FMO janeiro 2020

03/08


2020

Ex-prefeito de Palmeirina sofre acidente

O ex-prefeito de Palmeirina Eudson Catão (MDB) escapou da morte ontem. Após sair de um almoço com políticos aliados, que apoiam a sua pré-candidatura à Prefeitura da qual já foi gestor, Catão cochilou ao volante e capotou com o carro, uma caminhonete modelo Hilux, diversas vezes na pista. Ele foi socorrido por policiais que passavam pelo local e sofreu pequenas escoriações. O ex-prefeito e pré-candidato está vindo para capital com o objetivo de realizar exames na cabeça.


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Cabo de Santo Agostinho

03/08


2020

Os sinais do “novo normal” na política pernambucana

Por Felipe Ferreira Lima*

Norberto Bobbio, na emblemática obra “O Futuro da Democracia”, já apontava que viver num regime democrático é estar em permanente estado de crise. Crise de ideias, de visões ideológicas e dos movimentos políticos, todas naturais em razão da pluralidade de embates entre crenças, fatos e interesses que envolvem as aspirações das sociedades modernas.

Por isso, o bom observador do cenário democrático é sempre aquele que consegue extrair os sinais necessários a partir dos principais ‘players’ dos duelos eleitorais nos grandes centros urbanos para, enfim, compreender os verdadeiros anseios daquela que é a ‘senhora’ de todas as democracias: a maioria.

Tradicionalmente, no cenário pré-eleitoral de Pernambuco, os duelos municipais no Recife e em Caruaru ditam o sentimento político que acaba determinando os anseios do eleitorado nos anos seguintes. Nesses campos de batalha, o primeiro sinal de tendência da vontade da maioria está por entre as movimentações para definição dos candidatos. É na dança dos postulantes que confirmamos o ritmo das preferências.

No Recife, nota-se, no seio do duelo, um embate entre os modelos tradicionais e modernos de se fazer política. Os primos João Campos e Marília Arraes, embora momentaneamente afastados, emplacam candidaturas que carregam a tradicional combinação da força familiar e o peso da máquina ou estrutura partidária, até agora, infalíveis nos últimos pleitos eleitorais pernambucanos. Mas é na oposição que se nota um movimento diferente, especialmente nas candidaturas de Mendonça Filho e da delegada Patrícia Domingos.

O ex-ministro da Educação tem um arsenal de serviços prestados ao Recife e a Pernambuco no período em que esteve à frente do MEC. Embora não tenha máquinas na mão, tem o nome ‘fresco’ na memória do recifense que, diga-se de passagem, lhe deu volumosa votação em 2018, quando postulou uma vaga ao Senado. Assim, Mendonça revela-se ao eleitor como uma opção segura para uma possível mudança.

Mas a novidade mesmo desponta na figura de Patrícia Domingos. Sem padrinhos ou histórico político, a delegada foi catapultada pelo discurso anti-corrupção, cujo canhão foi seu período à frente da extinta Delegacia de Combate à Corrupção. Surfando na onda de rejeição à classe política, que marcou a ascensão do ‘lavajatismo’, a delegada se engajou nas redes sociais para lançar críticas contundentes ao governo Geraldo Júlio, fortemente atingido pelas recentes operações da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura.

Em Caruaru, a mesma combinação ‘força familiar x peso da máquina’ é o motor propulsor da candidatura da prefeita Raquel Lyra que, na prática, não conseguiu imprimir o discurso que a elegeu em 2016. A bandeira do ‘novo’ (ou da ‘mudança’) não conseguiu mais do que a eleger, e ao passar do mandato acabou se igualando administrativa e eleitoralmente ao estilo dos antigos adversários, Tony Gel e Zé Queiroz, ambos com consideráveis restrições para ir à campo neste ‘duelo pandêmico’.

Isso fez com que o modelo moderno de fazer política em Caruaru ficasse na oposição e, coincidentemente, também na figura de um delegado, o hoje deputado estadual Erick Lessa. Com um mandato recheado de ações legislativas de destaque, o Delegado Lessa despontou em 2016 através de um discurso fincado na segurança pública, que o fez beirar o segundo turno, emplacando a 3ª colocação, numa campanha escassa em recursos, infinitamente menos custosa que os demais adversários, que o impulsionou direto para a Alepe em 2018.

Erick e Patrícia são os sinais das mudanças no estilo de fazer política e no sentimento do eleitorado pernambucano. É preciso compreender e interpretar o novo movimento que foi a chegada de ambos como principais ‘players’ no xadrez das políticas locais. Os seus respectivos resultados eleitorais, muito mais do que números, representarão o possível ‘novo normal’ do futuro da política pernambucana.

*Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, advogado, professor universitário e presidente do Instituto Egídio Ferreira Lima


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Prefeitura de Serra Talhada

03/08


2020

Bolsonaro terceiriza presidência e sai em campanha

Por Helena Chagas*

Jair Bolsonaro está terceirizando a presidência da República para Paulo Guedes. Já em sua primeira campanha - vai ficando claro que ele está na segunda -, ele mostrou grande dependência do Posto Ipiranga nas questões da economia - que, a rigor, são as principais num país em recessão e crise social. Agora, ao se distanciar cada vez mais de problemas  cruciais, como criar ou não a nova CPMF, ou a quem nomear para comandar o maior banco público - sem contar a crónica postura de quem não tem nada com isso quando se trata de pandemia - ele chega onde queria: mais do que um presidente-candidato, que governa de olho na reeleição, é um candidato-presidente, cuja principal atividade parece ser fazer campanha para 2022, e não presidir o país.  

Neste domingo, Bolsonaro foi de moto a uma padaria no Lago Norte. Lá, confirmou o que muita gente já desconfiava: deixou na mão de Guedes a responsabilidade pela criação do novo tributo sobre pagamentos, que até ontem era objeto de sua ojeriza. Mas, no domingo ensolarado, o presidente da República mostrou não ter nada contra o novo tributo se sua criação for compensada pela redução de outros. Quais? Não tem a menor ideia.

E vai ser bom para o país reduzir a carga tributária de empresários, na folha de pagamentos, ou da classe média, no Imposto de Renda, e aumentar a de toda a população com a nova CPMF? Também parece não ter pensado muito sobre esse assunto, que está com Guedes. Por fim, concluiu: "Se o povo não quiser, então deixa como está...".

De forma parecida, abordou a nomeação do novo presidente do Banco do Brasil, André Brandão, anunciada no fim de semana: "Parece que está fechado sim". Se há alguém que, num regime presidencialista, não precisa usar o verbo parecer relacionado a atos que saem publicados no Diário oficial, esse alguém é o presidente da República.

Esse é o jeito Bolsonaro de (não) governar: terceiriza a economia para Paulo Guedes, a pandemia para o general Pazuello, o desmatamento e as queimadas para a dupla Hamilton Mourão-Ricardo Salles e sai por aí em campanha. Com isso, tenta escapar do desgaste natural de quem governa. Há dois riscos: 1. dar tudo errado e a culpa recair em seus ombros do mesmo jeito, pois afinal ele foi eleito para cuidar disso; 2. dar tudo certo e o pessoal descobrir que não precisa mais de intermediários.

*Jornalista


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

03/08


2020

Eleição com pandemia na visão de Lavareda

O convidado da live de amanhã pelo Instagram deste blog é o cientista político e professor Antônio Lavareda, da MCI. Considerado um dos mais brilhantes estrategistas políticos do país, tendo sido protagonista de eleições nacionais, Lavareda vai traçar um cenário de como se dará, na prática, a primeira eleição no Brasil – as municipais em 15 de novembro – sem campanha de rua, sem candidato apertando a mão do eleitor, sem comício e sem convenções presenciais.

Tudo, enfim, se limitando ao mundo online, principalmente das redes sociais. Lavareda, como ninguém, conhece esse jogo, não apenas na teoria, por ser autor de vários livros, mas também como condutor de várias campanhas presidenciais que deram certo no país.

Para assistir a live, basta acessar o Instagram do blog (@blogdomagno).


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03/08


2020

Novos 100 mil leitores em sintonia com o blog

Mais de 100 mil novos leitores agregados em julho, 700 mil em sintonia com os fatos da atualidade nacional e regional. Esta é uma marca registrada pelo Google Analytics que incomoda muito a quem não se curva ao jornalismo sério e combativo. Nessa batida, em plena sintonia com a sociedade, ratificamos a posição do blog político mais lido do Nordeste e um dos mais influentes do País.

Obrigado, caro leitor!


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Banco de Alimentos

03/08


2020

Silvio Costa joga a toalha

“Quem compreende um pouco da cena político-eleitoral sabe que, nesta eleição municipal, a força da máquina – mais do que nunca – terá relevância fundamental.

Em 2020, será uma campanha sem campanha. Sem caminhadas, sem porta a porta, sem o abraço, sem aperto de mão, sem o olho no olho, sem comícios, enfim, uma campanha sem vida, sem emoção.

Conversei com os pré-candidatos a prefeito de Jaboatão dos Guararapes pelas oposições e ponderei que deveríamos construir a unidade já no primeiro turno.

Disse que deveríamos esquecer os projetos pessoais e partidários isolados e escolher o nome que reunisse as melhores condições políticas para representar as bandeiras da oposição.

Com a candidatura única ganharíamos musculatura eleitoral, teríamos mais visibilidade e, acima de tudo, aumentaríamos a expectativa de poder da oposição. 

Infelizmente, não foi possível fazer essa construção política. Uns concordaram com a tese, outros disseram que seriam candidatos de todo jeito.

Em função dessa impossibilidade de unidade, decidi abrir mão de minha pré-candidatura à prefeito, porém, vou continuar dialogando com todos os pré-candidatos que desejem construir uma Jaboatão mais inclusiva e justa.

O povo de Jaboatão – a segunda maior cidade de Pernambuco – merece ter uma expectativa de futuro melhor e a possibilidade concreta de progresso para a cidade. É nisso que acredito”.

Silvio Costa – ex-deputado federal


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Comentários

joao carlos da silva

Deus é pai e livrou o povo de Jaboatão dessa Mala sem alças.

Pádua

Caro Magno: Silvio Costa, não tinha nem a toalha, como é que ele jogou ! Kkkkkkk


O Jornal do Poder

03/08


2020

Fake news em debate na eleição

Convidado pelo ex-prefeito de Camaragibe Jorge Alexandre, em disputa para voltar ao cargo nas eleições deste ano pelo Solidariedade (SD), participo, hoje, às 19 horas, de live pelo Instagram dele sobre a temática das fake news na campanha municipal deste ano.

As notícias falsas se proliferam com uma intensidade tamanha no mundo que se apresentam como um dos maiores problemas a serem enfrentados pelos que entrarão no jogo sucessório municipal, seja para prefeito ou vereador. O Brasil já é disparado um dos países com maiores taxas de fakes sem que até o momento o Congresso tenha conseguido avançar sequer numa legislação punitiva.

O caso mais recente envolve Felipe Neto, um dos maiores influenciadores digitais do país, com 63 milhões de seguidores em redes sociais. Ganhou fama com vídeos de humor, muitas vezes com críticas ácidas a personagens e situações comuns aos jovens. Nos últimos anos, passou a falar também de política, com críticas frequentes ao PT durante o governo Dilma Rousseff. Desde a eleição, o influenciador também tem criticado duramente o presidente Jair Bolsonaro.

Há duas semanas, o jornal americano "The New York Times" publicou um vídeo de Felipe que teve grande repercussão. Em inglês, ele diz que Jair Bolsonaro é o pior líder mundial no combate contra a Covid.

A partir daí, Felipe passou a ser vítima de uma campanha de destruição nas redes sociais que, na tarde da última quarta-feira, deixou de ser virtual. "Pilantra, pilantra, pilantra. Para mim é um pedófilo disfarçado de apresentador de crianças", acusou um homem que se apresentou com o nome de Cavallieri ao microfone na porta do condomínio do influenciador no Rio de Janeiro.


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03/08


2020

Justiça cancela transferências de títulos no Pajeú

Numa ação impetrada pelo advogado Cláudio Soares, a justiça eleitoral cancelou vários títulos eleitorais que haviam sido transferidos entre os anos de 2019/2020 entre os municípios de São José do Egito e Brejinho, no Sertão do Pajeú. Isso se configurou na intenção maldosa de políticos no campo da oposição de querer usar de forma criminal o voto de eleitores não cadastrados e não residentes em seus municípios.

Os procuradores eleitorais, segundo Cláudio, entenderam que se configurou, na prática, um crime em violar ou tentar violar a referência de títulos. "O objetivo das ações foi conter as transferências irregulares de eleitores entre os municípios, principalmente de São José do Egito para Brejinho", disse a advogado, adiantando que dois Irmãos do pré-candidato da oposição, Gilsomar Bento, são os alvos da justiça eleitoral.

Jonielson Bento da Costa (empresário e proprietário de posto de gasolina em São José do Egito) e Gilmar Bento da Costa, entre outros, são os principais responsáveis por essa prática nociva e que confirma manipulação grotesca impulsionada pelo poderio econômico.


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03/08


2020

Efeito Orloff: hoje é o dia seguinte

Hoje é amanhã. Hoje é o dia seguinte, revela o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria nas montanhas da Jaqueira. “Eis o efeito Orloff da pandemia. Haverá o legado da ditadura AI-Covid19.  A pandemia nacional de corrupção é um dado de realidade. Os cofres públicos foram e continuam sendo torturados em progressão ampla, geral e irrestrita, disfarçadamente.

“Se Deus não existe, tudo é permitido. Se o vírus existe, tudo é permitido. O vírus é herege. A corrupção é uma heresia. O efeito Covid-19 é o amanhã das falências, fechamento de empresas e desemprego. O efeito Orloff, o efeito Pitu, o efeito carraspana, o efeito ressaca moral está na terra e está na atmosfera. A culpa é do vírus, dirão. O micróbio é pretexto”.

“O bicho deu uma mãozinha e a pandemia de corrupção dobrou a meta da bagaceira. Uma mão lava a outra. Uma mão suja a outra, do jeito que o diabo gosta e Zeus consente. O diabo também usa máscaras para disfarçar. O coração do Brazil está divido entre a cloroquina e a OMS, e não haverá trégua. Os radicais vermelhos impõem seus sofismas e os conservadores baixam a crista”.

“Liberem-se as drogas, as marijuanas, os alcaloides, as cocaínas, anfetaminas, estricninas, heroínas, as propinas. Somente não pode ser liberada, segundo os vermelhos, a cloroquina, por ser uma droga conservadora, tem efeito colateral, bilateral, multilateral, pode até curar. Os curativos da direita, politicamente incorretos, são proibidos, causam efeitos colaterais conservadores. Os devotos da seita vermelha vivem sob efeitos delirantes, acreditam nas próprias mentiras”.

“Ó complacente democracia, quantas patifarias são cometidas em teu nome! Os energúmenos e corruptos de todos os naipes hoje adoram a nova versão da democracia, qual seja a ditadura do AI-Covid19. Dá para desconfiar. Eu não beijo as flores desses falsos democratas”. A cantoria à moda Orloff do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião.


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03/08


2020

Coluna da segunda-feira

Reale chegou a fugir do impeachment

Na live deste blog, sexta-feira passada, a deputada Janaína Paschoal (PSL), a mais votada na eleição passada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, revelou bastidores inéditos do processo de impeachment da ex-presidente Dilma, em 2016, no qual teve importante contribuição como advogada de acusação ao lado de Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo. Abrindo o coração, disse que Reale Júnior, bem mais famoso do que ela, ainda bastante desconhecida no início, não aceitou de largada a tocar o processo junto com ela.

“Reale foi o primeiro a ser chamado, mas não aceitou participar. Ouvi muitos nãos de Reale até encontrar Hélio Bicudo. Com Bicudo houve uma identidade de pensamentos que considero encontro de almas”, afirmou. “As pessoas acham que pensei em algo que já estava delineado, mas eu é que pensei a ideia por mim”, afirmou. Conforme narrou, resolveu fazer o processo e depois que Reale não quis participar saiu em busca de vários juristas.

“Na época, como o doutor Miguel Reale tinha ligação com o PSDB, o partido condicionou o apoio ao processo à entrada do jurista. Foi então que ele aceitou”, revelou, adiantando ter dito para ele, na hora, que não precisava dessa imposição porque sempre foi bem-vindo ao processo e por isso mesmo foi lembrado no primeiro instante.  Janaína também revelou outro incômodo. O fato de, no começo, a imprensa se referir aos autores do pedido de impeachment citando Reale e Bicudo como “os juristas” e a ela, simplesmente como “a advogada Janaína”.

Hoje, por causa disso, afirmou que coloca nos comunicados que redige o nome de todos os que fazem parte de uma ação em qualquer referência. E não sabe se teria essa preocupação, se não tivesse passado por isso. A parlamentar relatou, também, que em vários momentos durante o impeachment sofreu humilhações públicas e que passou muitas noites sem dormir, ao longo da discussão do impeachment no Congresso, para ler e reler documentos.

Sobre os motivos que a levaram ao afastamento de Dilma, disse que a iniciativa começou a tomar corpo a partir da sua vida acadêmica. “Achava os petistas muito totalitários dentro da universidade. Sentia um ambiente de autoritarismo, perseguições e destruição constante. Isso me incomodava. Comecei a colecionar fatos, dados e fui juntando tudo. Era muito incômodo ver como eles defendiam o governo da Venezuela, por exemplo. Quando tive acesso ao procedimento conduzido pelo procurador de contas, Júlio Marcelo, - com o parecer citando manobras fiscais do governo definidas por ele como ‘pedaladas’ - fiquei convicta que tinha de haver o impeachment”, afirmou. (Colaborou Hylda Cavalcanti, de Brasília).

Ninguém teria feito – A deputada Janaína Paschoal contou, ainda, que não achava que seria ela quem devesse encabeçar todo o pedido de impeachment e sim alguém mais conhecido. Motivo pelo qual procurou tantas pessoas, inicialmente. “Percebi que se eu não fizesse ninguém faria”, afirmou. A parlamentar destacou que um dos problemas que enfrentou na época foi o fato de muitos apoiadores do impeachment não quererem tratar do escândalo chamado de Petrolão – que resultou na operação Lava Jato -, só das mudanças fiscais e das pedaladas. “Eu entendia que precisávamos incluir tudo, inclusive os empréstimos milionários concedidos a outros países, como Cuba e Venezuela”, ressaltou. Foi daí que veio a sua famosa argumentação, que ficou conhecida como “o conjunto da obra”, tão defendida por ela durante a votação do caso no Congresso.

Condição para vice – Outra revelação importante diz respeito ao convite que receber de Bolsonaro para ser vice a sua chapa em 2018. “Quando o presidente me convidou, sugeri ficar dando expediente num prédio em São Paulo e só me deslocar para Brasília quando ele viajasse. Notei que ele gostou da ideia, mas as pessoas no entorno dele não gostaram, acharam que eu estava exigindo muito. Depois veio a convenção do partido, onde eu disse que não era fiel ao ele, era fiel ao Brasil. Falei a minha verdade e aí houve uma reação forte contra meu nome, então não deu certo. Isso provocou um estremecimento de lado a lado”, narrou. Hoje, a deputada reconhece que se tivesse sido vice-presidente poderia ter enfrentado muitos problemas. “Se tivesse aceitado, a confusão iria estar feita. Não sei como seria a junção de duas personalidades tão fortes”.

Emergência sanitária – Uma exceção na regra que controla a propaganda oficial para evitar abusos no período eleitoral promete dar muita dor de cabeça para a Justiça Eleitoral. Trata-se da emergência sanitária causada pelo novo coronavírus. A norma poderá suscitar contestações e ações contra o uso da máquina pública por governantes. De fato, a legislação diz que, com exceção da propaganda de produtos que tenham concorrência no mercado bem como da orientação da população no combate à pandemia, todas as demais propagandas oficiais das prefeituras estão proibidas a partir de 15 de agosto. Casos excepcionais de utilidade pública devem ser analisados pela Justiça Eleitoral.

Fake news – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a Casa acelerará a tramitação do projeto de lei das fake news por tudo o que o youtuber Felipe Neto “tem sofrido nesses dias”. Também convidou o comunicador para uma reunião sobre o projeto na Câmara. O influenciador aceitou. Os deputados discutem projeto já aprovado pelo Senado que, segundo seus apoiadores, endurece o combate às fake news. Setores da sociedade civil veem risco de que mecanismos gestados na proposta sirvam para impor censura sobre redes sociais e outros meios.

CURTAS

ROMÁRIO NA BERLINDA – Acusado em processos judiciais de transferir bens a terceiros para não pagar dívidas com credores, o senador Romário (Pode-RJ) passou a colocar o próprio advogado como dono de parte de seu patrimônio. Luiz Sérgio de Vasconcelos Júnior, que entre 2017 e 2019 foi funcionário comissionado no Senado, foi autorizado, por meio de documentos firmados em cartório, a receber R$ 22 milhões em verbas que seriam de direito do ex-jogador. Ao longo das últimas duas décadas, Romário vem sendo cobrado na Justiça por uma série de dívidas milionárias.

Transferências – Empresas e pessoas físicas que cobram o senador na Justiça costumam ter dificuldades de encontrar patrimônio em seu nome. Há dois anos, o jornal carioca Extra revelou que Romário havia transferido para a própria irmã, Zoraidi Faria, bens como uma lancha, um Porsche e uma casa na Barra da Tijuca. Nos últimos meses, o advogado Luiz Sérgio de Vasconcelos Júnior passou a ter direito sobre o patrimônio do senador a partir de dois movimentos. O primeiro deles diz respeito a um acordo com o Vasco, para o recebimento de R$ 15,1 milhões de dívidas da época em que Romário atuou no clube.

LIVES DA SEMANA – As lives desta primeira semana de agosto já estão confirmadas. Na de amanhã, o cientista político e professor Antônio Lavareda fala sobre a primeira eleição em meio à pandemia do coronavírus. Na quarta-feira, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi, trata das consequências geradas nas cidades por causa da Covid-19 e também de eleição municipal. A primeira será às 19 horas pelo Instagram. A segunda, de 18 horas, também pelo Instagram, mas com transmissão simultânea pela Rede Nordeste de Rádio. Se você não segue ainda o Instagram do blog, anote o endereço: @blogdomagno.

Perguntar não ofende: Se o Congresso ainda não deliberou sobre o assunto, qual a penalidade prevista no Brasil para crimes de fake news?


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Comentários

marcos

STF proíbe investigar Verdevaldo;................................... STF proíbe investigar Serra e Alckmin;...................................... STF não julga caso de Gleisi;................................................... STF solta Lula e Dirceu;........................................... STF solta 32.000 presos;........................................ STF prende apoiadores de Bolsonaro;............................................. STF cala Bob Jeff e bolsonaristas.......................................... Que Justiça é essa?

marcos

Um feito e tanto: Balança comercial tem superávit recorde em julho...................................... O governo federal acaba de anunciar que o Brasil teve o maior superávit da balança comercial desde o início da série histórica. US$ 8 bilhões......... É o Brasil dando Certo!

marcos

Entenda a denúncia de Allan dos Santos, passo a passo..................................... 1- Maio de 2020. Allan recebe informação de que Barroso, Moraes, Ministros do TSE, STJ e TCU, Presidentes da Câmara e Senado reuniram-se na madrugada de Brasília para confabular derrubada de Bolsonaro. Chegaram a solicitar ajuda de Joice.............................................. 2- Junho de 2020. Moraes obriga a PF a vasculhar a casa de Allan dos Santos para descobrirem a fonte que deu a notícia sobre a reunião secreta. Não encontraram nada, e refizeram a operação 15 dias depois. Porém, também sem sucesso em descobrir a fonte do Allan.......................................... 3- Julho de 2020. Em razão de não entenderem como o Allan teve acesso a informações da reunião secreta, Barroso tira servidor do STF e o coloca na segurança do TSE para que apure se existe sistema de espionagem contra ministros do TSE ou STF em Brasília.............................................. 4- Empresa contratada descobre malas de espionagem nas Embaixadas da China e Coréia do Norte. Além de uma mala na casa do Advogado Kakay do PT................................................. 5- Após descobrir que as malas estavam a menos de 5 km do Palácio do Planalto, Barroso deveria ter alertado as autoridades...................................................... 6- Informações sobre o caso vazaram para o Allan dos Santos, que temendo por sua vida, devido a gravidade do caso, saiu do país para denunciar o crime a priori, de \"prevaricação\" do Ministro Barroso, porém o crime pode ser enquadrado na lei de Segurança Nacional.............................................. 7- Segundo a Lei de Segurança Nacional, Quem encobrir informações de Espionagem internacional está sujeito a penas de mais de 20 anos de prisão........................................... 8- Grande mídia não toca no assunto e diz que Allan fez Fake News............................ 9- Allan começa mostrar partes do conteúdo............................... 10- Terça Livre denuncia que Família de um ministro do STF está no Paraguai, o que poderia indicar uma fuga do ministro.......................................... 11- Barroso era advogado de Cesare Batisti, que tentou fuga para o Paraguai para de lá fugir para local incerto. Após isso Barroso foi indicado para o STF......................................... 12- Allan dos Santos teria também dossiê que desvenda o caso Adélio Bispo, podendo inclusive ter provas de quem mandou matar Jair Messias Bolsonaro......................................... Henrique Póvoa

Fernandes

Senhor...Na sua infinita misericórdia NOS LIVRE DO BOLSONARO e toda a CORJA DE BANDIDOS E RETARDADOS que o segue! É URGENTE AMÉM !

marcos

Equipamento que rastreiam ligações foram localizados na Embaixada da China, Koreia do Norte e na casa do Advogado do PT. Coisa Linda.