O Jornal do Poder

17/10


2020

Roberto Jefferson assume candidatura de Feitosa

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, gravou um vídeo declarando apoio à candidatura do coronel Alberto Feitosa (PSC) à Prefeitura do Recife. "O Coronel Feitosa é um homem de Deus, bolsonarista raiz. Lutou para que nós vivêssemos no Brasil esse momento de paz, união da família e de enfrentamento à esquerda e aos comunistas, que conspiraram contra Cristo", chega a dizer o líder petebista. Assista ao vídeo.

O curioso é que o PTB faz parte da coligação "Recife acima de tudo", encabeçada pelo ex-ministro Mendonça Filho (DEM).


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Abreu no Zap

17/10


2020

Mendonça diz que vai criar novo acesso ao Ibura

O candidato a prefeito pela coligação "Recife Acima de Tudo", Mendonça Filho (DEM), participou, na manhã de hoje, de uma caminhada na UR-5, no bairro do Ibura, na Zona Sul da capital pernambucana. Ele conversou com moradores, comerciantes e lojistas da região e ouviu muitas reclamações. O prefeiturável aproveitou para criticar a gestão do PSB e o adversário João Campos.

“Mais uma vez, vimos aqui que o Recife que é mostrado na propaganda oficial de João Campos, que é o candidato do prefeito Geraldo Julio, não passa de uma fantasia. A cidade de verdade está abandonada, cheia de problemas. Falta saneamentos aqui nas URs, há postos de saúde sucateados. E as pessoas reclamaram muito do acesso ao Ibura. Um descaso, que vamos rever quando chegarmos à Prefeitura”, afirmou.

Mendonça Filho falou especialmente sobre o acesso à UR-1 e prometeu criar um novo acesso. “Uma subida perigosa, que atrapalha a vida de trabalhadores e estudantes. Um absurdo, já que se trata de obra simples. Não fazem melhorias por que não querem. Mas nós vamos fazer um novo acesso ao Ibura e às URs. Já comecei a discutir esse projeto com o Governo Federal. Será uma das primeiras obras que vou executar. É nosso compromisso”, disse.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Lembrem-se Mendonça votou a favor da reforma trabalhista prejudicou os trabalhadores brasileiros.


Banco de Alimentos

17/10


2020

Eduardo promete implantar saúde inclusiva no Cabo

No Cabo de Santo Agostinho, o candidato a prefeito pelo PTB, Eduardo Cajueiro, afirmou que, se eleito, a população terá uma saúde inclusiva. Ele se comprometeu a construir quatro UPAs, Hospital do Idoso e da Mulher, além de uma Clínica de Diagnóstico. 

“Sem saúde não vamos a lugar nenhum. Por isso é preciso implantar uma saúde inclusiva em nossa cidade, valorizando os profissionais e ofertando mais serviços na saúde para a população”, declarou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/10


2020

PM barra prefeito de Serra de entrar em debate

Um vídeo está circulando com intensidade em grupos de WhatsApp: o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), foi barrado por um policial militar, na manhã de hoje, quando tentava a todo custo entrar para acompanhar o debate da Rádio Cultura FM 92,9 com os candidatos a prefeito. Durante a ação, Duque chega dar um puxão no braço da esposa. A cena viralizou (assista).

Por medidas de prevenção ao novo coronavírus, as campanhas aceitaram limitar o número de assessores no prédio onde ocorria o debate. Para sua linha de sucessão, o prefeito escolheu Márcia Conrado (PT), que vem sendo criticada por faltar a entrevistas. Na rádio Líder 93,5 FM, ela furou uma conversa marcada para o programa Xis da Questão. Por esta atitude, virou piada em outro vídeo e foi chamada de "fujona".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/10


2020

Delegada perde o controle e ataca o blog

A candidata do Podemos a prefeita do Recife, Patrícia Domingos, foi questionada, ontem, pelo jornalista Rhaldney Santos, do Diario de Pernambuco, em uma entrevista ao vivo para as redes sociais sobre denúncias de irregularidades envolvendo o seu vice, Leonardo Salazar (Cidadania), enquanto ele esteve na Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, entre 2017 e 2019. A revelação foi feita em primeira mão por este blog ainda na sexta-feira (16).

Ao invés de se limitar a responder, a prefeiturável resolveu atacar o titular deste blog e negar os fatos: de que o vice que escolheu está implicado em várias ilicitudes denunciadas pelo Ministério Público de Contas e o Ministério Público de Pernambuco. Salazar foi nomeado pela prefeita Raquel Lyra em 06 de fevereiro de 2017 para o cargo de Coordenador Especial de Eventos da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, com efeitos retroativos a 02 de janeiro do mesmo ano (veja imagem que referenda a informação).

Outra questão é que o MPPE atesta, em edição do Diário Oficial datada de 17 de maio de 2019, que Leonardo Salazar, então presidente do Comitê Gestor do São João de Caruaru, estava designado para “acompanhamento e fiscalização” dos contratos, como é possível ver na imagem abaixo. Isso comprova que, por ele, passavam todos os contratos de eventos.

O que nem a delegada nem o colega de chapa conseguem explicar é a razão de Leonardo Salazar ter determinado o pagamento total dos cachês a artistas de fora de Pernambuco antes das apresentações, o que não costuma ser a prática e por isso mesmo o MP fez questionamentos. Confira, abaixo, alguns exemplos do modus operandi adotado pelo Comitê Gestor sob o comando de Salazar.

As ações de Leonardo Salazar serviram para complicar a vida da prefeita Raquel Lyra (PSDB), que hoje tenta a reeleição em Caruaru. O Tribunal de Contas do Estado chegou a instaurar uma auditoria em 2017 depois que houve o cancelamento do pregão presencial para fazer a montagem da infraestrutura da festa de São João em Caruaru.

Ao invés de nova licitação, a empresa Branco Promoções e Eventos foi contratada em caráter emergencial. Estranhamente, dois contratos foram feitos com a mesma empresa à época: um de R$ 5,12 milhões e outro de mais de R$ 3,2 milhões, conforme aponta reportagem da Rádio Jornal. Um sobrepreço de mais de R$ 6,6 mi em relação ao pregão.

O caso fez com que outras empresas, que se sentiram lesadas pelo fim súbito do pregão, encaminhassem denúncia ao TCE. No ano passado, o procurador do MPCO Cristiano Pimentel apresentou um recurso para que as contas da gestora relacionadas ao exercício financeiro de 2017 fossem rejeitadas. O órgão chegou a pedir que fosse imposta uma nota de improbidade nas contas.

Há diversas matérias na imprensa que mostram que o Ministério Público de Contas e o MPPE apontaram várias irregularidades nas contratações de diversas atrações para o São João de Caruaru, enquanto Leonardo Salazar estava no Comitê Gestor da festividade e era vice da Fundação de Cultura e Turismo da cidade e, ao mesmo tempo, referendam o posto ocupado por ele.

Confira alguns links:

Blog de Jamildo: Procurador pede rejeição de contas de Raquel Lyra pelo São João 

G1: Auditoria do TCE vai acompanhar atos relativos ao São João 2017 de Caruaru

Rádio Jornal: Estrutura do São João de Caruaru custou mais de R$ 8 milhões

Metropolitana FM: Vice-presidente é presidente e presidente e vice; entenda como vai funcionar o Comitê do São João

NE10: MPCO pede rejeição de contas por causa do São João de Caruaru 2017

Rádio Cultura do Nordeste: Ministério Público instaura inquéritos relacionados a São João de Caruaru

Blog do Mário Flávio: São João de Caruaru vira alvo de novos inquéritos do Ministério Público


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Essa Delegada é muito top. Se Deus quiser será a Prefeita de Recife. Nosso amigo Magno ta cada dia mais besta em relação a ela, deixa de ser bobo, nossa Prefeita tá acima dessa sua picuinha, Delegada Patrícia 19 para o Recife avançar sem vacilar.

Fernandes

Fora Patrícia! Fora Mendonça!

MARCOS MORAIS

Ao contrário do que você coloca na manchete dessa matéria Magno a delegada em momento algum perdeu o controle, pelo contrário ela me parece muitíssimo calma e segura em seus comentários.



17/10


2020

Patrícia nega investigações do MP e TCE sobre vice

NOTA

Ao contrário do que noticiou o Blog do Magno, o candidato a vice-prefeito do Recife pela Coligação Mudança Já (Podemos/Cidadania), Leonardo Salazar, não responde a nenhum processo por supostas irregularidades no tempo em que foi gestor do São João de Caruaru, conforme consta certidão emitida pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Leo Salazar nunca sequer foi ordenador de despesa da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru.

Na verdade houveram avanços significativos na organização do São João de Caruaru no período de 2017 a 2019, resultando em um evento mais profissional, transparente e econômico para o município, conforme consta no próprio relatório de auditoria do TCE relativo ao ano de 2019.

Resposta do blog:

Ao contrário do que a coligação encabeçada pela delegada Patrícia Domingos diz, o Ministério Público de Pernambuco atesta, em edição do Diário Oficial datada de 17 de maio de 2019, que Leonardo Salazar, então presidente do Comitê Gestor do São João de Caruaru, estava designado para “acompanhamento e fiscalização” dos contratos, como é possível ver aqui.

Outro ponto é que Salazar foi nomeado pela prefeita Raquel Lyra em 06 de fevereiro de 2017 para o cargo de Coordenador Especial de Eventos da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, com efeitos retroativos a 02 de janeiro do mesmo ano. Ou seja, por ele passavam todos os contratos de eventos.

Há diversas matérias na imprensa que mostram que o Ministério Público de Contas e o MPPE apontavam várias irregularidades nas contratações de diversas atrações para o São João de Caruaru, enquanto Leonardo Salazar estava no Comitê Gestor da festividade e era vice da Fundação de Cultura e Turismo da cidade.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/10


2020

Clarissa cobra informações sobre gastos na pandemia

A deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) ingressou com um pedido de informação na Alepe, solicitando, à Secretaria Estadual de Saúde, informações sobre o destino dos equipamentos médico-hospitalares que se encontravam nos hospitais de campanha. "O que o Estado fez com os equipamentos médico-hospitalares dos hospitais de campanha que estavam sob sua responsabilidade e que foram desativados? Foram realocados para algum depósito como no Recife, segundo reportagens, ou foram realocados para outros hospitais? Se foram, quais?", questionou.

Clarissa afirmou que vem sendo muito procurada por pessoas, se queixando da falta de leitos e de equipamentos médicos, nos hospitais da rede pública. "Visitei pessoalmente alguns hospitais de campanha e vi a estrutura adquirida durante a pandemia. A população não pode ser ainda mais penalizada. Pernambuco gastou milhões no combate ao coronavírus. Precisamos saber o destino desses equipamentos que poderiam ser utilizados para salvar vidas neste momento", enfatizou a deputada.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

MARCOS MORAIS

Engano seu Magno, nenhuma banda famosa a nível nacional sequer embarca se o cachê já não estiver depositado na sua conta. Isso ocorre pq muitas prefeituras davam calote nas bandas que uma vez feito o show não havia mais o que fazer. Por isso toda banda só vem para a cidade onde fará o show com o dinheiro depositado na conta.



17/10


2020

STJ decide sobre semente de maconha

Irineu Tamanini

A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou, em julgamento de embargos de divergência, que a importação de poucas sementes de maconha não é suficiente para enquadrar o autor da conduta nos crimes previstos na Lei de Drogas. Ao reconhecer a atipicidade da conduta, o colegiado determinou o trancamento da ação penal.

Com a decisão, tomada por maioria de votos, a seção resolveu divergência entre a Sexta Turma – que já tinha essa orientação – e a Quinta Turma – para a qual deve ser reconhecida a tipicidade da conduta de importação de sementes de maconha, por se amoldar ao artigo 33 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006).

“As condutas delituosas estão adstritas a ações voltadas para o consumo de droga e aos núcleos verbais de semear, cultivar ou colher plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de droga, também para consumo pessoal. Sob essa óptica, o ato de importar pequena quantidade de semente configuraria, em tese, mero ato preparatório para o crime do artigo 28, parágrafo 1º – impunível, segundo nosso ordenamento jurídico”, explicou a ministra Laurita Vaz, referindo-se à Lei de Drogas.

A defesa do réu entrou com os embargos de divergência por haver dissenso entre as turmas de direito penal do STJ quanto à tipicidade ou não da conduta de importar sementes de maconha em pequena quantidade.

A íntegra está disponível no site Direito Global.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/10


2020

Jornalista lança livro sobre respostas de Jesus Cristo

"O que Jesus respondeu?". Esse é o título do primeiro livro do jornalista Welington Alves, que será lançado no próximo dia 06 de novembro, às 19h, na Livraria do Ibie (Instituto Brasileiro de Inteligência Emocional), na Avenida da Integração, 31, em Petrolina.

A obra retrata que Jesus, uma figura enigmática e transformadora, foi alvo de muitos questionamentos e provocações. Sua maneira de responder era rica de didática e encadeava processos e reflexões mais amplas do que o esperado. De acordo com o autor, a narrativa apresenta reflexões sobre as conversas que Jesus teve ao longo da sua vida terrena e como tais diálogos reverberam até os dias de hoje nos campos mais íntimos de nossa existência.

A publicação ganhou versões em formatos impresso (livro) e digital (e-book). No Brasil os e-books foram distribuídos para as lojas Amazon, Apple, Kobo, Livraria Cultura, Livraria Saraiva e Google, além de importantes lojas internacionais, como Barnes & Noble, Fnac PT, Wook, Casa del Libro, Tolino, Tagusbooks, entre outras. No formato impresso, o livro está à venda no site da editora ChiadoBooks.com e nas livrarias Cultura, Travessa, Saraiva, Paulista, Livraria Martins Soares e Livrarias Curitiba. A obra também será disponibilizada nos seguintes eventos literários: Bienal do Livro de São Paulo e na Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

No próximo ano o livro será traduzido para espanhol (castelhano), e publicada e disponibilizada na Espanha e, também, traduzida para inglês e publicada e disponibilizada na Inglaterra, Irlanda e EUA.

Sobre o escritor

Welington Alves é jornalista, teólogo, escritor, empresário e tem a comunicação como missão. Atuou na televisão e no rádio por mais de 30 anos – como apresentador, repórter, locutor, diretor de jornal. É pós-graduado em Teologia Exegética do Antigo e Novo Testamento. Hoje, estuda e atua no empreendedorismo, área na qual expande suas habilidades comunicativas, visando difundir aprendizados através de cursos, palestras e livros.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


17/10


2020

Pau que dá em Chico dá em Francisco

Por Weiller Diniz*

As impurezas de algumas fontes do Ministério Público e do Judiciário, dissecadas pelo site “The Intercept”, a partir de junho de 2019, expuseram as primeiras oxidações nas tubulações da lava jato. Conspirações ferruginosas, vazamentos ilegais, blindagens poluentes para a democracia, togas contaminadas por bafejos políticos, esguichos contra o Estado de direito e outras partículas maculadas – típicas de bueiros – redundaram no entupimento institucional da operação. Isso apesar da higienização de alguns encanamentos apodrecidos.

É simplismo atribuir o afogamento da lava jato ao chafariz diversionista de Jair Bolsonaro. “Eu acabei com a lava jato porque não tem mais corrupção no governo”. A competência está além do sifão bolsonarista. A bravata ilumina apenas os rejuntes do centrão na pia central do governo. Há várias investigações que envolvem, direta ou indiretamente, alguns dutos governistas. O sumidouro de dinheiro público do filho na Alerj, os depósitos jorrados por Queiroz para primeira dama, o laranjal irrigado do PSL, o financiamento de campanhas golpistas e fake news além dos jatos de moeda corrente no acúmulo patrimonial do clã. Bolsonaro apenas fechou a torneira retórica anticorrupção, borrifada na eleição. Mas pau que dá em Chico dá em Francisco.

Na insalubre história da latrina nacional, a busca e apreensão contra o vice-líder do governo, Senador Francisco Rodrigues é um escárnio particularmente infecto. O escatológico baculejo da PF encontrou dinheiro nas nádegas do parlamentar da nova política de Bolsonaro. Em um governo de obcecados por “hemorroidas”, “ânus”, “pica do tamanho de um cometa para empurrar na gente”, “reto” e “rachadinhas”, encontrar dinheiro – sujo – no rachadão do vice-líder é vexatório. Serve a jocosidades e revela que os vícios do ofício se multiplicam em novos e velhos orifícios. Corrupção não se extingue por decreto ou bravata. Bolsonaro ficou com cara-de-bunda após as aplicações na poupança de seu aliado. Sabe-se agora, ao contrário do senso comum, ser é uma opção de altíssimo risco.

A lava jato tem seus aspersores no STF: Edson Fachin, Luiz Fux e Luis Roberto Barroso, gotejados nas conversas e encontros de Deltan Dallagnol. Barroso determinou o afastamento por 90 dias do líder de Bolsonaro, o mais novo inimigo da lava jato. A punição a Chico depende da anuência do Senado. O argumento é a tentativa de obstrução. Em novembro de 2015, Teori Zavascki foi mais rigoroso. Pela mesma razão, determinou a prisão de Delcídio do Amaral, ex-líder do PT. A decisão foi referendada pelo Plenário por 59 votos a 13. Prevaleceu a lógica do flagrante continuado e Delcídio perdeu o mandato. Se a correnteza arrastar Chico Rodrigues não poupará Francisco, o senador Flávio Bolsonaro. A única diferença é onde estava aplicado o dinheiro.

O capitão foi maior beneficiário dos desmandos da operação. Agora, instalado no poder, ele a descartou pelo sanitário, como na descarga impiedosa de Sérgio Moro. A lava jato não está comprometida apenas pela declaração de Bolsonaro. Ela vem fazendo água há tempos e a desidratação, gota a gota, é resultado dos excessos e do aumento da pressão de múltiplas mangueiras e braçadeiras. A primeira ducha de água fria no lavajatismo foi a MP da reforma administrativa, que tirou o COAF da estação de tratamento de Sérgio Moro, transferindo-o para a economia. O Congresso também aprovou a lei de abuso de autoridade e, depois, derrubou 18 vetos presidenciais.

Ainda no Senado as tentativas da lava jato de constranger o STF, com 3 CPIs da Toga e uma PEC para enquadrar o Supremo melaram nas mãos dos encanadores inábeis do “Muda Senado”. Dois nomes indicados para compor o Conselho Nacional do Ministério Público foram rejeitados pelas excessivas conexões com Deltan Dallagnol. A rejeição afrouxou as válvulas que blindavam Dallagnol no Conselho. No pacote que Sérgio Moro batizou de anticrime os deputados atiraram no esgoto as principais teses: Plea Bargain, prisão após condenação em 2 instância e o excludente de ilicitude, a licença para matar.

No Executivo a lava jato empoçou cedo. A escolha de Augusto Aras para Procurador-Geral, fora da lista tríplice e estranho à operação, foi o mais explícito registro das desconfianças presidenciais quanto ao lavajatismo. As rachaduras expostas na investigação em torno do Senador Flávio Bolsonaro forjaram as junções entre e o capitão e os garantistas do STF em detrimento de Sérgio Moro e lava jato. Lá o 01 ganhou uma liminar importante e as bisbilhotices da Receita Federal foram vedadas. O chefe da Receita foi esguichado e o motivo alegado – defesa da CPMF – não colou.

As maiores derrotas de Sergio Moro e os procuradores foram no STF. O revés mais emblemático foi a reversão do duto de R$ 2,5 bi do acordo financeiro que transferia para a lava jato a administração dos recursos repatriados dos EUA após as investigações da Petrobras. Outro ralo amargo foi a reforma da sentença de Aldemir Bendine, ex-presidente da estatal. A decisão beneficiou outras 143 pessoas que, delatadas, não falaram por último. Ícone da lava jato, a senadora apelidada de “Moro de Saias”, Selma Arruda, foi cassada pela Justiça Eleitoral por abuso do poder econômico e caixa 2. Engasgou com a mesma água insalubre que prometeu purificar.

Outro contratempo para a lava jato ocorreu em torno da possibilidade da prisão após a condenação em segunda instância, cujo debate foi desviado para a figura do ex-presidente Lula. O STF reavaliou a interpretação anterior e, por 6×5 votos, firmou que a prisão só pode ocorrer após o trânsito em julgado do processo. O tema não sai da pauta e foi reavivado agora em razão da liberdade concedida a um traficante. O projeto da Câmara prevê prisão para todos os crimes, inclusive tributário e previdenciário. Com a ampliação da cisterna punitiva é improvável que avance.

Ainda no STF os insucessos encharcaram a Segunda Turma até o atual presidente da Corte mudar o curso das águas e desembocar tudo no Plenário. A delação de Antônio Palocci, cujo sigilo foi levantado por Moro às vésperas da eleição para alargar a vazão política de Bolsonaro, foi excluída da acusação contra Lula. A delação, juridicamente, recende como um vaso entupido. Sérgio Moro foi considerado parcial no julgamento de um doleiro no escândalo do Banestado. Os empates na turma favoreceram os réus. A suspeição de Moro no caso Lula está de molho no tanque da 2 turma desde 2018.

Com tantas fossas expostas a operação lava jato vem perdendo a caudalosidade de outrora e agora goteja agônica. Depois de punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, Deltan Dallagnol abandonou a estação alegando priorizar a saúde da filha. Em São Paulo todos os procuradores identificados com a operação penduraram as ferramentas e no Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que era o candidato terrivelmente evangélico ao STF, é a última reserva da caixa d’água. O prazo para a força-tarefa de Curitiba foi prorrogado em 6 meses e, em janeiro de 2021, a fonte seca.

A indicação de um juiz de perfil legalista para o STF e o recuo na denúncia contra Arthur Lira são eloquentes golfadas sugerindo que o hidrômetro da lava jato tende a secar. A operação está marcada para a morrer antes de conseguir a infiltração da política pelo judiciário. Alguns podem arriscar carreiras políticas de maneira isolada. Organicamente a lava jato agora só enxuga gelo. Antônio Di Pietro, ídolo da lava jato e famoso pela operação mãos limpas na Itália, sabe bem como começa e como termina: canos enferrujados por todos os lados e a democracia entupida por falsos mitos.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha