Governo de PE

19/07


2019

Procuradores: Lula coagido

Lula pediu acesso à íntegra do depoimento em que Carlos Armando Paschoal, um dos delatores da Odebrecht, afirmou à Justiça que foi “quase coagido” por procuradores da Lava Jato a “fazer um relato” sobre as obras da empreiteira no sítio que o ex-presidente frequentava, em Atibaia.

 “Tive que construir um relato”, afirmou ainda Paschoal, que é testemunha numa ação de improbidade administrativa que corre na 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.

E Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, está pedindo que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol sejam obrigados a apresentar à Justiça seus celulares e outros aparelhos que contenham os diálogos que mantiveram na Operação Lava Jato. Ele quer que as conversas sejam integradas ao processo do tríplex.

Ao contrário de Lula, Okamoto foi inocentado. Mas seu advogado, Fernando Fernandes, sustenta 
que os diálogos são atos processuais e por isso precisam ser incluídos na ação —já que neles Moro indica testemunhas e dá até conselhos aos procuradores. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)


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19/07


2019

Bruna Surfistinha: autores “por aqui” com Bolsonaro

Produtores que trabalharam em “Bruna Surfistinha” ficaram indignados com declaração de Jair Bolsonaro desta quinta.

O presidente disse que não usaria dinheiro da Ancine para fazer este filme, que relata a vida de uma menina de classe média que deixou os pais adotivos e se tornou prostituta.

Quem trabalhou na película lembra que ela gerou centenas de emprego, e que a série, gravada após o filme, foi uma das mais vistas na América Latina —e está na quarta temporada.

“Bruna Surfistinha” teve mais de 2 milhões de espectadores, a segunda maior bilheteria de 2011.  (Daniela Lima – FSP)


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19/07


2019

Pacotão de Guedes: “Caminho da prosperidade”.

Enquanto a equipe de Paulo Guedes (Economia) preparava as regras para a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), empresários da construção trabalhavam em outras frentes, tentando emplacar medidas para desatar o setor após a reforma da Previdência.

pacote de medidas para alavancar a economia após a aprovação da reforma da Previdência está sendo chamado dentro do Ministério da Economia de “Caminho da prosperidade”. O governo vai fazer um ato para lançar a iniciativa.

Entre as propostas está um feirão de imóveis, batizado de “Quinzena da Construção”. O mote seria uma grande liquidação antes da esperada recuperação dos preços. O ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) foi procurado. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, também.

O apressadinho - Os construtores acreditam que Paulo Guedes queimou a largada ao anunciar a liberação do FGTS. A retirada não consta do orçamento do fundo para 2020, enviado ao conselho curador na terça (16). A equipe econômica indica que quer liberar R$ 30 bilhões —quase um terço dos desembolsos do ano passado. (Painel – FSP)


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19/07


2019

Reação de Moro a vazamentos preocupa membros do STF

A reação de Moro à reportagem publicada pela Folha e pelo The Intercept, nesta quinta (18), deixou membros do STF inquietos. O ministro da Justiça disse que é dever do juiz exigir mudanças em acordos de delação muito generosos. “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como o dos sócios da JBS?”, indagou.

O ministro apoia a rediscussão, no STF, do uso de dados enviados pela Receita e pelo Coaf sem aval da Justiça. O assunto voltou à tona por iniciativa de Dias Toffoli. À Folha, o presidente da corte disse que quem não topa supervisão da Justiça busca um Estado fascista. “Subscrevo a fala dele”, afirmou Mello.

Toffoli, por sinal, avisou ao vice-presidente do Supremo, Luiz Fux, que não dividiria, desta vez, o plantão do recesso do Judiciário com ele. Vai cumprir todas as demandas do mês de julho sozinho.  (Folha Painel)


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19/07


2019

Ministro cutuca Moro: que não ocupe minha cadeira

‘Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei’, diz Marco Aurélio, do STF, sobre Moro

Daniela Lima – Folha de S.Paulo

Como água e óleo É crescente o incômodo do meio jurídico com a interação revelada pelas mensagens obtidas pelo The Intercept entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz que continua a “indagar o que nós estaríamos a dizer se [Moro] tivesse mantido essa espécie de diálogo com a outra parte [a defesa dos réus]”. “Ministério Público no processo é parte e tem que ser tratado como tal”, afirma. “Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021.”

Marco Aurélio deixará o Supremo após Celso de Mello. É dele, portanto, a segunda vaga na corte para a qual Jair Bolsonaro escolherá um substituto. O ministro, que já havia dito que Moro não é “vocacionado” à magistratura, reiterou a crítica. Para ele, com a divulgação dos diálogos entre o ex-juiz e procuradores, “a máscara caiu”.

O site The Intercept Brasil divulgou diálogos que mostram que Sergio Moro (dir) e Deltan Dallagnol (esq) discutiam processos em andamento e comentavam pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal enquanto integravam a força-tarefa da Lava Jato.


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19/07


2019

Limpar a área: renovação e cara nova a partidos

Movimentos de renovação política preparam reação a partidos após caso Tabata

FolhaPress - Joelmir Tavares

Sob ataque desde que partidos abriram processos para punir deputados desobedientes na reforma da Previdência, movimentos que pregam renovação política articulam uma ofensiva para defender sua atuação e forçar a modernização de legendas. O estopim para a reação foram declarações de Ciro Gomes, o principal líder do PDT, que ao apoiar a saída da correligionária Tabata Amaral passou a dizer que ela faz dupla militância e pertence a um "partido clandestino", em alusão ao Acredito, organização que a jovem ajudou a fundar.

A deputada federal por São Paulo se tornou símbolo do imbróglio que eclodiu durante a votação da Previdência, quando ela e outros parlamentares descumpriram a orientação das siglas de rejeitar o projeto. O PDT registrou 8 defecções em uma bancada de 27.

Outro partido que protagoniza a crise é o PSB, onde 11 dos 32 deputados votaram a favor do texto, em dissonância com a determinação da legenda. Felipe Rigoni (ES), também participante do Acredito, foi um deles. O presidente da sigla, Carlos Siqueira, já se referiu aos infiéis como traidores.

Puxada pelo Acredito e pelo Transparência Partidária, a mobilização dos grupos independentes envolve também os movimentos Agora! (que tem entre os membros o apresentador Luciano Huck, quase presidenciável em 2018) e Livres (de defesa da causa liberal).


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19/07


2019

Jucá vira réu na Lava Jato por propina de R$ 1 milhão

Jucá teria recebido pagamentos ilícitos em 2010 por quatro contratos e sete aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro

Estadão Conteúdo

O juiz federal Luiz Antonio Bonat abriu ação penal contra o ex-senador Romero Jucá (MDB) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no âmbito da Operação Lava Jato, por supostos esquemas de corrupção na subsidiária da Petrobras.

Segundo a denúncia, Jucá recebeu pagamentos ilícitos de pelo menos R$ 1 milhão em 2010 em razão de quatro contratos e sete aditivos celebrados entre a Galvão Engenharia e a Transpetro.

De acordo com a força-tarefa, a Galvão Engenharia — em razão de contratos e aditivos mantidos na Transpetro e “com o objetivo de continuar recebendo convites para participar das licitações da estatal” — efetuava o pagamento de propinas de 5% do valor de todos os contratos com a subsidiária da Petrobras “a integrantes do MDB que compunham o núcleo de sustentação de Sérgio Machado”, então presidente da estatal.

A denúncia aponta que Machado foi indicado e mantido no cargo por Romero Jucá e integrantes do MDB e tinha “a função de arrecadar propinas para seus padrinhos políticos”.


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19/07


2019

Vou beneficiar um filho meu, sim, diz Bolsonaro

Sobre Eduardo embaixador

Em live, presidente disse que não pode fazer nada se perder votos por indicação

Gustavo Uribe – Folha de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro rebateu na noite desta quinta-feira (18) as críticas de eleitores à indicação de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador nos Estados Unidos. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, ele disse que pretende beneficiar seu filho, que não pode fazer nada se as pessoas deixarem de votar nele pela indicação.

"Lógico que é filho meu. Pretendo beneficiar um filho meu, sim. Pretendo, está certo. Se puder dar um filé mignon ao meu filho, eu dou. Mas não tem nada a ver com filé mignon essa história aí. É aprofundar um relacionamento com um país que é a maior potência econômica e militar do mundo", disse. Bolsonaro disse ainda que não entende o que chamou de "crítica pela crítica", porque não considera que o deputado federal será premiado caso aprovado para o posto diplomático. "Pretendo encaminhá-lo, sim. Quem diz que não vai votar mais em mim, paciência", ressaltou. "Em algumas coisas vou desagradar a vocês", acrescentou.

O presidente afirmou que seu filho é preparado para a função e que se fosse uma pessoa sem princípios, ele o indicaria para um cargo ministerial com um grande orçamento.  "Eu vou defender meu filho. Ah, o cara é fritador de hambúrguer. Além de fritar hambúrguer, ele entregou pizza também, pode colocar ai na matéria", ressaltou.

Mais cedo, em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro deu como garantida a aprovação do parlamentar pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Em defesa do filho, ele citou que, se o nome não fosse aprovado, poderia inclusive indicar o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, para a embaixada nos Estados Unidos e colocar Eduardo no ministério.


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