FMO

18/01


2020

Manifestações antissemitas crescem no mundo

Símbolos nazistas e manifestações antissemitas crescem no mundo. EUA e Europa são palcos de atos de violência e de vandalismo; pesquisa aponta existência de 334 células nazistas no Brasil.

O ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim: demissão depois de uso de trechos de textos do nazista Goebbels

Da Veja - Por Denise Chrispim Marin 

Ao parafrasear texto de Joseph Goebbels, o execrável ministro da propaganda de Adolf Hitler, em um vídeo de lançamento do Plano Nacional das Artes, Roberto Alvim exprimiu uma afinidade com o ideário nazista que não deixou outra solução ao governo de Jair Bolsonaro senão demiti-lo do cargo de secretário da Cultura. Sua iniciativa, infelizmente, não está isolada. Na Europa e nos Estados Unidos, discursos de ódio e atos de antissemitismos acompanhados pelos símbolos do nazismo têm aparecido cada vez mais nas ruas, quase sempre com demonstrações de violência, e alarmando governos e entidades de direitos humanos.

Os mais trágico episódio deu-se na noite de 28 de dezembro na casa do rabino Chaim Rottenberg em Monsey, no estado de Nova York, durante a celebração do Hanukkah. Um homem ingressou nessa residência e esfaqueou cinco pessoas. Dias antes, um mercado de comida judaica em Jersey City, no vizinho estado de Nova Jersey, fora alvo de uma artilharia que vitimou três pessoas. Como não bastasse, a proliferação de suásticas e de discurso de ódio popular neste início de ano do Queens, na cidade de Nova York, está em investigação desde o último dia 14 por ordem do governador Andrew Cuomo. “Este gritante ato antissemita pretende incitar e espalhar o câncer do ódio, que tem permeado esta nação nos últimos anos”, afirmou.

Relatório do Centro para o Estudo do Ódio e Extremismo da Universidade do Estado da Califórnia apontou que os crimes de ódio antissemita em Nova York, Los Angeles e Chicago – as três maiores cidades do país – estão prestes a atingir o pico em 18 anos. O total desses crimes no ano passado em Nova York, onde está a maior comunidade judaica das Américas, aumentou cerca de 20% em comparação com 2018, segundo a polícia local.

Na Europa, que padeceu diretamente os terríveis males causados pelo nazismo, os casos se repetem com força equiparável aos dos Estados Unidos. Relatório do Comitê Nacional Consultivo de Direitos Humanos da França de maio de 2019 apontou aumento de mais de 74% nos atos de antissemitismo em 2018, comparado ao ano anterior – de 311 para 541 casos. Na Alemanha houve 1.646 ataques no mesmo ano, com 62 ataques físicos contra 37, em 2017, segundo o Observatório de Direitos Humanos (HRW), enquanto no Reino Unido foram registrados 1.652 incidentes em 2018.

Em 4 de dezembro passado, na cidade francesa de Westhoffen, mais de 107 lápides de um cemitério judeu foram pichadas com imagens de apologia ao nazismo. Os vândalos também grafaram inscrições do número “14” nas lápides, em referência ao slogan de 14 palavras do supremacista branco americano David Lane, que morreu em 2007 enquanto cumpria pena de 190 anos de cadeia por conspiração, falsificação e extorsão, dentre outros delitos. O bordão foi inspirado em um trecho do livro Mein Kampf, de Adolf Hitler. 

No mesmo dia, a 20 quilômetros dali, a prefeitura e a sinagoga de Schaffhouse-sur-Zorn foram vandalizadas por neonazistas. Essa cidade e a vizinha Westhoffen estão na região da Alsácia, na fronteira com a Alemanha, onde pelo menos outros dois incidentes semelhantes tinham ocorrido desde dezembro de 2018.

A percepção de aumento de atitudes antissemitas na Europa tem gerado temor na comunidade judaica. Mas os imigrantes vindos do Oriente Médio e da África, outras vítimas contumazes do discurso de ódio e da virulência de grupos neonazistas/supremacistas, nem sempre contam com a proteção do Estado. Ao contrário, têm sido alvos de medidas de governos, como o da Hungria, que restringem o acesso de deles.

O aumento da imigração desde 2015, quando milhares de refugiados sírios e de outros países árabes fugiram desesperadamente para a Europa, gerou resistências locais e alimentou o crescimento de partidos de extrema direita, como o alemão Alternativa para a Alemanha e o húngaro Fidesz, que levou o ultraconservador Viktor Orbán ao poder na Hungria.
No Brasil, há 334 células nazistas, segundo mapeamento realizado pela antropóloga Adriana Magalhães Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse universo se divide em 17 movimentos, entre os quais os hitleristas, supremacistas/separatistas, negadores do Holocausto e seções locais da Ku Klux Klan. A maior concentração está em São Paulo, com 99 grupos, em Santa Catarina, com 69, no Paraná, 66, e Rio Grande do Sul, 47.

Desde 1997, a lei 9.459 ampliou o escopo dos crimes de racismo no país e também incluiu como delitos “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”. A legislação foi aplicada no caso do fazendeiro José Eugênio Adjuto, de Unaí (MG), que sentou-se em um bar com um símbolo nazista pregado na manga da camisa. Mas os números evidenciados na pesquisa da Unicamp e as manifestações de apoio ao pronunciamento de Roberto Alvim nas redes sociais indicam ser necessária a atenta e rápida aplicação da lei no país.


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

18/01


2020

Reações ao vídeo de Alvim foram imediatas

Representantes de setores da sociedade civil pediram a demissão do então secretário de Cultura. No vídeo, Alvim citou frases semelhantes às do nazista Joseph Goebbels.

Foto: Reprodução

TV Globo

As reações ao discurso de Roberto Alvim, demitido da Secretaria de Cultura, foram imediatas e muito contundentes. Logo depois da publicação do vídeo começaram as críticas. Representantes de diversos setores da sociedade civil pediram a demissão dele.

O dia começou sob impacto das críticas. Antes de sair do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro ligou para o secretário Roberto Alvim. Ouviu que a relação do discurso feito por ele com o de Goebbles tinha sido uma coincidência e aceitou as explicações. Mas à medida que o dia a manhã foi passando, as reações foram crescendo.

As primeiras críticas chegaram do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, logo cedo pediu a demissão de Alvim: “O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou: “Descabido e infeliz pronunciamento de assombrosa inspiração nazista do secretário de Cultura, Roberto Alvim. Como primeiro presidente judeu do Congresso nacional, manifesto veementemente meu total repúdio a essa atitude e peço seu afastamento imediato do cargo. É totalmente inadmissível, nos tempos atuais, termos representantes com esse tipo de pensamento. E, pior ainda, que se valha do cargo que eventualmente ocupa para explicitar simpatia pela ideologia nazista”.

No Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, disse: “Há de se repudiar com toda a veemência a inaceitável agressão que representa a postagem feita pelo secretário de Cultura. É uma ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade judaica”.

O ministro Gilmar Mendes afirmou: “A riqueza da manifestação cultural repele o dirigismo autoritário nacionalista. A arte é, na sua essência, transformadora e transgressora”.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, declarou: “A única ideologia política admissível no Brasil é a democracia participativa, que tem como princípio fundante a liberdade de expressão. Ideias nazifascistas são totalitárias e destroem a democracia, daí porque, nesta excepcionalidade, a liberdade de expressão pode ser relativizada”.

O governo alemão e entidades ligadas à comunidade judaica no Brasil condenaram veementemente o discurso de Alvim.

A embaixada da Alemanha no Brasil declarou: “O período do nacional-socialismo é o capítulo mais sombrio da história alemã, trouxe sofrimento infinito à humanidade. A Alemanha mantém a sua responsabilidade. Opomo-nos a qualquer tentativa de banalizar ou mesmo glorificar a era do nacional-socialismo”.

A Confederação Israelita do Brasil disse: “O Brasil, que enviou bravos soldados para combater o nazismo em solo europeu, não merece isso. Uma pessoa com esse pensamento não pode comandar a cultura do nosso país e deve ser afastada do cargo imediatamente”.

A Federação Israelita do estado de São Paulo e o Museu do holocausto, em Curitiba, também condenaram as declarações de Alvim.

A sociedade também reagiu. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse que Alvim fez “referências claras a uma pessoa que promoveu o genocídio, a divisão racial” e que “a cultura brasileira não pode conviver com quem tem pensamento vinculado ao passado sombrio da história da humanidade”.

O presidente do Senado fez questão de falar com Bolsonaro. Por telefone repetiu que o caso era de demissão. Bolsonaro alegou que se tratava de uma reação de esquerda. Alcolumbre rebateu os argumentos, alertando o presidente que Alvim havia usado frases de um nazista.

Bolsonaro se convenceu e afirmou que mandaria Alvim embora. Foi uma guinada, porque, até então, a resposta oficial do Palácio do Planalto havia sido: “Não vamos comentar”. Mas, internamente, ministros, assessores e apoiadores insistiam com o chefe que a situação estava insustentável.

A essa altura, Alvim estava dando entrevistas e foi aí que recebeu a ordem de Bolsonaro para ir imediatamente ao Planalto. O momento foi flagrado pelo jornal “O Globo”, que aguarda pela entrevista dele.

Mas Bolsonaro não quis receber Alvim. Saiu do palácio e foi almoçar no Clube Naval. Coube aos ministros da Casa Civil, da Secretaria de Governo e da Secretaria Geral cuidar da demissão. Mas quem anunciou que Alvim estava sendo mandado embora foi o próprio presidente, que assinou uma nota, dizendo:

“Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência. Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum”.

Depois, em rede social, Bolsonaro acrescentou repúdio ao nazismo e ao comunismo.

Alvim ainda tentou fazer parecer que ele havia pedido para sair. Postou em rede social que: “Tendo em vista o imenso mal-estar causado por esse lamentável episódio, coloquei imediatamente o meu cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de protegê-lo”.

Tudo isso repercutiu mundo a fora. O jornal britânico “The Guardian” noticiou: “Secretário de Cultura do Brasil é demitido após ecoar palavras do nazista Goebbels”.

O site da BBC afirmou que o ministro da Cultura do Brasil foi demitido por usar partes de um discurso do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels num vídeo o que foi considerado uma afronta.

O alemão “Der Spiegel” disse que a estética do vídeo do secretário brasileiro, o tom da palestra e a música de fundo também lembraram aos brasileiros a propaganda nazista.

O israelense “Haaretz” destacou: “Brasil demite secretário da Cultura após vídeo ecoar Goebbels”.

E o americano “The New York Times” afirmou que o principal funcionário da cultura do Brasil foi demitido por discursar evocando propaganda nazista.

No fim do dia, o presidente Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte para assumir a Secretaria de Cultura. Ela disse que vai pensar e responder ao presidente até segunda-feira (20).


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acolher

18/01


2020

Embaixada de Israel emite nota em apoio à demissão de Alvim

Imgem: Divulgação/Governo de Israel

Estadão Conteúdo

A Embaixada de Israel no Brasil divulgou nota nesta sexta-feira, 17, na qual diz apoiar a decisão do governo brasileiro de demitir Roberto Alvim do cargo de secretário especial da Cultura.

“A comunidade judaica e o Estado de Israel estão unidos no combate à todas as formas de antissemitismo. Por esta razão, a Embaixada de Israel apoia a decisão do governo brasileiro de exonerar o Secretário Especial de Cultura Roberto Alvim. O nazismo e qualquer uma de suas ideologias, personagens e ações não devem ser utilizados como exemplo em uma sociedade democrática sob nenhuma circunstância”, diz a nota emitida pela representação israelense.

A demissão de Alvim foi anunciada nesta sexta-feira {17), pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. O ex-secretário foi afastado do cargo depois de divulgar um vídeo no qual faz referências a trechos de discursos nazistas.


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Prefeitura de Serra Talhada

18/01


2020

Coluna deste sabadão na Folha

Danilo não une nem Pernambuco

Se o deputado Danilo Cabral não consegue nem o apoio fechado da bancada do PSB, formada por cinco parlanentares, como se atreve a bater chapa com Alexandre Molon (RJ) pela liderança do partido na Câmara?

Falando, ontem, no Frente a Frente, o deputado Gonzaga Patriota, o decano da bancada, disse que seu voto é de Molon por já ter assumido compromisso pela sua indicação. Não quis duvidar da disposição de Danilo em enfrentar Molon, mas afirmou que não seria salutar uma disputa neste momento.

Segundo apurei, a escolha do deputado carioca se deu de forma consensual e já havia sido objeto de acordo logo após a eleição, também sem disputa, do próprio Tadeu.

Se tudo se deu assim, as razões de Danilo botar a cara são de natureza essencialmente pessoal, podendo correr o risco de sofrer uma derrota acachapante. Já curtido pelo tempo, Danilo tende a desistir, porque sabe que é uma aventura.

ARRUMANDO A CASA - Se houver reforma no secretariado, existe indicativos de que Felipe Carreras assuma Infraestrutura no lugar de Fernandha Batista, esta deslocada para presidência da Compesa, enquanto Rodrigo Novaes, de Turismo, ficaria onde está para atender ao secretário especial Antônio Figueira. Se isso ocorrer, Milton Coelho, primeiro suplente, assumiria mandato federal.

SE A MODA PEGA... - Em Pombos, o Ministério Público exige que o prefeito Manoel Marcos Ferreira (PSB) preste contas da destinação dos R$ 1, 121 milhão que entraram nos cofres do municípios decorrentes da cessão onerosa do pré-sal. O pedido foi feito pelo promotor de justiça José da Costa Soares. “Qualquer omissão se configura ato de improbidade administrativa”, alerta o promotor.

CONVITE – O Podemos, do deputado federal Ricardo Teobaldo, ronda a delegada Patrícia Domingos para que se filie à legenda com o propósito de concorrer a Prefeitura do Recife. Responsável pelos processos que levaram 49 politicos ao xadrez, por atos de corrupção, Patrícia não sabe ainda se entra na disputa nem muito menos avançou na direção da sigla que faça a sua cabeça.

TERNURADO – Dez dias após incentivar a candidatura de Raul Henry à Prefeitura do Recife, numa entrevista à Folha, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB) recebeu, ontem, no Debate, seu escritório político, a visita do prefeito Geraldo Júlio (PSB), que costura, por 24 horas, a unidade da Frente Popular em apoio a João Campos.

ANIMADO – Com data de posse na presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco para o próximo dia 3, o desembargador Fernando Cerqueira fez questão de entregar, ontem, em mãos, o convite ao novo presidente do Tribunal de Contas, Dirceu Rodolfo. Bom camarada, Cerqueira está com tesão de noivo.

VOLTA E OBRAS – A prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), já voltou ao batente depois de uma semana refrescando a cuca no Exterior com a família. Candidata à reeleição, seu grande desafio é cumprir o calendário de inauguração das obras em fase de conclusão até junho, prazo permitido por lei.

Perguntar não ofende: Quando Geraldo Júlio vai deixar de entregar creches e inaugurar uma obra estruturadora no Recife?


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17/01


2020

Tem blog que cai em fake e adora factóides

Um blog andou criando um factóide de que a candidatura de João Campos havia subido no telhado e em seu lugar o PSB teria escolhido o deputado Tadeu Alencar para disputar a Prefeitura do Recife. Em nenhum momento entrei nessa, até porque chequei minhas fontes e constatei tratar-se de uma fake news.

O que informei aos meus leitores diz respeito aos desdobramentos da crise na família Campos ter chegado à mídia nacional em reportagem vindo à tona por uma revista e um jornal de São Paulo, em reportagens neste fim de semana.

Não fui na onda da fake Tadeu, porque não faz lógica nem é compreensível, tanto que o próprio Tadeu, em entrevista ao blog da Folha, negou com veemência a informação, afirmando o seguinte:

"A única coisa que tenho a dizer sobre isso é que pura fantasia. Não é cogitado de forma nenhuma no PSB. O PSB tem a pré-candidatura colocada, que é de João Campos. Não houve nenhuma modificação com relação a isso e muito menos com relação ao meu nome".


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Prefeitura de Limoeiro

17/01


2020

Porto de Galinhas é o 9º destino mais procurado

Mais de vinte mil turistas estiveram no balneário de Porto de Galinhas só neste último final de semana. Uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com empresários do setor de todo Brasil revelou que o destino é o 9º mais procurado do país por turistas brasileiros e estrangeiros, neste verão de 2020. No Réveillon, Porto de Galinhas foi o 3º mais procurado do Brasil, com quase 100% de ocupação na rede hoteleira. E para o Carnaval, 90% das reservas de hotéis já estão preenchidas e a previsão da Secretaria de Turismo do Ipojuca é que o número aumente nos próximos dias.

Pessoas de várias partes do Brasil, a maioria de São Paulo, Brasília e Minas Gerais, além de argentinos, chilenos e uruguaios têm tido a oportunidade de apreciar as belezas naturais e aproveitar tudo o que o balneário oferece.  O mineiro Antônio Silveira, jornalista fotográfico, disse que ficou impressionado com a organização da visita aos corais. “Fiquei encantado com o cuidado de todos, durante o passeio aos corais de Porto de Galinhas. A organização e a segurança foram impecáveis”, comentou.

Para o secretário de Turismo do Ipojuca, Mário Pilar, esta temporada de verão está sendo muito importante para a rede hoteleira de Porto de Galinhas e para o próprio município. “Com o desastre ambiental das manchas de óleo, que atingiu boa parte do litoral brasileiro, a dúvida era como o nosso turismo seria afetado. E a boa notícia é que os turistas entenderam o nosso esforço na limpeza daquele episódio, não se afastaram e estão vindo curtir nossas praias de águas mornas e transparentes”, comemorou Mário Pilar.

A Prefeitura do Ipojuca, preocupada em dar maior assistência aos turistas e aos ipojucanos que frequentam, neste verão 2020, não só Porto de Galinhas, mas outras praias do litoral do Ipojuca como Muro Alto, Maracaípe e Serrambi entre outras, reforçou alguns serviços e alerta a população para alguns perigos. Como por exemplo: a importância do banhista respeitar as sinalizações de área proibida para banho e assim evitar afogamentos; bem como evitar o consumo de alimentos vendidos na praia que não estão bem acondicionados em recipientes. A Vigilância Sanitária tem realizado ações educativas na orla em parceria com a Secretaria municipal de Saúde durante todo o verão.    

A Operação Verão, coordenada pela Secretaria de Defesa Social do município, dispõe de 50 guardas municipais para a cobertura nas áreas de Trânsito, Turismo e Meio Ambiente e conta com 60 salva vidas para cobrir toda a orla. É importante ressaltar que algumas vias de acesso às praias são rodovias estaduais (a exemplo da PE-09, que leva o turista aos resorts) portanto cabe aos órgãos de trânsito do estado realizar a fiscalização de estacionamentos irregulares e manutenção da via. Outro problema bastante comum nas praias do Brasil, neste período, é a cobrança indevida nas barracas de praias que condicionam o uso da cadeira ao consumo. A fiscalização, neste caso, é realizada pelos agentes do Procon do município que são parceiros da gestão municipal. Quem quiser denunciar a prática irregular deve ligar para (81) 3551-0345 ou (81) 99465-2808. Para outros assuntos, a Unidade do Turista funciona 24h e fica localizada ao lado da Delegacia de Porto de Galinhas, na Rua Esperança, 333.


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