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22/10


2019

Senado vota hoje PEC da reforma da Previdência

Previdência: votação será em segundo turno.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Do G1

 

Em reta final da tramitação, o Senado votará hoje em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Antes do plenário, relatório sobre emendas será votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Para ser aprovada, a PEC precisa dos votos favoráveis de pelo menos 49 senadores. No primeiro turno, a proposta foi aprovada por 56 votos a 19.

Entre outros pontos, o texto estabelece idade mínima de aposentadoria para homens (65 anos) e mulheres (62 anos).


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Detran

22/10


2019

Mega Sena pode pagar R$ 21,5 milhões nesta terça

Apostas podem ser feitas até 19h, em lotéricas ou pela internet.

Aposta única da Mega-Sena custa R$ 3,50 e apostas podem ser feitas até às 19h — Foto: Marcelo Brandt/G1

Do G1

 

O concurso 2.200 pode pagar um prêmio de R$ 21,5 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre às 20h (horário de Brasília) desta terça-feira (22) em São Paulo (SP).

Excepcionalmente, serão três sorteios nesta semana, como parte da "Mega Semana da Sorte" --os demais concursos ocorrerão na quinta (24) e no sábado (26). Os sorteios habitualmente acontecem às quartas e sábados.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.


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13° Bolsa Familia

22/10


2019

Polícia prende suspeitos de roubo no aeroporto em SP

Polícia prende trio suspeito de roubo no aeroporto de Viracopos. Com eles, foram apreendidas uma metralhadora, uma pistola e drogas, além de uma quantia de 14 mil reais em dinheiro.

Na manhã da última quinta-feira, uma quadrilha fortemente armada invadiu o terminal de cargas do aeroporto
de Viracopos e atacou um carro da Brinks, levando malotes com dinheiro (Foto: Redes Sociais/Reprodução)

Por Redação da Veja

Por Estadão Conteúdo

 

Três suspeitos de participação no assalto a um carro-forte no terminal de cargas do aeroporto de Viracopos foram presos no início da noite desta segunda-feira, 21, em Campinas, interior de São Paulo. Com eles, foram apreendidas uma metralhadora, uma pistola e drogas, além de uma quantia de 14 mil reais em dinheiro. Um dos homens apresentava um ferimento à bala na perna, o que pode ser resultado do confronto com policiais durante o assalto, que ocorreu na quinta-feira, 17.

As prisões foram efetuadas por uma equipe do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar, após denúncia anônima. Os homens estavam no apartamento de um condomínio, no Parque Jambeiro. Não houve resistência. Conforme a PM, o local tinha um sofisticado sistema de monitoramento remoto.

O imóvel está alugado para a irmã de um dos suspeitos, que não estava no imóvel. Os homens negaram participação no assalto, mas, segundo a PM, deram versões controversas sobre sua presença no local. Os três suspeitos seriam encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Viracopos, que investiga o assalto.

Na manhã da última quinta-feira, uma quadrilha fortemente armada invadiu o terminal de cargas do aeroporto e atacou um carro da Brinks, levando malotes com dinheiro. Os bandidos incendiaram caminhões sobre a rodovia Santos Dumont para facilitar a fuga. Houve perseguição e tiroteios. Três criminosos foram mortos e ao menos dez fugiram. Dois vigilantes da Brinks, um major da PM e uma mulher tomada como refém também ficaram feridos. Os malotes com dinheiro foram recuperados.


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Prefeitura de Limoeiro

22/10


2019

Na presença de Bolsonaro, Japão entroniza imperador

Japão

Com presença de Bolsonaro, Japão entroniza imperador NaruhitoO novo soberano, de 59 anos, se tornou o 126º imperador do país após a abdicação de seu pai, Akihito, algo inédito nesta dinastia em mais de dois séculos.

Por Da Redação

 

O Japão entronizou nesta terça-feira o imperador Naruhito, com suntuosas cerimônias e rituais xintoístas que completam sua ascensão ao Trono doCrisântemo. Entre os convidados estrangeiros figuram vários chefes de Estado – como Jair Bolsonaro – e representantes das famílias reais, como o rei Felipe VI, da Espanha, e o príncipe Charles, da Inglaterra.

O próprio Naruhito proclamou, no início da tarde, sua entronização, durante uma cerimônia no Palácio Imperial de Tóquio, na presença de cerca de 2 mil convidados.

“Proclamo minha entronização”, declarou Naruhito, ao lado da imperatriz Masako. Os dois vestiam trajes próprios – extremamente sofisticados – reservados a este ritual.

Em seguida, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, saudou o imperador levantando os braços e gritando três vezes: “banzai!” (literalmente “10.000 anos”), para lhe desejar longa vida.

O novo soberano, de 59 anos, se tornou o 126º imperador do Japão no dia 1º de maio, um dia após a abdicação de seu pai, Akihito, 85 anos, algo inédito nesta dinastia em mais de dois séculos.

A entronização é um longo processo, mas um dos seus momentos mais solenes é a autoproclamação.

Em Tóquio, onde chove muito desde a noite de segunda-feira, foi realizada pela manhã uma primeira cerimônia, regida pelos rituais xintoístas, na qual Naruhito – com túnica branca de mangas largas e gorro negro – “informou” a seus antepassados imperiais sua entronização.

Já o desfile do casal imperial pelas ruas de Tóquio – inicialmente previsto para esta tarde – foi adiado devido à passagem do tufão Hagibis.

Donald Trump, que foi o primeiro líder estrangeiro a se reunir com o novo imperador, em maio, enviou a secretária dos Transportes, Elaine Chao.

(Com AFP)


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22/10


2019

Óleo nas praias do NE: 900 toneladas já foram retiradas

Marinha diz que 900 toneladas de óleo foram retiradas de praias no NESegundo o Ibama, 72 municípios de nove estados tiveram suas praias afetadas pelo material.

Mancha de óleo em praia em Sergipe (Márcio Garcez/Agência O Globo)

Por Redação da Veja

 

A Marinha informou que, até esta segunda-feira 21, foram recolhidas 900 toneladas de resíduos de óleo cru nas praias do Nordeste. O óleo começou a apareceu primeiro no litoral da Paraíba e se espalhou para Pernambuco, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e, mais recentemente, na Bahia. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 72 municípios de nove estados tiveram suas praias afetadas pelo material.

O órgão informou que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) avistou e o Navio Patrulha Guaíba recolheu manchas no mar, ao norte do Porto de Suape, em Pernambuco. O navio Aggressor e o navio CBO Niterói, especializados em óleo no mar, da Petrobras, assim como as embarcações da Marinha estão na região para apoiar a identificação e realizar a limpeza da área. Além disso, uma aeronave do Ibama foi deslocada para o estado com a intenção de permanecer monitorando o local.

Equipes da Marinha também estão fazendo o monitoramento da Ilha de Itaparica (BA), no interior da Baía de Todos os Santos, e do litoral norte de Salvador, das praias do Rio Vermelho até as proximidades de Jauá. Ao todo, 20 militares estão realizando a limpeza de vestígios de óleo na praia de Amaralina, também em Salvador.

A Petrobras também tem cooperado na limpeza das manchas. A estatal mobilizou 120 pessoas para atuarem na limpeza das praias em Sergipe. Em Pernambuco, nas últimas 24 horas, foram limpas as praias de Suape, Muro Alto, Cupe, Porto de Galinhas, Pontal do Maracaípe; Praia do Guaiamum, a localidade de Ave-o-mar, em Sirinhaém, Foz do Rio Una, Mamucambinhas e Foz do Rio Formoso. As praias do Paiva, em Pernambuco, e do Atalaia, em Sergipe, permanecem com a limpeza em andamento, feita por militares da Marinha do Brasil.

A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou na Justiça Federal de Sergipe que a União adotou as providências cabíveis para enfrentar o vazamento de óleo nas praias do Nordeste. A decisão da Justiça reconheceu que a União havia acionado e colocado em andamento o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas, conforme é necessário neste tipo de acidente ecológico.

A atuação ocorreu no âmbito de uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Sergipe para questionar as medidas adotadas pelo governo federal para enfrentar o vazamento. Nela, o MPF pedia que a União implementasse o plano em 24 horas.

No entanto, a AGU demonstrou que o Plano Nacional de Contingência já está em andamento e que mesmo antes do acionamento do plano, durante os primeiros sinais do acidente ambiental, os órgãos e entidades públicas federais estavam adotando uma série de providências. Entre elas, o monitoramento diário das manchas de óleo, a coordenação dos trabalhos de limpeza, o recolhimento de amostras de óleo e resíduos das praias atingidas, análise do óleo e análises do tráfego marítimo.

A Justiça intimou o MPF a especificar, no prazo de 15 dias, quais outras medidas poderiam ser tomadas para enfrentamento do vazamento de óleo, além das que já foram especificadas e implementadas pela União.

(Com Agência Brasil)


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Magno coloca pimenta folha

22/10


2019

Chile: Piñera pede pacto social com governo e oposição

Protestos

Presidente chileno anunciou, para esta terça 22, uma reunião com líderes de partidos.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera (Agencia Makro/Getty Images)

Por Redação da Veja

 

O presidente chileno, Sebastián Piñera, propôs na noite desta segunda-feira 21 um “pacto social” para fazer frente às demandas expressas durante as intensas manifestações que duram quatro dias e já deixaram ao menos 11 mortos em todo o Chile.

“Amanhã (terça) me reunirei com presidentes de partidos, tanto do governo quanto da oposição, para poder explorar e tomara avançar para um pato social que permita a todos nos aproximarmos com rapidez, eficácia e também responsabilidade para melhores soluções aos problemas que afligem os chilenos”, informou Piñera.

Milhares de pessoas ocuparam a praça Itália, em Santiago, nesta segunda-feira, na maior manifestação registrada no local desde o início, na sexta passada, dos protestos que não diminuem de intensidade.
“Que os milicos vão embora!”, repetiram em coro os manifestantes, em aberto desafio às forças militares e policiais, que resguardam em grande número o centro da capital chilena, sob estado de emergência, sem que até o momento tenham ocorrido novos enfrentamentos.
“Isto não para, isto não para, irmão”, declarou uma manifestante a uma emissora de TV local, enquanto em um clima de grande tensão, os chilenos começavam o primeiro dia de trabalho após o início dos protestos, os mais violentos desde a volta do país à democracia, em 1990, com o fim da ditadura de Augusto Pinochet.

“O número oficial de mortos que temos que lamentar nestes últimos dias é 11”, disse a jornalistas Karla Rubilar, intendente (governadora) da Região Metropolitana.

Após esta coletiva, um jovem de 23 anos foi atropelado por um caminhão militar durante um saque na cidade de Talcahuano, 500 km ao sul de Santiago, tornando-se a 12ª vítima fatal dos protestos, segundo as autoridades da região de Biobío.

O ministro da Saúde, Jaime Máñalich, informou que há 239 civis feridos – oito em risco de vida – depois dos protestos.

O titular da pasta do Interior, enquanto isso, disse que 50 policiais e soldados também ficaram feridos. A procuradoria informou, ainda, 2.151 detidos em todo o país.

Neste primeiro dia de trabalho desde que os protestos começaram, muitos empregadores liberaram os funcionários e as aulas foram suspensas em praticamente todos os colégios e universidades.

As autoridades estimaram em 20 mil os postos de trabalho afetados pela destruição. A bolsa de Santiago caiu 4,61% e o peso chileno perdeu 2,06% de seu valor nesta segunda-feira, primeiro dia de operações após o início dos protestos.

A falta do metrô – eixo do transporte público, que transporta cerca de três milhões de passageiros por dia – é o que mais causa estranhamento nesta cidade de quase sete milhões de habitantes, agora obrigados a fazer longas filas para pegar ônibus ou para ter acesso às poucas estações que abriram.

A poucos metros da Casa de Governo, em pleno centro de Santiago, a estação de metrô La Moneda abriu suas portas depois das 7h locais (mesmo horário em Brasília), permitindo o ingresso de dezenas de pessoas que esperavam impacientes para poder embarcar. Vários soldados controlavam o fluxo de entrada.

Esta tarde, o chefe militar a cargo da segurança em Santiago, Javier Iturriaga, anunciou o decreto do toque de recolher pelo terceiro dia consecutivo.

“Precisamos novamente decretar toque de recolher, que vigorará para toda a região metropolitana a partir de hoje às 20h e até amanhã às 06h”, disse Itturriaga em mensagem transmitida pela TV.

(Com AFP)


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22/10


2019

Bolívia: confrontos após tribunal apontar reeleição de Morales

Órgão eleitoral boliviano retomou apuração após denúncias de fraudes; opositor Carlos Mesa não reconhece resultados que apontam vitória de Evo em 1º turno.

Ueslei Marcelino/Reuters)

Por Redação da Veja

 

O Tribunal Eleitoral da Bolívia retomou, nesta segunda-feira 21, um sistema de contagem rápida de votos, após reclamações de opositores, da OEA e vários países, e situou o presidente Evo Morales na liderança (46,86%), seguido do opositor Carlos Mesa (36,72%), com 95,23% das cédulas apuradas. Com os 10,14 pontos percentuais de vantagem, o candidato do Movimento ao Socialismo estaria reeleito em primeiro turno.

O tribunal eleitoral “fraudou a apuração e deu 10 pontos de diferença (para Morales). Agora imagino que vão aumentar isto, consumando a fraude, consumando um roubo eleitoral inaceitável”, denunciou Mesa. Segundo a Constituição boliviana, para vencer no primeiro turno o candidato deve obter mais de 50% dos votos votos válidos ou aos menos 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado.

“O governo criou uma situação impossível e denunciamos isto também à comunidade internacional”, disse Mesa, presidente boliviano entre 2003 e 2005. Em suas redes sociais, o opositor de Morales declarou que não reconhece o resultado e afirmou que o governo “com a decisão de burlar a vontade do povo é o único responsável pela violência que ameaça a Bolívia”.

Alguns dos simpatizantes de Mesa tentaram invadir o hotel em La Paz onde o processo está sendo realizado, obrigando a Polícia Nacional da Bolívia a jogar bombas de gás lacrimogêneo para evitar o ação. Em Potosí, manifestantes atearam fogo no Tribunal Eleitoral.

Enquanto os aliados de Mesa contestavam os resultados divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral, os correligionários de Morales comemoraram a reeleição do presidente da Bolívia com base nos dados da Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP). No  chamado “cômputo oficial”, que contabiliza os votos individuais, há virtual empate entre os dois favoritos. Com 61,9% das atas apuradas (até às 22h30 de Brasília), Mesa tinha 42,51% dos votos contra 42,24% de Morales.

O governo da Bolívia pediu tranquilidade à espera dos dados definitivos e garantiu que a apuração é transparente.

Na noite de domingo, um primeiro boletim da contagem rápida, com 84% dos votos apurados pelo TREP, dava 45,28% a Morales e 38,16% a Mesa, mas o escrutínio foi paralisado até a tarde desta segunda-feira, provocando protestos de Mesa e dos observadores da Organização de Estados Americanos. Além disso, países como Brasil, Argentina e Estados Unidos pediram a reativação do TREP.

Mesa disse mais cedo nesta segunda que os resultados do TREP garantiriam um segundo turno contra Morales em dezembro, e denunciou que a situação, em cumplicidade com o TSE, está tentando manipular os votos. Por este motivo, convocou militantes e a população a se mobilizar para que seja respeitada a vontade popular.

(Com EFE e AFP)


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22/10


2019

Bolsonaro quer Eduardo focado na crise do PSL

Eduardo Bolsonaro como "pacificador" do Presidente no PSL

Bolsonaro defende que Eduardo desista de embaixada e foque em crise do PSL. No Japão, presidente diz que 'não vai interferir' nas decisões do filho, mas considera mais estratégica a permanência no Brasil para conter racha no partido.

 (Palácio do Planalto/Divulgação)

Por Da Redação da Veja

 

O presidente Jair Bolsonaro conversou rapidamente com a imprensa na manhã desta terça-feira 22 (horário japonês), pouco antes de participar da cerimônia de entronização do novo imperador Naruhito. Aos jornalistas no local, Bolsonaro comentou sobre a situação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que assumiu nesta segunda a presidência de seu partido na Câmara dos Deputados. Com a legenda rachada, Jair Bolsonaro considerou que é mais estratégico o filho se concentrar no cargo e desistir da indicação à embaixada dos Estados Unidos, ventilada nos últimos meses.

“Obviamente o Eduardo vai ter que decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil, se ele quer ter o seu nome submetido ao Senado para a embaixada ou não”, disse o presidente. Questionado qual seria a escolha mais estratégica para o filho, Bolsonaro sinalizou a preferência de que ele desista da embaixada.

“No meu entender, [o mais estratégico] é ele ficar no Brasil, até para pacificar o partido e ver o que pode catar de caco, porque teve gente que foi para o excesso. É igual um casal, chega um ponto de um problema que não tem mais retorno por parte de alguns”, disse.

Caso o filho de fato desista da nomeação, Bolsonaro citou o nome do diplomata Nelson Fosrster como um possível indicado ao posto de embaixador brasileiro nos Estados Unidos. “Nós temos lá o Nestor Forster. Ele é é um bom nome. Obviamente, o Eduardo desistindo que eu mande o nome dele ao Senado, tendo em vista a importância na politica dentro do partido, o Forster é um bom nome para ser consolidado lá”, avaliou o presidente.

Em seu primeiro ato como novo líder do PSL na Câmara, nesta segunda-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) determinou o desligamento de todos os 12 vice-líderes do partido na Casa nesta segunda-feira, 21. O filho do presidente Jair Bolsonaro foi confirmado no cargo na manhã desta segunda após receber o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito pela Secretaria-Geral da Mesa.

A maioria dos deputados que perdeu a função de vice-líder é da ala do partido ligada ao presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE). Os vices são responsáveis por substituir o líder quando necessário. São eles: Dayane Pimentel (BA), Nicoletti (RR), Nereu Crispim (RS), Nelson Barbudo (MT), Júnior Bozzella (SP), Julian Lemos (PB), Joice Hasselmann (SP), Heitor Freire (CE), Felício Laterça (RJ), Coronel Tadeu (SP) e Charles Evangelista (MG). Também foi desligado da vice-liderança o deputado Daniel Silveira (RJ), responsável por gravar o então líder da legenda, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), em uma reunião em que falava sobre “implodir” o presidente Jair Bolsonaro.

Mais cedo, ao tratar da disputa na bancada, Eduardo adotou cautela e evitou falar como líder. “Está sendo protocolada uma sucessão de listas, vamos esperar para ver como é que vai isso daí. Uma hora os deputados vão parar de assinar uma lista ou outra”, disse ele ao deixar a Câmara. Ele também negou que houvesse qualquer acordo para pacificar o partido, como aliados de Bivar chegaram a afirmar.


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