Congresso Nordestino de Educação Médica

23/06


2019

Dodge: análise de Eduardo e as críticas de Fachin

O que tem dito Eduardo Bolsonaro sobre Raquel Dodge. Enquanto isso, as críticas de Fachin a Raquel Dodge.

Jorge William | Agência O Globo                                                                                       Ailton de Freitas | Agência O Globo

O Globo - Por Gabriel Vasconcelos

 

Eduardo Bolsonaro tem dito a interlocutores que são visíveis os gestos de aproximação feitos por Raquel Dodge à sua família.

Seja com uma presença mais constante em eventos onde há representantes do clã, seja exibindo uma simpatia que até outro dia não existia.

Enquanto  isso, interlocutores próximos Edson Fachin faz críticas veementes à (não) atuação de Raquel Dodge: queixa-se frequentemente de que os processos não andam nas mãos dela.


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Governo de PE

23/06


2019

A preocupação do presidente Bolsonaro com o Enem

A fixação de Bolsonaro com o Enem. Novo presidente do Inep recebeu advertência.

Época - Por Guilherme Amado

 

A nova presidência do Inep já foi advertida: Jair Bolsonaro não quer que o Enem 2019 tenha alguma questão que, na visão dele, tenha tintas esquerdistas.

Os técnicos do Inep agora só não sabem como evitar isso: algumas coisas que para Bolsonaro são esquerdismos — os direitos humanos, por exemplo — já estão contemplados nos livros escolares há décadas.

 


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Prefeitura de Caruaru

23/06


2019

Chinês é eleito novo diretor-geral da FAO

Qu Dongyu, vice-ministro de Agricultura da China, venceu as eleições para dirigir a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Qu Dongyu assume o posto que era de José Graziano desde 2012. Em discurso, ele disse que prioridade será o combate à fome em regiões pobres.  Qu deve assumir como diretor-geral em 1 de agosto.


O chinês Qu Dongyu, é cumprimentado peplo brasileiro José Graziano, que comanda a entidade até agosto — Foto: Vincenzo Pinto/ AFP

Do G1 - Por Agência EFE

 

O vice-ministro de Agricultura da China, Qu Dongyu, venceu neste domingo (23) as eleições para dirigir a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) pelos próximos quatro anos.

O chinês venceu os candidatos da França e da Geórgia ao obter no primeiro turno 108 votos entre os 191 países participantes.
Qu, que substitui o brasileiro José Graziano da Silva no cargo, deve assumir como diretor-geral em 1 de agosto.
A candidata francesa e da União Europeia Catherine Geslain-Lanéelle ficou longe da maioria após receber 71 votos, enquanto o ex-ministro georgiano de Agricultura Davit Kirvalidze obteve 12.

Chinês tem como projeto erradicar a fome em regiões pobres

"Quero agradecer à minha pátria depois destes 40 anos de reformas bem-sucedidas e política aberta", disse o representante chinês em suas primeiras palavras após ganhar a eleição, na qual só houve uma abstenção.

Durante a campanha, Qu propôs se concentrar na erradicação da fome nas regiões pobres, modernizar a agricultura nas zonas tropicais e secas, promover a digitalização e inovar os modelos de cooperação.

Com a eleição de Qu, Pequim reforça assim sua posição no sistema das Nações Unidas em um momento de disputa comercial com os Estados Unidos e com projetos como o da Nova Rota da Seda, que inclui grandes investimentos em terceiros países.


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São João Petrolina

23/06


2019

Votos a favor da Previdência segundo o Planalto

Saiba quantos votos a favor da Previdência o Planalto acha que já tem.

Ailton de Freitas | Agência O Globo
O Globo - Por Lauro Jardim

 

Pelas contas do Planalto, o projeto de reforma da Previdência já teria, segundo dados do monitoramento que é feito online, 318 votos favoráveis na Câmara — dez a mais do que o necessário para passar.

O levantamento detectou também 60 em situação de neutralidade, 98 decididamente contra e 37 parcialmente contra.


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23/06


2019

Brasil 200 vai ao STF defender liberdade econômica

Grupo de Flávio Rocha vai ao STF defender MP da LIberdade econômica. PDT pediu que Supremo suspenda a medida.

Sobrinho e sucessor de Rocha, Gabriel Kanner (esquerda) irá ao STF em prol do governo Foto: Reprodução

Época - Guilherme Amado

 

O Brasil 200, movimento de empresários como Flávio Rocha e Luciano Hang, pedirá ao STF para participar de um caso que questiona a medida provisória da liberdade econômica.

O grupo defende a medida do governo.

Gabriel Kanner, sobrinho de Rocha e atual presidente do grupo, protocolará na segunda-feira um pedido para entrar como amicus curiae em um processo movido pelo PDT contra a tramitação da MP.

O PDT escreveu ao Supremo que a MP pode ferir "de morte" os interesses do Brasil. Kanner rebateu:

"Quem está ferindo de morte os interesses nacionais é o PDT. A medida provisória é fundamental para retomar a economia".


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23/06


2019

Descoberta da PF sobre quem pagou defesa de Adélio

A surpreendente descoberta da Polícia Federal sobre quem pagou o advogado de Adélio.

Ricardo Moraes | Reuters

O Globo - Por Lauro Jardim
 

Jair Bolsonaro não se conformou com a decisão da Justiça de absolver Adélio Bispo por considerá-lo inimputável. “Jogadinha de ser maluco”, chegou a dizer Bolsonaro sobre o veredicto.

Vai gostar menos ainda do que a PF tem a dizer sobre outra investigação, desta vez acerca de Zanone Júnior, o advogado do seu esfaqueador. Bolsonaro já disse mais de uma vez que o suposto mandante da facada estaria por trás do pagamento dos honorários do advogado.

Zanone sustentou desde  o início que o dinheiro para defender Adélio lhe foi dado por “um religioso de Montes Claros (MG)”, que não queria aparecer. Só que a investigação da PF, em fase final, aponta para uma novidade: ninguém pagou pela defesa. O advogado resolveu assumir o caso de graça e inventou uma história.

A motivação foi a mesma que o levou a defender gratuitamente Bola, o ex-policial que se envolveu no caso do goleiro Bruno. Zanone queria faturar com os holofotes de um caso supermidiático.


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ArcoVerde

23/06


2019

PF não investigará casos sem notificação formal

Vaza Jato

Falta de notificação de ataques virtuais atrapalha investigação da Polícia Federal.

Polícia Federal Foto: Geraldo Bubniak/Agência O Globo

Época - Por Guilherme Amado

 

A falta de notificação formal à Polícia Federal por parte dos procuradores e outras vítimas dos ataques virtuais tem atrapalhado as investigações.

A PF não vai investigar casos dos quais não seja notificada formalmente, e que tome conhecimento apenas pela imprensa.


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23/06


2019

Em vez dos militares

O verdadeiro combate à corrupção só pode ser feito por gente honesta

Jânio de Freitas - Folha de S,Paulo

Ainda sem saber o que liga o Exército ao bolsonarismo, estamos sob um teste novo do nosso futuro democrático e das perspetivas do país. As consequências que o Poder Judiciário der às transgressões de Sergio Moro vão indicar a determinação de sustentar o Estado de Direito ou a capitulação a um vale tudo irremediável, escancarando o país, ainda mais, ao que nele haja de pior.

Já era tempo de se vislumbrarem alguns sinais nos níveis de responsabilidade legal e moral na aplicação de Justiça e dos direitos civis. Ali não se ouve, não se vê, não se fala e, sobretudo, não se age a respeito da conduta de Moro na Lava Jato.

Não fugiu a esse imobilismo o requerido à Polícia Federal pela procuradora-geral Raquel Dodge: a investigação pedida é sobre a obtenção das gravações e sua divulgação. Os alvos verdadeiros são o jornalista Glenn Greenwald e o site The Intercept Brasil.

A Polícia Federal é um departamento sob controle de Moro no Ministério da Justiça (nome cada vez mais impróprio). A primeira nomeação de peso desse novo ministro, na PF, foi para a seção do Crime Organizado. Até poderia vir a calhar.

Não bastando, porém, que o principal interessado seja o próprio ministro, seu nomeado foi um dos delegados da Lava Jato que fizeram propaganda, pela internet, para Aécio Neves na campanha de 2014. Pretendente a novo mandado, RaquelDodge deixa bem claro o limite de sua iniciativa quando, em relatório ao Supremo, opina contra habeas corpus para Lula.

Não se ocupa da questão Lula, propriamente, mas do intercâmbio de transgressões de Moro e Dallagnol. Tem “manifesta preocupação com a circunstância” de que as mensagens “tenham sido obtidas de maneira criminosa”. Dá essa “circunstância” como decisiva, mas vai além.

Considera que “a autenticidade não foi analisada e muito menos confirmada”, logo, as gravações não têm validade processual. Mas, nesse caso, a afirmação de “maneira criminosa” de obtê-las também não é válida: “não foi analisada e muito menos confirmada”. E quem informou que a obtenção foi criminosa? Ou o que, mais do que admissível probabilidade, prova essa “circunstância”?

A autenticidade das vozes e dos diálogos de Moro e Dallagnol, no entanto, foi reconhecida por ambos. De imediato. Bastou-lhes ouvi-los, para que saíssem só pela tangente, “não tem nada de mais”, “isso é normal”, “não houve ilegalidade”. Nenhum dos dois negou serem sua voz e suas palavras nem negou o diálogo. Haveria, portanto, muito mais a ser pedido por Raquel Dodge. Mesmo na exótica situação de fazê-lo ao gravado Moro.

Não há como ter dúvida honesta sobre a autenticidade das gravações. Além disso, o site The Intercept, sua seção Brasil e Greenwald fazem jornalismo sério. Dúvida e honestidade de propósitos e métodos voltam-se para os setores que vão dar, ou negar, as consequências apropriadas ao embuste praticado em nome da Lava Jato.

O verdadeiro combate à corrupção só pode ser feito por gente honesta, a Lava Jato não precisa das outras. Nem a população precisa de mais gente a enganá-la e explorá-la.

Este é um momento de decisões graves —o que é sempre perigoso no Brasil.


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bm4 Marketing 3

23/06


2019

Bolsonaro coroa debate sobre armas com distorções e trapaças

 Em festival de enganações, presidente só oferece ao cidadão a opção de 'se virar'

Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo

“Santa Catarina é o estado que tem mais clube de tiro. Não por coincidência, é o estado menos violento do Brasil”, disse Jair Bolsonaro em sua última transmissão ao vivo. A relação estapafúrdia vendida pelo presidente coroa o festival de distorções e enganações no debate sobre a ampliação das armas de fogo. Mais uma vez, os fatos ficaram para trás.

Existe uma série de argumentos para embasar propostas de flexibilização. Há justificativas razoáveis em defesa da extensão do porte para algumas profissões ou a favor da liberação em propriedades rurais. Prevalece, entretanto, a falta de lógica.

Na quinta (20), Bolsonaro riu ao contar que senadores que votaram para derrubar seus decretos haviam sido ameaçados e —“olha só”— pediram proteção. “Você, que não tem como pedir proteção armada ao poder público, vai se virar como?”

A pergunta transforma em discurso institucional a ideia de que, na segurança, cada um cuida de si. Ainda que o Estado deixe muito a desejar, um governante não deveria oferecer ao cidadão só a opção de “se virar”. 

Além disso, o presidente não deve ter percebido que o exemplo nega suas próprias posições. Os parlamentares que pedem proteção querem segurança oficial da polícia, exercida por profissionais. Só haveria hipocrisia se, após a ameaça, eles mesmos pedissem para andar armados.

O governo recorre também a uma versão fantasiosa do referendo de 2005. Na ocasião, eleitores derrubaram um artigo do Estatuto do Desarmamento que proibiria a venda de armas. A votação, porém, não derrubou restrições à posse e ao porte. Se quer mudar a lei, o presidente precisa enviar um projeto ao Congresso. 

Para completar, Bolsonaro sustenta que armar a população é essencial para conter a ascensão de ditadores. O raciocínio extrapola a questão da criminalidade e mostra que o presidente é capaz de trapaças criativas para fazer valer sua vontade.


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23/06


2019

Culpa do cimento e do talento

Coluna Carlos Brickimann

A Odebrecht, uma das maiores empresas brasileiras, pediu recuperação judicial – aquilo que antigamente chamávamos de concordata. As equipes que montou, e que nada têm a ver com pixulecos e propinas, já perderam muitos talentos, e os que sobraram perderão o emprego se a empresa quebrar. Os donos vão bem: vivem confortavelmente (alguns diriam luxuosamente) e estão entre os que mais têm a receber da empresa, fortemente endividada.

Por que? Por que punir a empresa (e não falemos apenas da Odebrecht, mas de todas as envolvidas na Operação Lava Jato), se quem cometeu os atos de que todos sabemos não foram os prédios nem os funcionários, mas seus diretores? Equipes talentosas, que foi difícil montar, são e serão desfeitas sem que seus integrantes tenham culpa; e são eles que ficarão sem emprego.

Perde também a engenharia brasileira, porque o know-how não é usado, e os clientes se afastam de empresas com problemas. “A lei manda punir as empresas” – mas leis podem ser modificadas. Se quem estava irregular eram os donos e seus executivos, por que não puni-los, afastá-los da empresa até que sejam julgados, tomar-lhes as ações e entregá-las a, por exemplo, uma cooperativa de funcionários?

Do jeito que a coisa anda, donos e executivos se salvam e quem não participou de ilegalidades paga com seu emprego.

Como diz o jornalista Luís Nassif, é possível punir quem deve ser punido sem desmontar a empresa toda. Beneficiar quem não merece é mau exemplo.


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23/06


2019

Convênio: Folha e reportagens com base no Intercept

Série de reportagens da Folha explora mensagens obtidas por site The Intercept Brasil

Folha de S.Paulo

A reportagem 'Lava Jato articulou apoio a Moro diante de tensão com STF, mostram mensagens' é a primeira de uma série que a Folha planeja produzir com base nas mensagens trocadas pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato nos últimos anos e obtidas pelo site The Intercept Brasil.

O site permitiu que a Folha tivesse acesso ao acervo, que diz ter recebido de uma fonte anônima há semanas. A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar suspeitas de ataques de hackers a telefones de procuradores e do ministro Sergio Moro (Justiça).

Nos últimos dias, repórteres do jornal e do site trabalharam lado a lado, pesquisando as mensagens e analisando seu conteúdo.

 

pacote obtido pelo Intercept reúne mensagens privadas trocadas pelos procuradores em vários grupos no aplicativo Telegram desde 2014, incluindo diálogos com o ministro Moro, que foi o juiz responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba até 2018.

Além das mensagens, o acervo inclui áudios, vídeos, fotos e documentos compartilhados no aplicativo.

Ao examinar o material, a reportagem da Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado.

Leia reportagem completa clicando ao lado:   Série de reportagens da Folha explora mensagens obtidas por site ...


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