes que a Polícia Federal fará uma apuração isenta de influências políticas e partidárias. “Não tenho dúvida disso”, respondeu Tasso Jereissati, que fazia campanha no interior do Ceará.

 

Thomaz Bastos manteve diversas conversas telefônicas com Lula nas últimas 72 horas.  O presidente ponderou, segundo revelações feitas por Thomaz Bastos às pessoas que lhe telefonaram neste sábado, que a apuração deveria ser rigorosa. Acha essencial que a PF chegue à pessoa que se dispôs a desembolsar R$ 1,7 milhão para a compra do dossiê elaborado contra Serra e o presidenciável Geraldo Alckmin pelo dono da Planam, Luiz Antônio Vedoin.

 


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guilherme alves

Espero que a investigação, de fato, seja rigorosa, não como foi realizada no tempo do FHC quando plantaram dinheiro no escritório da Roseana, e passaram de lá fax para o planalto e ficou só nisso. O Jorge, presidente do PFL, de início estrilou, mas depois ficou na muda.

Ministro Márcio Thomaz Bastos, não perca a ação rigorosa de fazer uma minuciosa sindicância (pente fino) em todas essas cenas que estão ocorrendo contra o Serra, e Alckmin, sobre dossiê, pois quando é para criticar os outros, tudo tem fundamento, quando são eles, tudo não passa de armação.


Prefeitura de Serra Talhada

16/09


2006

Dirceu joga pesado contra Serra, Gabeira e Aleluia

 Deu no blog do ex-ministro José Dirceu: ''Basta. Os tucanos têm é que responder as acusações e não tentar desqualificar as denúncias. Os membros da CPI dos sanguessugas, como os deputados Fernando Gabeira e José Carlos Aleluia, têm que se declarar impedidos. A mídia tem que parar de esconder os fatos.

A IstoÉ, com José Serra na capa, mostra os Vedoin (pai e filho) muito seguros nas acusações que fazem contra o ex ministro da Saúde e seu sucessor, o atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB). Os jornais escondem isso, basta ver as manchetes do Globo (''Venda de dossiê contra Serra leva Vedoin e petista à prisão''), da Folha (''PF prende acusados de vender a petistas dossiê contra Serra'') e do Estadão (''Vedoin e petista presos por tentar chantagem contra Serra'').

A Folha, por exemplo, publicou em página interna o título que deveria ter ido para a capa, ''Vedoin envolve Serra e assessor em esquema das ambulâncias''. A Folha ainda traz a matéria ''Membros da CPI dizem que denúncias serão investigadas, mas pedem cautela'', que diz: ''Sub-relator da CPI, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) afirmou que a CPI deverá solicitar os novos documentos que os empresários teriam entregue à Justiça em Cuiabá.

O deputado defendeu que a análise só seja feita em outubro, para não ser contaminada pelo período pré-eleitoral. O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) disse considerar que os empresários querem interferir no processo eleitoral''. Isso tudo é uma farsa, até porque a norma que PSDB e PFL, com auxílio da mídia, tentam impôr ao país é a de que  todo mundo é culpado em princípio. Foram eles que criaram essa situação, que, agora, com os tucanos cada vez mais envolvidos, tentam abafar a todo custo. Por isso também é inaceitável a atitude de Gabeira e Aleluia, que passam a estar sob completa suspeição.

Não adianta Serra dizer que a matéria da IstoÉ seria “calúnia deslavada”, “armação sem vergonha de fim de campanha” e “baixaria da oposição”. Também não adianta o Estadão publicar na íntegra uma nota oficial de Negri que não diz absolutamente nada além de “a matéria é requentada”. Ele conhece e muito bem o empresário Abel Pereira. Os três têm de ser investigados, porque, caso contrário, é impunidade.

Ninguém falou nada, por exemplo, quando a mesma PF apreendeu, na casa do Comendador Arcanjo – notório bicheiro de Mato Grosso, acusado de assassinato de um jornalista, e tido como financiador de campanhas do PSDB, conforme comprovado em laudo pericial – uma matéria da IstoÉ que expunha as relações dele com a tucanada mato-grossense, em especial com o senador Antero Paes de Barros, hoje envolvido também no caso das ambulâncias.

O fato inegável é que Antero, como disse a Folha, “negociou emenda para ambulância”, que a máfia dos sanguessugas agia na gestão de Serra no Ministério da Saúde, como relatou o Correio Braziliense, e os Vedoin, como está escrito na IstoÉ, afirmaram: “No melhor período, quando o Serra e depois o Barjas eram os ministros, a bancada do PSDB é que conseguia agir com maior rapidez. Com eles era muito mais fácil e muito rápido”. É preciso, portanto, investigar tudo isso.''


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Vamos ver se o verdinho desvairado vai procurar fazer sindicância sobre estas notícias sobre dossiê de Serra e Alckmin.



16/09


2006

Heloisa promete auditorias nos governos FHC e Lula

 A candidata do Psol à Presidência da República, Heloísa Helena, garantiu neste sábado, em Curitiba, que, caso seja eleita, irá promover uma auditoria no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e no do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Os dois viabilizaram crimes contra a administração pública, um no processo de privatização e o outro no processo desvairado de banditismo na máquina pública", afirmou. "Só existe Congresso Nacional bandido quando o chefe do Executivo bandido é, porque quem tem a chave do cofre para liberar os recursos é o presidente da República ou um governador ou o prefeito."

Para ela, no caso das acusações de fraudes para compra de ambulâncias, "infelizmente não houve a apuração devida ainda". "Eu não tenho dúvida que o governo Lula estabeleceu um esquema tão maldito que vai ser descoberto. É só uma questão de dias, porque não descobriu quem não quis, a imprensa não divulgou se não quis, o Congresso não abriu procedimento investigativo porque não quis também", disse.

Segundo ela, durante o governo Lula recursos extra-orçamentários foram distribuídos para beneficiar governadores do PT, "num ´propinódromo´ instalado dentro do Ministério da Saúde, da Educação e da Ciência e Tecnologia".

A candidata esteve em Curitiba para assinar o termo de compromisso com a honestidade na política, melhor distribuição de renda e redução das desigualdades, preparado pela Pastoral da Criança. De acordo com ela, a elaboração do orçamento com a participação de toda a sociedade é uma das formas de acabar com a corrupção.

Ao lado da coordenadora da pastoral, Zilda Arns, Heloísa Helena relutou em responder perguntas sobre denúncias de corrupção. "Não quero constranger a doutora Zilda se for falar mal do governo", ponderou. "A pastoral é suprapartidária", respondeu Zilda, antes de se afastar.

Perguntada se o presidente Lula poderia assinar o termo, a candidata atacou novamente: "O governo não tem autoridade moral para dizer que combate a corrupção ou que assume compromisso com as crianças e jovens brasileiros."

Esperança

Ela ainda manifestou esperanças de que pode ser eleita. "Estou entre as mães de família que ensinam a seus filhos que é proibido roubar. Portanto, espero que o banditismo político não seja vitorioso", acentuou. E confessou dificuldades financeiras na campanha, o que a levou a reprisar programas de televisão. "Porque não temos dinheiro público roubado e nem vamos fazer acordos sujos para viabilizar dinheiro para a campanha", afirmou.

A candidata entrou na sala da Pastoral da Criança carregada pelo ambientalista José Pedro Naisser (Foto). "Ela é a Ghandi do novo milênio porque luta contra os poderosos", afirmou. Depois da assinatura do termo, a candidata foi ao centro de Curitiba para uma caminhada pelo Calçadão da Rua 15 de Novembro. (Estadão.com)


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guilherme alves

A mulher que vomita andando de cadeirinha é um show.


Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

16/09


2006

Dossiê Serra: CPI quer saber a origem do dinheiro

Integrantes da CPI dos Sanguessugas defenderam ontem uma investigação profunda para descobrir a origem dos R$ 1,7 milhão, encontrado em poder do empresário Valdebran Padilha da Silva, que foi arrecadador da campanha do PT à prefeitura de Cuiabá, em 2004, e do advogado Gedimar Passos. Os dois foram presos pela Polícia Federal, que suspeita que o dinheiro seria usado para comprar imagens e documentos do empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. O material mostraria envolvimento dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin com o esquema de superfaturamento de ambulâncias.

''É evidente que há uma tentativa de usar dinheiro sujo para comprar provas forjadas. Isso é coisa de bandido. Este não é um governo; é uma quadrilha'', disse o líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), que integra a CPI dos Sanguessugas.

''Considero o caso grave. É preciso ver de onde veio esse dinheiro. É evidente que Valdebran e Gedimar estavam a serviço de alguém'', afirmou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ). ''Pode até ser que as fotos e os documentos sejam insignificantes, mas elas têm peso em um processo eleitoral'', argumentou Gabeira, outro integrante da comissão de inquérito que investiga a máfia das ambulâncias.

Mas a duas semanas das eleições, a cúpula da CPI dos Sanguessugas não tem nenhuma reunião agendada para tratar do assunto. Nesta reta final, a maioria dos integrantes da comissão de inquérito está dedicada a suas campanhas nos Estados e só deve voltar a Brasília na primeira semana de outubro.''Quem deve pedir uma investigação imediata à Polícia são os candidatos que foram atingidos'', observou Gabeira.

Tanto ele quanto Aleluia afirmaram que os depoimentos dados por Luiz Antonio e Darci Vedoin, donos da Planam, principal empresa do esquema de venda de ambulâncias superfaturadas, não perderam a credibilidade diante da suspeita de que eles iriam vender o dossiê contra os tucanos. ''Nós não denunciamos ninguém apenas com base nos depoimentos da família Vedoin. O depoimento deles serviu como um início para as investigações'', observou o pefelista. ''A palavra deles daqui para frente vale pouco. O que vale são as provas'', disse Gabeira. (Estadão.com)


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Raimundo Eleno dos Santos

O importante não é o dinheiro q se pagaria pelas provas(isso é crime imperdoável)Mas esconder e omitir provas também é crime.A sujeira da política brasileira vem de priscas eras. Desde os tempos das capitanias,dos tempos dos barões e senhores de engenho,fazendeiros do café e do cacau.MP/CGU/TCU/TSE?

guilherme alves

A CPI deve quebrar o sigilo bancário de todo mundo que tá envolvido nesse episódio, inclusive das pessoas e empresas que os Vedoins denunciaram. Aí teriam um real quadro do processo. Fora disso é jogo para as arquibancadas.

guilherme alves

A CPI para ter credibilidade precisa: a)saber se há veracidade no que foi dito(contéudo);b) se os documentos são forjados ou originais;c) a quem interessava o dossiê d)de onde vem o dinheiro?; e por último deixar de dar antecipadamente habeas corpus, haja vista que não agiu dessa forma anteriormente

Para os hipócritas que estão querendo defender Serra e Alckmin, estão querendo saber de onde veio o dinheiro, o conteúdo que deveria ser o fator principal, pois a falcatrua está no conteúdo, ficaria para segundo plano. PF e MPF no caso imediatamente.


Banco de Alimentos

16/09


2006

Berzoini: Dossiê é golpe contra candidatura Lula

 O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, atribuiu a suposta compra de dossiê contra tucanos por petistas à tentativa de desestabilizar o partido e a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Diante da consolidação da liderança de nossa candidatura presidencial e da frustração daqueles que desejaram destruir o PT, não nos surpreende que ocorram episódios dessa natureza, com o objetivo de conturbar a disputa eleitoral, que está sendo conduzida de nossa parte para o debate exclusivamente programático", declarou Berzoini em nota divulgada à imprensa na tarde deste sábado.

Também serão tomadas providências quanto ao filiado do PT preso pela Polícia Federal em São Paulo, acusado de portar dinheiro para comprar material contra o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, informou Berzoini:

"Encaminharei ao Diretório Nacional a aplicação da suspensão cautelar, conforme o estatuto, e abertura de procedimento disciplinar".

Segundo a nota, o PT considerou graves as novas acusações relativas ao escândalo dos sanguessugas publicadas pela revista "Isto É" e que envolvem o governo anterior.

"Ao contrário dos nossos adversários, não prejulgaremos, mas exigimos a rigorosa e isenta investigação das denúncias, para apurar todas as responsabilidades", afirmou o texto assinado por Berzoini, também coordenador nacional da campanha à reeleição de Lula.

Outro ponto da nota disse que, por ter sido vítima de procedimento semelhante, "o PT sempre rejeitou o denuncismo eleitoral e a produção ilegal de dossiês". E manifestou confiança do partido na apuração da Polícia Federal dos fatos e das circunstâncias que envolvem as prisões relacionadas com o episódio.


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Paulin de Caruaru.

Ah a paixão...Essa força avassaladora que cega a razão..EH,eh,eh...

guilherme alves

Teremos um novo caso Abílio Diniz na praça. Quem participou do processo eleitoral de 1989 sabe como foi posteriormente desmascarada a farsa. Uma candidatura em céu de brigadeiro precisa de expediente desse jaez. Infantil e simplória a operação.


O Jornal do Poder

16/09


2006

Advogado preso diz que dinheiro do dossiê veio do PT

 O advogado Gedimar Pereira Passos --que foi preso ontem em São Paulo, onde receberia um dossiê contra o candidato a governador pelo PSDB, José Serra-- disse à Polícia Federal que recebeu de um representante da Executiva do PT de São Paulo, cujo nome ele disse não saber, o dinheiro para comprar o material.

Outra parte do dinheiro veio, segundo Passos, de uma revista cujo nome ele não soube dizer no depoimento à PF. A revista iria pagar pela exclusividade de uma reportagem.

O dossiê --uma fita de vídeo, um DVD e seis fotos-- foi enviado pelo empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, apontado como chefe da máfia dos sanguessugas. Por conta do negócio, Vedoin foi preso ontem. A Justiça Federal determinou a prisão alegando que Vedoin ocultava provas e chantageava pessoas envolvidas com a máfia dos sanguessugas.

O material mostra Serra em maio de 2001, então ministro da Saúde, participando da entrega de 41 ambulâncias em Cuiabá (MT). Esses veículos, pagos com verbas federais, foram vendidos a municípios pela máfia dos sanguessugas.

Há ainda uma foto, sem data, em que o candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, aparece cumprimentando uma pessoa identificada pela PF como Sinomar Martins Camargo, representante da empresa Santa Maria, que pertencia aos sanguessugas e fornecia ambulâncias. Serra e Alckmin negam envolvimento com os sanguessugas e falam de armação eleitoral.

Com Passos, foram apreendidos, segundo a PF, US$ 139 mil e R$ 410 mil em dinheiro. O empresário Valdebran Padilha Silva, filiado ao PT de Mato Grosso, também foi preso. Ele, que era o outro comprador, estava com US$ 109 mil e mais R$ 758 mil.

A PF prendeu Paulo Roberto Trevisan, tio (ontem a PF divulgou que era primo) de Vedoin, após a Justiça decretar sua prisão.

Trevisan foi encarregado de levar o material a São Paulo. Ele foi detido na quinta-feira à noite no aeroporto de Várzea Grande, região de Cuiabá, quando embarcava no avião.

No aeroporto de Congonhas (SP), seria recebido por Valdebran e Passos. O dinheiro estava em um hotel.

R$ 20 milhões

Em depoimento à PF, Passos disse que recebeu parte do dinheiro no hotel de um representante do PT de São Paulo. Ele não disse o nome.

Inicialmente, segundo Passos, Vedoin teria pedido R$ 20 milhões pelo material. O preço foi então reduzido a R$ 2 milhões.

A função de Passos, agente aposentado da PF, seria analisar o material. Além de fotos, DVD e vídeo, Trevisan levava numa pasta azul três páginas com os nomes de prefeituras dos Estados de Ceará, Rondônia, Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

Na relação, há o nome de 12 prefeituras e ao lado de cada uma foram listados valores de R$ 66 mil a R$ 64 mil.

Preso junto com Passos, Valdebran, segundo o Diretório do PT de Cuiabá, chegou a ser indicado para um cargo de diretor da Eletronorte no início do governo Lula. Mas uma ala do PT impediu a nomeação enviando um dossiê contra ele sobre superfaturamento em prefeituras de Mato Grosso.


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Potencial Pesquisa & Informação

16/09


2006

O valor do voto da bancada de Pernambuco

 Foram apenas dois dias de trabalho em agosto, que resultou em nada. Nenhuma matéria relevante foi votada naquele mês na Câmara dos Deputados. Mas, mesmo assim, a maior parte da bancada federal de Pernambuco não deixou de cobrar a "verba indenizatória", referente aos gastos que os parlamentares alegam ter com combustíveis, hospedagens, escritórios políticos, alimentação, consultorias e material de escritório, TV a Cabo e Internet. A Casa faz o ressarcimento do parlamentar.

Muitos sequer estiveram presentes às votações. Nota-se que em agosto houve um surto de ''viagens oficiais'', que acabam justificando as ausências nas duas únicas sessões do plenário.

Confira agora como se comportaram os deputados nas duas sessões de agosto e quanto alegaram que tiveram em termos de gastos naquele mês.

1 - André de Paula 

Presença nas sessões dos dias : 01/08/2006 - 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 15.550,75 

2 - Armando Monteiro

Ausência não justificada no dia  01/08/2006  e Presença no dia 02/08/2006.

Gastos Totais: R$ 10.366,22 

3 - Carlos Batata

Presença nos dias: 01/08/2006  e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 15.000,00 

4 - Carlos Eduardo Cadoca

Ausência Justificada por Missão Oficial no dia 01/08/2006 e presença no dia
02/08/2006

Gastos Totais: R$ 8.109,83 

5 - Eduardo Campos

Ausência Justificada por Missão Oficial nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: Não apresentou à Câmara gastos no mês de Agosto

6 - Fernando Ferro

Presença nos dias 01/08/2006  e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 941,74 

7 - Gonzaga Patriota

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$  16.348,89

8 - Inocêncio Oliveira

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: Não apresentou gastos no mês de Agosto

9 - Joaquim Francisco

Ausência Justificada por Missão Oficial no dia 01/08/2006 e presença no dia 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 16.249,22

10 - Joel de Holanda

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 2.018,72 

11 - Jorge Gomes

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$  7.613,04 

12 - José Chaves

Ausência não justificada no dia 01/08/2006 e presença no dia 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 14.427,72

13 - José Mendonça

Ausência nas duas sessões dos dias 01/08/2006 e 02/08/2006 justificadas por ''Licença para tratamento de saúde''. 

Gastos totais: R$ 15.030,68 

14 - José Múcio Monteiro

Ausência Justificada por Missão Oficial no dia 01/08/2006 e presença no dia 02/08/2006 

Gastos Totais: Não apresentou gastos no mês de Agosto.

15 - Luiz Piauhylino

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 12.318,37 

16 - Marcos de Jesus

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 6.253,06 

17 - Maurício Rands

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 12,46 

18 - Osvaldo Coelho

Presença nos dias: 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 13.840,00

19 - Pastor Francisco Olímpio

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 10.478,35 

20 - Paulo Rubem Santiago

Presença  nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006 

Gastos Totais: R$ 8.365,64 

21 - Raul Jungmann

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 13.840,13 

22 - Renildo Calheiros 

Ausência Não Justificada no dia 01/08/2006 e presença no dia 02/08/2006

Gastos Totais: Não apresentou gastos no mês de Agosto.

23 - Roberto Freire

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 7.807,16

24 - Roberto Magalhães

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 5.628,06  
 
25 - Salatiel Carvalho

Presença nos dias 01/08/2006 e 02/08/2006

Gastos Totais: R$ 16.445,06


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Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Malandros Federais. Não têm nenhuma sintonia com o povo. Sua Sintonia Fina é com relação ao erário. O povo fica ausente das informações. Existe a informação, mas não é divulgada pela imprensa que alcance o povareu. Os veículos de imprensa popular omitem esse tipo de informação.Não interessa, né?

De acordo com esse demonstrativo, a farra foi boa, Deputados que só foram duas vezes, gastaram R$ 15.000,00 valor que me parece limite, tem até quem não foi e gastou. Precisa ter um deputado que seja mais rigoroso na sindicância desses levantamentos, para confirmar os gastos reais. Vou cobrar do meu



16/09


2006

Assessoria diz que resposta de Serra será na Justiça

A assessoria de imprensa de José Serra, ex-ministro da Saúde e atual candidato a governador de São Paulo pelo PSDB, disse hoje à Agência Brasil que ele não fará nenhum pronunciamento sobre o esquema da máfia dos sanguessugas, que teria sido beneficiado durante sua gestão como ministro da Saúde.

As respostas às acusações divulgadas na imprensa, de acordo com a assessoria, serão encaminhadas diretamente à Justiça. Na sexta-feira, a Polícia Federal prendeu, em São Paulo, Valdebran Padilha, filiado ao Partido dos Trabalhadores, e Gedimar Pereira Passos, agente da Polícia Federal aposentado.

Junto com eles, em dois quartos de hotéis próximo ao aeroporto de Congonhas, foram encontrados U$ 248,8 mil e R$ 1,168 milhão, que seriam utilizados para comprar imagens de vídeo, agenda e fotografias supostamente mostrando imagens de Serra e outros políticos ao lado de deputados acusados de participarem do esquema de compra superfaturada de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.

As imagens seriam compradas de Luiz Antonio Vedoin, acusado de chefiar a máfia das ambulâncias, que também foi preso na sexta-feira, pela Polícia Federal, em Cuiabá. Informações do JB Online com Agência Brasil.


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Comentários

O PT faz jogo de bandido. Tentaram incriminar Serra e Alckmin encomendando dossie por R$ 2.750.000,00. Chegamos ao fim do poço. É bandidagem pura.