FMO

16/12


2019

Caminhoneiros ameaçam paralisação pelo país

Movimento está dividido

Por Estadão Conteúdo


Uma nova paralisação de caminhoneiros pode ter início nesta segunda-feira, 16, em várias regiões do País. A mobilização, que começou a circular em grupos de Whatsapp nas últimas semanas, é apoiada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logísticas (CNTTL), instituição ligada à Central.

O movimento dos caminhoneiros, porém, está completamente dividido em relação a uma nova greve. O caminhoneiro Wallace Landim, o “Chorão”, que tem representado os pleitos dos caminhoneiros na interlocução com o governo, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a classe está sendo alvo de interesses políticos e que os principais pedidos dos trabalhadores já estão com data para que sejam atendidos.

“Temos uma pauta importante, que já está na mesa e que tem data para ser atendida. Temos de ter muita seriedade em relação ao que está sendo feito. O que estão querendo é usar o transportador como massa de manobra para um movimento político”, disse.

Na próxima terça-feira, 17, segundo Chorão, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) se comprometeu em publicar o novo Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot), ferramenta que vai ajudar a fiscalizar a punir empresas que tem contratado caminhoneiros com preços abaixo do mínimo estabelecido na tabela do frete.

Outra reivindicação é o reajuste do piso mínimo do frete, o que, segundo Chorão, já tem o compromisso do governo de ser feito em 20 de janeiro do ano que vem. Sua expectativa da classe é que esse aumento fique entre 14% e 18%. Outras negociações estão em andamento ainda para tratar do preço do diesel.

“Concordo que estamos no limite de nossa situação, mas é preciso enxergar que as coisas estão em andamento. Nossa maior crítica hoje é o atravessador, a empresa que está entre o produtor e o caminhoneiro. É preciso eliminar esse atravessador e facilitar a contratação direta do caminhoneiro, seja cooperado ou autônomo”, comentou.

Nas redes sociais, representantes da CUT têm divulgado vídeos nos quais negam motivações políticas. “Estão tentando desvirtuar o movimento dos caminhoneiros, com essa história de que se trata de um movimento político. Quem faz isso tenta desmobilizar a classe, é covarde”, afirmou Sandro Cesar, presidente da CUT no Rio de Janeiro, em vídeo distribuído entre os trabalhadores. “Quero saber se tem alguém, em algum lugar desse Brasil, que está feliz com o preço da gasolina, do gás, do óleo diesel. Se tem alguém feliz com isso, deve ter outros interesses.”
Nesta época do ano, quando o volume de transporte de grãos cai, é comum haver uma oferta maior de caminhões no mercado. Como todos querem trabalhar, algumas empresas acabam praticando preços muito inferiores aos previstos na tabela do frete, que foi adotada durante a primeira paralisação de grande porte do setor, ocorrida durante a gestão do ex-presidente Michel Temer.

Para aplacar a greve, o governo cedeu e instituiu uma tabela mínima de preços para o transporte. A indústria, no entanto, critica até hoje o mecanismo e diz que este tem prejudicado os negócios.

“Se não tivermos nossos pedidos atendidos, serei o primeiro a ir para a rua e puxar as mobilizações. Mas não estamos nesse momento. É preciso olhar as coisas com seriedade e não entrar em movimentos que nunca representaram os caminhoneiros”, disse Chorão.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Governo de PE

16/12


2019

Cop 25 termina sem acordo sobre mercado de carbono

Sem acordo sobre mercado de carbono, COP25 termina sem alcançar seus objetivos.

Foto: wikipédia

Estadão Conteúdo

A Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 25, em Madri na Espanha, terminou na manhã deste domingo, 15, após quase dois dias de atraso, sem alcançar seus objetivos. Representantes de cerca de 200 países concordaram de modo tímido a “refletir” em 2020 sobre como aumentar a ambição “o máximo que puderem” em suas metas de redução de emissões, as chamadas NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), e em financiamento climático.

O objetivo era se comprometer de modo mais incisivo a tornar mais ambiciosas as metas de combate às mudanças climáticas em 2020 de modo a conseguir cumprir o Acordo de Paris, em que os países se comprometem a impedir que a temperatura média do planeta suba neste século mais que 1,5 grau Celsius.

O acordo, intitulado “Chile-Madri, hora de agir”, falhou em seu objetivo de trazer a urgência da crise climática para dentro da implementação do Acordo de Paris. E a decisão sobre mercados de carbono, tema central da conferência, foi adiada para a COP26, em Glasgow, na Escócia.

“Não estamos satisfeitos. Queríamos fechar a questão do artigo 6 (do Acordo de Paris) para implementar um mercado de carbono robusto com integridade ambiental, focado em gerar recursos para uma transição ao desenvolvimento sustentável”, destacou.

Ela pediu que os representantes dos quase 200 países presentes no evento sejam capazes de dar uma resposta mais sólida, urgente e ambiciosa à crise climática.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também disse estar decepcionado com os resultados da Cúpula do Clima.

“A comunidade internacional perdeu uma oportunidade importante de mostrar uma maior ambição em mitigação, adaptação e finanças para enfrentar a crise climática. No entanto, não devemos nos render”, disse Guterres ao analisar o texto final da cúpula.

O ex-primeiro-ministro de Portugal disse estar “mais decidido do que nunca” a trabalhar para que 2020 seja o ano que todos os países se comprometam a fazer o que a ciência está recomendando.

“É necessário neutralizarmos o carbono em 2050 e não irmos além dos 1,5 graus (Celsius) de aumento da temperatura do planeta”, frisou.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que liderou a delegação brasileira, lamentou neste domingo a falta de acordo em torno da regulamentação do mercado global de créditos de carbono durante a COP-25. Em seu Twitter, o ministro afirmou que a “COP-25 não deu em nada” e prevaleceu o “protecionismo” de alguns países.

O Brasil, porém, foi acusado por vários países de ser ele quem estava fazendo exigências que não eram bem vistas por outros países, que poderiam levar a uma contagem dupla de créditos de carbono ou mesmo comprometer a capacidade do Acordo de Paris de alcançar suas metas. É o que no jargão se chama “integridade ambiental”. O mercado de carbono só tem razão de ser se ele ajudar a reduzir emissões no mundo, mas algumas propostas do Brasil, como trazer para o jogo créditos antigos, não traz nenhum benefício para o clima atual.

Salles passou a maior parte das duas semanas que esteve em Madri exigindo pagamento de países ricos por realizações passadas do Brasil, quando houve redução de emissões – mas sem ponderar que o cenário brasileiro atual é muito ruim. O governo brasileiro chegou a Madri com uma alta de 29,5% do desmatamento, a principal fonte de gases de efeito estufa do Brasil, e nenhum plano sobre como vai voltar a reduzir essa taxa. Também não apresentou nenhuma intenção de trazer metas mais ambiciosas de redução de suas emissões no ano que vem.

Em um outro item que estava sendo discutido na conferência, sobre a inclusão dos temas clima e oceanos e clima e solo na agenda das negociações, ecoando os relatórios do IPCC divulgados neste ano que mostram a importância das duas áreas para combater as mudanças climáticas, o Brasil se recusou a incluir o solo.

Há um entendimento no governo de que o tema não deve ter um destaque à parte uma vez que responde, mundialmente, por cerca de 10% das emissões do mundo. Enquanto combustíveis fósseis, que respondem por 75%, não têm isso.

Teresa Ribera, ministra para a Transição Ecológica da Espanha, chegou a tuitar que o Brasil, nessa questão, ficou “esmagadoramente isolado”. Depois acabou cedendo.

Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, na COP25, “o processo foi colocado acima das pessoas e do planeta”. Ele se refere ao fato de que, “mesmo com os efeitos da crise climática piorando em todo o mundo, alguns governos em Madri chegaram a apoiar a retirada da expressão ‘emergência climática’ das decisões da COP”, afirmou.

Ele também criticou o comportamento do Brasil, que pela primeira vez na história das COPs ganhou duas vezes o prêmio irônico fóssil do dia e o fóssil do ano. “A política ecocida do governo do presidente Jair Bolsonaro manchou o trabalho da delegação brasileira na COP25 e transformou um ex-campeão do meio ambiente em um pária climático, cujo envolvimento na luta contra a catástrofe climática corre o risco de se limitar a uma assinatura em um acordo global.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

EMPETUR

16/12


2019

Ministro: posta foto de churrasco e ironiza a COP25

Salles posta foto de churrasco e ironiza COP25: "Para compensar emissões". O ministro, que foi até o evento para conseguir dinheiro para projetos de preservação, usou a publicação para fazer troça sobre preocupações com o carbono.

Mais cedo, ministro já havia dito que a COP25 "não deu em nada" Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por Da Redação da Veja

 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que durante a manhã deste domingo ‘5 afirmou que a COP25 “não deu em nada”, voltou a ironizar o resultado da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas realizada em Madri, na Espanha.

Em uma nova publicação, que trazia a foto de um prato de churrasco, Salles afirmou que a refeição “vegetariana” foi escolhida para a despedida da capital espanhola, para poder compensar as emissões de gases poluentes realizadas pelo Brasil na COP.

“Para compensar nossas emissões na COP, um almoço veggie!”, ironizou Salles no Twitter.

Em uma publicação anterior, o ministro hdisse que o “protecionismo e hipocrisia andaram de mãos dadas, o tempo todo” durante a conferência. O post é acompanhado de um vídeo em que Salles afirma que, “apesar de todos os esforços do Brasil”, não foi possível chegar a um texto final consensual.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Paulista

16/12


2019

Senado vota transferência do Coaf para o BC na terça

Gráfico: site Migalhas

Por Agência Brasil

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (17) a votação da Medida Provisória (MP) 893/19 que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central (BC). A MP foi aprovada na Câmara, na última quarta-feira (11). Alcolumbre chegou a marcar para o dia seguinte a votação, mas foi obrigado a recuar por falta de quórum.
A votação da MP será a última votação do Senado este ano. Além disso, essa será a última oportunidade de confirmar a mudança do Coaf para o BC. A medida provisória perde a validade no mesmo dia.

O presidente Jair Bolsonaro editou a MP em agosto, transformando o Coaf em Unidade de Inteligência Financeira (UIF), com autonomia técnica e operacional e atuação em todo o território nacional.

Segundo a MP, a Unidade de Inteligência Financeira será “responsável por produzir e gerir informações para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo, ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa, além de promover a interlocução institucional com órgãos e entidades nacionais, estrangeiros e internacionais que tenham conexão com a matéria”.
Nem todos os parlamentares são favoráveis à mudança. O Podemos, partido defensor da Operação Lava Jato e que tem no combate à corrupção uma de suas principais bandeiras, se posicionou contrário. Para o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), líder do partido no Senado, não há justificativa na mudança desejada por Bolsonaro.

“Coaf prestou extraordinários serviços a CPIs fundamentais como a CPI dos Correios, a CPI do Mensalão. […] Certamente, crimes foram desvendados. A corrupção foi colocada à luz para ser combatida, denunciada, julgada e condenada, certamente com grande contribuição e condenada, certamente com grande contribuição do Coaf. Essas alterações não se justificam”, disse.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


16/12


2019

Brasil inaugura escritório comercial em Jerusalém

No caminho de volta para o Brasil fiz questão de parar por 10 horas em Israel para ter a honra de discursar hoje na inauguração do escritório de negócios da @ApexBrasil em Jerusalem. Trata-se do 1º passo para a transferência da embaixada.
Por Agência Brasil

 

O governo brasileiro inaugurou neste domingo (15) um escritório em Jerusalém (Israel) para fortalecer a parceria com o país nos temas de inovação, tecnologia e investimentos. O primeiro ministro israelense, Benjamim Netanyahu, e o deputado federal, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, estiveram no evento.

O escritório será administrado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e comandado pela analista de comércio internacional Camila Meyer, selecionada para o posto por meio de um processo interno. A equipe será composta por duas pessoas contratadas localmente. O escritório funcionará no edifício Jerusalem Gati Business Center.

De acordo com a Apex, um dos pontos que será trabalhado pelo escritório em Jerusalém é o fomento às novas parcerias tecnológicas e a atração de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o Brasil. Alguns setores que confirmam a proeminência israelita em tecnologia são as soluções voltadas ao agronegócio e ao uso de água e, ainda, avanços em cibersegurança para defesa de clientes, proteção de dados e aplicação militar.

No Twitter, Eduardo Bolsonaro mencionou seu discurso na cerimônia, disse ser um “grande dia” e afirmou que a abertura do escritório de negócios é o primeiro passo para a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Ipojuca

16/12


2019

Coluna desta segunda na Folha

Alepe só avalizou certidão previdenciária

Por falta de esclarecimentos e pressa dos blogueiros mais ansiosos, ganhou manchete, na sexta-feira passada, a aprovação do projeto de reforma da Previdência estadual pela Assembleia Legislativa.

Na verdade, segundo o atento observador Antônio Moraes, da tribo parlamentar tucana, o que de fato passou no crivo dos deputados da base, sem um único voto da oposição, foi tão somente uma adequação às normas estabelecidas para revalidar a Certidão Previdenciária. Sem ela, o Estado ficaria, automaticamente, impedido de receber recursos do Governo Federal.

Com a reforma previdenciária aprovada pelo Congresso nenhuma alíquota de contribuição de servidor pode ser menor que 14%. Em Pernambuco, era de 13,5% ou como opção a progressão da alíquota, que varia de 7,2% a 22%. A certidão previdenciária do Estado vence em fevereiro próximo, daí a pressão da Assembleia pela sua aprovação.

Fundo previdenciário – A lei complementar aprovada pela Alepe, de número 830/2019, cria também o novo Fundo Previdenciário, que, segundo Antônio Moraes, só vai ser obrigatório para os funcionários que ingressarem nos quadros do Estado após a referida lei, através de concurso com a paridade de 1 para 1. “A reforma da Previdência estadual só virá depois de aprovada a PEC Paralela”, diz Moraes.

Rompimento – Em Surubim, o ex-prefeito Flávio Nóbrega (PSB), que lidera todas as pesquisas de intenção de voto para prefeito, rompeu com a prefeita Ana Célia, também socialista, mas terá que se abrigar em outra legenda se quiser de fato entrar no páreo. O rompimento ainda não é oficial, mas até as paredes da Prefeitura sabem do distanciamento por causa da má gestão de Célia.

Briga feia – Não convidem para a mesma mesa o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), e o deputado Sebastião Oliveira, a caminho do Avante. Andam às turras por causa do impasse na conclusão das obras do aeroporto do município. Mas o governador Paulo Câmara garante que os voos da Azul entram em operação antes do final do primeiro semestre do próximo ano.

Desculpas – No belíssimo show que fez, sábado passado, em Triunfo, o cantor de romantismo da velha geração, o ainda voz aveludada Moacyr Franco, pediu desculpas aos seus fãs por ter sido deputado federal nos anos 80. “Me perdoem, mas sai da Câmara com a mesma Caravan que entrei”, afirmou.

Ninguém quer – Em Triunfo, as duas principais lideranças governistas – o prefeito João Batista (PSB) e o ex-prefeito Luciano Bonfim – não querem entrar na disputa em 2020, nem também têm a menor noção do nome do grupo que poderá surgir. Para sorte deles, nem a oposição tem candidato.

CANDIDATO – O ex-prefeito do Recife, João Paulo, que trocou o PT do seu coração pelo PCdoB de ocasião, assumiu, finalmente, na última sexta-feira, que disputa a Prefeitura de Olinda. Na primeira pesquisa do Instituto Opinião, entretanto, ele teve a preferência de apenas 4% das intenções de voto dos olindenses.

Perguntar não ofende: O Tribunal de Justiça de Pernambuco já entrou para o Livro dos Recordes?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Abreu e lima

15/12


2019

GNV passará a ser vendido por quilo em 2020

Inmetro abre nesta segunda consulta pública para regulamentar mudança. Diferença entre valor pago e abastecido chega a 22%
Foto: Márcia Foletto/9-7-2019 / Agência O Globo

O Globo Pedro Capetti

RIO - A venda de gás natural veicular (GNV) sofrerá mudanças em 2020. O Inmetro abre nesta segunda-feira consulta pública para que o combustível passe a ser vendido por quilogramas, e não mais por metro cúbico (m³), como ocorre hoje. A mudança visa a reduzir a possibilidade de erro e fraude nos postos. O preço final para encher o “tanque”, diz órgão, não vai mudar.

A ideia é que a nova medida de comercialização passe a ser usada nos postos ainda no primeiro semestre de 2020.

O Inmetro explica que, para vender o GNV por metro cúbico, é preciso que, a cada carga recebida, o posto ajuste a densidade para garantir a medição correta na bomba.

Mas essa informação pode demorar até 30 dias para chegar ao posto e ainda é passível de erro. Na prática, isso pode significar o pagamento pelo consumidor de metros cúbicos de gás que não chegaram ao cilindro do veículo.

Levantamento feito pelo Inmetro na Região Metropolitana do Rio, em julho, apurou diferenças de até 22% entre o que foi efetivamente pago e o volume de gás abastecido.

Medidor lacrado

Com as mudanças planejadas pelo Inmetro, em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o fator de conversão será ajustado a uma densidade única (igual a 1), e o medidor será lacrado para evitar fraudes.

Assim, o fator hoje sujeito a mudanças mensais será retirado do processo, e a venda, feita diretamente em quilos, a exemplo do botijão de gás.

— Uma vez lacrado, o dispenser (bomba) não poderá ser alterado. Se o proprietário do posto fizer isso, será muito mais fácil identificar — explica Marcos Trevisan, diretor de Metrologia Legal do Inmetro.

Segundo Angela Flores Furtado, presidente do órgão, a mudança, em estudo nos últimos três anos, além de garantir maior confiabilidade e menos erros de abastecimento para o consumidor, tem como base práticas internacionais:

— Isso promove a concorrência justa entre os estabelecimentos, colocando em pé de igualdade os agentes do mercado. E esse cenário é bastante positivo para o país em razão da expectativa de maior oferta do combustível na área do pré-sal.

As mudanças no mercado vão atingir milhões de brasileiros que optaram por converter os veículos para gás, diante do aumento do preço da gasolina.

Somente no Rio, estado com a maior frota a gás do país, mais de 1,3 milhão de consumidores usam GNV em seus carros. Em 2018, houve aumento de 23% no número de conversões, em comparação a 2017, segundo o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de Janeiro.

30% mais de gás

Trevisan garante que a troca da forma de venda não terá impacto no bolso dos brasileiros. Apesar do valor unitário ficar mais alto, o desembolso total para abastecer o carro será o mesmo. Isso porque, explica o diretor do Inmetro, um quilo de GNV chega conter 30% a mais de gás do que um metro cúbico. Ou seja, 1 kg de gás equivale a aproximadamente 1,3 m³. 

O quilo do gás será mais caro que o metro cúbico, mas o motorista precisará pagar por menos unidades para encher o cilindro.

No entanto, há o temor de possíveis comportamentos abusivos com aumento dos preços, no momento da troca da unidade de comercialização para quilo.

— É uma preocupação, mas vamos fazer ações educativas para evitar o comportamento abusivo dos postos, e também teremos o papel de fiscalização — ressalta Andrey Vilas Boas , coordenador da Senacon, que trabalhará em parceria com o Inmetro.

Impacto para 1.759 postos

Décio Oddone, diretor-geral da ANP, diz que a agência acompanha a recomendação do instituto e também vai ajudar na comunicação da mudança.

Cerca de 1.759 postos do país serão afetados com a alteração nas bombas. As atuais poderão continuar a ser usadas por até seis anos após a publicação da portaria, desde que não infrinja o limite de 2% de erro. A adequação ao novo padrão, no entanto, deverá ser imediata.

— É possível fazer a adaptação com o dispenser em uso hoje em dia. Não será necessário a troca imediata , mas queremos modelos modernos e mais confiáveis. Por isso esse prazo —diz Trevisan.

A consulta pública do Inmetro ficará aberta por 60 dias para receber opiniões da população e das entidades do setor privado, visando à consolidação da nova regulamentação.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Serra Talhada

15/12


2019

Equipe econômica passou por media training

O media training da equipe econômica. Antes de enviar pacote ao Congresso, time de Guedes teve treinamento duro.

Paulo Guedes e secretários no Congresso Nacional Foto: Daniel Marenco/Agência O Globo 
Época - Coluna de Guilherme Amado
Por Eduardo Barreto

 

A preparação da equipe econômica para divulgar o pacote de medidas enviadas ao Congresso, em novembro, incluiu um duro treinamento sobre como se portar numa entrevista — chamado pelas agências de assessoria de imprensa de “media training”.

O treinamento, no fim de outubro e somente para os que seriam os "porta-vozes para divulgação do pacto federativo", foi feito por meio de um contrato antigo do ministério com a agência InPress, assinado em 2014, para consultoria, planejamento e assessoria de comunicação.

O contrato, de R$ 7,3 milhões, tinha inicialmente vigência de um ano e foi prorrogado pelo período máximo, até o fim de 2019. O Ministério da Economia informou que recebe três treinamentos desse tipo por ano, e que cada um custa R$ 22,6 mil.

O diagnóstico feito pela InPress sobre os secretários da equipe econômica que falariam à imprensa traz constatações curiosas.

"Ele diverge muito e, com isso, passa a impressão de que não vai responder, de que está 'enrolando’", disse a sugestão da agência para o secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues.

O secretário de Desburocratização, Paulo Uebel, foi orientado a "ter cuidado com o tom de voz e a velocidade com que responde", para "não passar a impressão de arrogância".

Já o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, foi avisado de que, ao falar, "demonstra irritação quando tem que explicar várias vezes o que já falou".

Bruno Funchal, diretor da secretaria de Fazenda, recebeu conselhos para "não falar demais e dar margem a outras demandas e interpretações".

(Por Eduardo Barretto)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkkk. Parece até que a Época tem fontes no Governo. Aja inventar matéria.


Prefeitura de Limoeiro

15/12


2019

Armando: Oposição deve apresentar um projeto de mudança

O ex-senador Armando Monteiro (PTB) manifestou, hoje, preocupação com o lançamento antecipado de nomes para prefeito do Recife, pelo senador Fernando Bezerra (MDB), sem conversa prévia com o conjunto do bloco oposicionista. “Falar de nome agora é um desserviço tanto para a oposição, quanto para o Recife. O que deve unir a oposição é a discussão de um projeto de mudança para a cidade, com propostas de gestão eficiente, geração de emprego, renda, melhoria na prestação de serviços básicos, o cuidado com o Recife que está abandonado e, principalmente, resgatar a autoestima do recifense”, afirmou.  

Armando Monteiro ressalta que os partidos da oposição têm nomes preparados e qualificados para disputar a prefeitura do Recife. “No entanto, devemos cumprir etapas e nos unir em torno de propósitos que estejam conectados com os desejos do recifense. É clara a insatisfação com a falta de cuidado com a cidade, com a má gestão e com estagnação econômica da nossa capital”, defendeu, destacando que o foco deve ser entender cada vez mais os problemas e as demandas da cidade.

“Nomes bons nós temos como Mendonça Filho, Daniel Coelho, Silvio Costa Filho, Priscila Krause e Marco Aurélio. No entanto, defendo que antes do nome a oposição tenha um projeto comum para mudar o Recife”, afirmou. 

Armando destacou, ainda, que a oposição deve considerar futuramente nas discussões da pré-candidatura, o nome do deputado federal Raul Henry (MDB), que militou até recentemente ao lado do PSB, tendo sido vice-governador de Paulo Câmara no primeiro mandato do socialista, e tem manifestado o desejo de candidatura.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner de Arcoverde
Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores