FMO

20/01


2020

Do canto do axé, um exemplo de cidadania

Não conhecia nem nunca imaginei que a cantora e musa do movimento musical afro brasileiro, Margareth Menezes, fosse tão identificada com a marca do social na Bahia, só comparável a Carlinhos Brown, com sua famosa escola do mais autêntico ritmo próprio do País - o da  nação axé.

Negra, de vozeirão incomparável, premiada internacionalmente, encarnação pura da simplicidade, Maga, tratada assim pela legião de fãs no Brasil, anda pelas ruas da Ribeira fazendo cultura. Retira jovens dos seus morros, barracos e alpendres para serem gente na vida.

Enquanto aprendem uma arte para dela viver,  jovens, entre 16 e 24 anos, exibem no espaço Iaô, na própria Ribeira, alegria e felicidade. Puxados de um mundo cão, no qual o caminho acaba, infelizmente, nas drogas, esses jovens de todas as etnias batem ponto na chamada Fábrica Cultural, de Margareth e Jaqueline Azevedo, diretora do pedaço e braço direito da cantora, para o encontro rumo ao caminho do futuro.

A Fábrica Cultural é uma ONG mantida pela Maga sem fins lucrativos há 15 anos. De voz bela, estrela de coração de anjo, como definiu o poeta Sebastião Dias, prefeito de Tabira, a rainha do axé abriu o seu espaço para ensinar todos os ritmos baianos a uma geração que promete não deixar morrer nunca a cultura afro baiana.

O Mercado Iaô na rua, durante o carnaval baiano, é outra marca da Maga. O espaço, que nos últimos anos lotou a Ribeira, com shows dela e convidados, este ano não será realizado por falta de recursos. 

Diretora da Fábrica Cultural, e sócia de Margareth Menezes, Jaqueline Azevedo garante que os fãs de Maga não ficarão abandonados no verão. 

No próximo dia 8, ela é uma das atrações do projeto Concha Negra (Teatro Castro Alves) ao lado de Afrocidade e Luedji Luna. O Mercado IAÔ gera trabalhos diretos e indiretos para centenas de pessoas, como bem promove arte, cultura, lazer e informação para a população de Salvador e da Bahia.

"Estamos esperançosas que, no próximo ano, consigamos realizar muitas edições no verão", diz Margareth. Segundo ela, o Mercado IAÔ surgiu como uma proposta de ocupação de um espaço com múltiplas linguagens.
Para projetar música, teatro, poesia, artes plásticas, gastronomia, artesanato e ideias criativas, reforça ela.

A Associação Fábrica Cultural atua há mais de 15 anos na Bahia, nos eixos estratégicos de Educação, Cultura e Sustentabilidade. Tem outros projetos, como o Aprendiz em Cena, que qualifica 120 jovens na área teatral, pela lei do Jovem Aprendiz, ou seja, com carteira de trabalho assinada. Em 2019, a instituição foi credenciada como organização gestora da qualificação, fomento e comercialização do Artesanato da Bahia. 

Na arte teatral, a Maga foi buscar o que existe de melhor para transferir ensinamentos aos jovens aprendizes: o ator global e diretor de teatro, Jackson Costa, baiano formado na faculdade de teatro da Universidade Federal da Bahia.

Jackson ganhou fama com trabalhos importantes na televisão brasileira, como as novelas globais “Pedra sobre Pedra, “Renascer”, “Paraíso” e “Amor à vida”, entre outras. "Esse trabalho da Maga é sensacional e quando procurado para ensinar teatro me doei de corpo e alma", revela o ator-professor.

Maga, o coração de anjo, bem que poderia viver só dá música e pouco se lixar para trabalho social. Afinal, é famosa. Conquistou dois troféus Caymmi, dois troféus Imprensa, quatro troféus Dodô e Osmar, além de ter indicada para o GRAMMY Awards e GRAMMY Latino. 

A Maga ganhou notabilidade nos palcos da vida na interpretação da canção Dandalunda. Já fez mais de  20 turnês mundiais, e é considerada pelo jornal estadunidense Los Angeles Times, como a "Aretha Franklin brasileira".

Ainda pequena, Margareth, começou a cantar no coral da igreja local e, após conhecer Silas Henrique iniciou sua carreira artística, inicialmente como atriz, ganhando em 1985 o prêmio de "melhor intérprete" em "Banho de Luz". Posteriormente, começou a se envolver com a música, apresentando-se em bares, até que é ovacionada ao lado da Orquestra do maestro Vivaldo da Conceição.

Em 1987, gravou o seu primeiro single, lançado como LP, ao lado de Djalma de Oliveira, "Faraó (Divindade do Egito)", vendendo mais de 100 mil cópias. Após isso, Menezes deu início a sua carreira bem-sucedida, lançando 14 álbuns sendo que dois desses, Ellegibô e Kinda, alcançaram o topo da Billboard World Albums, enquanto Pra Você e Brasileira Ao Vivo: Uma Homenagem Ao Samba-Reggae, recebeu indicações ao Grammy Latino e Grammy Awards.

Em 2010, lançou  Naturalmente. Ela ainda lidera o movimento "Afropop Brasileiro", que visa preservar e promover a cultura afro-brasileira. Todos os anos, a cantora leva seu trio elétrico, um dos mais tradicionais, às ruas de Salvador.

O trabalho que abraçou no espaço do bem querer e do bem fazer a faz feliz e a engrandece. "Não poderia ser feliz sem fazer algo pelo meu povo, minha rica nação afro baiana", diz, com os olhos marejados. O leitor percebe, portanto, que a Maga é desprovida e cumpre, nas horas vagas do seu canto, o papel de cidadã exemplar.

Viva Margareth Menezes! Viva a Maga!


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

20/01


2020

A Família Arraes em Guerra

Antigas diferenças políticas opõem o sobrinho João e o tio Antônio na política pernambucana.

O Estado de S. Paulo
Por Vinícius Valfré 

A família Campos-Arraes, uma das mais tradicionais forças da política brasileira, rachou. As brigas viraram públicas – em dezembro, o deputado federal João Campos (PSB-PE) atacou seu tio, Antônio Campos, na Câmara.

O núcleo de uma das mais tradicionais famílias da política brasileira vive uma briga fratricida. Os atritos superaram o terreno privado do clã Campos-Arraes e a lavação de roupa suja se tornou pública. Antigas diferenças políticas se converteram em um fogo cruzado que é influenciado pela polarização nacional e se volta até mesmo contra o legado do seu quadro mais proeminente, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na campanha presidencial de 2014.

As divergências alcançaram outro patamar depois que o deputado federal João Campos (PSB-PE), filho de Eduardo, atacou o tio, o advogado Antônio Campos, o Tonca, em dezembro passado, na Câmara dos Deputados. Em reunião da Comissão de Educação, o ministro da área, Abraham Weintraub, lembrou ao parlamentar que Antônio contribui com o governo que ele critica porque é presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”, retrucou o deputado, em referência ao tio.

Tão duro quanto o tom foi a forma. Em Pernambuco, “sujeito” pode não significar meramente uma pessoa indeterminada, mas alguém desqualificado socialmente. Nos bastidores, políticos da região disseram que essa expressão pesou mais do que qualquer coisa porque chamar alguém de sujeito, naquele Estado, equivale quase a um palavrão.

Mãe de Eduardo Campos, a ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) Ana Arraes comprou a briga do filho e repreendeu o neto publicamente, numa rara entrevista concedida ao jornalista Magno Martins, na Rede Nordeste de Rádios, no início do mês. Disse ter ficado “entristecida” e “indignada” com a “má educação” e com a “prepotência” do neto, com quem parou de falar.

O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, interferiu na tentativa de atuar como uma espécie de bombeiro. Amigo de Ana Arraes e também pernambucano, Múcio disse a Antonio e a João Campos, em conversas separadas, que era melhor serenar os ânimos porque em briga de família não há vencedores. Todos perdem, concluiu. Os conselhos, porém, não adiantaram. No rodízio do tribunal, Ana substituirá Múcio na presidência da Corte, no próximo ano.

Antes mesmo de a mãe tomar partido no conflito, Antônio Campos havia soltado uma nota por meio da qual acusava o sobrinho de ter sido “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht”. Antônio disse, ainda, que Pernambuco precisava conhecer o “lado obscuro” do sobrinho e da viúva de Eduardo, Renata Campos. João é considerado um representante da “nova política”, ao lado dos deputados Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES).

"Nova namorada". Ao Estado, Antônio admitiu que a confusão não é boa para a família, mas continuou com as críticas e provocou o sobrinho. “Ele quis se mostrar para a sua nova namorada, a deputada Tabata Amaral”, disse o tio. “Foi um ataque gratuito porque estava fora do contexto. Fui o homem que mais defendeu o pai dele, inclusive no complexo caso dos precatórios, em que Eduardo teve denúncia rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal. E, hoje, eu o vejo abraçado e defendendo vários que chamavam o pai dele de ladrão. Não consigo entender.”

O PSB de João Campos atua no espectro da esquerda. Antônio, por sua vez, é crítico dos petistas e de alianças com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vejo o governo Bolsonaro saneando muita coisa errada feita na era PT. O Brasil precisava virar essa página, que a coragem de Bolsonaro tem realizado. Tenho mais convergências do que divergências com o presidente”, disse o advogado.

Políticos próximos de João Campos admitem que os dois lados da família saem perdendo com a briga, mas contam que as divergências são antigas. Tonca não tem boa relação com o núcleo de Eduardo desde antes de 2014. Mas, como o ex-governador emprestava sua habilidade política para apaziguar os ânimos, o clã permanecia unido.

O que não era tão ruim piorou em 2016, quando Antônio quis disputar a prefeitura de Olinda. Perdeu no segundo turno e se queixou da falta de apoio do PSB, além da suposta influência da viúva Renata contra ele. Na avaliação do irmão de Eduardo Campos,
“(...) Hoje, eu o vejo (João Campos) abraçado e defendendo vários que chamavam o pai dele (Eduardo) de ladrão. Não consigo entender.”

Antônio Campos

ADVOGADO E TIO DE JOÃO CAMPOS


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Fernandes

Isso é política, Eduardo trouxe Joaquim Francisco para o PSB, e você não disse nada. Eduardo sabia agregar já você...


acolher

20/01


2020

Coluna desta segunda na Folha

Pernambuco já viveu o boom baiano

O boom que a Bahia vive, hoje, revelado numa série de postagens no meu blog, Pernambuco já viveu também com Eduardo Campos (PSB). Seus dois mandatos abriram um novo paradigma em gestão pública. Aproveitando o momento político e econômico que o País vivia, o apoio de Lula e a alta das commoditeis, o ex-governador investiu R$ 18 bilhões em obras no Estado, com recursos azul e branco, operações de crédito nacionais e internacionais e repasses da União.

Com ele, o Estado pulou para o quarto do País a receber mais investimentos e sua economia subiu para a 10ª posição no ranking nacional. Abriu quatro novos grandes hospitais, três na RMR e um em Caruaru, 25 UPAS e UPAES. Fez o Estado a ter a melhor educação pública do País abrindo escolas em tempo integral e escolas técnicas. Levou estudantes para aprender línguas no Exterior, abriu cursos de Medicina na UPE em Garanhuns e Serra Talhada e criou o Pacto pela Vida, premiado pela ONU.

Mais água – Na era Eduardo, Pernambuco foi destaque pela maior obra hídrica do País, à frente o competente ex-presidente da Compesa, Roberto Tavares. Construiu a rede de distribuição de água de Pirapama, reduzindo o racionamento de água no Grande Recife. Tirou do papel a Adutora do Pajeú e fez o maior conjunto de adutoras do País. Em Suape, investiu R$ 2 bilhões em sua infraestrutura.

Estrada da Batalha – No trânsito, o Governo Eduardo transformou a vergonhosa saída do Recife para o litoral Sul com a Estrada da Batalha e abriu uma via pedagiada para Porto de Galinhas e Suape, a chamada Rota do Atlântico. Em sua gestão, Suape foi a China brasileira, atraindo bilhões de reais em investimentos, como refinaria, polo petroquímico, estaleiro e empresas de energia eólica.

Industrialização – No pico das obras em Suape, 60 mil trabalhadores se deslocavam diariamente no Grande Recife para trabalhar em Suape. A interiorização da indústria virou realidade. Vitória de Santo Antão atraiu a Sadia, hoje BRF, a Metalfrio, a Rocca, dentre outras. Goiana virou centro cosmopolita com a Fiat/Jeep, hoje maior item de exportação do Estado, gerando 12 mil empregos.

Novo polo – Goiana também recebeu um investimento bilionário: a fábrica de vidros Vivix. Igarassu e Itapissuma viraram polos cervejeiros com a instalação da Ambev e a ampliação da Heineken, à época Brasil Kirin. Eduardo abriu o Gasoduto e outras cidades ganharam investimentos, como Limoeiro, Glória e São Lourenço.

Lado ruim – Eduardo duplicou as estradas de Caruaru a Toritama e de Recife a Carpina, mas cometeu erros também. O presídio de Itaquitinga virou assombração, o BRT, ao contrário da Bahia, não obteve resultado, o pólo farmoquímico se resumiu a Hemobrás e a Arena virou um problemão.

QUADROS – Mas como Moura Cavalcanti, Eduardo sabia montar equipe e revelar quadros. Quem eram Geraldo e Paulo? Danilo, Tadeu e Carreras entraram na política pelas mãos dele. Eduardo teve a capacidade de descobrir Fred Amâncio, Roberto Tavares, Ricardo Dantas, Milton Coelho e Márcio Stefanni, coringas dele.

Perguntar não ofende: Quando Pernambuco voltará a ter um novo Eduardo Campos?


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marcos

Lula o carniça manda Gleisi a amante Coxa abrir uma igreja de crente, e dá nome a nova congregação. PTcostal.

marcos

O choro é livre e a Fake mortadela também.

Fernandes

Escândalo: Paulo Guedes falsificou cálculos da Previdência. Estudo de pesquisadores mostra como o governo falsificou dados para aprovar a reforma da Previdência.

Fernandes

Cliente do chefe da Secom vira líder em recebimento do governo. A agência de publicidade Artplan recebeu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) R$ 70 milhões entre 12 de abril e 31 de dezembro de 2019. A quantia é 36% superior ao que a empresa recebeu em 2018. A agência é cliente da empresa do responsável pela pasta, Fabio Wajngarten. As informações foram publicadas pela Folha de S. Paulo.

Fernandes

Brasil perde com acordo EUA-China e com indicação para a OCDE. Agronegócio deve ser duramente afetado pela queda nas exportações e possível inclusão na OCDE – que pode levar até cinco anos – submeterá o País a uma série de exigências. General Heleno sobre Bolsonaro: O cara não sabe nada, pô, é um despreparado.Durante um jantar com empresários.


Prefeitura de Serra Talhada

20/01


2020

Rorró sinaliza candidatura em Floresta

A ex-prefeita do município de Floresta, Rorró Maniçoba, quebra o silencio e se manifesta oficialmente em relação à política local. Mãe de todos nós, como é conhecida pela população do município sertanejo, Rorró esteve em vários lugares, conversou com populares e ouviu suas queixas. Diante do que viu e ouviu, a ex-gestora resolveu se manifestar e por meio de carta falou de seu sentimento, sobre tudo, alimentou a esperança do povo de que ela vai entrar na disputa pela prefeitura no pleito eleitoral de outubro deste ano.

Leia a integra da carta:

Povo do meu coração, Escrevo esta carta para revelar o sentimento que hoje habita o meu interior, o meu coração. Em primeiro lugar, quero renovar meu compromisso com todos os filhos desta terra.

Sempre dediquei o meu melhor à Floresta, todas as minhas energias e todo o meu amor.

Realizamos obras por toda cidade, calçamento, asfalto, estradas, garantimos remédios e médicos nos postos de saúde, educação de qualidade, assistência ao homem e à mulher do campo, investimos na juventude, na capacitação e no social, onde sempre distribuímos esperança e crença no amanhã.

No entanto, tenho caminhado nas praças, nos bairros, nas ruas. Na cidade e na zona rural. E em cada esquina, em cada lugar, em cada casa que visito, tenho ouvido e sentido o quanto a nossa cidade está esquecida, abandonada, mal administrada. Confesso que o meu coração se enche de tristeza com a forma como estão tratando nossa querida cidade.

Neste ano que se inicia, assumo o compromisso de, mais uma vez, com a ajuda de vocês, resgatar a autoestima, recuperar o que foi perdido, reconstruir o que foi destruído, e apontar para a construção de novas conquistas. Assumo o compromisso com o futuro. Com as novas idéias e com a esperança em dias melhores que estão por vir.

Em meu coração não há espaço para ódio, perseguição e muito menos medo.

Temos força, temos garra, perseverança e fé em Deus para construir a volta do cuidado, com carinho. A volta do respeito e do trabalho por Floresta.

Com Carinho e de Coração,

Rorró – Floresta, janeiro de 2020


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20/01


2020

Meta do CO2 do Brasil está ameaçada

Impacto do clima em áreas protegidas ameaça meta de CO2 do Brasil. Cientista mapeou fragilidade de terras indígenas e unidades de conservação, que podem absorver menos carbono.

Queimadas próximo a reserva indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo
O Globo - Por Rafael Garcia

A ameaça da mudança climática às áreas protegidas do Brasil pode comprometer os esforços do país para reduzir suas emissões de CO2, afirma o ecólogo David Lapola, da Unicamp.

Após mapear a fragilidade de terras indígenas e unidades de conservação diante do aquecimento global, o cientista diz que a crise do clima provavelmente já está causando distorções nas emissões que o Brasil reporta internacionalmente. Isso porque a quantidade de CO2 que a floresta Amazônica consegue absorver, na avaliação do cientista, pode já estar sendo afetada.

O problema ocorre porque, ao relatar as suas emissões de gases do efeito estufa, o Brasil subtrai a remoção de CO2 do ar que, supostamente, está sendo feita pela floresta em crescimento nas áreas protegidas. Em 2018, por exemplo, o país emitiu 1,9 gigatonelada de CO2, sobretudo com desmatamento, mas reportou apenas 1,4 gigatonelada, porque descontou 0,5 de remoções.

O aquecimento global em si, porém, implica uma grande incerteza sobre esse valor, porque não se sabe exatamente quanto as florestas continuarão crescendo se a emissão de CO2 continuar subindo.

A alta concentração de CO2, por si só, é benéfica para a floresta, porque aumenta a quantidade de carbono disponível no ar, que a planta captura via fotossíntese e usa para produzir biomassa vegetal. É o fenômeno que cientistas chamam de “fertilização de carbono”. Ninguém sabe bem ainda, porém, se essa vantagem será anulada por problemas que a mata vai enfrentar no clima, como estresse hídrico e eventos como grandes incêndios.

Experimentos de “fertilização de CO2” já mostraram que, em florestas de clima temperado, é possível que as plantas se beneficiem do CO2. Numa floresta tropical como a Amazônia, porém, fatores como a pobreza de nutrientes no solo podem impedir a mata de capturar todo o carbono que se espera.

Confira a íntegra aqui: Impacto do clima em áreas protegidas ameaça meta de CO2 ...


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Prefeitura de Limoeiro

20/01


2020

BNDES encerra linha de R$ 4 bilhões para segurança

O repasse biliionário não liberou sequer um real. Lançado em 2018, programa esbarrou em falta de interesse, entraves burocráticos, desinformação e mudança nos governos estaduais.

Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

O Globo - Por Marco Grillo

Uma ação do BNDES que previa o repasse de R$ 4 bilhões para estados e municípios investirem em segurança pública foi encerrada, depois de um ano e meio, sem liberar sequer um real. A nova gestão do banco decidiu mudar o eixo de atuação na área, trocando a oferta de recursos bilionários por ações direcionadas, cujos resultados possam ser acompanhados mais de perto.

Lançado em maio de 2018, ainda no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o programa BNDES Pró-Segurança Pública tinha o objetivo de oferecer crédito para que estados e municípios comprassem equipamentos de segurança. A lista do que poderia ser adquirido foi determinada pelo Ministério da Justiça. O projeto, no entanto, fracassou após não ser endossado por governadores e prefeitos.

Entraves burocráticos — como a demora de um ano na publicação de uma portaria para regulamentar o programa — e de comunicação atrapalharam o desempenho.


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Banner de Arcoverde

20/01


2020

Fuga de presos: desconexão entre Brasil e Paraguai

Análise: Fuga de integrantes de facção revela desconexão entre Brasil e Paraguai

Ações de combate ao crime na fronteira entre os dois países são objeto de queixas

Foto: Terceiro / Agência O Globo
O Globo - Por Chico Otavio

RIO - A fuga da penitenciária de Pedro Juan Caballero expõe o descompasso entre os governos do Brasil e do Paraguai no combate às organizações criminosas que atuam na fronteira.

Autoridades paraguaias se queixam de que o país vizinho alega falta de vagas para rejeitar sempre a extradição de presos brasileiros pertencentes a uma das principais facções criminosas nacionais.

No Brasil, porém, a fuga reforça a suspeita de que as instituições paraguaias estão contaminadas pela corrupção. Os presos abriram um túnel, mas poderiam facilmente ter escapado à luz do dia pela porta da frente do presídio.

Em novembro, na “Operação Patrón”, a força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro identificou uma extensa lista de agentes e autoridades paraguaias que teriam recebido propina para fazer vista grossa ao megaesquema de tráfico de cocaína e pasta-base envolvendo o empresário brasiguaio Antônio Joaquim da Mota, o Tonho, em Pedro Juan Caballero. Tonho foi acusado de dar cobertura à fuga do doleiro Dario Messer. Essa operação, na qual foi pedida a prisão de Horário Cartes, ex-presidente paraguaio, abriu uma crise diplomática e aprofundou as desconfianças mútuas na tentativa de definir estratégias conjuntas.


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20/01


2020

"Se houve sabotagem, foi de forma contínua", diz delegado

Cervejaria Backer

Reportagem do "Fantástico" mostrou que 500 mil litros da bebida estão parados na Cervejaria Backer

Cervejaria Backer em Belo Horizonte, Minas Gerais Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP

O Globo

O delegado responsável pelas investigações na cervejaria Backer, Flávio Grossi, da Polícia Civil de Minas Gerais, disse à reportagem do “Fantástico” que foi ao no domingo que “se houve uma sabotagem, ela foi realizada em longo prazo, de forma contínua”.

Segundo ele, que disse não descartar nenhuma linha de investigação no momento, isso justificaria o fato de vários lotes terem sido contaminados com o dietilenoglicol em tempos diferentes — a substância foi parar em 32 lotes de 11 rótulos produzidos pela Cervejaria Backer, em Belo Horizonte.

Devido aos riscos à saúde humana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram a interdição de todas as cervejas produzidas pela empresa com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020.

Na fábrica

O “Fantástico” também entrou na fábrica da Backer e constatou que 500 mil litros estão parados dentro das instalações da marca, que tem 70 tanques de fermentação e 140 funcionários.

Segundo a reportagem, em 2019, a Backer produziu cinco milhões de litros de cerveja para suas 18 marcas. A Belorizontina, onde inicialmente foi detectada a substância tóxica, representava 70% das vendas.

Na última quinta-feira, foram confirmadas outras duas mortes em decorrência do consumo da cerveja contaminada. Ao todo, são quatro mortes e 15 pessoas internadas em estado grave.

A síndromenefroneural, como é chamada a intoxicação provocada pela ingestão do dietilenoglicol, começa com sintomas como mal-estar e dores abdominais. Logo, os rins param de funcionar, e o paciente não consegue mais urinar.

Depois aparecem sintomas neurológicos, como problemas de visão e paralisia facial, que pode evoluir e chegar a todo o organismo. Nos casos mais graves, a pessoa só respira com a ajuda de aparelhos.

Uma das vítimas, o professor universitário Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, teve os primeiros sinais de recuperação registrados na reportagem do “Fantástico”. Internado desde o dia 23 de dezembro do ano passado, ele chegou a perder todos os movimentos do corpo, mas já conseguia mexer as pernas na cama do hospital.

— Ele sempre foi praticante de atividade física diária, uma pessoa muito forte mesmo, e você vê ele ali numa cama de CTI, um sofrimento do outro mundo, não podendo mais falar, se mexer — diz sua mulher, Flávia Schayer Dias, que mantém as esperanças: — Hoje eu tenho a certeza que ele vai sair curado, apesar de a equipe médica, alguns médicos virem falar que ele realmente vai ficar com sequela, eu tenho certeza de que ele não vai. Existe milagre.


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20/01


2020

Guedes participa hoje da abertura do Fórum em Davos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Representante do governo brasileiro no Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes, chefes de Estado e empresários em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, participará nesta segunda-feira (20) à noite (horário local) da abertura do evento. De terça-feira (21) a quinta-feira (23), o ministro falará em painéis e terá encontros com presidentes de multinacionais.

Segundo o Ministério da Economia, as apresentações de Guedes se concentrarão em dois aspectos: a redução do déficit fiscal no primeiro ano de governo e o aprofundamento das reformas estruturais que, segundo ele, ajudarão a economia a recuperar-se e acelerará a criação de empregos.

O ministro chegou à Suíça na sexta-feira (17) e passou o fim de semana em Zurique, sem compromissos oficiais. Na quinta-feira (16), Guedes participou de reunião na Mont Pelerin Society, na Universidade de Stanford, na Califórnia. A entidade é conhecida como um centro de pensamento de ideias liberais. Ele partiu dos Estados Unidos diretamente para o Fórum Econômico.

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, não participará da edição deste ano do encontro em Davos. O BC não informou os motivos para a decisão. No ano passado, Campos Neto, que só tomou posse no comando do Banco Central em março, dois meses depois do Fórum Econômico Mundial, integrou a delegação brasileira na condição de convidado.

Da Suíça, o ministro deverá ir para Nova Délhi, capital da Índia, onde se encontrará com o presidente Jair Bolsonaro, que visitará o país asiático entre os dias 24 e 27. O Ministério da Economia ainda não confirmou se Guedes emendará as duas viagens. Caso vá à Índia, o ministro só retornará a Brasília no dia 28. Segundo o Itamaraty, a viagem terá como destaque a assinatura de 10 a 12 acordos comerciais entre Brasil e Índia.

O presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado, no início do mês, que iria ao Fórum Econômico. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o cancelamento da viagem não foi provocado exclusivamente por questões de segurança. Aspectos econômicos, políticos e internacionais, como o agravamento das tensões no Oriente Médio, contribuíram para a decisão.


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20/01


2020

Fuga de presos: brasileiros no Paraguai relatam preocupação

Estudantes que moram em Pedro Juan Caballero afirmam que se trata da primeira fuga em massa, mas consideram cidade segura.

Sacos de areia encontrados em cela, após fuga de integrantes do PCC no Paraguai – Reprodução

Por Ludmila Honorato, do Estadão

Brasileiros que estudam em Pedro Juan Caballero consideram a cidade que faz fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, tranquila. Essa rotina de aparente calmaria, porém, foi interrompida neste domingo, 19, com a fuga de 75 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária Regional.

Embora o presídio fique distante do centro, eles relatam que a população tem medo de que residências sejam invadidas. Morando no Paraguai há quatro ou cinco anos, os jovens vivenciaram hoje a primeira fuga em massa de presos e a maioria fala à reportagem do Estado sob anonimato com receio dos desdobramentos do caso.

Esses estudantes integram um grupo de pelo menos 12 mil pessoas que saíram do Brasil para cursar Medicina no país vizinho. O movimento transformou Pedro Juan Caballero nos últimos dois anos.

"Por enquanto, está tudo normal, mas a população está com medo de invasão nas residências ou assaltos. Geralmente, quem faz isso aqui são essas pessoas que estavam presas, porque na cidade não tem assalto nem nada, é seguro. Mas agora que estão soltos, fica a insegurança", conta uma estudante de 21 anos que há quatro mora na cidade. Ainda assim, ela saiu de casa na tarde deste domingo para ir ao centro do município.

O policiamento foi reforçado e a estudante conta que havia muitas viaturas policiais na região. Outro estudante brasileiro relatou que poucas pessoas estavam nas ruas da cidade na tarde deste domingo. "Mas muitas não têm medo, a cidade é muito segura e dificilmente acontece algo com quem não tem envolvimento com tráfico", afirma.

A interna do curso de Medicina Lilian Batista de Oliveira, de 25 anos, reforça que, no geral, Pedro Juan é uma cidade bem tranquila e só se torna perigosa para quem "se envolve com coisa errada". "Eu nunca vejo [essas situações] afetarem de maneira direta. Quando acontece alguma coisa na fronteira, a gente fica com medo, mas nunca vi algo diretamente", diz. Ela conta que mora há cinco anos no município sem ter tido qualquer problema relacionado à segurança local. "No meu apartamento não tem garagem, meu carro ficou na rua durante cinco anos e nunca tocaram nele."

Do lado brasileiro da fronteira, o medo também existe diante desse cenário, segundo conta a estudante Vanessa Sibely, de 21 anos. "A população fica assustada, sim, mas não é muito comum acontecer coisas desse tipo que tenha grandes mobilizações", diz. Ela mora na divisa dos países há quase cinco anos e afirma nunca ter passado por uma situação de perigo. "Evito sair muito à noite, não vou dizer que a cidade não tem seus perigos, mas me sinto segura onde moro. Ao sair, seja para onde for, sempre tento ser cuidadosa."

De férias com a família no Brasil, um estudante de 26 anos que cursa Medicina em Pedro Juan Caballero relata que, para ele, o cenário quase não afeta a rotina acadêmica. "Mas para a população que convive com isso diariamente, assusta por aumentar o número de crimes devido à disputa entre facções pela fronteira. Mas ficamos preocupados, sim, porque é um grande número de fugitivos e, como sabemos que é uma área muito disputada, os riscos aumentam", conta.

No dia a dia, ele afirma que, apesar de toda a segurança da cidade, prefere se reunir com os amigos em casa. "Assim temos controle e segurança em saber quem frequenta nossa casa e não nos causará problemas."


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