FMO janeiro 2020

31/05


2020

Celso de Mello teme golpe militar

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello revela temer nova intervenção militar no Brasil. Na madrugada de hoje, o decano da Suprema Corte enviou aos demais integrantes do STF uma mensagem, com teor de preocupação. Ele citou Hitler no texto, conforme relata O Antagonista.

“É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar, quando Hitler não hesitou em romper e nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar”, escreveu o ministro.

Leia a mensagem completa:

“GUARDADAS as devidas proporções, O “OVO DA SERPENTE”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL! É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA  DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919 , impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933, da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!! ‘INTERVENÇÃO MILITAR’, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !!!!”


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Detra maio 2020 CNH

31/05


2020

Loucos e poucos, diz Moro sobre ato contra STF

Estadão

O ex-ministro Sérgio Moro classificou como ‘loucos’ os participantes de ato bolsonarista realizado na noite deste sábado, 30, em Brasília. Liderados pela ativista Sara Winter, investigada pela Polícia Federal, o grupo empunhou tochas e usou máscaras em ação vista por autoridades como semelhante aos protestos da Ku Klu Klan (seita supremacista branca) nos Estados Unidos, em 2017.

“Tão loucos mas, ainda bem, tão poucos. O único inverno chegando é o das quatro estações”, provocou Moro, fazendo um ‘trocadilho’ com o sobrenome artístico da ativista, Winter (inverno, em inglês).

 


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Abreu e Lima

31/05


2020

Construindo um Estado miliciano

Por Ayrton Maciel

Uma polícia federal é boa se investigar os “inimigos” políticos, vazar informações, devassar e destruir reputações; uma polícia federal está "aparelhada" e é persecutória, agride e ameaça "a liberdade" se investigar “meus filhos e meus militantes”. Uma Justiça é boa se “me contempla e é servil”, uma Justiça é parcial se "me impede de fazer o que quero e pode condenar os meus por delitos”. Eis um pensamento tirano, eis um pretendente: Jair Bolsonaro. "Eu blindo os meus e persigo e puno os teus", raciocina uma mente tirana.

O presidente da República, no alto dos delírios - um dia conciliador, o outro, terror - não esta só. Bolsonaro não se limita a suas milícias virtuais. Calculista, o presidente conta com generais como aliados, pelo menos os que estão no terceiro andar do Planalto. Militantes digitais e de rua, militares radicais e o mundo obscuro do sistema de segurança do Estado dão a Bolsonaro a sensação de poder para  blindar a si mesmo, os filhos e os "amigos" contra investigações e processos. Blindagem contra a autonomia da Polícia Federal, a independência constitucional do STF e do Congresso e a oposição de seus adversários políticos. A parcela eleitoral, que decresce nas ruas, serve-lhe como massa de propaganda.

No Brasil de hoje é improvável um Estado fascista, mesmo que generais de extrema-direita estejam ao redor do presidente, porque a formação ideológica restrita da maioria do governo não respalda essa possibilidade. Os contextos externos e internos também são desfavoráveis a aventuras desconexas do mundo. Mas, e um Estado fora da lei? Um Estado policialesco? Um Estado miliciano? Aquele que sirva aos interesses de uma família, de um grupo, de uma ideia de "limpeza" social que se concilie com a ocultação dos malfeitos do governo.
 
Um Estado que atropele a Constituição, algeme as instituições e tente silenciar a oposição não ficaria impune ao final. Antes, porém, faria seu estrago. O receio que existe tem sentido nas frequentes ameaças. Não está unicamente nas faixas dos militantes nas ruas. Está mais nas palavras, vídeos e redes digitais de Bolsonaro, seus filhos e de militares, como o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional. Ao receio interno se junta a imagem de párea que o Brasil acaba passando no concerto das nações democráticas a cada ameaça verborrágica. Uma ditadura sob controle de uma família seria uma encenação ridícula de circo mambembe. 

Em um ano e cinco meses de governo, não são só as ideias e surtos ditatoriais que têm assustado o país. A obsessão por liberação de armamento, a violência como discurso político de segurança e como solução contra a violência urbana, a pregação do ódio e do militarismo e as relações com milicianos cariocas complementam o teatro governista. A apologia a 64, a desconsideração a organismos internacionais, a leitura distorcida da história, a saudação a personagens que cometeram crimes contra a humanidade e os direitos humanos, tudo agrega-se a um governo que arrisca-se a ficar fora da Constituição.

Atacar a imprensa e jornalistas, macular adversários e apontar conspiração inimiga nas instituições que limitam as ações ilegais parecem parte da estratégia de poder. Ameaçar descumprir ordens do STF seria, porém, o gesto mais irracional de Bolsonaro. Não seriam as milícias digitais ou as armadas que dariam segurança a um Estado fora da lei. Muito menos os generais leais iriam querer ser confundidos. O jogo de Bolsonaro e seus radicais correria o risco de não suportar uma aposta alta.  
  
*Jornalista


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Prefeitura do Ipojuca

31/05


2020

Torcidas rivais unidas contra Bolsonaro em SP

UOL

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) junta torcedores do Corinthians e do Palmeiras na Avenida Paulista no início da tarde deste domingo (31).

Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. A exemplo de protestos a favor do presidente nas últimas semanas, os manifestantes produziam uma grande aglomeração.

No início da tarde, A segurança da PM era reforçada no local.

"O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse", afirma o autônomo Wagner de Souza, de 45 anos e torcedor do Palmeiras.

Ele chegou ao vão do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo), onde a maioria dos manifestantes está de preto ou carrega adereços do Corinthians, acompanhado de um grupo de dezenas de Pmeirenses autodenominado "Palestra Antifacista."


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Comentários

Fernandes

Coisa linda. Grande dia, contra o Bozovírus.



31/05


2020

A cavalo, Bolsonaro participa de ato

Em cima de um cavalo, o presidente Jair Bolsonaro participou de ato realizado por seus apoiadores, hoje, em Brasília. Sem máscara e sem capacete, acenou e cumprimentou os seus seguidores.

Mais cedo, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios de helicóptero, ao lado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.


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Banco de Alimentos

31/05


2020

Apoiadores de Bolsonaro pedem intervenção no STF

Em novo protesto realizado em Brasília, hoje, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram à Esplanada dos Ministérios. No ato, voltaram a defender intervenção militar.

Na manifestação, era possível ver faixas pedindo "intervenção no STF e no Congresso", além de dizeres como "abaixo a ditadura do STF" e "intervenção militar". O protesto ocorre após novo atrito entre governo e Supremo Tribunal Federal.


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Prefeitura de Serra Talhada

31/05


2020

Grupo bolsonarista faz ato contra Moraes no STF

UOL

O grupo bolsonarista autodenominado "300 do Brasil" fez ontem um protesto em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), depois de sua principal porta-voz, Sara Winter, ter sido alvo de mandado de busca e apreensão relacionado ao inquérito das fake news conduzido na Corte na última quarta-feira (27).

Com uma faixa onde se lia "300", o grupo marchava carregando tochas e alguns usavam máscaras que cobriam todo o rosto. Seguidos por Sara, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito.

"Viemos cobrar, o STF não vai nos calar. Careca togado, Alexandre descarado. Ministro, covarde, queremos liberdade. Inconstitucional, Alexandre imoral", repetiram várias vezes. 


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O Jornal do Poder

31/05


2020

Gravatá é modelo na pandemia, diz Joaquim

O prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), rebateu as críticas de opositores sobre as medidas tomadas no combate à Covid-19. Ao contrário do que foi noticiado ontem, a cidade não é a segunda do Agreste pernambucano com maior número de casos do novo coronavírus.

De acordo com o gestor, várias ações foram feitas para evitar a propagação da doença. Entre elas, Neto cita a contratação de novos profissionais de saúde, distribuição de kits de higiene, formação de barreiras sanitárias em pontos estratégicos da cidade, bem como EPIs para quem trabalha na contenção do novo coronavírus. Além disso, ele ressalta a abertura de 31 novos leitos no Hospital Municipal Doutor Paulo da Veiga Pessoa e a criação de campanha informativa.

Em relação à compra de sacos para o armazenamento de cadáveres, apontada pelo vereador Gustavo da Serraria, o prefeito responde: “A aquisição é para cumprir o protocolo da Organização Mundial da Saúde e se trata de um reforço na proteção, para que a doença não seja transmitida mesmo depois do óbito. Não é só Gravatá, todos os municípios vêm fazendo essa aquisição. As compras foram feitas e estão disponíveis no portal da transparência, em uma aba específica da Covid-19, que contém todos os gastos e investimentos feitos até agora.”


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Shopping Aragão

31/05


2020

Sobre a crônica de hoje

Caro Magno,

A respeito de sua crônica de hoje, sobre a Pensão Natal e o velho mijão, eu lembrei de um episódio, que aproveito para relatar agora.

Américo Lopes*

Para Cláudia e Eduardo Monteiro, nesses tempos de pandemia

Viagem maravilhosa para um menino do Pajeú das Flores. A minha deu-se em sentindo inverso, de Albuquerquené (viu Dr. Hildo Azevedo?) para Ouricuri. Minha mãe na boleia do caminhão com um motorista ogro dos ogros, ciúme freudiano de menino. “O que esse motorista está fazendo com a minha mãe?” Agonia infame.

Na carga surreal, os móveis da família, eu, mais um irmão e Chá Preto, o jumento de estimação da família. Viagem longa e fria, começo dos anos 60. Pijamas de lã, amarelos e de bolinhas. Quadro tenebroso.

Ao chegarmos fomos recebidos pelo menino mais ruim da cidade: “De onde vem essas corujinhas e esse jegue? São todos da mesma família? Pijaminhas bonitos danados”. Osorinho o nome da fera.

Ainda hoje não sei como subimos e descemos Chá Preto daquele caminhão. Sei que fizemos tudo direitinho e Chá Preto morreu de velhice. No seio da família. José Maria, de Bodocó, vez em quando toma essa história emprestada e diz que aconteceu com ele. Fica uma estupenda história, pois bom contista ele é. 

*Diretor da Folha de Pernambuco, também conhecido como Zé da Coruja.


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31/05


2020

Uchoa e a imprensa

O Facebook nos acorda todos os dias com recordações que o tempo, voando de Boeing, não é capaz de passar a borracha. Hoje, trouxe esta imagem do lançamento do meu último livro, Histórias de Repórter, ao lado do meu fraterno amigo Luiz Piauhylino e do ex-deputado Guilherme Uchoa, já falecido.

Uchoa é um caso que merece estudo. Juiz, abandonou o direito de sentenciar em troca da política partidária, apaixonado pela vida pública em busca do poder. Quando o conseguiu, se eternizou. Foi o mais longínquo presidente de um Legislativo na história recente do País: seis mandatos, numa Assembleia em que o regime proibia reeleição.

Apreciador de um bom uísque, boêmio e amigo dos amigos, Uchoa se converteu num coronel do asfalto. Aos inimigos, a lei. Nunca temeu pauleira de jornalista. Corajoso, deixou como referência das suas passagens pela presidência da Casa as modernas instalações do Legislativo pernambucano, antes um velho sobrado histórico na Rua da Aurora.

Da minha caneta, sofreu duras críticas. Ficou sem falar comigo um bom pedaço da sua história parlamentar, intriga acentuada depois da eleição de Eduardo Campos para o Governo do Estado. Mas o respeitava e admirava sua forma de enfrentar os contratempos com a mídia. O da construção da nova Assembleia, num tempo em que gastar era verbo proibitivo, acabou metralhado, mas resistiu até o fim e hoje suas modernas instalações orgulham Pernambuco.

Uchoa foi contaminado pelo DNA perseguidor de Eduardo. Era de ligar e de mandar recados desaforados, mas tinha, em alguns momentos, a grandeza de compreender o meu papel. Seu filho Uchoa Júnior, hoje deputado e herdeiro político, confessou, recentemente, que minha coluna era a primeira e obrigatória leitura do pai saudoso. "Ele foi forçado a navegar na internet com o advento do seu blog", disse Júnior.

Uchoa morreu de bem com a vida e comigo, particularmente. Relação de jornalista com político é sempre pautada pela gangorra dos altos e baixos. Quando uma nota enche o seu ego, vira anjo. Do contrário, quando arranha a imagem, se converte num diabinho.


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