FMO

12/01


2020

CGU errou ao apontar família com renda de R$ 27 mil

Bolsa família 

CGU admite erro ao apontar família no DF com renda de R$ 27 mil no Bolsa Família

Foto: site/contábeis

Por Idiana Tomazelli e Adriana Fernandes, do Estadão Conteúdo

 

A Controladoria-Geral da União (CGU) admitiu na sexta-feira (10) falhas no levantamento que apontou uma família de servidor público do Distrito Federal, com renda per capita de R$ 27 mil, como beneficiária do programa Bolsa Família. Segundo o órgão de controle, um registro indevido de CPF levou à apuração de uma renda que "não corresponde" à do beneficiário, "o que descaracterizaria a eventual inadequação de recebimento do benefício em questão".

A nota de esclarecimento, com o título "Nota de Esclarecimento - Fiscalização do Programa Bolsa Família", foi publicada no site da CGU às 18h54 da sexta-feira e atualizada às 19h03. Os veículos de imprensa, que divulgaram amplamente o relatório que apontou as supostas fraudes no programa social, não foram notificados da correção.

Segundo apurou o Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, o servidor do Distrito Federal e o beneficiário do programa teriam o mesmo nome, o que propiciou a confusão no cruzamento dos dados, aliado à falha no registro do CPF no Cadastro Único, base de dados que serve de referência para o programa.

No relatório, a CGU havia apontado que 248 famílias de servidores do DF tinham renda maior que a permitida no Bolsa Família e, ainda assim, eram beneficiários do programa social. O órgão de controle informou que também está reavaliando todas essas situações para evitar cancelamentos indevidos dos repasses.

Segundo o órgão, foi o Ministério da Cidadania que, ao receber a íntegra das informações, identificou possíveis "falhas cadastrais" que acarretaram em apurações de renda per capita que não correspondem renda real dos beneficiários do Bolsa Família.

"Destaque-se que essa é a situação, especificamente, de beneficiário que teria em sua composição familiar servidor do Governo do Distrito Federal (GDF) e cuja renda per capita apurada seria de R$ 27 mil, o que descaracterizaria a eventual inadequação de recebimento do benefício em questão", admitiu a CGU.

"Assim como essa situação, as demais possíveis inadequações de renda e/ou de cadastro estão sendo apuradas de forma tempestiva pelo Gestor do Programa, a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (SENARC), com a adoção das medidas pertinentes em cada uma das situações após sua apuração, e essas medidas têm o acompanhamento pela CGU até sua finalização", acrescentou a nota.

A CGU informou ainda que a dificuldade para realizar a atualização cadastral no âmbito do GDF foi "registrada em relatório" e que providências estão sendo adotadas para "viabilizar a realização dessas atualizações". A expectativa do órgão de controle é que sejam reduzidas as falhas cadastrais.

"Por fim, cabe informar que esta CGU reconhece a qualidade da gestão do Programa Bolsa Família, que, em parceria com os órgãos de controle, tem feito importantes avanços em seus processos de qualificação dos dados e de focalização do programa", disse a nota.


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

12/01


2020

STJ retoma aposentadoria de Gabrielli

Foto: Agência Brasil

Estadão Conteúdo

 

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, restabeleceu o pagamento de aposentadoria ao ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli. A decisão do STJ é provisória e tem validade até que o tribunal julgue o mérito do mandado de segurança que discute a aplicação da pena de Gabrielli, alvo de processo administrativo da Controladoria-Geral da União (CGU) relativo ao período em que presidiu a estatal. Ele ficou no comando da Petrobras de 2005 a 2012.

Gabrielli teve a aposentadoria suspensa em dezembro do ano passado após apuração da CGU verificar a sua participação na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo a CGU, o processo gerou prejuízos à empresa. Gabrielli foi enquadrado em itens relativos à improbidade administrativa e lesão aos cofres públicos.

No pedido de liminar, o ex-presidente da Petrobras argumenta que a aposentadoria como professor universitário não poderia ter sido cassada em razão de supostos atos cometidos como presidente de uma estatal, cujo regime jurídico é diferente.

O presidente do STJ avaliou que “não parece razoável a supressão da aposentadoria no cargo de professor em razão de falta ocorrida durante atividade funcional que não tenha relação com o vínculo previdenciário formado com a administração pública”.

“A pena de cassação de aposentadoria tem rigor maior do que a própria demissão, já que esta não impede o servidor de exercer outra atividade funcional nem de utilizar, no cálculo para efeitos de aposentadoria, o tempo que contribuiu para a previdência enquanto estava no cargo do qual foi demitido”, disse o presidente do STJ.


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acolher

12/01


2020

Olinda possui 98 prédios com risco de desabamento

Defesa Civil de Olinda aponta 98 prédios do tipo caixão com risco de desabamento. Nesta semana, moradores foram alertados para deixar três imóveis, em Rio Doce, e o Ministério Público recomendou desocupação do Edifício Verbena, em Casa Caiada.

Prédios em Olinda foram interditados — Foto: Reprodução/TV Globo

Por Danilo César e Priscilla Aguiar, TV Globo

 

Noventa e oito prédios do tipo caixão correm risco de desabamento, em Olinda, de acordo com a Defesa Civil do município. Nesta semana, moradores de três imóveis foram notificados a deixar as moradias, em Rio Doce, e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à prefeitura a desocupação do Edifício Verbena, em Casa Caiada, interditado desde 2001.

Na sexta-feira (10), a prefeitura se reuniu com moradores para definir o que fazer com os edifícios. Ficou decidido que moradores do Verbena vão ser cadastrados para tentar a inclusão na lista de beneficiários do auxílio-moradia.

Prédios do tipo caixão são edifícios construídos com a tecnologia de alvenaria estrutural. As paredes da edificação fazem a função de sustentação, sem a necessidade de vigas ou pilares.

Os quase 100 imóveis que estão com risco, em Olinda, ficam em bairros como Jardim Fragoso, Jardim Brasil, Casa Caiada, Bairro Novo, Jardim Atlântico e Rio Doce. Neste último bairro, há mais de 20 prédios abandonados desde 2001.

Os edifícios são particulares, apresentaram problemas na estrutura e tiveram que ser desocupados. Desde então, eles têm sido mantidos por seguradoras. Em alguns deles, é comum ver vigilantes fazendo rondas.

Segundo o procurador-geral de Olinda, Rafael Carneiro Leão, por serem particulares, os titulares das unidades acionam seguradoras. Elas podem recuperar os prédios ou pagar indenização.

“A partir desse momento, a guarda, conservação e derrubada desses prédios é de obrigação da própria seguradora. Sabemos que isso não vem ocorrendo. O que o município faz é de, diante de um prédio condenado, que não oferece condição de habitabilidade e pode ruir a qualquer momento, é de, no exercício do seu poder de polícia, promover a retirada dessas pessoas e assim vem sendo feito”, afirmou.

Em Rio Doce, entre as quadras 44 e 48, há prédios interditados. Em um deles, uma faixa avisa sobre o risco de desabamento, colocada pela Defesa Civil. Um laudo técnico foi feito, informando o perigo de se manter uma construção dessa de pé.

Segundo o secretário-executivo de Defesa Civil, Hugo Lins, um acompanhamento é realizado. "A gente faz um acompanhamento. Mas é de obrigatoriedade da seguradora responsável pela edificação a vedação e fiscalização, para evitar a ocupação, como está acontecendo nessas edificações", disse.

Esta semana, a Defesa Civil emitiu um comunicado sobre o risco de desabamento de três prédios nas quadras 62 e 66. Eles foram interditados há 19 anos.

A dona de casa Joselane Soares foi para o local com os sete filhos, em 2018, e não tem para onde ir. “Disseram que iam ajudar a gente, prometeram muitas coisas e os prefeitos, quando chega na hora, nunca cumprem, mas sabem pedir os votos da gente, sabem correr atrás, bater nas portas da gente”, afirmou.

Os moradores disseram que funcionários da prefeitura estiveram no local, nesta semana, com uma ordem de despejo e mandaram desocupar os prédios imediatamente, Entretanto, segundo o vigilante Valter Belizardo, a prefeitura não disse de que forma vai garantir uma moradia para eles.

"Era uma notificação simplesmente para retirar a responsabilidade da prefeitura. Caso acontecesse alguma coisa, a prefeitura teria avisado ao pessoal que o prédio estava condenado", declarou.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social, nesses casos, o primeiro passo é cadastrar as famílias para receber o auxílio moradia, no valor de R$ 130 mensais, o que, segundo o diretor social do benefício, Tiago Torres, está sendo feito. “De maneira cautelosa, estamos fazendo um estudo para ver a possibilidade de um auxílio”, declarou.

Respostas

Por meio de nota, o governo informou que, no primeiro semestre deste ano, vai concluir um conjunto com 160 apartamentos para contemplar moradores de Passarinho e Fragoso.

Também será entregue, segundo a administração estadual, outro habitacional, com 124 unidades, para pessoas que estão em jardim Fragoso.

Ainda segundo a nota, a Companhia Estadual de Habitação (Cehab) aponta que a responsabilidade de fiscalização dos imóveis invadidos é do município.

A Superintendência de Seguros Privados orientou que moradores registrem queixas pelo telefone ou internet sobre invasões de imóveis. O órgão recebe denúncias contra seguradoras que não estão cuidando desses condomínios.


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Prefeitura de Serra Talhada

12/01


2020

Febre aftosa: consulta pública termina na semana que vem

Vacina contra a febre aftosa. Foto: SEAPEC/ Fotos Públicas

Por Agência Brasil

 

Termina na próxima quinta-feira (16) o prazo para envio de propostas à consulta pública de revisão do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). A informação é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A consulta deve fornecer subsídios para atualização da legislação sobre mudanças do Código de Animais Terrestres da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e adequá-la ao processo de retirada gradual da vacinação contra a doença no Brasil. A última revisão das normas sobre febre aftosa ocorreu em 2007.

Entre as normas que serão atualizadas estão o controle sobre os produtos de origem animal e as restrições à movimentação dos rebanhos entre as áreas livres com e sem vacinação. Também deverão ser inseridos novos conceitos presentes do código da OIE, como a zona de contenção, que permite ao país, caso ocorra um foco da doença, isolar a área afetada mantendo a condição sanitária, a comercialização e a movimentação dos rebanhos no restante do país.

As sugestões, tecnicamente fundamentadas, deverão ser encaminhadas via Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), por meio do site do Sisman.


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12/01


2020

UE pede “total cooperação” do Irã sobre avião abatido

Investigação

Wana News Agency/via Agência Brasil

Agência Brasil

 

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse neste sábado (11) que a União Europeia (UE) “reconhece” a responsabilidade do Irã no abate de um avião civil ucraniano na última quarta-feira (8), quer “total cooperação” do Irã. Todas as 176 pessoas a bordo morreram.

“A UE reconhece as declarações feitas pelas autoridades iranianas nas quais se assumem responsáveis pelo incidente do voo PS752 da Ukraine International Airlines (UIA)”, indicou um porta-voz do Alto Representante para Política Externa da UE, em comunicado.

A mesma nota informativa acrescentou que a UE espera, e perante os compromissos assumidos pelo Presidente iraniano Hassan Rohani, que “o Irã continue a cooperar totalmente” e “realize uma investigação integral e transparente” sobre este caso, processo esse que “deve cumprir os padrões internacionais”.

Queda

Um Boeing 737 da companhia aérea privada ucraniana UIA caiu próximo da capital do Irão, Teerã, provocando a morte de todas pessoas que seguiam a bordo.

A maioria das vítimas tinha nacionalidade iraniana e canadense, mas também estavam a bordo cidadãos da Ucrânia, Suécia, Afeganistão, Alemanha e do Reino Unido.

O Irã admitiu hoje responsabilidades na queda da aeronave, tendo informado que o avião civil ucraniano tinha sido abatido inadvertidamente por militares iranianos que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerã.

A declaração de Teerã surge depois de informações avançadas por alguns países, nomeadamente os Estados Unidos e o Canadá, terem indicado, na quinta-feira, que o aparelho poderia ter sido abatido, inadvertidamente, pelo sistema de defesa antiaéreo iraniano.

Na sexta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em uma reunião extraordinária em Bruxelas convocada para analisar a escalada das tensões no Oriente Médio, não conseguiram alcançar uma posição unânime em relação ao caso do Boeing 737.

“Devem ser tomadas medidas apropriadas para garantir que um acidente tão horrível não volte nunca mais a acontecer”, frisou o comunicado, que ainda lamenta a morte “de tantas pessoas de diferentes países” e reitera as “sinceras condolências” às famílias das vítimas.


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Prefeitura de Limoeiro

12/01


2020

EUA acompanha “de perto” protestos no Irã, diz Trump

Presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca em 9 de janeiro de 2020 - AFP

Da ISTOÉ - Por AFP

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (11) que seu governo observa os protestos no Irã, desatados depois de Teerã reconhecer que derrubou um avião ucraniano, em um incidente em que morreram 176 pessoas.

“Ao corajoso e tão sofrido povo do Irã: estou com vocês desde o começo da minha presidência, e meu governo continuará estando com vocês”, tuitou Trump. “Acompanhamos os protestos de perto”, acrescentou.

Trump também pediu ao governo iraniano que evite “outro massacre de manifestantes pacíficos”.

“O governo do Irã deve permitir que os grupos de direitos humanos monitorem e informem do terreno sobre os protestos em curso do povo iraniano”, tuitou Trump. “Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos nem um bloqueio da internet. O mundo está de olho”, disse em aparente referência a uma ofensiva iraniana contra os protestos.

 

 


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Banner de Arcoverde

12/01


2020

Cervejaria fechada pelo governo federal contesta laudo

Foto: Uarlen Valério / O Tempo / Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

 

A cervejaria Backer contestou no sábado, 11, o laudo da Polícia Civil de Minas que apontou a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, produzida pela marca, e que pode ter sido a causa de uma morte e nove internações em hospitais de Belo Horizonte e da região metropolitana. Segundo o departamento jurídico da empresa, até o momento, não há prova de contaminação do produto.

Laudo da polícia divulgado na quinta apontou a presença do composto químico dietilenoglicol em garrafas da Belorizontina que teriam sido consumidas pelas vítimas. No caso de fábricas de cerveja, a substância pode ser utilizada no resfriamento de tanques ou serpentinas.

A Backer afirma que não usa o produto em sua linha de produção. Exames de laboratório já comprovaram a presença do dietilenoglicol no organismo de três pessoas que foram hospitalizadas. O laudo foi feito com base em garrafas da cerveja recolhidas na casa de possíveis vítimas.

“É importante destacar que não existe laudo pericial conclusivo sobre a presença do dietilenoglicol nas amostras analisadas pela Polícia Civil. Foi elaborada apenas uma análise preliminar. Isso significa que, até o presente momento, não existe prova de contaminação. Tanto é que tal análise não nos foi encaminhada formalmente”, afirma o advogado da Backer, Estevão Nejm.

Ministério determinou interdição e apreensão de produtos

Sob alegação de “risco iminente à saúde pública”, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fechou na sexta-feira, 10, a fábrica da Backer no bairro Olhos D’Água, região oeste de Belo Horizonte. A pasta informou que a medida foi tomada de forma “cautelar” e que “foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado”.

Em nota divulgada neste sábado, a Backer disse que, pelo caráter cautelar da medida, “a empresa não foi responsabilizada administrativamente ou penalizada judicialmente, tratando-se de uma medida meramente preventiva”.

A fábrica afirmou ainda “que segue colaborando e aguardando os resultados das investigações”, e que “conforme anunciado, vai realizar uma vistoria completa em seus processos de produção, visando o esclarecimento a toda a sociedade”.

Procurada para comentar as afirmações da cervejaria, a Polícia Civil informou que seu laudo é conclusivo.


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12/01


2020

Reforma tributária: PECs acabam com guerra fiscal

Propostas não reduzem carga e nem alteram regressividades dos impostos. 
FOTO: LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

Por Agência Brasil

 

A volta do início dos trabalhos do Poder Legislativo em fevereiro abre a expectativa de que o Congresso Nacional aprove neste ano alguma reforma tributária. Duas propostas de emenda constitucional têm mais chance de serem votadas. A PEC 45/2019 na Câmara dos Deputados, e a PEC 110/2019 no Senado Federal.

A PEC da Câmara aguarda parecer do relator na comissão especial e a PEC do Senado ainda está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), pronta para ser votada a sua admissibilidade.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as propostas são semelhantes nos seus objetivos, mas diferentes no conteúdo – abrangência, prazos de transição e grau de autonomia de União, estados e municípios de fixarem alíquotas de impostos, taxas e contribuição.

“As duas [PECs] propõem a substituição dos principais tributos de produtos e serviços – o ICMS [Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], o ISS [Imposto Sobre Serviço], o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] e o PIS[Programa de Integração Social] / Cofins [Contribuição para Financiamento da Seguridade Social] – pelo Imposto de Bens e Serviços [IBS], que é um imposto do tipo valor adicionado”, explica o economista Bernardo Appy, ex-secretário executivo e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003 – 2009) e diretor do Centro de Cidadania Fiscal, o think tank que elaborou a PEC 45 que foi apresentada na Câmara pelo deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP).

“As duas propostas tentam simplificar e tornar menos oneroso o recolhimento dos tributos, do ponto de vista da burocracia, do tempo necessário para gerir essas obrigações tributárias. E, ao mesmo tempo, promover uma uniformização tributária no âmbito federal, de modo a acabar com aquilo que tem se chamado de guerra fiscal, cujo principal elemento de disputa é o ICMS”, acrescenta Luiz Alberto dos Santos, consultor do Senado Federal e professor da Ebape/Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Conforme Appy, “as duas propostas acabam com a guerra fiscal na prática. O fim da guerra fiscal se dará ao longo da transição”, tempo que difere entre as duas propostas. No caso da PEC 45, há dois prazos. O IBS será implantado em dez anos no que diz respeito à extinção integral dos antigos tributos e a vigência plena do novo. Para a conclusão da partilha da receita do novo tributo entre os entes federativos (União, estados e municípios), o prazo é de 50 anos.

No caso da PEC 110, mais impostos são consolidados no IBS e os prazos previstos são mais céleres: seis anos para extinção de antigos tributos e dez anos para a conclusão da partilha. Essa proposta constitucional tem o mesmo conteúdo do substitutivo da Proposta de Emenda Constitucional nº 293/04, relatada pelo ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que estava pronta para ser votada em comissão em 2018.

Guerra Fiscal

Para acabar com a guerra fiscal, as duas propostas adotam o princípio da tributação no destino. Ou seja, a receita será recolhida e arrecadada pela unidade da Federação ao qual o produto se destina e não onde é produzida. “O princípio da origem daria lugar ao princípio da tributação no destino. Esse é o principal elemento capaz de reduzir a guerra fiscal”, assinala, Luiz Alberto dos Santos.

Na opinião de Bernardo Appy, esse arranjo terá efeito na produtividade das empresas e no crescimento econômico. “As empresas acabam por escolher seus centros de distribuição não por onde minimiza os custos de logística, mas minimiza os custos tributários. Do ponto de vista econômico perde produtividade, gasta mais capital e trabalho para fazer a mesma distribuição. Esse tipo de distorção deixa de existir”, garante o economista.

Ele acrescenta que “essa simplificação tem um efeito muto grande sobre o potencial de crescimento da economia brasileira. Uma parte do efeito mais evidente, o custo burocrático de pagar imposto – que no Brasil é o mais alto do mundo – por causa desses tributos sobre produtos e serviços e também da complexidade que gera muito litígio”.

Carga tributária e regressividade

No senso comum e no desejo de contribuintes e empresários, fazer reforma tributária acende a expectativa de que haverá redução da carga de impostos, taxas e contribuições. Appy e Santos afastam essa possibilidade.

“Não é intenção de nenhuma das propostas a redução de carga tributária. Vamos ter mudança na composição dos tributos e na forma de distribuição desses tributos entre os entes da Federação, como eles vão incidir em cada etapa do processo produtivo”, sublinha o consultor do Senado.

“Só dá para reduzir carga tributária diminuindo dívida pública”, pondera Bernardo Appy. De acordo com ele, “carga tributária é uma discussão de dívida pública. Se o país quer ter políticas públicas mais abrangentes, vai ter uma carga tributária mais alta. Se quer ter uma atuação menor do governo, vai ter uma carga tributária menor.”

Outra expectativa que pode ser frustrada é a possibilidade de diminuir o peso dos impostos regressivos e indiretos, que todos pagam – inclusive os mais pobres – quando compram uma mercadoria ou pagam um serviço. Ao contrário desses tributos, os impostos que taxam renda, patrimônio ou lucro pesam para os setores mais ricos da sociedade.

Conforme análise publicada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), as duas propostas, além de dar fim à guerra fiscal, reduzem litígios, simplificam e barateiam a cobrança e o pagamento de tributos, mas não resolvem “o problema da injustiça tributária, porque mantêm o caráter regressivo do sistema tributário, evitando tributar de modo mais expressivo a renda e o patrimônio.”

“É um conjunto de propostas não atinge ou não afeta algumas distorções do nosso sistema tributário, como a questão de benefícios de isenções fiscais, inclusive federais. A questão da tributação de grandes fortunas não está sendo equacionada. A regressividade do sistema vai continuar existindo”, aponta Luiz Alberto dos Santos.

Para Bernardo Appy, existe a possibilidade de “corrigir distorções” da regressividade, mas há limites para avançar. “Países em desenvolvimento não têm como tributar a renda no mesmo nível dos países desenvolvidos, porque a população é mais pobre”. O economista estima que cerca de 10% da população no Brasil paga Imposto de Renda de Pessoa Física, enquanto nos países desenvolvidos a base de arrecadação é de 90% da população.

Outras propostas

Além das PECs 45 e 110, há outras propostas tramitando no Congresso Nacional. Esse é o caso da Emenda Substitutiva Global 178/2019 assinada pelos partidos da oposição na Câmara (PT, PCdoB, PDT, PSB, PSOL e Rede). A emenda substitui o relatório da PEC 45 e é baseada no documento A Reforma Tributária Necessária, elaborado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais (Anfip), Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e Plataforma Política Social.

O documento prevê tributação da renda, da propriedade e da riqueza, das transações financeiras, de bens e serviços, da folha de pagamentos, e cria novas formas de arrecadação como a tributação ambiental e a tributação do comércio internacional.

Outra proposta de emenda constitucional é a PEC 128/2019, de autoria do deputado Luis Miranda (DEM-DF) que “altera o sistema tributário nacional”. A proposição ainda aguarda votação de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara. Se aprovada irá à comissão especial e poderá ser apensada à proposta em discussão. 


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12/01


2020

O que Salvador tem que Recife não tem ?

A curiosidade é o manejo que rega a vida desafiante de repórter. Os elogios do empresário João Carlos Paes Mendonça ao modelo de gestão posto em prática em duas capitais nordestinas, Salvador e Fortaleza, na entrevista ao blog, acabou me despertando a curiosidade de alma jornalística.

Vou conhecer as duas experiências para relatar aos meus leitores e ouvintes do Frente a Frente. Já nesta segunda-feira, aterrisso em Salvador de mala e cuia. Passo a semana inteira por lá. Fico perguntando: que diabo encantou tanto JCPM em Salvador? O que ACM está fazendo para se manter na liderança do ranking dos melhores prefeitos de capitais?

E o governador Rui Costa, o que o faz ser diferente do PT? Um gestor moderno e ousado, cujo maior desafio começou a tirar do papel: a moderna ponte ligando Salvador a Itaparica, criando, assim, um novo corredor turístico no Nordeste.

A próxima etapa, Fortaleza, estou agendando para fevereiro. Paes Mendonça disse que a capital cearense vive um boom econômico, diferente do Recife, segundo ele. Na entrevista do empresário, que até hoje provoca ressonância, disse que Pernambuco virou o Estado do não.

Não pode isso, não pode aquilo, não pode nada, enfim, daí ter sendo engolido pela Bahia e o Ceará, cujo norte de gestão é atrair investidores e facilitar a entrada de empresas e capital.

Salvador e Fortaleza vão, com certeza, render uma boa pauta. Disso, não tenho a menor dúvida. Os relatos das boas novas que verei na capital baiana meus leitores vão acompanhar em tempo real tão logo eu vá entendendo a nova plasticidade administrativa da cidade.


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12/01


2020

Iranianos saem às ruas para protestar contra governo

Foto: Reuters/Divulgação/Via Agência Brasil

Por Agência Brasil

 

Milhares de pessoas saíram às ruas de Teerã, no sábado (11), para protestar contra o governo iraniano. A manifestação foi causada pela indignação com o fato de militares iranianos terem derrubado, por engano, na última quarta-feira (8), um Boeing 737 da companhia Ukraine Airlines que transportava 176 pessoas de várias nacionalidades. Mais cedo, o presidente Hassan Rouhani admitiu publicamente a responsabilidade iraniana, afirmando que o avião foi derrubado “por acidente”, ao ser confundido com um míssil.

Entre os passageiros e tripulantes do avião havia dezenas de iranianos. Segundo a emissora pública de TV do Japão NHK, os manifestantes ficaram furiosos com o que eles chamaram de tentativa do governo de encobrir o fato de que vários mortos eram cidadãos iranianos. Eles criticaram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, gritando “Morte ao ditador”.

Mais cedo, logo após Hassan Rouhani admitir que o Irã abateu o avião, Khamenei divulgou uma nota em que atribui o incidente a um “erro humano” o “trágico acidente”.

Os manifestantes disseram que o governo provavelmente sabia desde o início o que realmente aconteceu, mas que mentiram sobre os fatos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta no Twitter para comentar a situação no Irã. “Ao corajoso e sofredor povo do Irã: estou ao seu lado desde o início do meu mandato e meu governo continuará ao seu lado. Estamos acompanhando de perto seus protestos e somos inspirados por sua coragem”, escreveu Trump em um primeiro tuíte. “O governo iraniano deve permitir que grupos de direitos humanos monitorem e denunciem fatos sobre os protestos em andamento. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos, nem um desligamento da internet. O mundo está assistindo”, acrescentou o mandatário norte-americano.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também usou as redes sociais para comentar os protestos. “A voz do povo iraniano é clara. Eles estão fartos das mentiras, da corrupção, da inaptidão e da brutalidade do regime do IRGC [Guarda Revolucionária Iraniana] sob a cleptocracia de Ali Khamenei. Estamos do lado do povo iraniano que merece um futuro melhor”, escreveu Pompeo em uma postagem acompanhada por um vídeo com supostas imagens dos protestos nas ruas de Teerã.

* Com informações da NHK – Emissora pública de televisão do Japão


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