Congresso Nordestino de Educação Médica

23/06


2019

Falta de sorte de quem processa

Carlos Brickmann

Este colunista já escreveu sobre um fenômeno curioso: quem o processa tem tido falta de sorte. O ex-governador goiano Marconi Perillo, que reclama da cobertura do casamento de sua filha, não apenas perdeu as eleições para o Senado (embora houvesse duas vagas, o eleitor negou-lhe o cargo que lhe daria foro privilegiado), como o candidato que lançou ao Governo foi derrotado por seu principal adversário, Ronaldo Caiado.

Enfrenta uns quinze inquéritos promovidos pelo Ministério Público estadual.

Agora o Ministério Público Federal o denunciou sob a acusação de ter recebido propina de R$ 17,8 milhões da Odebrecht. A denúncia foi feita via Operação Cash Delivery, um dos braços da Lava Jato.

A defesa do ex-governador diz que a denúncia é a comprovação “da parcialidade e da perseguição que este Procurador (Hélio Telho) promove, há anos, contra o ex-governador”.


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Governo de PE

23/06


2019

Odebrecht: quebra por não saber lidar com a Lava-Jato

Lauro Jardim - O Globo

O pedido de recuperação judicial da Odebrecht levou muita gente a repetir que a empreiteira quebrou por causa da Lava-Jato. Não é fato.

A Odebrecht quebrou porque não soube lidar com a Lava-Jato, somado aos péssimos negócios feitos na gestão de Marcelo Odebrecht.

A Camargo Corrêa, por exemplo, assumiu seus malfeitos rapidamente e conseguiu sair do terremoto, ainda que com escoriações.

Já a Odebrecht passou ao menos dois anos negando qualquer irregularidade e enfrentando de modo agressivo os procuradores e a Justiça. Deu no que deu.


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Prefeitura de Caruaru

23/06


2019

Culpa do cimento e do talento

Carlos Brickmann

A Odebrecht, uma das maiores empresas brasileiras, pediu recuperação judicial – aquilo que antigamente chamávamos de concordata. As equipes que montou, e que nada têm a ver com pixulecos e propinas, já perderam muitos talentos, e os que sobraram perderão o emprego se a empresa quebrar. Os donos vão bem: vivem confortavelmente (alguns diriam luxuosamente) e estão entre os que mais têm a receber da empresa, fortemente endividada.

Por que? Por que punir a empresa (e não falemos apenas da Odebrecht, mas de todas as envolvidas na Operação Lava Jato), se quem cometeu os atos de que todos sabemos não foram os prédios nem os funcionários, mas seus diretores? Equipes talentosas, que foi difícil montar, são e serão desfeitas sem que seus integrantes tenham culpa; e são eles que ficarão sem emprego. Perde também a engenharia brasileira, porque o know-how não é usado, e os clientes se afastam de empresas com problemas. “A lei manda punir as empresas” – mas leis podem ser modificadas. Se quem estava irregular eram os donos e seus executivos, por que não puni-los, afastá-los da empresa até que sejam julgados, tomar-lhes as ações e entregá-las a, por exemplo, uma cooperativa de funcionários? Do jeito que a coisa anda, donos e executivos se salvam e quem não participou de ilegalidades paga com seu emprego.

Como diz o jornalista Luís Nassif, é possível punir quem deve ser punido sem desmontar a empresa toda. Beneficiar quem não merece é mau exemplo.


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São João Petrolina

22/06


2019

Não adianta Paulo Guedes fazer beicinho, diz líder

Líder Aguinaldo Ribeiro diz que obter 308 votos para Previdência ‘é difícil construção cirúrgica’

Luiz Maklouf Carvalho, O Estado de S.Paulo

 “Não adianta o Paulo Guedesfazer beicinho. O que adianta é aprovar uma reforma realista, mesmo que mais modesta”, disse ao Estado o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) durante entrevista no dia 11, em seu gabinete de líder da Maioria na Câmara Federal.

 “A reforma da Previdência que pode ser aprovada não será a do governo”, afirmou. “Será uma outra, que estamos construindo, com um impacto fiscal, em dez anos, entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões.” Conseguir 308 votos “é uma difícil construção cirúrgica”, avaliou. “O governo não ajuda muito, porque o presidente Bolsonaro tem boa intenção, mas não tem projeto e não tem foco.”

Ribeiro disse, ainda, que “a aprovação da reforma da Previdência não será a salvação da lavoura, como o governo está anunciando”. Sobre o “beicinho” do ministro da Economia, arrematou: “Se o Paulo Guedes quiser sair não tem problema, o presidente mesmo já disse que a porta está aberta”.

Um dos expoentes do chamado Centrão – que prefere chamar de “Centro” para driblar “o sentido pejorativo” –, Ribeiro, de 50 anos, é ministro de louvor da Igreja Batista do Lago Norte, área nobre de Brasília, onde mora numa casa de 400 metros quadrados, R$ 13 mil mensais de aluguel, com a mulher e as duas filhas (Gabriela, de 10 anos, e Luiza, de 8). É um pai chato? “Eu procuro ensinar desde cedo o caminho que elas têm que andar, para que mais tarde não se desviem”, respondeu, biblicamente.


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22/06


2019

Lava Jato: Fernando Henrique volta a defender Moro

Blindado pela Lava Jato a pedido do então juiz Sergio Moro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não viu problemas em sair em defesa do atual ministro da Justiça, mesmo depois da divulgação dos vazamentos que comprovam que ele foi protegido ao longo da operação.

Em uma postagem no Twitter na noite deste sábado 22, FHC defendeu o desempenho de Moro na satina pela qual passou no Senado nesta semana - embora, eu um ato falho, tenha escrito "deputados" em vez de "senadores" em seu texto. E afirmou que entre os parlamentares, "havia mais vontade de destruir e abalar a Lava Jato que de compreender".

“Vi pela TV o debate entre Moro e deputados. O ministro se saiu bem. Havia mais vontade de destruir e abalar a LavaJato que de compreender. De todo modo, com ele ganha a Democracia. É sempre bom ver autoridades tendo que explicar suas ações.”

Vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da força-tarefa divulgados pelo site The Intercept revelaram que Moro não queria “melindrar alguém cujo apoio é importante”, em referência ao ex-presidente tucano. As conversas demonstraram também que o Ministério Público queria incluir FHC na lista de investigados para "passar um ar de imparcialidade".

Em outros diálogos, procuradores descobrem irregularidades nas doações de empresas ao Instituto FHC e chegam à conclusão que a denúncia daria munição para que a defesa do ex-presidente Lula apontasse que as acusações contra os dois eram similares e, portanto, seguiam um mesmo método - não irregular - de doações empresariais.  (BR 247)


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22/06


2019

Ministro usou orçamento para fazer chantagem política

Afirma OAB em pedido ao STF

Ordem entrou com pedido de suspensão do bloqueio orçamentário; em documento, advogados afirmam que 'alegações do ministro indicam objetivos não republicanos'

Helena Borges -  O Globo

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os bloqueios orçamentários impostos às universidades federais. No texto, a OAB afirma que o ministro Abraham Weintraub tinha “objetivos não republicanos” ao determinar o contingenciamento.

"As alegações do ministro indicam objetivos não republicanos, seja de retaliação a universidades consideradas incômodas ao governo, seja de chantagem para usar os recursos da pasta como moeda de troca visando à obtenção de respaldo político a pautas do Poder Executivo", lê-se no pedido.

A OAB entrou com a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) na terça-feira (18). A iniciativa requer concessão de medida cautelar para suspender os bloqueios e proibir futuros atos similares.

O bloqueio de recursos foi realizado pelo Ministério da Educação, no final de abril. A Ordem aponta que a medida viola a autonomia das universidades e que os cortes atingem despesas discricionárias, que envolvem gastos com o custeio das instituições. A ordem ainda critica a forma como o ministro tem escolhido anunciar os cortes.


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Asfaltos

22/06


2019

Brasileiro é mais jovem do mundo em Harvard

A passar no mestrado em Harvard

Mateus de Lima Costa Ribeiro ingressou na faculdade de Direito aos 14 anos conseguiu título da OAB aos 18

Mateus de Lima Costa Ribeiro tem 19 anos e está a poucos dias de bater um recorde: tornar-se o aluno mais jovem a cursar o programa de mestrado em Direito da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiosas do mundo. Ele se mudará para os Estados Unidos em breve para começar precocemente mais um ciclo de estudos. Não será o primeiro recorde batido por Mateus.

O estudante brasiliense passou no vestibular do curso de Direito da Universidade de Brasília quando ainda nem tinha iniciado o Ensino Médio, aos 14 anos. Aos 18, conseguiu o título da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e tornou-se o advogado mais jovem do País.

Pouco depois, foi também o mais novo advogado no mundo a fazer uma sustentação oral perante uma Suprema Corte, ao falar, em novembro do ano passado, aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele tenta incluir o feito no Guiness Book, o livro dos recordes. Mateus também foi o mais novo estudante a iniciar um mestrado em uma universidade pública brasileira. Ele cursa atualmente a pós-graduação na UnB e agora irá trocá-la por Harvard.

"Não fiquei surpreso. As pessoas normalmente iniciam a faculdade quando estão mais velhas e eu já tinha concluído essa fase de estudos". Ele conta que os amigos até fazem piada sobre o fato. "Hoje até me mandaram uma mensagem dizendo: você é bom nessa coisa de ser o mais novo, né?", disse ao Estado em sua casa, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Ele contou ainda que nem sempre teve facilidade nos estudos. "Tive muita dificuldade no início da escola, mas melhorei depois que eu entendi que precisava estudar de um jeito mais eficiente, com melhores métodos."

O início do processo para a aprovação em Harvard não foi tranquilo. Mateus não passou no teste inglês, a primeira etapa para a admissão. Teve, então, 15 dias para se preparar para uma nova prova do idioma antes que o prazo de inscrição acabasse.


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22/06


2019

Bolsonaro, a canetada e o marechal Rondon

Com apenas uma canetada, Bolsonaro conspurcou legado de marechal Rondon

Após séculos de violência, a Constituição de 1988 reconheceu direitos dos povos indígenas

Oscar Vilhena Vieira - Folha de S.Paulo

Em setembro de 1913 Candido Mariano Rondon foi atingido por uma flecha nhambiquara. Não permitiu que seus soldados reagissem. Os que o seguiam deveriam saber o seu lema: “Morrer se preciso for. Matar, nunca”. Com seu humanismo positivista foi uma antítese dos generais norte-americanos Custer e Sheridan, para quem “índio bom, era índio morto”.

Rondon criou, em 1910, o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), depois transformado em Fundação Nacional do Índio (Funai). Foi a figura central na demarcação das primeiras terras indígenas, como o 
Parque Nacional do Xingu.

Com apenas uma canetada o presidente e ex-capitão Jair Bolsonaro conseguiu, nesta quinta-feira (20), conspurcar o legado do Marechal do Exército, Cândido Rondon, além de violar a Constituição e afrontar 
o Congresso Nacional.

Após séculos de pilhagem e violência, a Constituição de 1988 reconheceu aos povos indígenas os direitos “originais” às terras que tradicionalmente ocupam, assim direitos à organização social, costumes, línguas e crenças próprias. A União foi incumbida de demarcar as terras e proteger os direitos dos indígenas (artigo 231).

Setores diretamente interessados na exploração das florestas, rios e, especialmente, riquezas minerais existentes nas terras indígenas, jamais se conformaram com a forma robusta como os direitos dos índios foram assegurados pela Constituição de 1988. Com o objetivo de frustrar esses direitos, especialmente às terras originais, o governo editou, em 1º de janeiro 2019, a medida provisória 870 que, entre outras iniciativas, transferiu para o Ministério da Agricultura a responsabilidade pela demarcação das terras indígenas, que antes pertencia à Funai.  A manobra foi expressamente rejeitada pelo Congresso Nacional.

Inconformado com a derrota, o presidente Bolsonaro editou a MP 886, reiterando sua determinação de transferir a responsabilidade pela demarcação das terras indígenas ao Ministério da Agricultura.  

Leia o artigo na íntegra clicando ao lado:  Com apenas uma canetada, Bolsonaro conspurcou legado de ...


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bm4 Marketing 4

22/06


2019

General Heleno no olho do furacão e olho na luneta

Frederico Vasconcelos – Folha de S.Paulo

Na coluna deste sábado (22), na Folha, Demétrio Magnoli trata da subordinação dos militares ao poder civil. “Os que não têm armas cuidam da política; os que têm armas ficam proibidos de fazer política”, lembra a tradição das Forças Armadas nos Estados Unidos.

No governo Bolsonaro, “[Hamilton] Mourão, Augusto Heleno e Santos Cruz, a troika militar original, foi constituída por generais da reserva. A separação era mais formal do que efetiva, pois o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas opera como ponte entre a troika e o atual comandante, Edson Pujol”, afirma Magnoli.

“Os três traçaram um prudente círculo de ferro discursivo, distinguindo-se da radicalização ideológica bolsonarista. O metal, porém, começa a sofrer visível corrosão”, diz. “O general que identifica Moro à pátria e clama pela condenação de Lula à prisão perpétua ainda mantém, no armário, a sua farda estrelada”, observa o colunista.

Leia artigo na íntigre clicando ao lado: General Heleno no olho do furacão e de olho na luneta – Frederico ...


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22/06


2019

Superpoderes: Bolsonaro ataca o Congreesso

Bolsonaro diz que Congresso quer transformá-lo em uma rainha da Inglaterra

Presidente diz que Legislativo passa a ter superpoderes e que pacto entre Poderes deveria vir 'do coração'

Ricardo Della Coletta e Daniel Carvalho - Folha de S.Paulo

Envolto em uma turbulenta relação com o Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse neste sábado (22) que o Legislativo passa a ter cada vez mais "superpoderes" e que quer deixá-lo como "rainha da Inglaterra", que reina, mas não governa. "Pô, querem me deixar como rainha da Inglaterra? Este é o caminho certo?", indagou Bolsonaro. 

O presidente fez o questionamento ao dizer que tomou conhecimento de um projeto na Câmara que transferiria a parlamentares o poder de fazer indicações para agências reguladoras."Se isso aí se transformar em lei, todas as agências serão indicadas por parlamentares. Imagina qual o critério que vão adotar. Acho que eu não preciso complementar", afirmou Bolsonaro. O presidente disse que "o Legislativo, cada vez mais, passa a ter superpoderes" e disse que o pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário deveria ser algo vindo "do coração".

"Com todo respeito, nem precisava ter um pacto. Isso precisava ser do coração, do teu sentimento, da tua alma", disse o presidente, na saída do centro médico do Palácio do Planalto, onde foi nesta manhã para fazer exames antes de embarcar para o Japão, na terça-feira (25) para participar da reunião do G-20. Após os exames, o Planalto emitiu nota em que afirma que o presidente apresenta "ótimas condições de saúde".


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22/06


2019

Moro no Twitter: contras e a favor

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O ministro Sergio Moro teve 35,81% de mensagens em seu apoio no Twitter, ante 64,19% críticas ao ex-juiz entre terça (18) e quinta (20). Na quarta (19), Moro prestou depoimento no Senado para explicar a troca de mensagens vazadas com o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Operação Lava Jato

As informações são de um levantamento de Fabio Malini, professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e especialista em Big Data. 

Das 15 postagens mais curtidas na rede, nesse período, 4 são de apoio a Moro: as do músico Nando Moura (25 mil curtidas), da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) (25 mil), do jornalista Allan dos Santos (31 mil) e do procurador Deltan Dallagnol (32 mil).


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