Congresso Nordestino de Educação Médica

23/06


2019

PF não investigará casos sem notificação formal

Vaza Jato

Falta de notificação de ataques virtuais atrapalha investigação da Polícia Federal.

Polícia Federal Foto: Geraldo Bubniak/Agência O Globo

Época - Por Guilherme Amado

 

A falta de notificação formal à Polícia Federal por parte dos procuradores e outras vítimas dos ataques virtuais tem atrapalhado as investigações.

A PF não vai investigar casos dos quais não seja notificada formalmente, e que tome conhecimento apenas pela imprensa.


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Governo de PE

23/06


2019

Em vez dos militares

O verdadeiro combate à corrupção só pode ser feito por gente honesta

Jânio de Freitas - Folha de S,Paulo

Ainda sem saber o que liga o Exército ao bolsonarismo, estamos sob um teste novo do nosso futuro democrático e das perspetivas do país. As consequências que o Poder Judiciário der às transgressões de Sergio Moro vão indicar a determinação de sustentar o Estado de Direito ou a capitulação a um vale tudo irremediável, escancarando o país, ainda mais, ao que nele haja de pior.

Já era tempo de se vislumbrarem alguns sinais nos níveis de responsabilidade legal e moral na aplicação de Justiça e dos direitos civis. Ali não se ouve, não se vê, não se fala e, sobretudo, não se age a respeito da conduta de Moro na Lava Jato.

Não fugiu a esse imobilismo o requerido à Polícia Federal pela procuradora-geral Raquel Dodge: a investigação pedida é sobre a obtenção das gravações e sua divulgação. Os alvos verdadeiros são o jornalista Glenn Greenwald e o site The Intercept Brasil.

A Polícia Federal é um departamento sob controle de Moro no Ministério da Justiça (nome cada vez mais impróprio). A primeira nomeação de peso desse novo ministro, na PF, foi para a seção do Crime Organizado. Até poderia vir a calhar.

Não bastando, porém, que o principal interessado seja o próprio ministro, seu nomeado foi um dos delegados da Lava Jato que fizeram propaganda, pela internet, para Aécio Neves na campanha de 2014. Pretendente a novo mandado, RaquelDodge deixa bem claro o limite de sua iniciativa quando, em relatório ao Supremo, opina contra habeas corpus para Lula.

Não se ocupa da questão Lula, propriamente, mas do intercâmbio de transgressões de Moro e Dallagnol. Tem “manifesta preocupação com a circunstância” de que as mensagens “tenham sido obtidas de maneira criminosa”. Dá essa “circunstância” como decisiva, mas vai além.

Considera que “a autenticidade não foi analisada e muito menos confirmada”, logo, as gravações não têm validade processual. Mas, nesse caso, a afirmação de “maneira criminosa” de obtê-las também não é válida: “não foi analisada e muito menos confirmada”. E quem informou que a obtenção foi criminosa? Ou o que, mais do que admissível probabilidade, prova essa “circunstância”?

A autenticidade das vozes e dos diálogos de Moro e Dallagnol, no entanto, foi reconhecida por ambos. De imediato. Bastou-lhes ouvi-los, para que saíssem só pela tangente, “não tem nada de mais”, “isso é normal”, “não houve ilegalidade”. Nenhum dos dois negou serem sua voz e suas palavras nem negou o diálogo. Haveria, portanto, muito mais a ser pedido por Raquel Dodge. Mesmo na exótica situação de fazê-lo ao gravado Moro.

Não há como ter dúvida honesta sobre a autenticidade das gravações. Além disso, o site The Intercept, sua seção Brasil e Greenwald fazem jornalismo sério. Dúvida e honestidade de propósitos e métodos voltam-se para os setores que vão dar, ou negar, as consequências apropriadas ao embuste praticado em nome da Lava Jato.

O verdadeiro combate à corrupção só pode ser feito por gente honesta, a Lava Jato não precisa das outras. Nem a população precisa de mais gente a enganá-la e explorá-la.

Este é um momento de decisões graves —o que é sempre perigoso no Brasil.


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Prefeitura de Caruaru

23/06


2019

Bolsonaro coroa debate sobre armas com distorções e trapaças

 Em festival de enganações, presidente só oferece ao cidadão a opção de 'se virar'

Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo

“Santa Catarina é o estado que tem mais clube de tiro. Não por coincidência, é o estado menos violento do Brasil”, disse Jair Bolsonaro em sua última transmissão ao vivo. A relação estapafúrdia vendida pelo presidente coroa o festival de distorções e enganações no debate sobre a ampliação das armas de fogo. Mais uma vez, os fatos ficaram para trás.

Existe uma série de argumentos para embasar propostas de flexibilização. Há justificativas razoáveis em defesa da extensão do porte para algumas profissões ou a favor da liberação em propriedades rurais. Prevalece, entretanto, a falta de lógica.

Na quinta (20), Bolsonaro riu ao contar que senadores que votaram para derrubar seus decretos haviam sido ameaçados e —“olha só”— pediram proteção. “Você, que não tem como pedir proteção armada ao poder público, vai se virar como?”

A pergunta transforma em discurso institucional a ideia de que, na segurança, cada um cuida de si. Ainda que o Estado deixe muito a desejar, um governante não deveria oferecer ao cidadão só a opção de “se virar”. 

Além disso, o presidente não deve ter percebido que o exemplo nega suas próprias posições. Os parlamentares que pedem proteção querem segurança oficial da polícia, exercida por profissionais. Só haveria hipocrisia se, após a ameaça, eles mesmos pedissem para andar armados.

O governo recorre também a uma versão fantasiosa do referendo de 2005. Na ocasião, eleitores derrubaram um artigo do Estatuto do Desarmamento que proibiria a venda de armas. A votação, porém, não derrubou restrições à posse e ao porte. Se quer mudar a lei, o presidente precisa enviar um projeto ao Congresso. 

Para completar, Bolsonaro sustenta que armar a população é essencial para conter a ascensão de ditadores. O raciocínio extrapola a questão da criminalidade e mostra que o presidente é capaz de trapaças criativas para fazer valer sua vontade.


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São João Petrolina

23/06


2019

Culpa do cimento e do talento

Coluna Carlos Brickimann

A Odebrecht, uma das maiores empresas brasileiras, pediu recuperação judicial – aquilo que antigamente chamávamos de concordata. As equipes que montou, e que nada têm a ver com pixulecos e propinas, já perderam muitos talentos, e os que sobraram perderão o emprego se a empresa quebrar. Os donos vão bem: vivem confortavelmente (alguns diriam luxuosamente) e estão entre os que mais têm a receber da empresa, fortemente endividada.

Por que? Por que punir a empresa (e não falemos apenas da Odebrecht, mas de todas as envolvidas na Operação Lava Jato), se quem cometeu os atos de que todos sabemos não foram os prédios nem os funcionários, mas seus diretores? Equipes talentosas, que foi difícil montar, são e serão desfeitas sem que seus integrantes tenham culpa; e são eles que ficarão sem emprego.

Perde também a engenharia brasileira, porque o know-how não é usado, e os clientes se afastam de empresas com problemas. “A lei manda punir as empresas” – mas leis podem ser modificadas. Se quem estava irregular eram os donos e seus executivos, por que não puni-los, afastá-los da empresa até que sejam julgados, tomar-lhes as ações e entregá-las a, por exemplo, uma cooperativa de funcionários?

Do jeito que a coisa anda, donos e executivos se salvam e quem não participou de ilegalidades paga com seu emprego.

Como diz o jornalista Luís Nassif, é possível punir quem deve ser punido sem desmontar a empresa toda. Beneficiar quem não merece é mau exemplo.


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Prefeitura de Gravatá

23/06


2019

Convênio: Folha e reportagens com base no Intercept

Série de reportagens da Folha explora mensagens obtidas por site The Intercept Brasil

Folha de S.Paulo

A reportagem 'Lava Jato articulou apoio a Moro diante de tensão com STF, mostram mensagens' é a primeira de uma série que a Folha planeja produzir com base nas mensagens trocadas pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato nos últimos anos e obtidas pelo site The Intercept Brasil.

O site permitiu que a Folha tivesse acesso ao acervo, que diz ter recebido de uma fonte anônima há semanas. A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar suspeitas de ataques de hackers a telefones de procuradores e do ministro Sergio Moro (Justiça).

Nos últimos dias, repórteres do jornal e do site trabalharam lado a lado, pesquisando as mensagens e analisando seu conteúdo.

 

pacote obtido pelo Intercept reúne mensagens privadas trocadas pelos procuradores em vários grupos no aplicativo Telegram desde 2014, incluindo diálogos com o ministro Moro, que foi o juiz responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba até 2018.

Além das mensagens, o acervo inclui áudios, vídeos, fotos e documentos compartilhados no aplicativo.

Ao examinar o material, a reportagem da Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado.

Leia reportagem completa clicando ao lado:   Série de reportagens da Folha explora mensagens obtidas por site ...


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23/06


2019

Falta de sorte de quem processa

Carlos Brickmann

Este colunista já escreveu sobre um fenômeno curioso: quem o processa tem tido falta de sorte. O ex-governador goiano Marconi Perillo, que reclama da cobertura do casamento de sua filha, não apenas perdeu as eleições para o Senado (embora houvesse duas vagas, o eleitor negou-lhe o cargo que lhe daria foro privilegiado), como o candidato que lançou ao Governo foi derrotado por seu principal adversário, Ronaldo Caiado.

Enfrenta uns quinze inquéritos promovidos pelo Ministério Público estadual.

Agora o Ministério Público Federal o denunciou sob a acusação de ter recebido propina de R$ 17,8 milhões da Odebrecht. A denúncia foi feita via Operação Cash Delivery, um dos braços da Lava Jato.

A defesa do ex-governador diz que a denúncia é a comprovação “da parcialidade e da perseguição que este Procurador (Hélio Telho) promove, há anos, contra o ex-governador”.


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Asfaltos

23/06


2019

Odebrecht: quebra por não saber lidar com a Lava-Jato

Lauro Jardim - O Globo

O pedido de recuperação judicial da Odebrecht levou muita gente a repetir que a empreiteira quebrou por causa da Lava-Jato. Não é fato.

A Odebrecht quebrou porque não soube lidar com a Lava-Jato, somado aos péssimos negócios feitos na gestão de Marcelo Odebrecht.

A Camargo Corrêa, por exemplo, assumiu seus malfeitos rapidamente e conseguiu sair do terremoto, ainda que com escoriações.

Já a Odebrecht passou ao menos dois anos negando qualquer irregularidade e enfrentando de modo agressivo os procuradores e a Justiça. Deu no que deu.


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23/06


2019

Culpa do cimento e do talento

Carlos Brickmann

A Odebrecht, uma das maiores empresas brasileiras, pediu recuperação judicial – aquilo que antigamente chamávamos de concordata. As equipes que montou, e que nada têm a ver com pixulecos e propinas, já perderam muitos talentos, e os que sobraram perderão o emprego se a empresa quebrar. Os donos vão bem: vivem confortavelmente (alguns diriam luxuosamente) e estão entre os que mais têm a receber da empresa, fortemente endividada.

Por que? Por que punir a empresa (e não falemos apenas da Odebrecht, mas de todas as envolvidas na Operação Lava Jato), se quem cometeu os atos de que todos sabemos não foram os prédios nem os funcionários, mas seus diretores? Equipes talentosas, que foi difícil montar, são e serão desfeitas sem que seus integrantes tenham culpa; e são eles que ficarão sem emprego. Perde também a engenharia brasileira, porque o know-how não é usado, e os clientes se afastam de empresas com problemas. “A lei manda punir as empresas” – mas leis podem ser modificadas. Se quem estava irregular eram os donos e seus executivos, por que não puni-los, afastá-los da empresa até que sejam julgados, tomar-lhes as ações e entregá-las a, por exemplo, uma cooperativa de funcionários? Do jeito que a coisa anda, donos e executivos se salvam e quem não participou de ilegalidades paga com seu emprego.

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BM4 Marketing

22/06


2019

Não adianta Paulo Guedes fazer beicinho, diz líder

Líder Aguinaldo Ribeiro diz que obter 308 votos para Previdência ‘é difícil construção cirúrgica’

Luiz Maklouf Carvalho, O Estado de S.Paulo

 “Não adianta o Paulo Guedesfazer beicinho. O que adianta é aprovar uma reforma realista, mesmo que mais modesta”, disse ao Estado o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) durante entrevista no dia 11, em seu gabinete de líder da Maioria na Câmara Federal.

 “A reforma da Previdência que pode ser aprovada não será a do governo”, afirmou. “Será uma outra, que estamos construindo, com um impacto fiscal, em dez anos, entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões.” Conseguir 308 votos “é uma difícil construção cirúrgica”, avaliou. “O governo não ajuda muito, porque o presidente Bolsonaro tem boa intenção, mas não tem projeto e não tem foco.”

Ribeiro disse, ainda, que “a aprovação da reforma da Previdência não será a salvação da lavoura, como o governo está anunciando”. Sobre o “beicinho” do ministro da Economia, arrematou: “Se o Paulo Guedes quiser sair não tem problema, o presidente mesmo já disse que a porta está aberta”.

Um dos expoentes do chamado Centrão – que prefere chamar de “Centro” para driblar “o sentido pejorativo” –, Ribeiro, de 50 anos, é ministro de louvor da Igreja Batista do Lago Norte, área nobre de Brasília, onde mora numa casa de 400 metros quadrados, R$ 13 mil mensais de aluguel, com a mulher e as duas filhas (Gabriela, de 10 anos, e Luiza, de 8). É um pai chato? “Eu procuro ensinar desde cedo o caminho que elas têm que andar, para que mais tarde não se desviem”, respondeu, biblicamente.


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22/06


2019

Lava Jato: Fernando Henrique volta a defender Moro

Blindado pela Lava Jato a pedido do então juiz Sergio Moro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não viu problemas em sair em defesa do atual ministro da Justiça, mesmo depois da divulgação dos vazamentos que comprovam que ele foi protegido ao longo da operação.

Em uma postagem no Twitter na noite deste sábado 22, FHC defendeu o desempenho de Moro na satina pela qual passou no Senado nesta semana - embora, eu um ato falho, tenha escrito "deputados" em vez de "senadores" em seu texto. E afirmou que entre os parlamentares, "havia mais vontade de destruir e abalar a Lava Jato que de compreender".

“Vi pela TV o debate entre Moro e deputados. O ministro se saiu bem. Havia mais vontade de destruir e abalar a LavaJato que de compreender. De todo modo, com ele ganha a Democracia. É sempre bom ver autoridades tendo que explicar suas ações.”

Vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da força-tarefa divulgados pelo site The Intercept revelaram que Moro não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”, em referência ao ex-presidente tucano. As conversas demonstraram também que o Ministério Público queria incluir FHC na lista de investigados para "passar um ar de imparcialidade".

Em outros diálogos, procuradores descobrem irregularidades nas doações de empresas ao Instituto FHC e chegam à conclusão que a denúncia daria munição para que a defesa do ex-presidente Lula apontasse que as acusações contra os dois eram similares e, portanto, seguiam um mesmo método - não irregular - de doações empresariais.  (BR 247)


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