FMO

24/01


2020

Petrolina: Obra vai pavimentar 12 corredores de ônibus

Um pacote de obras para melhorar a infraestrutura e a mobilidade dos usuários de transporte público nos bairros foi autorizado pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), ontem. O gestor sertanejo assinou a ordem de serviço, numa solenidade no Santa Luzia, para o início da pavimentação de 12 ruas e avenidas estratégicas de 10 bairros de Petrolina. A intervenção terá aporte financeiro de R$ 15,2 milhões e deve ser concluída em oito meses.

A solenidade foi acompanhada pelo senador Fernando Bezerra e o deputado federal Fernando Filho. Ambos participaram da articulação para a obtenção dos recursos do programa Avançar, no Governo Federal, destinado a financiar as obras nos corredores. A verba é exclusiva de um fundo nacional para melhorar a mobilidade nos municípios. 

Este mês já começa o trabalho de pavimentação nas 12 vias. Serão beneficiados os moradores dos bairros Loteamento Recife, Vila Débora, Padre Cícero, Santa Luzia, Dom Avelar, José e Maria, Cosme e Damião, Pedro Raimundo, Park Massangano e Vila Eulália.

O prefeito Miguel Coelho lembrou na solenidade que essas obras conectam-se a outras ações para dar mais conforto ao usuário de ônibus em Petrolina e também de estruturar bairros que ficaram muitos anos em estado de abandono. "Superamos um grande desafio de trocar toda a frota de ônibus, isso já foi um grande avanço. Temos o maior programa de pavimentação de Pernambuco, que vai beneficiar centenas de ruas. E esse trabalho do programa Avançar soma as duas coisas em regiões que foram esquecidas por 10 anos. É uma síntese do que temos proposto em nossa gestão, recuperar a autoestima do petrolinense, transformar a cidade num canteiro de obras e atuar de forma igual em todas as localidades de Petrolina", frisou o prefeito. 


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Governo de PE - Redução nos Homicídios

24/01


2020

Eleição não é a pauta do povo, diz Silvio Filho

Em entrevista gravada para o Frente a Frente, o presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, admite que seu nome pode ser posto à mesa de negociações da oposição para uma candidatura consensual à Prefeitura do Recife, mas ressalta que nunca assumiu entrar no páreo em qualquer circunstância.

"Até porque, o momento não permite esse tipo de postura", disse, adiantando que, no seu entender, a eleição não entrou ainda na cabeça do eleitor. "Estamos muito distante das urnas. O que o povo quer e deseja a esta altura da vida nacional é a melhora da economia, a geração de emprego e renda", afirmou. A entrevista vai ao ar às 18 horas pela Rede Nordeste de Rádio, que tem agora como cabeça de rede a rádio Nova FM 98,7.


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acolher

24/01


2020

Regina Duarte deve R$ 319,6 mil a Lei Rouanet

Um dos pontos de tensão entre artistas e o governo de Jair Bolsonaro decorre das reformulações na Lei Rouanet. No périplo que fez por Brasília ao longo desta semana, Regina Duarte mostrou especial interesse em financiamento à cultura. Ela foi até a área que cuida da política de fomento e disse que gostaria de saber mais e entender como funciona esse setor. O tema já faz parte da vida da atriz. Uma empresa dela, chamada A Vida É Sonho Produções Artísticas, conseguiu três financiamentos com base na Lei Rouanet, que somaram 1,4 milhão de reais. Trata-se de um capítulo que pode causar embaraços à atriz.

Em março de 2018, a área técnica do Ministério da Cultura reprovou a prestação de contas de um dos projetos, Coração Bazar, peça para a qual Regina Duarte captou 321 000 reais com base na legislação. Pela decisão, cujos fundamentos são mantidos em sigilo, a atriz terá de restituir 319 600 reais ao Fundo Nacional da Cultura. A conta só não foi cobrada ainda porque houve apresentação de um recurso.

Dos outros dois projetos de sua empresa custeados por meio da Lei Rouanet, um teve contas aprovadas e o outro ainda não foi analisado. Procurada, a atriz disse que fará “o que a Justiça determinar”. Seu filho André Duarte, sócio-administrador de A Vida É Sonho, informou que a prestação de contas foi reprovada porque houve um descuido: a falta de comprovantes de que o monólogo, em cartaz de 2004 a 2005, foi exibido sem a cobrança de ingressos, contrapartida do contrato.

Regina Duarte foi indicada por Bolsonaro para assumir a Secretaria da Cultura após a demissão de Roberto Alvim, que veiculou um vídeo em que parafraseava o discurso do nazista Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do ditador Adolf Hitler. Ela diz que está “noivando” com o governo e que dará uma resposta oficial ao convite assim que o presidente retornar de uma viagem à Índia, na terça-feira, 28.


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Prefeitura de Serra Talhada

24/01


2020

Eriberto comprova potencial turístico do Litoral Sul

O deputado estadual Eriberto Medeiros, presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, aproveitou a oportunidade da sua agenda política em São José da Coroa Grande para conhecer os atrativos turísticos da terra das piscinas naturais. Eriberto aportou em São José para participar dos festejos de São Sebastião na Várzea do Una e fez um giro pela orla da cidade, acompanhado de seu grupo político.

Parceiro do prefeito Pel Lages, Medeiros foi recebido na cidade pelo próprio gestor e pelo secretário municipal de Turismo, Sérgio Aroucha, que levou o parlamentar e seus amigos para participar de passeio. Em outubro, o deputado visitou a cidade pela primeira vez, durante momento de dificuldade, quando a prefeitura trabalhava para remover o derramamento de óleo da sua faixa de areia.

Dessa vez, com toda a atividade turística e gastronômica retomada integralmente, o progressista ficou entusiasmado com o potencial da cidade que faz fronteira com o estado de Alagoas e tem se tornado, cada vez mais, destino dos que procuram o litoral pernambucano. Entre as atrações, o deputado visitou o Museu do Una, os receptivos Pé na Areia e Miráculo, além do Catamarã Amazônia Azul, que lhe permitiu conhecer o estuário do Rio Una de perto.


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24/01


2020

Marília: PSB precisa parar de ter medo de disputar com o PT

JC On-line

A deputada federal Marília Arraes (PT) voltou a defendeu uma candidatura do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura do Recife e fez críticas à gestão do PSB no Estado e na capital. "Tem sido tratado dentro do PT a possibilidade de lançar candidatura nas principais capitais e o Recife é uma das que o PT aponta maior probabilidade de estar no segundo turno. É estar na disputa, pois time que não joga não tem torcida", disse a petista em entrevista à Rádio Jornal, na manhã de hoje.

Sobre Geraldo Julio, a deputada federal disse que o prefeito do Recife precisa parar de colocar a culpa dos problemas da cidade nas costas do governo federal. "A questão nacional tem um peso na eleição, mas o que não pode é ficar jogando a responsabilidade para o governo federal. Temos que tomar as rédeas. Em 2016, Geraldo disse que a culpa de tudo era do PT, disse ''tira essa mulher'' com Dilma Rousseff, reclamou que o governo não tinha ajudado e agora em 2018 fizeram campanha colocando culpa em Bolsonaro", comentou.

“A Bahia, por exemplo, cresce e é destaque no Nordeste e o governador de lá é do PT (Rui Costa), então como Bolsonaro persegue o PSB aqui e não persegue o PT na Bahia? Claro que Bolsonaro persegue adversários no Nordeste, mas o que precisamos fazer é correr atrás e não ficar culpando A, B ou C. Quem está na fila esperando cirurgia, e querendo saneamento não quer saber de quem é a culpa, quer que resolva", afirmou.

Marília, no entanto, diz que não se pode fazer dessa disputa interna uma novela mexicana, ela diz que o foco deve estar nos problemas da cidade. "O PT precisa defender a forma de se governar a cidade, que inclusive já governou antes (com João Paulo e João da Costa), a candidatura é necessária e estou muito tranquila. O que me preocupa é que morra gente em deslizamento e a Prefeitura coloca culpa na Compesa e a Compesa coloca culpa na Prefeitura. Não vai lá o prefeito, nem o governador. O que se faz é pintar muro, mas obra para evitar tragédia não acontece. A saúde não funciona, temos que nos preocupar com isso e não com picuinha de Marília ser ou não candidata. O que não pode é o PSB continuar com medo de disputar a eleição com um aliado (o PT) que tem chance de vencer a eleição", concluiu a deputada federal.


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Prefeitura de Limoeiro

24/01


2020

Medo de Moro pedir demissão fez Bolsonaro recuar

Ex-secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno disse, ontem, que, se ele fosse o ministro Sergio Moro (Justiça), pediria demissão e se lançaria candidato a presidente da República.

Bebianno está rompido com o presidente Jair Bolsonaro, mas como a maior parte dos seguidores e ex-seguidores do presidente, é fã de carteirinha do ex-juiz da Lava Jato.

E, como Moro, os lava-jatistas enxergaram como uma manobra de enfraquecimento do ministro a possibilidade de desmembramento de sua pasta em dois ministérios, o da Justiça e o da Segurança Pública. Este último seria comandado por um especialista no setor.

O próprio Bolsonaro chegou a anunciar essa hipótese, nesta semana, deixando claro saber que Sergio Moro não ficará satisfeito se isto ocorrer.

Mas assessores, amigos e aliados do presidente alertaram-no do perigo de deixar o ministro insatisfeito. Clique aqui e confira a matéria do jornalista Tales Faria na íntegra.


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Comentários

marcos

Os dias de moro para a presidência estão contados.

Fernandes

Eduardo Bolsonaro sai na frente na guerra contra Moro. Os dias de Moro estão contados.


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24/01


2020

Liderança indígena promete processo contra Bolsonaro

A líder indígena Sônia Guajajara anunciou pelo Twitter que a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Abip) vai entrar na Justiça contra o presidente Jair Bolsonaro por crime de racismo por conta da fala de que “cada vez mais, o índio é um ser humano igual a nós”.

O anúncio foi feito na noite de quinta-feira, 23, após ir ao ar um vídeo gravado pelo presidente. “Nós, povos indígenas originários desta terra, exigimos respeito. Bolsonaro mais uma vez rasga a Constituição ao negar nossa existência enquanto seres humanos”, disse Sônia. “É preciso dar um basta a esse perverso”, completou.


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24/01


2020

Indústria da multa no Recife

Por Mendonça Filho*

378% de aumento em quatro anos. O Recife queria ver essa estatística expressiva se referir a muitas coisas: vagas em creches, leitos em hospitais, mas a realidade é outra. Esse percentual se refere ao aumento das receitas com multas de trânsito na capital.

O valor saltou de pouco mais de R$ 25 milhões em 2016 para quase 100 milhões de reais em 2019. Pode-se pensar que o aumento pode se deve ao maior número de carros na rua. Não foi. Em dez anos a frota de veículos em Recife cresceu 76%. A receita da prefeitura do Recife com multas aumentou em quatro anos cinco vezes mais do que o aumento da frota de veículos em dez anos.

Em 2019, até outubro, foram gastos R$ 39 milhões das multas para financiar a CTTU e suas ações. Supondo que os gastos de novembro e dezembro se mantiveram na média anual, o custo de manutenção da CTTU foi de R$ 48 milhões. Metade do que foi arrecadado. Para onde vai a outra metade? Por quê não é aplicada de fato na melhoria do trânsito e da mobilidade do Recife? Ou será que o Recife está tão rico que podemos deixar quase 50 milhões de reais parados e isso não faz falta? Já não sabemos o que cresce mais na cidade: o dinheiro arrecadado com multa ou o gasto da prefeitura com propaganda.

A fiscalização de trânsito cumpre um papel fundamental na garantia da segurança de todos. Precisamos de um trânsito mais seguro e eficiente e claro que é necessário. Mas o que vemos não é o aumento das multas ser traduzido em melhorias para a vida das pessoas, pelo contrário.

Em pesquisa divulgada recentemente, o Recife tem o segundo pior trânsito do Brasil, só atrás do Rio de Janeiro. Está claro que o caminho para uma mobilidade mais segura e humana não é penalizar os trabalhadores e trabalhadoras do Recife.

Hoje o que vemos é uma avalanche de multas cujo dinheiro gerado não traz benefícios e não se sabe ao certo para onde vai. Nossa cidade precisa de uma política pública de mobilidade que contemple todas as pessoas. É preciso integrar modais, preservar a segurança e o direito de ir e vir. O que não pode haver é abusos na fiscalização e falta de transparência.

*Ex-ministro da Educação e presidente estadual do DEM


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24/01


2020

Bolsonaro recua da proposta de esvaziar pasta de Moro

O recuo do presidente Jair Bolsonaro, ao chegar à Índia, descartando a possibilidade de tirar do Ministério da Justiça a área da Segurança Pública, foi um movimento para diminuir o desgaste gerado pelo anúncio de que o governo estudava a proposta.

Segundo interlocutores, houve forte reação contrária de apoiadores do governo nas redes sociais. Até mesmo integrantes da ala militar do governo demonstraram preocupação com o “balão de ensaio” lançado por Bolsonaro para desmembrar o Ministério da Justiça, comandado pelo ministro Sergio Moro. Isso passaria a imagem de que o governo estaria flexibilizando o discurso de combate à corrupção.

Portanto, Bolsonaro já começava a enfrentar um duplo desgaste junto ao seu próprio eleitorado em menos de 24 horas: ao tentar fragilizar o seu ministro mais popular e ao passar a impressão de que estava descumprindo a promessa de enfrentar a corrupção, assumida durante a campanha eleitoral.

Tudo isso fez Bolsonaro voltar atrás na afirmação de que o governo estava estudando recriar a pasta da Segurança Pública. No cenário agora descartado, Moro ficaria na Justiça e um outro ministro comandaria a área da segurança. Bolsonaro chegou a afirmar que era "lógico" que o ministro não estava gostando do debate.


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24/01


2020

À Época, Antônio diz que PE pode virar PB

A revista Época que chega às bancas hoje traz também uma ampla  reportagem sobre a cisão na família Arraes, com base, dentre outras fontes, na entrevista que a ministra Ana Arraes, do TCU, concedeu ao blog dando um puxão de orelha no neto, o deputado João Campos, por este ter agredido seu filho Antônio Campos na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. 

Como fato novo dessa contenda, a revista informa que o conteúdo da documentação que Antônio Campos tem para esquentar a briga pode levar a um desfecho de uma operação policial em Pernambuco muito maior do que o estourado na Paraíba, culminando com a prisão do ex-governador Ricardo Coutinho, uma das lideranças até então mais promissoras do PSB. Veja abaixo o texto da revista: 

Brigas, ciúme e divergências políticas marcam a rotina da casta de Miguel Arraes em Pernambuco após a morte de seu neto e herdeiro político. A escadaria de mármore no centro do salão de entrada do Palácio do Campo das Princesas separa duas placas afixadas em homenagem a governadores que comandaram Pernambuco daquele prédio quase bicentenário, no Recife.

Do lado esquerdo, Eduardo Campos inaugurou em 2009 o símbolo da reverência ao avô materno: “Neste palácio, o governador Miguel Arraes de Alencar resistiu ao golpe militar de 1º de abril de 1964, sendo deposto, preso e exilado, por se recusar a renunciar ao mandato popular que lhe fora outorgado pelos pernambucanos”. 

À direita, o próprio Eduardo foi o homenageado com a menção à data em que ele deixou o governo para concorrer à Presidência, meses antes de morrer num acidente aéreo no dia 13 de agosto de 2014. 

Na sombra da ausência do patriarca e de seu maior herdeiro, rachaduras no clã que há décadas comanda o poder no Estado já cindiram os Arraes-Campos em três linhagens.

O clima era de confraternização naquele 23 de junho de 2014, dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo. A casa de campo do advogado e escritor Antônio Campos em Gravatá, cidade que ganhou o apelido de Suíça pernambucana, estava cheia de convidados ilustres para comemorar seu aniversário de 46 anos, a exemplo dos anteriores. 

Em campanha, Eduardo, seu único irmão, compareceu com a mulher, Renata, que levava o filho Miguel a tiracolo. A mãe, Ana Arraes, ministra do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-deputada federal, divertia-se abraçada à cantora Fafá de Belém.

O prefeito do Recife, Geraldo Julio, subira a serra para prestigiar o aniversariante, assim como Paulo Câmara, que viria a ser eleito governador de Pernambuco naquele ano. Encontros como esse rarearam após a morte de Eduardo.

Missas em sua memória ou aniversários passaram a ser marcados por cumprimentos protocolares e alguns constrangimentos.

Renata e Antônio nunca foram próximos, mas conviviam cordialmente em razão do elo familiar. Em janeiro de 2015, a presença do cunhado na celebração do primeiro ano de Miguel, caçula do casal Renata e Eduardo, incomodou particularmente a viúva.

Uma testemunha contou que Antônio chegou ao evento aparentando embriaguez, com um grupo de amigos que não haviam sido convidados por Renata. O tio afirmou não se recordar desse episódio, mas revela que aquela foi a última vez em que compareceu ao aniversário do sobrinho.

Miguel completará 6 anos na próxima terça-feira. A irritação da ex-primeira-dama já se sedimentava à medida que Tonca, como Antônio é conhecido no Recife, atuava como uma espécie de porta-voz da família no decorrer das investigações sobre a queda do avião, sem seu consentimento. 

Ele, por sua vez, reclama o direito de, como irmão, saber “a real causa” da tragédia sem precisar de autorização da cunhada. Avessa à imprensa, Renata não quis falar com ÉPOCA.

"ELA ORIENTOU O PSB A AGIR CONTRA MIM EM OLINDA. E A ORIENTAÇÃO DELA FOI SEMPRE ME ISOLAR, DESQUALIFICAR E ALIJAR’, DISSE ANTÔNIO, IRMÃO DE EDUARDO CAMPOS, SOBRE A CUNHADA E VIÚVA RENATA”

Marília Arraes, hoje deputada federal, estava em seu segundo mandato na Câmara de Vereadores do Recife em 2014. Neta de Miguel Arraes e prima do então governador Eduardo, era também correligionária de ambos, no PSB. Sua intenção declarada de disputar uma vaga em Brasília já naquele ano não encontrou guarida nos planos do líder da legenda, que já pensava em emplacar seu filho, João Campos, na política. 

A articulação de Eduardo para colocar o jovem de 20 anos no comando da Juventude Socialista Brasileira em Pernambuco, contra o grupo defendido por Marília, foi a gota d’água para que ela se insurgisse publicamente contra o primo e deixasse a sigla, migrando para o PT.

Ganhou fama de “desagregadora”.

Foram os primeiros sinais externos de fissura no clã — ainda com Eduardo Campos, um notório conciliador, vivo. Renata nunca perdoou Marília pela rebeldia. Hoje, as duas mal se cumprimentam.

No ano retrasado, Marília e João se elegeram para a Câmara dos Deputados — ele, o mais votado da história do Estado, com mais de 460 mil votos, e ela, a segunda, com menos da metade. Em outubro deste ano, os dois poderão se reencontrar nas urnas na disputa pela Prefeitura do Recife. 

João é o pré-candidato do PSB ao pleito, apesar de seu nome não ser consenso dentro do partido. Marília, por sua vez, tenta viabilizar sua candidatura em uma trama que envolve mágoas do passado e a busca pelo aval do ex-presidente Lula.

A cizânia seguia em fogo baixo até as eleições municipais de 2016. Tonca sempre ficara de fora da política, graças à hábil intervenção de Eduardo. Sua função era cuidar do escritório de advocacia da família e dos livros que escrevia. Em respostas por escrito, condição que impôs para falar com a reportagem, Antônio classificou o relacionamento fraternal como bom, mas apontou que vinha discordando do entorno de Eduardo nos últimos dois anos de seu governo. 

Após a morte do irmão, resolveu enfrentar as urnas contra a “terceirização do nome Campos e Arraes”, especialmente para Geraldo Julio e Paulo Câmara. “Achei necessário entrar nessa luta. Pode-se querer argumentar que foram escolhas dele, Eduardo, mas isso é um cenário com ele vivo, tendo o controle”, disse Tonca.

Pelo PSB, ele disputou a Prefeitura de Olinda, valendo-se da imagem da família. Chegou ao segundo turno com quase 10 mil votos de dianteira sobre o segundo colocado, mas levou uma virada e perdeu por mais de 30 mil votos.

Com a derrota, Antônio mergulhou em um poço de mágoas. Ressente-se principalmente do que considera falta de apoio e traição do partido e da cunhada Renata na eleição. “Ela orientou o PSB a agir contra mim em Olinda. E a orientação dela foi sempre me isolar, desqualificar e alijar”, reclamou o cunhado a ÉPOCA. 

Segundo um amigo, ele hoje nutre verdadeiro ódio pela viúva de Eduardo. “A família dela (Renata) é um caso de sucesso de desemprego zero. E quem não rezar na cartilha, ela manda para o pelourinho político”, atacou. Na cúpula da legenda em Pernambuco, a justificativa é mais prosaica: o irmão não tem, nem de longe, o carisma de Eduardo e passou a campanha atacando o então candidato da sigla à reeleição no Recife, Geraldo Julio.

Em 2018, dessa vez pelo Podemos, sigla em que o senador Álvaro Dias era o presidenciável, Tonca queria tentar uma vaga no Senado. Na última hora, no entanto, registrou o nome como candidato a deputado estadual e chegou a fazer campanha nas ruas de Olinda ao lado da prima Marília Arraes, com quem disse ter boa relação. 

Arrepende-se hoje de não ter retirado a própria candidatura. Recebeu apenas 3.658 votos, ou 0,08% dos válidos, ficando na 153ª colocação para 49 vagas. Alocado à direita do campo político, acabou sendo alçado em junho do ano passado à presidência da Fundação Joaquim Nabuco, órgão ligado ao Ministério da Educação.

E ele não nega a convergência com o governo de Jair Bolsonaro. O neto de Miguel Arraes, que foi preso pela ditadura da qual o presidente faz vocal apologia, se disse um “liberal”, não fez críticas à defesa do regime militar e afirmou que seu avô “sempre teve uma relação respeitosa com as Forças Armadas, quando voltou do exílio”.

O distanciamento pessoal, as divergências políticas e a falta de uma figura conciliadora, como Eduardo Campos, para equalizar os ímpetos e arroubos de uma das castas mais antigas da política brasileira culminaram na cena que se viu na Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, quando, durante uma audiência com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado João Campos atacou o chefe da pasta. 

Levou uma rápida invertida de Weintraub, que mencionou a proximidade de seu tio com o governo: “Se eu sou uma pessoa tão maligna, por que ele trabalha comigo?”, questionou. “Eu nem relação tenho com ele, ministro. Ele é um sujeito pior que você”, devolveu o jovem de 26 anos. 

A tréplica pegou de surpresa o círculo mais íntimo da família Campos, porque expôs ressentimentos que não habitavam a superfície da vida pública do clã. A fala de João contrariou a orientação recebida pelo deputado de não tornar a relação com o tio mais inflamável.

 Horas antes de jogar luz sobre o rompimento com o tio, João havia almoçado com a avó Ana em seu apartamento, em Brasília, e aproveitado para conhecer as instalações do TCU. O deputado se recusou a receber ÉPOCA no Recife. 

Não queria falar sobre “questões familiares”, informou sua assessoria. Após o episódio na Câmara, Antônio divulgou uma nota acusando o filho de seu irmão de ter sido “nutrido na mamadeira da empresa Odebrecht, entre outras, estando com os bens patrimoniais dos quais é herdeiro bloqueados”.

Desde o ano passado, o espólio de Eduardo Campos está bloqueado em ação de improbidade administrativa da Lava Jato. A ÉPOCA, Antônio afirmou que havia “preponderância excessiva da Odebrecht em Pernambuco”.

O irmão de Eduardo disse ainda ter procurado as “autoridades competentes” — ele não confirma se foi ao Ministério Público Federal (MPF) ou à Polícia Federal — para contar o que sabe sobre a cunhada e integrantes do PSB. Ele alegou que não pode dar mais detalhes para “não invalidar e frustrar atos”, mas antecipou que o que houve na Paraíba com o PSB — onde o ex-governador Ricardo Coutinho foi preso no fim do ano passado, na Operação Calvário — é pequeno diante do que poderá ocorrer em Pernambuco se as investigações sobre seus relatos forem levadas adiante.

Antônio disse que a relação com Renata era harmônica, especialmente até o primeiro governo de Eduardo, de 2007 a 2010, e afirmou nunca ter discutido pessoalmente com a cunhada ou um sobrinho. Lembrou que é, inclusive, padrinho da primogênita do casal, Maria Eduarda. 

Com João, a última conversa foi antes das últimas eleições municipais, há quatro anos. Ana Arraes não só concordou que o filho foi traído em 2016, como foi a primeira a apoiá-lo no embate com João. Ela reagiu declarando que não admite grosseria e que o neto a estava desrespeitando e “dividindo a família sem razão”. 

“Liderança se consegue construindo. O desrespeito fica para quem não tem argumentos”, escreveu, na ocasião. Em janeiro, voltou à carga e disse estar “indignada” e “revoltada” com a prepotência de João, com quem não se encontrou mais desde o episódio. “Espero que ele me peça desculpa. Se ele não me pedir e nem me procurar, o problema é dele. Quem me agrediu foi ele, eu nunca agredi nenhum neto. Pelo contrário, sempre fui avó”, declarou Ana a um blog local.

Num gesto que pode ser entendido como tentativa de desidratar o entrevero familiar, Ana Arraes insinuou ter a intenção de se candidatar ao governo do estado em 2022. “Eu sou filha de Miguel Arraes e mãe de Eduardo Campos. O nascedouro é meu”, disse, ao reclamar para si o espólio político do clã.

Um antigo auxiliar de Miguel Arraes contou a ÉPOCA que o patriarca adotava a máxima que aprendeu de um amigo argelino, durante o exílio, quando era instado a responder qual de seus dez filhos era o preferido: “Aquele que mais estivesse precisando dele”. Interlocutores do clã apontam que Antônio, de temperamento irascível e explosivo como o do pai, o poeta Maximiano Campos, sempre ocupou esse posto para Ana. 

“Mãe é mãe. Ela já perdeu um filho. Vai sempre ficar do lado do outro”, disse um amigo de Eduardo. No fim da década de 1980, por exemplo, o filho caçula foi protegido quando deu um tiro para cima dentro de um famoso bar do Recife, episódio que ele lamenta. 

“Foi um arroubo de um jovem, numa briga de bar, de que me arrependo. Não saiu ninguém ferido”, disse Tonca.

João ainda cursava engenharia civil na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) quando o pai morreu. No primeiro aniversário da tragédia, o jovem, então com 21 anos, roubou a cena ao discursar e citar o bisavô na inauguração da placa em homenagem a Eduardo no Campo das Princesas. 

“Ele foi um jovem de 49 anos que viveu mais do que tanta gente que tem o dobro da idade dele. Aprendeu com doutor Arraes a fazer política, a sentir o prazer de andar pelo interior e apertar a mão do trabalhador rural, dar um abraço numa professora do primário, gostar de sentir o cheiro de povo”, declarou. 

Em fevereiro de 2016, já formado — exigência da mãe —, assumiu a chefia de gabinete de Paulo Câmara (PSB). Era o primeiro passo para se viabilizar como o herdeiro político do clã. Até nisso procurou seguir o exemplo de Eduardo, que foi auxiliar do avô no mesmo palácio, no fim da década de 1980. No cargo, João aproveitou a experiência acumulada durante as campanhas do pai para receber, na antessala do governador, políticos e empresários pernambucanos.

Deputado mais votado de Pernambuco, ele namora a colega de Câmara Tabata Amaral. 

Quando está no Recife, o deputado fica na casa da mãe, onde cresceu com os quatro irmãos. Desde a morte de Eduardo, assumiu o papel de “homem da casa”. O segundo mais novo, Pedro, passou em um concurso para a Companhia de Saneamento de Pernambuco em 2018, mas já é tido como sucessor natural do irmão mais velho, em caso de vitória em outubro. 

“Tem mais inteligência, talento e habilidade que João”, alfinetou Antônio. A primogênita, a arquiteta Maria Eduarda, foi nomeada em 2016 para o Instituto Pelópidas Silveira, da Prefeitura do Recife, na gestão do ex-secretário do pai.

Filho de produtores rurais e egresso do interior do Ceará, onde nasceu em 1916, Miguel Arraes foi três vezes eleito para governar Pernambuco, em diferentes décadas, e morreu em 2005, aos 88 anos. Amigos lembram que Miguel Arraes nunca lançou nenhum dos filhos para a política, apesar de ter nomeado um deles e, na sequência, o neto Eduardo para ser seu chefe de gabinete no Palácio do Campo das Princesas. 

O edifício histórico, inaugurado em 1841, só ganhou esse nome anos depois, em homenagem à visita das filhas do imperador Dom Pedro II e em deferência à família real. Pernambuco ainda era uma província.


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24/01


2020

Vem bomba atômica no jornalismo por ai

Essa dupla - o blogueiro Magno Martins e o publicitário e analista politico José Nivaldo Júnior - traz, em breve, uma novidade que vai impactar a comunicação online no País, tendo Pernambuco como laboratório inicial. Não custa nada aguardar. Afinal, a expectativa faz parte do prazer.


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